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Latona

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por imported_helen, 13 Jun 2011.

  1. imported_helen

    imported_helen Usuário

    [align=center]Latona

    A palavra me falta, mas escrevo!
    Tomo a pena indelével artesã,
    minha, de ignorância, irmã!
    Escrever sem a palavra, é tão mais
    promissor, porém não mais livre!
    Pois a palvra eu a desejo,
    busco-a em outros tinteiros,
    celulose, bits e pixeles !
    Mas ela me falta, falta-me!
    E eu escrevo, à mercê da culpa,
    Minha culpa, máxima e inexorável culpa!!!
    Quero parar, quero entender o porquê,
    Mas o porquê não tem nome,
    Signo indecifrável, pois a palavra,
    simplesmente não existe,
    e jamais existirá, talvez!!!
    Mas eu escrevo,
    pois ela vive, ali entre a pré-escrita e a utopia!
    Devoro cada linha, ponto-e-virgula,
    estrofe a etrofe, escalo parágrafo a parágrafo!
    E a palavra?
    Me falta, falta-me!!!!
    Falta-me como o ar!!!,
    Devaneios, delírio alado nas asas de minha pena!!
    Deveras a palavra me falta,
    Fazes-me falta!
    Sabes porque me falta tanto,
    Porque não a sabes dizer!
    Então não me a diga,
    sussurre-a ao vento,
    deixarei a porta entre-aberta,
    receptáculo de tuas sílabas!
    a lábios cerrados a tomarei como minha!
    de meu próprio ventre a trarei ao ao mundo!
    Não te preocupes, teu nome levarei a batismo,
    não renegarei à tua essência fecunda prole. [/align]
     
  2. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Alguns tils faltam. Algumas estrofes atrofiam, etrofiam. Por que não porquê? Ao-ao-ao mundo você trouxe outro poema, numa digitação veloz. Mas tantas rimas, coisa de beber um elixir das musas. Sua metralhadora tem muita sorte no escuro, acertando tantas rimas.

    Do meu punho a livrarei ao ao mundo
    E te preocupes, teu nome apagarei da lápide
    para que de tua existência não saiba tua prole.

    Esse é o ódio que falta aos poetas, de acordo com o
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    .
     
  3. imported_helen

    imported_helen Usuário

    É isso mesmo Rodolfo,

    eu digito na velocidade em que poeto, infelizmente isso acaba acontecendo comigo!

    Esse poema saiu como um grito, sem o menor pudor em acontecer!


    Grande abraço!
     

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