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Lançado longa filmado com celular

Tópico em 'Cinema' iniciado por Fingolfin, 4 Fev 2006.

  1. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Sul-africano lança 1º longa-metragem todo gravado em celulares


    Foto reprodução do site Reuters

    JOANESBURGO - Oito celulares, US$ 160 mil e uma idéia na cabeça. Será esse o futuro do cinema? O diretor sul-africano Aryan Kaganoff acredita que sim. E, para provar que está certo, dirigiu "SMS Sugar Man", projeto classificado como o primeiro longa-metragem do mundo gravado inteiramente em celulares.

    "SMS Sugar Man" foi gravado com oito câmeras de celulares no prazo de 11 dias. O filme tem três personagens principais e seu orçamento é inferior a 1 milhão de rand (US$ 164 mil). Além de exibição em salas convencionais de cinema, o filme será transmitido a celulares na forma de três episódios de 30 minutos, no prazo de um mês.

    Kaganoff diz que a história de um cafetão e de duas prostitutas de alta classe percorrendo as ruas de Joanesburgo na véspera do Natal abrirá o caminho para uma nova e democrática abordagem cinematográfica, que reduzirá os custos envolvidos tanto em fazer quanto em assistir filmes.

    - Acredito que o cinema, na África do Sul, não seja a mídia apropriada para representar quem somos... Trata-se de um fenômeno maioritariamente branco. E aí me ocorreu que a mídia que os africanos amam acima de todas as outras são os celulares - disse ele à Reuters.

    Kaganoff - que ironicamente só adquiriu seu primeiro celular no ano passado para fazer o filme - descartou as preocupações quanto à qualidade e disse que as imagens pareciam "fabulosas" quando ampliadas para 35 milímetros, a bitola padrão de um longa-metragem.

    Embora filmes produzidos na África ou que a têm por tema estejam conquistando a atenção fora do continente mais pobre do mundo, as pequenas platéias na região - onde a maioria das pessoas não têm dinheiro para bancar uma noite de cinema - dificultam a situação financeira dos cineastas.

    Encontrar um modelo de cinema de baixo orçamento como o da Nigéria, onde a indústria cinematográfica nacional, conhecida como "Nollywood" tem imensa popularidade,a única maneira de garantir o futuro dos filmes na África do Sul, segundo Kaganoff.

    "SMS Sugar Man", que estréia em maio, custou apenas uma fração dos cerca de 6 milhões de rand tipicamente investidos em um filme local de baixo orçamento. Para comparação, os filmes de Hollywood custam entre US$ 40 e 50 milhões, tipicamente, e muitas vezes excedem os US$ 100 milhões.


    *************************************

    Eu não sei, mas tenho a impressão q a qualidade fica super hiper merda. To levando em consideração filmes feitos com boas cameras digitais que já são ruins. E porra, como ele conseguiu gastar ainda 164 mil dólares?
     
    Última edição: 4 Fev 2006
  2. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Essa foi a gargalhada do dia pra mim.
     
  3. Khansc

    Khansc Banned

    Nem merece muito comentário. Se o cara acha que o céu é vermelho com bolas brancas e não azul é melhor nao contrarir.
     
  4. Finduilas

    Finduilas De Mudança pra South Park

    Os africanos podem até amar os celulares... Mas se eles podem tê-los aí é outra conversa.. :lol:
     
  5. Dirhil

    Dirhil Olha, Schroeder...

    Bom.... o carinha aí tinha 8 né?
     
  6. Eö Calmcacil

    Eö Calmcacil Tirem as crianças da sala!

    Vai ficar uma maravilha de qualidade... O som então... :dente:

    Não sairia mais em conta uma filmadora? Dessas Sony que a gente encontra em qualquer Ponto Frio da vida...
     
  7. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    8 celulares de 200 reais = 1600 reais

    1 camera de 2000 reais = 2000 reais

    Então não.

    E eu imagino que o conceito da trama deve pedir cameras de celular, ele não tá usando só pra economizar.
     
  8. Presto

    Presto Usuário

    Ah, eu acho que é só pra chamar a atenção mesmo.


















    :idea:
     
  9. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Pode ser, mas a conta não dá só isso não.. um celular com uma camera q presta custa no mínimo 1000 reais... q é o sony w800

    mas como vc disse, ele queria fazer com celular, memso pq há o marketing em cima disso. Se ele tivesse feito um filme convencional não haveria gente no brasil discutindo o filme dele.
     
  10. Coiote

    Coiote Fallin´

    É ótimo q ele queira baixar os custos de produção de filmes pra q mais pessoas tenham acesso,mas celulares não são a melhor forma pra fazer isso,já q o custo/benefício é muito alto.Grande inspiração,não tão boa idéia :mrgreen:
     
  11. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Meninos vou dar um leve puxão de orelhas.

    Em termos de tosquice, a gente sabe que nóis (na verdade, alguns de vocês, porque eu num fiz aind nenhum filme :P) também gosta de fazer coisas de baixo custo, tosco ao extremo, mas... what the hell, É divertido para quem faz, e se diverte o público então nem devíamos sair malhando esse cara "tosco".

    Da mesma forma que eu vi no Música todo mundo já pensando em guitarras para fazer seu CD solo (ou devia dizer só pensando em guitarras?), aqui temos um problema semelhante. Não conseguimos pensar que é possível fazer cinema com outras coisas a não ser "equipamento profissional".

    Bruxa de Blair devia ter lembrado vocês disso... pessoalmente achei uma merda, mas só porque é americano é menos tosco que o nosso amigo sul-africano? Deve ganhar mais dinheiro que o africano aí?

    Sobre celulares, o mayoros costuma usar o dele profissionalmente para tirar fotos de campo, e quando é necessário uma montagem panorâmica que a câmara digital do departamento dele não faria (faria... mas teria de esperar voltar pro lab, sentar a bunda no micro para fazer a panorâmica... e torcer para as fotos que tirou "encaixarem" direitinho).

    Nào que ele tenha comprado o celular para tal uso... na verdade, ele comprou um celular assim porque o palm dele não tira mais foto, e carregar uma camera ocupa mais espaço na mochila.

    Mas pensando no quanto ele gastou, bem se você vai fazer uma coisa profissional tem de pagar direitinho quem trabalhou para fazer seu filme. Pagar locações, atores ou "atores" (mesmo que sejam amigos fazendo por farra, a coisa muda de figura se você tem lucro). E pensando assim (e se eu considerar que somente um ou outro celular já tinha câmera, e os outros foram comprados) os gastos foram até bem razoáveis.
     
  12. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    A sua comparação não faz sentido, pq quando as pessoas fazem filmes caseiros, geralmente é pra esculachar mesmo. Ninguém gasta 160 mil dolares num filme caseiro, com a intenção de mostra-lo em festivais.

    Quem não consegue? Você? Eu não vi ninguém aqui falando que cinema só deve ser feito com cameras de 50 mil dolares.

    Embora, a preferência geral é que a qualidade da imagem obviamente seja boa (ou pelo menos interessante), já que cinema é um meio visual, etc, duh.

    Essa comparação também não faz sentido. Não vi ninguém aqui defendendo "Bruxa de Blair" -- embora devam, pois o filme é fantástico e extremamente inteligente e criativo -- mas eu não consigo imaginar como o filme seria tosco. A idéia era do filme simular um filme caseiro desses que se fazem em viagens, então faz total sentido a camera ser tremida e suja, pois é assim que normalmente ficam essas filmagens. O realismo gerado é bem forte. E o filme tem trechos filmados em 16 mm e em digital night vision que são bem bonitos.

    O sul-africano, OBVIAMENTE, quis filmar em celulares pra chamar atenção. "Ei, nós fomos o primeiro a fazer um filme só com celulares! Uhu! Nós somos D+!". Eu não sei qual é a idéia por trás do filme e se o uso de celulares é justificavel conceitualmente ou tematicamente, mas ainda é bem óbvio aonde ele quis chegar. Eu aposto, visto o título e a trama e todo o processo chamativo da filmagem, que o filme não vai ser nada bom.

    Se for uma questão de economizar, o Shane Carruth filmou PRIMER em 16 mm por 7 mil dólares. O filme tem uma estética mais profissional do que muitos filmes de Hollywood. Os celulares não foram pra economizar, foi marketing.
     

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