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"Laços de Família" (Clarice Lispector)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Artanis Léralondë, 7 Set 2008.

  1. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Oi gente!

    Eu li Laços de Família que o vestibular da UFSM pediu.É bem legal!
    Alguém aqui já leu?:lily::lily::lily:(fofinha essa gif)

    Enredo:

    Laços de Família inclui-se entre os melhores livros de contos de nossa Literatura. São 13 contos centrados, tematicamente, no processo de aprisionamento dos indivíduos através dos "laços de família", de sua prisão doméstica, de seu cotidiano. As formas de vida convencionais e estereotipadas vão-se repetindo de geração, submetendo as consciências e as vontades. A dissecação da classe média carioca resulta numa visão, desencantada e descrente dos liames familiares, dos "laços" de conveniência e interesse que minam a precária união familiar.

    Há um aspecto a ser levantado nas personagens criadas por ela. Usualmente são moças, velhas, casadas, solteiras, enfim, mulheres e sua realidade social e pessoal deflagradas sob o olhar hipnotizante e martirizador de Clarice.
    fonte:http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/f/feliz_aniversario_conto

    Contos:

    ~Devaneio e embriaguez duma rapariga:

    Esse é engraçado, mostra bem como era antigamente ou ainda a pessoas que pensam assim:
    mulher com quadril largo é boa parideira.
    hehehe
    Mulheres magrinhas "sem quadril", não era boas para casar, pois não teriam um bom filho ou leite para seu bebê.A mentalidade da época...

    ~Amor:

    Esse traz à tona a vida cotidiana de uma mãe de família que se dedica integralmente aos filhos e ao marido.Nada contra, no entanto, ela tem que ter sua vida também, um tempo pra si. Tem o trecho que achei genial:
    "Diante das árvores, sua emoção é muito grande. Esses vegetais davam frutos, mas também eram sugados por parasitas, o que lhe deu um incômodo nojo (seria uma metáfora de sua condição feminina?). "
    E o conto termina:
    "Consegue voltar, dedicando-se ao seu marido e aos seus filhos. Ama-os, mas agora de uma forma incomodante; ama-os sentindo até nojo."

    ~Uma galinha:

    "Pode ser resumido na seguinte indagação do narrador: “Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser?”. É a história de uma galinha que foi comprada para servir de refeição a uma família, mas que consegue fugir num vôo prodigioso e desajeitado. É a luta por vida, mesmo que numa existência da forma mais instintiva. No entanto, é perseguida pelo chefe da família, numa pândega corrida pelos telhados da vizinhança, até ser agarrada. De volta ao lar opressor, no meio do estresse misteriosamente a ave bota um ovo. Mais uma vez a imagem da feminilidade associada à maternidade. Tal ato mostra-se tão sagrado, pois que à véspera da morte ela dá vida, que acaba sendo poupada, tornando-se o xodó da casa. O tempo passa, e com ele talvez todo o aspecto divino de sua feminilidade. Um dia acaba por servir de refeição."

    Eu gostei desse =D
    Me lembrou aquele episódio dos Simpsons, onde o Homer se apega a uma lagosta e começa a cuidá-la como se fosse sua filha, mas no final acaba comendo ela, só que chora ao mesmo tempo com dó...só quem diz: carne deliciosa!:rofl:

    ~ A menor mulher do mundo:

    Esse é interessante...
    "É carregado de aspectos líricos e simbólicos. Narra a descoberta da menor integrante de uma isolada e frágil tribo africana de pigmeus, os Likoualas. É o elemento mais pária dos párias. Assemelha-se à galinha do conto “A Galinha”, ou a Macabéa, de A Hora da Estrela. Encontrada no coração da África, por Marcel Pretre, um caçador e explorador, a menor mulher do mundo tinha 45cm e era escura como um macaco. Vivia numa árvore com o seu concubino e estava grávida. A sua foto, tirada pelo francês, na qual ela aparecia em tamanho natural, foi publicada em jornais de todo o planeta despertando nas famílias o desejo de possuir e proteger aquele pigmeu do sexo feminino, ser humano em miniatura. Os selvagens Bantos, conterrâneos da menor mulher do mundo, adoravam capturar e comer aquelas miniaturas. As crianças queriam a mulher para brincarem de boneca. "Mamãe, se eu botasse essa mulherzinha africana na cama de Paulinho enquanto ele está dormindo? Quando ele acordasse, que susto, hein", disse um menino. Sua mãe olhava-se no espelho e enrolava o cabelo quando ouviu isso, Lembrou-se de uma história contada pela empregada, que passara a vida num orfanato. As meninas da instituição não tinham brinquedos. Um dia, uma delas morreu, e as outras esconderam-na das freiras no armário. Quando não estavam sendo vigiadas, pegavam a defunta como se fosse uma boneca, davam-lhe banho, penteavam-lhe os cabelos botavam-na de castigo, punham-na para dormir... Pensando nisso a mulher considerou cruel a necessidade humana de amar e possuir, a malignidade de nosso desejo de ser feliz, a ferocidade com que queremos brincar. A alma das famílias queria devotar-se àquela frágil criatura africana. Enquanto isso, a própria coisa rara, a menor mulher do mundo, grávida, sentia o seu peito morno de amor. Amava e ria. Amava o explorador amarelo, a sua bota, o seu anel brilhante. Amava e ria, e deixava o homem grande perplexo. Pequena Flor, era assim que o francês a chamava, sabia que o amor era não ser comida pelos Bantos, era achar uma bota bonita, gostar da cor do homem que não é negro, e rir. O explorador não entendia o amor que lhe saía por aquele riso. Ele, que já conhecia um pouco da sua língua, fazia-lhe algumas perguntas, às quais Pequena Flor respondia "sim", "Que era muito bom ter uma árvore para morar, sua, sua mesmo, pois é bom possuir, é bom possuir, é bom possuir.""

    Relata como o ser humano gosta de TER as coisas em seu PODER, para poder manipulá-lo como se fosse um brinquedo para seu bel prazer.

    É um livro bem legal, ele me lembrou o filme O Sorriso de Monalisa, onde a Julia Roberts faz uma personagem que luta pelo direito da mulher, saindo daquela círculo -mulher dona de casa- e tem sua própria independência financeira, tem diploma, caractrísticas que eram limitas só para homens na época.
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    :tchauzim:
     
  2. Liv

    Liv Visitante

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    Eu já li! É tão bonitinho :)
    Clarice, né? Tipo assim.. A MELHOR, heim!
     
  3. Pveti

    Pveti Usuário

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    PQP!!!!!
    Tô lendo....e curtindo demais.....
    Clarice é foda....Minha filha, minha neta, minha bisneta, minha etcetcetc vai chamar Clarice....Tudo por essa escritora que xingo ela de tão bom que é cada conto....
    Ela faz cada dona de casa ser uma coisa complicadissima....Clarice é a melhor...
    Beijos
     
  4. Liv

    Liv Visitante

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    E quem disse que ser dona de casa é fácil? HEEEEIM? :dente:
     
  5. imported_Amélie

    imported_Amélie Usuário

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    huhuh eu que o diga... Amélie Amélia total hahahahaha
     
  6. Pveti

    Pveti Usuário

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    É, pensando bem, quando mãe não tá em casa, tenho que apelar para o famoso MIOJO.....
    Tenho que dar mais valor....mas tomara que a dona aqui de casa não seja clariciana, e saia por ai nos Jardins Botânicos da vida e esquece seus filhos...heheheh
    E palmas pelo conto Feliz Aniversário....tinha que ser a Clarice
    Abraços e Beijocas
     
  7. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    RE: ~Laços de Família - Clarice Lispector~

    Mãe é mãe, elas são umas vencedoras :winner:
    Mas, um miojo sempre é bem vindo =D
    Eu gostei daquele conto, daquela mulherzinha mais pequena do mundo.Relata bem como gostamos de manipular as coisas =/

    ps: agora bateu a dúvida, não tenho certeza se é dela esse conto...xD
    mas, é bem legal!
    tanto conto para o vestibular q estou confundindo :biblio:
     

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