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[L] [Vinci] [Uma Nova História]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Vinci, 2 Out 2003.

  1. Vinci

    Vinci Usuário

    [Vinci] [Uma Nova História]

    Staria – A cidade das Estrelas

    No Continente Sean, existia uma cidade enorme, conhecida como Staria: a cidade das estrelas. Talvez o único lugar do mundo onde nunca o Sol nunca raiou.
    A cidade fora fundada por Oranis, um vampiro, e é muito antiga. Hoje em dia, é uma cidade com muitas pessoas e são todos muito diferentes, de vampiros a magos.
    As maiores guildas de magos, os maiores vampiros de todos os tempos, os grandes monstros, todoas em Staria, uma cidade que não precisa ser iluminada para ser incrível.
    Uma coisa incrível notada pelo grande mestre mago Orawa (filho meio-vampiro de Oranis): em Staria o tempo passa mais devagar. Uma ampulheta que fora comprada por ele em Realia começara a falhar conforme ele chegava em Staria. Quando chegou por fim, uma hora demorava três vezes mais para ser concluída do que em Realia.
    Mas esse é apenas um segredo desse local misterioso, pois todos tem certeza de que há muitos que ainda não foram descobertos ainda...
    E assim é Staria, um local místico, encantador, que nunca fora tocado pelo dourado da luz solar... Curiosamente é onde começa nossa história.
     
  2. Vinci

    Vinci Usuário

    Nataniel Gardman

    Qualquer um que visitasse a casa que mais parecia um enorme observatório de estrelas, poderia ver um homem alto, com a constituição de um urso, pálido como um fantasma, com cabelos azuis como as camadas mais profundas do mar e com olhos de um vermelho fascinante e assustador. Alguma coisa de profundamente estranho haviam em seu olhar. Era profundamente humano e profundamente monstruoso.
    E caso essa pessoa ainda tentasse conversar com ele, perceberia estranha simpatia e dois caninos sutilmente avantajados.
    Por isso, muitos achavam que ele era um vampiro. Mas não era. Na verdade, ele era de uma raça híbrida muito rara e poderosa. Ele era filho de Stornglass o terrível dragão branco e da vampira Mellian. Um meio dragão meio vampiro. Orawa, que conhecia suas verdadeiras origens dizia que ele teve até sorte por não nascer tão monstruoso como poderia. Havia herdado mais da mãe que do pai. Seu pai lhe conferiu apenas uma estranha habilidade com a feitiçaria além de uma invulnerabilidade total contra calor e luz. Ataques que envolvessem fogo não teriam efeito algum nele.
    Havia burlado também a maior fraqueza dos vampiros: podia sair a luz do Sol sem incômodo algum.
    Já a algum tempo pensava em começar a se aventurar. Mas algo nas estrelas lhe dizia que deveria ficar lá e esperar por um tempo. Ele esperava algo que não sabia com estranho fervor.
     
  3. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Criativo, mas algo me incomoda na narração... Não sei se são as frases curtas ou o modo mesmo que você usa para descrever as coisas... Não liga não, provavelmente é neura minha, é que ainda não estou acostumado com o seu estilo... Volto a dizer que é muito criativo e eu sei o quanto é difícil concretizar uma nova realidade... ^^

    Hm, Staria lembra Star, acho isso meio que chamar o dragão de Draco... Hehehehe, mas você que sabe... =)

    (odeio fazer observação negativa, desculpe)
     
  4. Vinci

    Vinci Usuário

    Muito obrigado, Melkor. Staria realmente lembra Star, essa foi justamente a intenção...
    E quanto ao meu estilo... Bom, eu sou diferente mesmo. Esse começo é só para vocês se acostumarem com os personagens. Nada começou ainda...
     
  5. Vinci

    Vinci Usuário

    Muito obrigado, Melkor. Staria realmente lembra Star, essa foi justamente a intenção...
    E quanto ao meu estilo... Bom, eu sou diferente mesmo. Esse começo é só para vocês se acostumarem com os personagens. Nada começou ainda...

    Robert Soucake

    No melhor restaurante de Staria, considerado pelos gordos nobres de outros locais o grande ponto turístico da cidade, havia um cozinheiro diferente.
    Líder dos cozinheiros, ganhava bem e cozinhava melhor ainda. Sua vida era dedicada a culinária e ele a tratava assim como um pintor trata a arte de pintar e um músico a arte da música.
    Ele não era humano. Tinha o rosto redondo e branco, e o corpo branco também. Tinha olhos grandes e pensativos, que passavam a sensação de hiperatividade e curiosidade com uma pitada de alegria intensa. Seus cabelos eram grandes, encaracolados e laranjas.
    Quanto a sua constituição, era baixinho, gordo e atarracado, embora não parecesse necessariamente feio.
    Os pais já tinham morrido a algum tempo, e deixaram a ele um legado importantíssimo: um garfo enorme com um buraco, mais ou menos onde se segura. Nesse buraco, Robert poderia colocar um pedaço de Sphrina, um metal preciosíssimo que os maiores magos do mundo utilizavam como canalizador de energia. Isso o tornaria o maior cozinheiro do mundo, o melhor. Mas por enquanto, ele se contentava com seu dom.
    Não sabia porque não saia e procurava a Sphrina, honrando seu legado e sendo transformado no maior cozinheiro de todos os tempos.
    Ele esperava algo. Assim como Nataniel, esperava alguma coisa que não sabia, mas também com um fervor estranho...
     
  6. Vinci

    Vinci Usuário

    Amellian Whiteleaf

    Nataniel caminhava pelas ruas de Staria, percebendo quanto a cidade havia mudado em tão poucos anos! No governo de Oranis, tudo parecia bom, embora todos soubessem que o real motivo de a cidade não ter muitas alianças era o vampirismo de seu prefeito. Ele, que sofria também um pouco de preconceito por parte das pessoas, achava isso absurdo.
    Refletia sobre algumas coisas, pensando na vida e caminhando ao mesmo tempo. Já estava mais ou menos na rua da lojinha de antiguidades quando trombou em alguém...

    - Precisa prestar mais atenção, Nataniel... – disse aquele com que Nataniel tinha trombado – Pensando na vida em plena rua, onde todo mundo anda? Hehehe...
    - Robert! Pensei que você estava trabalhando, rapaz. Me diga, o que acontece que você está aqui?
    - Pedi demissão, meu caro. Hoje, acordei com uma sensação estranha, dizendo que deveria fazê-lo.
    - Ora, ora! O melhor cozinheiro do restaurante se demitindo?

    Percebera então que uma jovem passava pela rua, em direção ao antiquário. Em suas costas, carregava uma enorma bagagem, cheia de coisas.

    - Esta é a nova dona do antiquário? E o Sr.Norbert, onde foi?

    Sarcástico, Robert apontou para cima, segurou a cabeça de Nataniel e colocou-a em uma posição em que olhasse para o céu também.

    - Lá onde os espíritos repousam... Pelas barbas de Zell! Isso foi notícia de todos os jornais de Staria a uma semana! Onde você estava durante esse tempo, dormindo?
    - O SENHOR NORBERT MORREU??? EU COMPRAVA LÁ COM MAIS DE 30 PORCENTO DE DESCONTO...!
    - Ora, quem sabe essa aí vai com a tua cara...
    - Ok, vamos ver. – disse Nataniel

    Ela já havia entrado no antiquário quando o meio vampiro entrou também. Robert o seguira.

    - Olá, dama...
    - POR ALPHI! UM DEMÔNIO!!! – ela disse, assustada.

    O cozinheiro caíra em uma crise horrível de riso. Estara sem fôlego e quase caindo no chão, quando aquilo ocorrera.
    A moça não era muito alta, tendo por volta de um metro e sessenta e tinha os cabelos castanhos, lisos e bem claros. Seus olhos eram de um azul profundo, contrastando muito com os vermelhos de Nataniel. O cabelo era curto, estando pouco abaixo da altura do ombro.

    - Eu não sou um demônio. – disse Nataniel – Será que um dia as pessoas compreenderão isso? De qualquer modo, qual o teu nome?
    - Amellian Whiteleaf.

    Nataniel estendeu-lhe a mão, e ela ficara assustada, recuando. Robert rira ainda mais.

    - Moça, já lhe disse que não sou um monstro.

    Ambos saíram do antiquário, Robert respirando ofegante, conseqüência de um longo tempo rindo. Nataniel respirava sério e quem olhasse para seus olhos, não veria um olhar profundamente humano, como era o comum: veria um olhar profundamente irritado.

    - E então, rapaz, será que vai conseguir os seus trinta denovo?
    - Você ainda tem dúvidas? Claro que não. – respirou fundo – E aí, porque pedira a própria demissão?
    - Se eu soubesse. – agora Robert também adquiria um tom mais sério – Mas alguma coisa me disse que minha vida mudaria se eu o fizesse, então vou obedecer esse meu estranho pensamento.
     

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