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[L] [Vinci] [O Legado dos Deuses]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Vinci, 12 Mar 2008.

  1. Vinci

    Vinci Usuário

    Prólogo

    Quando menores, Linda e Nash encontravam-se com maior freqüência. Viviam por aí, brincando na grande propriedade dos Greenhill, infernizando (e depois correndo desesperados) um bode velho e mal humorado que eles tinham, fazendo receitas de brigadeiro e chocolate quente quando chegava o frio. Ao se verem os dois mais moços e crescidos toda essa proximidade foi acabando. Eram ainda bons amigos, sempre estavam juntos na escola, mas as visitas foram cessando com o medo dos pais de Linda de que ela e Nash se botassem de namorico.

    Já fazia uma semana que Linda não comparecia às aulas graças a um problema no pé. Tinha trincado quando ela tropeçara num degrauzinho entre a sala e a escada de sua casa, um jeito um tanto quanto idiota de quebrar o pé, e Nash riu com vontade ao ficar sabendo disso. Mas também ficaram com saudade da amiga, nessas épocas em que ele não podia freqüentar muito a sua casa.

    E numa aula chata de matemática, a qual Nash se forçara a assistir com atenção para manter o boletim em alta – os pais só deixavam continuar os trei-nos de espadachim se suas notas não fossem boas, chegou o bilhetinho. Uma das amigas de Linda que tinha ido visitá-la e levar-lhe algumas tarefas da escola o trouxera. Pedia a Nash que fosse até lá na noite de sexta-feira, quando os pais dela iam para a igreja - coisa da qual ela só tinha conseguido escapar por estar com o pé meio quebrado – e a propriedade dos Greenhill ia ficar umas horinhas vazia.

    Ao varar o portão da propriedade galopando com o seu cavalo, Nash já sabia aonde iriam se encontrar. Havia um celeiro, e ao lado dele, um monte de blocos de feno sobre o qual eles sempre iam quando menores para conversar, ou comer biscoitos quando era frio. Preferiam não se arriscar ali quando estava calor, pois aí o sol batia forte e o feno era quente.

    Não conseguiu evitar o sorriso ao ver a amiga sentada lá no alto da montanha de mato seco. Pôs-se a escalar até chegar a seu lado, e ao reparar na botinha ortopédica preta que usava no pé esquerdo, riu.

    - Então pra vir conversar você consegue andar... Ir pra escola que é bom, nada! – disse, sorrindo.

    - Ah, me deixa... Eu lembro quando você estava com catapora e rezava pras bolinhas continuarem ali, só pra não ir – Linda disse. Nash fez uma cara de desdém, visto que aquilo já fazia um bom tempo. – À propósito, sua mula, eu sei que meus pais estão na igreja hoje, mas não precisava vir naquele galope! Devem ter ouvido da capital.

    - Você acha? A igreja é longe, menina! Eu poderia ter vindo aqui com a banda toda, se é que você quer saber.

    E conversaram um bom tempo, rindo com vontade, aproveitando as duas horas de culto para contarem as coisas engraçadas que haviam acontecido nessa uma semana. Até que Nash bocejou e deitou-se no colo da amiga.

    - Meu deus, Nash!... Quando a gente era menor, você não iria dormir essa hora nem que seus pais te implorassem. Tá ficando velho...

    - Fácil falar... Aposto que você fica parada, comendo e engordando, com esse seu pé assim. Eu, além de ir toda santa manhã pra escola, ainda treino a tarde inteira, você sabe.

    - Então você vai ficar me chamando de gorda? Sai do meu colo e vai pro feno, folgado!

    - Estou aqui porque você é mais macia, rechonchuda! – disse Nash com um sorriso de provocação – Se você se incomoda tanto, vai fazer exercício.

    Ela era uma menina de cabelos pretos compridos-mas-nem-tanto. Caíam-lhe até pouco abaixo dos ombros. Seus olhos a uma primeira vista pareceriam verde-escuros, mas eram da cor do mel, uma espécie de castanho metido a olho claro. Não era perfeita, mas era muito bonita, e obviamente não era gorda. Mas Nash sempre a chamava assim por dizer que ela tinha a cara meio redonda, feito uma bolacha, e nisso talvez ele não estivesse de todo errado.

    - Mas, enfim... Você ainda tá encucado com esse negócio de espada?

    - Sempre foi o que eu quis Linda... E depois daquilo, ah, não posso desistir! Naquela época, além de tudo o que aconteceu, eu não tinha treinamento quase, só pode ser talento.

    Aquela história de novo. Fazia uns dois anos, quando eles ainda tinham treze, que um torneio de espadachins jovens foi feito na Cidade Central. Nash, assim como alguns outros garotos da vila, foi levado por Mestre Gouki – seu professor – ao lugar, para assistir e aprender. Ao chegar lá, Nash mesmo quase sem experiência na época, teimou em se candidatar, e Gouki, mais para provar ao garoto que ele não podia confiar na sua pouca perícia do que qualquer outra coisa, atendeu ao pedido.

    Linda não foi ao torneio, por ter sido uma excursão fechada, somente para garotos. Ela adorava a Cidade Central, e se metia em qualquer coisa que tivesse chance de pelo menos passar por lá. Mas, ao chegarem todos os aspirantes a espadachim de volta a vila, ela ouviu a história tantas vezes que foi como se tivesse assistido tudo com seus próprios olhos.

    Havia rapazes de quase todas as cidades próximas, rapazes de até quinze anos que ousaram botar à prova suas habilidades. O primeiro que Nash enfrentou não era muita coisa com a espada, embora fosse fortíssimo e, nas descrições que Linda ouviu, do tamanho da montanha de feno de seu celeiro. Nash ganhou. E não foi a única vez: conforme avançavam as fases, o garoto lutava com uma mistura de habilidade – que o próprio Gouki olhou boquiaberto, visto que fazia nem três meses que recebia aulas – e garra, e conseguia as vitórias.

    Chegou às semifinais, enfim, e foi desclassificado. E aí que entrava o argumento maior de Nash, um escândalo de arbitragem. Mais tarde, quase um ano depois, descobriu-se que Grendel – aquele que tirara Nash do campeonato - vinha tomando uma mistura de ervas proibida, que lhe estimulava os múscu-los e fazia-o lutar como se fosse muito mais rápido e forte. Alguém da organização sabia, e não aplicara direito os testes de química nele.
    Desde o fim do torneio, Nash já vinha treinando com uma dedicação incrível. Um ano depois, saber que podia ter ganhado não fosse a trapaça foi como um troféu tardio.

    - Mas... Você é bom na escola, Nash. Pode virar alguma coisa da vida, e você sabe disso – Linda sempre argumentava contra o sonho de Nash, de botar uma espada nas costas e viajar pelo mundo. No fundo, era o medo de que ele nunca mais voltasse para o pacato vilarejo, e ela sabia.

    - Sou bom na escola porque meus pais obrigam. Chantagearam-me cruelmente, em minha opinião! – disse rindo. – Mas também nunca quis ser um burro de braço grande... Eles até que estão certos.

    Linda sorriu um sorriso forçado, sem mostrar os dentes. Bem ao longe, na cidade, o sino da igreja tocou alto. Em pouco a missa estaria acabando, e os Greenhill iam voltar. Nash ajudou a menina a descer dos blocos de feno, e abraçou-a.

    - Já estava com saudade, gordinha... Mas tenho que ir agora. Se tua família me pega aqui, aí que eu vou ter que lutar muito, contra o facão do seu pai!

    Ela riu. O garoto montou no cavalo, e pôs-se a galopar rápido em direção ao portão secundário, lateral. A luz do luar reluzia no cabelo dele. E uma última coisa importante a dizer sobre Nash: seus cabelos eram prateados. Não cinzentos e brancos como das pessoas velhas, mas prateados como se tivessem sido banhados por metal. Linda observou por algum tempo e lembrou-se de que ninguém sabia por que ele tinha cabelos assim.

     
    Última edição: 12 Mar 2008
  2. Dinaen

    Dinaen Bebendo com um

    a narrativa até q nos faz querer ver mais, mas tem q revisar seu portugues.

    vc nao deixou muito claro sobre o q a obra trata ou em q epoca acontece, e o nome Gouki parece fazer referencia à goku, mas pode ser apenas coincidencia, se trantando de ser um mestre de luta (espadachim, no caso)

    mas, por ser um prologo, tudo isso se perdoa.

    o q posso falar é: continue escrevendo e veremos o q mais vc tem a mostrar aos Bardos da Valinor.
     

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