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[L] [Thoriën] [Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 23 Dez 2004.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    [Thoriën] [Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem]

    Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem...

    Tipo de texto: Crítica/análise
    Autor: Thoriën Aniel §, o Ranger Malvado

    E o Mundo se prosta diante de um novo ídolo. Ou melhor, de uma nova doutrina: a do Código Da Vinci (Livro: Código Da Vinci, Dan Brown, Editora Sextante).
    Mas porque um simples livro exerce tanto fascínio na humanidade? O que faz tantos adolescentes (principalmente) idolatrarem tal livro, tal autor? É o que nós podemos nos perguntar.
    Para começar essa crítica, resolvi falar sobre o que é o "Código Da Vinci": ele é um livro "policial", um bom livro pode-se dizer, cheio de mistérios, certo suspense e etc. Um livro no qual você tem que usar a cabeça, talvez como em um de Sherlock Holmes, ou mesmo Ágatha Christy. A história d'O Código Da Vinci tem como pano de fundo uma sociedade secreta chamada Priorado de Sião, da qual muitos estudiosos, como Da Vinci e Isaac Newton, fizeram parte, supostamente, claro. No meio do livro, alguns levantamentos sobre a vida de Jesus e seus discípulos é feito, e é aí que nossa crítica começa, mais propriamente.
    Obs.: O livro é bom, eu admito, mas usar coisas sacras para se engradecer como escritor foi o cúmulo na minha opinião. Por isso, Dan Brown pode até ser um escritor de talento, mas, acima de tudo, ele é alguém xulo, por usar o sagrado da humanidade para se enriquecer, ou seja, um objetivo capitalista inútil.

    *A primeira questão da crítica é o suposto romance entre Maria Madalena e Jesus Cristo.

    "Porque isso é impossível? Afinal, amar é pecado?" - Me perguntou um dia uma amiga, enquanto discutíamos sobre o livro.
    Não, amar não é pecado. Mas o que é amor? É "um frio na espinha, e uma vontade de beijar a pessoa amada eternamente, de abraçá-la eternamente..."? Isso, eu posso dizer sem medo de errar, é desejo carnal, uma das necessidades da humanidade. O amor hoje em dia se rendeu ao marketing, a ponto de ser possível descrevê-lo! Que tolice! Amor não pode ser descrito, e tal sua intensidade, o amor não pode ser sentido, só vivido. Se sentíssemos amor sendo mortais, morreríamos, pois, pelo que vejo, este é uma força tão grande que supera tudo. O amor deve ser vivido, deve-se alcançá-lo pautando nossa vida na amizade, no companheirismo, entre outros sentimentos do tipo.
    Mas não estamos aqui para discutir o amor. Então, voltemos ao livro. No contexto dele, Jesus amou Madalena, teve filhos com ela, entre outras coisas. Mas se Jesus amasse realmente Madalena, ele estaria voltando seu amor (que ele pode sentir, porque, eu creio, ele é uma divindade) a uma única pessoa, se dedicando a essa única pessoa, e o desejo dele não era esse; o desejo Dele era retificar e amar a humanidade, e não só amar uma só mulher, constituir família e fugir para a França... (vide O Código).
    Então, esse é um dos argumento que tenho para que o amor Jesus-Madalena seja considerado ultraje, já que ele prega, INTEIRAMENTE, um "amor" carnal, de possesão, e não o amor 'ideal', como foi definido em um parágrafo mais acima. Outro é que o pecado de Madalena (pois todos nós temos) não pode se misturar com a sublime luz do Divino, pois mancharia o ser divino se ele tivesse relações sexuais com ela, e nos levaria a crer, se existisse essa relação, que o Ser Divino também é um pecador, pois se relacionou com o pecado. Adoraríamos um pecador, então? (Automaticamente, ele sendo um pecador, se nivelaria aos homens. Adoraríamos, então, um 'homem'?).
    - Terminando essa primeira discussão da crítica, dá-se então para entender que o que o Código prega é um amor carnal entre Jesus e Madalena, o qual está longe de ser, ao menos, 1% do amor puro pregado por Ele, não para com uma só pessoa, mas para com toda a humanidade, com todo o Mundo; amor esse que não envolve ter filhos com cada uma das bilhões de pessoas que habitam a Terra. Portanto, o amor entre Jesus e Madalena que o Código prega é um falso, que não pode ter existido. Os argumentos acima comprovam isso. Existiu, claro, o amor entre o Criador e a criação, e esse amo creio que Jesus tem para com nós até hoje. Para com toda a humanidade.
    (É claro que você, que está lendo essa crítica, não precisa concordar comigo. Sou um escritor, você o leitor, e tem total direito de discordar ou concordar comigo. Mas, se discordar, desafio-te a me mostrar um argumento que prove que Deus veio a Terra para se tornar pai, assumir parte do pecado por se relacionar com ele, para amar uma só mulher e fugir para a França, sem morrer na Cruz).

    *A segunda questão é a submissão das mentes ao que o livro prega.

    Eu não sei se você já reparou, mas os livros que falam sobre os céus, Deus, os Mandamentos e outros assuntos do tipo nunca fazem tanto sucesso quanto aqueles que levantam dúvidas e incoerências sobre as religiões, os céus, Deus e sobre os Mandamentos. O porque disso é bem simples: é muito mais fácil gostar de algo fantasioso, misterioso e incoerente do que algo que já foi provado centenas de vezes.
    Um exemplo disso é: o que faz mais sucesso, O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien ou Vínculos, de Maria Goés? É retardado de se responder. É claro que é O Senhor dos Anéis, uma história fantasiosa. Vínculos, por outro lado, conta uma história cotidiana, de dia-a-dia, e ninguém nunca ouvi falar... eu mesmo só li e conheci porque senão não teria como fazer a prova de Literatura. O fantasioso e incoerente com o mundo em que vivemos, SdA, "ganha" daquele que narra aquilo que vivemos, e que realmente existe. (É claro que Tolkien trabalhou tanto em seu livro que ele se assemelha muito a uma sociedade real, mas o que não o deixa ser real é a presença de elfos, orcs, magia, coisas irreais... [mesmo eu acreditando nisso XD]).
    O Código Da Vinci é um livro ficcional, que levanta mistérios e dúvidas e intriga a mente humana, fazendo com que todos gostem de. Mas se você perguntar a um fã porque ele gosta do Código, com certeza vai dizer: "porque é bom", "porque o autor é fantástico", "porque a história é muito legal". Ele nunca dará conta do real motivo que sustenta sua admiração por Dan Brown e sua febre "Da Vinciana": sua mente, que por ser humana adora mistérios e dúvidas, se fascinou pelos mistérios e dúvidas que o livro apresenta. Resumindo: a pessoa vai passar a gostar do Código porque ele a faz pensar, duvidar, contestar, mesmo que o tema dessa contestação seja esdruxulo. É mais fácil enganar a mente humana fazendo-a refletir em algo inútil do que apresentá-la fatos concretos e fazê-la contestá-los, pois para o algo inútil, a pessoa vai tentar achar mil explicações, todas igualmente inúteis, "sem pé nem cabeça". Já para o algo concreto, que foi pensado por outra pessoa previamente, ela não dará a mínima, afinal, não foi ela quem pensou, o que a garante que aquilo "está certo"? (Isso é um erro. Nós devemos pensar em tudo, principalmente naquilo que não fomos nós que formulamos, pois nem sempre o que os outros fazem está errado, e se estiver, nós poderemos achar o erro e corrigi-lo. O que os outros fazem também tem valor, e não só o que nós fazemos está certo).
    - Terminando essa segunda discussão da crítica, podemos constatar que algo ficcional, fantasioso ou irreal nos atrai mais que o fato verídico. (Darei outro exemplo: o que você quer ver no Jornal Nacional, um assalto ao senhor Zé da Silva ou o aparecimento de uma sociedade secreta de duendes e anões?). O porque disso, mesmo eu já tendo explicado, vale acrescentar aqui: a mente humana prefere algo irreal, fantasioso, a uma fato concreto, sólido, pois podemos modelar o algo irreal a nosso bel prazer, e o fato concreto já está ali "desde sempre", insolúvel. O máximo que podemos fazer é contestar o concreto, seja para melhorá-lo ou simplesmente para detoná-lo. Para fazer isso, Dan Brown uniu o irreal (Madalena e Jesus, etc.) ao concreto (igreja, doutrina, etc.), fazendo com que as fantasias que criou e que 'pesquisou' deturpem o que já é sólido.

    CONTINUA.
    Por favor, comentem.
     
  2. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Tenho algumas coisas a dizer, mas antes quero deixar algumas considerações:

    - Eu não li o Código Da Vinci, portanto, só sei do que ele trata, e "meio por cima".
    - Eu não tenho nenhuma crença religiosa específica, e sim minhas próprias crenças, se isso for necessário se tornar relevante.


    Exato. E irei apenas colocar algumas idéias referentes aos pontos dos quais discordo.

    Na minha opinião, Jesus era um ser humano como qualquer outro em questões de sentimentos. Apenas considero que ele foi alguém sábio e visionário, capaz de liderar um povo, de pregar preceitos nobres, e de conseguir muitos seguidores. Um exemplo de pessoa realmente, assim como outros o foram, como por exemplo Confúcio, Siddharta Gautama, etc, Maomé, etc. Assim sendo, eu acho completamente normalque ele pudesse ter se relacionado e se casado com Maria Madalena.



    Relação Carnal = pecado?
    Então perpetuar a espécime humana é igual a pecado? Não entendo essa lógica. Pelo menos dum ponto de vista religioso.

    Se eu quisesse avaliar tomando considerações morais, eu realmente acho que perpetuar a espécie humana é um erro, pois somos nós os destruidores desse mundo. Mas isso já é outra questão.




    Algo de errado com o fato de se adorar um homem? Bilhões de pessoa no mundo adoram homens, como os que eu citei anteriormente (Buda, Confúcio...). Esses homens são exemplos supremos de pessoas para seus adoradores, um molde de como todos nós deveríamos ser. Nada mais normal.



    Isso segundo as concepções religiosas cristãs. Pois para quem não acredita nas crenças cristãs, isso não faz o menor sentido.

    Mas claro, que cada um tem suas crenças, e é em cima disso que muitas vezes se cria a base das opiniões e comparações, o que acarreta irremediavelmente em idéias sem sentido ou opostas à crença alheia. Mas isso é normal. :wink:

    Quanto aos outros pontos, eu não posso comentar ainda, por não ter lido o livro.
     
  3. Bem, com a segunda parte eu concordo completamente. Sem mudar uma vírgula.
    Foi a primeira parte que me deixou com algumas dúvidas... Bem, vc escreveu essa crítica ao amor entre Maria Madalena e Jesus supondo que ele fosse realmente o Messias, digo, filho de Deus, certo? O que eu não lembro (já faz um tempinho que eu li o livro) é... No livro, Dan Brown fala de Jesus como se tudo o que é dito na Bíblia sobre a sua divindade fosse verdadeiro? Ou como se Jesus fosse um homem normal? Pq, se ele fala de Jesus como se fosse um homem normal, então não faz sentido o que vc falou sobre ele ter vindo ao mundo para amar toda a humanidade, e talz...
    Por favor, me explique, pq eu realmente não lembro. :eek:
    Agora, se o Dan Brown fala sobre Jesus considerando ele como o Messias, aí eu concordo com o que vc falou. :mrgreen:
     
  4. Edu

    Edu Draper Inc.

    Gaerwen:
    Dan Brown retrata Jesus no livro com um Messias, que amou Madalena, pelo menos é isso que diz a maioria das interpretações do Código. Em outras partes, ele parecce essessivamente humano... é como se o autor pegasse dois lados do mesmo ser e quisesse unir o dois, no caso de Jesus: a santidade e o homem pecador. Meio impossível, para mim?
    (Como diz as doutrinas Taoístas: o equilíbrio é a chave de tudo. A via do meio é aquela que se encontra entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre o pacificador e o guerrilheiro... ou seja: quando se há muito mal, a coisa fede. Muito bem, a coisa se ilumina ao máximo, o que nenhum humano comum, infelizmente, conseguiu alcançar. De acordo com a doutrina taoísta, o equílíbrio, estar no meio dessas forças, é a chave de tudo. O autor do Código retrata Jesus hora sendo iluminado, ora pecador. Me deixou um pouco confuso... tive que pesquisar mais pra entender a visão do Sr. Brown, e cheguei qa conclusão de que: quando ele fala de Deus pecador, que pode ser comparado a uma das extremidades da vida, no taoísmo, ele logo o retrata como um Deus iluminado, a outra extremidade. Ou seja, ele mesmo não sabe quem é Deus, o que ninguém sabe. Esse é um dos maiores enigmas do Universo: quem e "o que" é Deus?).
    (Obrigado por ter gostado e comentado!)
    (qualquer dúvida, em encha de perguntas)

    Fëanor:
    Acho que você entendeu errado uma parte,
    Claro que não. Mas essa relação hoje, eu não sei se você concorda comigo, está meio dilacerada. Ela se tornou tão banal que falar no sexo é falar de prazer. Comentar que fez amor é dizer "eu peguei aquela gata loirinha... linda", etc., ou seja, longe do que deveria ser: um caminho para o amor verdadeiro, a via que une dois corações, essas coisas.
    Mas a relação carnal que seria um pecado que eu referi não era entre homens, não, era entre Jesus e Madalena, que, como eu retratei ele de fato sendo o Messias, mancharia sua glória: um Deus se envolvendo com o pecado, no caso retratado por Dan Brown, Madalena. Se ele fizesse isso, se tornaria quase um mortal (ver nota sobre mortais mais a frente). Mas não que só Madalena fosse uma pecadora; todos nós somos. Mas a questão da crítica não era levar o leitor a crer que todo o tipo de amor era um pecado. Me desculpe se eu fiz você entender assim...
    A questão daquela parte da crítica era tentar 'abrir os olhos' de quem lê para o verdadeiro sentido do amor: o amor puro, não a pocessão carnal, o desejo de sexo, etc. Mesmo eu não sendo um especialista no assunto, eu gosto de discutir sobre isso, e foi pra isso que coloquei essa crítica aqui.
    Bem , você disse:
    O erro está bem aí: ADORAR um homem. Oras, você se prostando diante de um homem, ajoelhando-se perante ele, elegendo-o seu deus? Os homens, todos, sem tirar e nem pôr, até o Papa, Sidharta, Gandhi, são pecadores. Por isso, não se deve adorar um homem, pois, literalmente, se estaria "adorando o pecado". É por essas e outras, por exemplo, que o budismo hoje em dia, até pelos seus próprios praticantes, é visto não como uma religião, mas como um estilo de vida, já que não tem deuses, e o próprio Buda é uma espécie de mestre.
    A adoração, e como eu já disse, você pode e deve discordar de mim, pois eu não sou senhor de nenhuma verdade, deve ser dirigida ao puro, ao santo, o que nos rege com amor. Eu gosto de dar exemplo, portanto, vou dar um:
    Você é praticante do zézismo. Você adora o Zé, ele é seu mestre, seu deus. O Zé era um pedreiro que, por construir coisas magníficas e ser sábio virou um 'deus'. Mas aí você descobre que o Zé é um charlatão de quinta, que abusa de criancinhas e que está longe de ser um deus. A menos que você tenha um parafuso a menos, creio que você vai parar de adorar e idolatrar o Zé, correto?
    Nesse exemplo eu incrustei um porque de que não se deve adorar os homens: nós somos pecadores, estamos sempre metendo os pés pelas mãos, a nossa sabedoria é limitada, nós matamos outros homens, prostamo-nos diante do capitalismo, como se ele fosse um rei, renegamos a nós mesmos e a nossos "irmãos", etc. Nós, homens, estamos longe de sermos alguém digno de adoração. Percebendo isso, veremos que admirar um homem (ou mais) é o suficiente. Pautar sua vida nos ensinamentos desse homem também já é o suficiente. Foi percebendo isso que o budismo deixou seu preceito religioso e passou a ser um estilo de vida: os budistas admirarm Buda e pautam suas vidas nos ensinamentos dele. Você pode ver que não há muitas religiões em que os homens são adorados. Sempre encontram uma divindade, seja um homem de mil olhos, ou um Deus que veio a Terra. Mas eu não digo qual delas é certa. Quem sou eu para contestar o que você acha? Eu te mostro o que eu tenho. Veja por você mesmo.

    Pergunta: Porque adoramos Jesus, então, se adorar homens está errado?
    Resposta: Quem nos garante que ele é um homem? Dan Brown...?
     
  5. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium


    Sim, sim, de fato. Mas na sociedade atual, meio difícil que não fosse desse modo, infelizmente.


    Adorar um homem pode ser errado sim, e mesmo eu não concordo com adorações desse tipo. Mas o que acontece é que há uma mescla entre os limites de adoração e admiração. mas mesmo em muitas religiões, temos aqueles que são chamados santos. Pessoas, humanos, que tiveram uma vida regida exatamente nos moldes de sua religião, sem cometer nenhum "pecado", e por isso ascenderam à uma posição "divina". Mas eles eram homens não eram? Pois então. Podem ser adorados, e são, como deuses às vezes.

    Em minhas concepções, acaba sendo mais normal (mas não necessariamente melhor ou mais correto) adorar um homem que um deus. Por que? Eu creio que deuses são uma invenção humana. Mas não irei discutir isso aqui, mesmo por que ás vezes eu mesmo me pego pensando em deus, deuses, e coisas do tipo. Sou um ideciso! :mrgreen:

    Continuando...
    Homens são mais tangíveis que Deuses. Homens você pode ver que não são perfeitos, como ninguém o é, mas mesmo assim há aqueles que se aproximam disso, e esses acabam sendo adorados/admirados. Por que? Por que eles, sendo homens, passam a imagem à seus adoradores de que todos podem ser como eles, todos podem ser "quase perfeitos", basta dedicação. Esses homens são moldes reais de como as pessoas podem ser.
    Claro que a imagem que se tem de um deus é de que ele é perfeito, e portanto, devemos nos esforçar para nos aproximarmos ao máximo da imagem dele. Mas um deus não é algo tão concreto quanto uma pessoa. Aí entra a fé, e só ela.


    Adorar o pecado? Não creio. Claro que essas pessoas não são perfeitas, mas adorando-as, não se adora as imperfeições delas, e sim as qualidades. O pecado só prova que a pessoa é humana.


    Bem... espero ter conseguido passar um pouco do que eu penso a respeito!
     
  6. Edu

    Edu Draper Inc.

    Conseguiu sim, Fëanor ¥! Você tem visões muito interessante de deuses, fé e humanidade.
    Parabéns por isso!
    E obrigador por comentar aqui, amigo!
     
  7. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    Bom, não vou escrever um texto aqui sobre o que eu penso a respeito disso tudo que vc escreveu Tho, porque vc ja conhece de cor e salteado. Minhas concepções sobre Deuses, Jesus, divindades... são, no mínimo, diferentes de boa parte das pessoas...
    Concordo com boa parte do que o Feanor disse no seu primeiro post e muito do que eu poderia dizer ja foi dito por ele...

    Bom, nunca provou-se o que a Bíblia contém escritos verdadeiros e hoje em dia estão sendo provados fatos contraditórios ao que a Bíblia prega. O livro por vezes fantasioso, mistérioso e incoerente, NA MINHA OPINIÂO, é a Bíblia. :wink:


    Qnto ao livro...
    Bom, eu li o livro. As dúvidas que ele levanta não são originais dele. O Código foi apenas o que fez mais sucesso. A maior parte do que foi apresentado ali não foi novidade para mim. Não achei que ele mostrou ódio a Jesus; o que ele fez foi apenas dizer e tentar provar que Jesus teve uma mulher e a Igreja, para acabar com a imagem do Sagrado Feminino escondeu essa mulher e fez de tudo para provar que ela não foi mulher de Jesus. Não morro de amores pela Igreja e não tenho motivo nenhum para acreditar na sua santidade. A Igreja, afinal foi construida por homens e homens erram, pecam e buscam o poder a qualquer custo.
    Recomendo o livro, sim. pois não vejo mal nenhum em contestar o que nos é apresentado como verdade. Não acho que ele deva ser tomado como o Senhor da Verdade, ams penso que todos devemos procurar nossa própria verdade ao invés de aceitar qualquer coisa que venha com esse rótulo, seja ela Código da Vinci, Bíblia...

    ps: Já faz tempo que quero dar uma olhada no que é ficção e o que é realidade na obra do Dan, acho que o fato de ele ter misturado uma historinha à sua tese só piorou a coisa... vou tentar encontrar outras obras relacionadas e ler pra não sair falando m**** por aí...
     
  8. Edu

    Edu Draper Inc.

    Eli Nerwen:

    É claro que não foi provado. Mas quem disse que é necessário provar? O que a Bíblia prega é uma história de fé, do sublime. Você não deve interpretar esse livro como um livro de história, como O Mundo de Sofia, Harry Potter e etc. A Bíblia é toda construída nas bases da filosofia de Jesus, e essa filosofia, todos estamos carecas de saber, não prega o mal. A Bíblia é um guia, com mandamentos para a humanidade, parábolas, orações de confiança, animadoras, etc. Ela não é mais um livro que conta uma história de um personagem como o arqueólogo de Dan. Ela conta a história da humanidade (Antigo Testamento) e da humanidade conforme a filosofia de Cristo (Novo Testamento).

    o.0 A igreja escondeu o Sagrado Feminino? Acaso você estava chapada quando escreveu isso, elfa? E Maria, a qual Jesus entegou sua igreja. Maria a igreja [católica] cultua como a "Mãe da Humanidade". Ela foi elevado a um posto quase tão alto quanto o de Deus. E Isabel, prima (se não me engano) de Maria? Ela concebeu um dos maiores filófofos daquele tempo naquela região. Isabel virou santa.
    O Sagrado Feminino existe na Igreja católica, representado principalmente por Maria de Nazaré. Quanto a Madalena? Humana mortal, fadada ao pecado, uma das discípulas de destaque de Jesus, por sua história de vida: prostituta que se arrependeu de seus pecados, e se... digamos... 'purificou'. Maria Madalena nos mostra o que a fé pode fazer: "milagres", mudar a vida das pessoas. Quanto a ela ser a mulher de Cristo? PRA MIM, - 0,01% de chances. :wink:
     
  9. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    Então provado não foi. Mas concordo com você, é uma questão de FÉ. Se você tiver fé em algo, você acredita nesse algo, sem precisar de provas :wink:

    Então há chances.

    Oh, sim. Sagrado Feminino=Deusa.
     
  10. Edu

    Edu Draper Inc.

    Sempre haverá chances. Nós não a enxergamos, mas a chance de algo estar certo ou errado está ali sempre. Não existe, pelo menos para mim, a palavra "nada" ou "impossível".
    Tem duas frases que eu fiz que eu gisto muito de usar:
    Nada é só uma palavra criada para suprir a nossa deficiência de imaginar o que há onde não há nada.
    E outra, com outro significado:
    Impossível é só uma palavra criada para suprir a nossa deficiência de imaginar o que é possível se fazer quando toda a possibilidade fugiu de você.
     
  11. Níniel

    Níniel let's put a smile on that face

    Bem, eu não li todos os posts, mas eu queria acrescentar aqui um dado sobre Maria Madalena que talvez seja interessante. Segundo o livro "A Verdadeira História de Jesus" de E.P.Sanders, quando conheceu Jesus, Maria Madalena deveria ter por volta de 83 anos. Acho pouco provável uma relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena. Não li o Código da Vinci, mas pelo que sei trata-se de um romance: Nem tudo o que lá está escrito deve ser o que realmente aconteceu! :wink:
     
  12. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    o codigo fala muito dos apocrifos ,avangelhos não reconhecidos pela a igreja eles existem e é a verdade ,mostra um Jesus humano ,sempre pensei como os apocrifos relatam não entendo tanto carnaval em cima deste livro
     
  13. Níniel

    Níniel let's put a smile on that face

    §Etuerpe§, os Apócrifos não são concordantes entre si. Contradizem-se, mesmo. :wink: Por qual deles optaríamos...
     
  14. Edu

    Edu Draper Inc.

    Tudo se contradiz, Níniel, essa é minha opinião.
     
  15. Níniel

    Níniel let's put a smile on that face

    Mas vês que os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas são muito semelhantes. Considero o de João um caso á parte.
     
  16. Edu

    Edu Draper Inc.

    sim, sim. Um dia, conversando com um diocesano, ele em explicou que esse evangelhos, por serem inspirados pelo Espírito, tem uma semelhança fora do comum, já que nenhum deles, com excessão do de Matheus, foi escrito por um dos Doze.
    =*
     

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