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[L] [Thoriën] [Contos de Outono]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 21 Out 2004.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    [Thoriën] [Contos de Outono]

    CONTOS DE OUTONO
    Conto Um de: Despedaço e Decadência



    É outono e o que agora enfeita a minha estrada, a qual foi deixada de lado, são as folhas amareladas caídas no chão. Junto ao vento frio que bate à minha porta também vêm os sentimentos fúnebres e tristes que, desde então, têm me acompanhado.
    A tristeza que cultuo desde o dia em que Ele se foi ainda mora dentro de mim, e é isso o que retrato agora, meu Querido; e é o que também sinto sempre quando encontro fotos Dele espalhadas pela casa: por sobre a lareira e ao lado da minha cama; quando vejo Seus olhos olhando nos meus e o seu sorriso terno… e quando sinto suas mãos me acariciando. E tudo o mais que provém Dele eu também sinto e lembro; mas, logo percebo que é tudo fruto da minha mente terrível, a qual é a que mais me faz sofrer. Só o que não sinto, agora, é a felicidade que Dele emanava.
    O poço-sem-fundo de desejos, aquele que criamos, se desfez, assim como nossos planos que hoje não passam de papéis rasgados ou chamuscados pelo fogo da lareira, a qual de vez em quando acendo. Essa lareira, que figura na minha mente como parte do calor do amor que tive, hoje é fonte de parte da minha tristeza.
    A casa se escureceu e o sol, para mim, não mais é o farol de esperança que antes era. Ao contrário: sua luz faz meus olhos doerem, fazendo-me afastar dele; prefiro viver em uma noite eterna a ter de me deparar com a sua figura dourada. Na verdade, prefiro que tudo seja noite, para que eu não precise encarar mais nada de frente. Prefiro que tudo se torne como eu: melancólica e triste ao extremo, pois não mais me preocupo com o “tudo”, já que eu mesmo definho perante ele.
    A poltrona à frente da tevê – e a tevê – agora são meus únicos refúgios do Mundo maléfico que encena sua decadência do lado de fora da redoma criada ao redor de mim mesma. Vez ou outra algum programa de romance ou filme assim passa na tal tevê, e eu o assisto, no sofá, sem nem mesmo me alimentar de algo a não ser do meu próprio Eu, pois não mais sinto fome de alimentos. (Esse meu Eu já está corroído pela minha fome de tristezas e dele mesmo, mas sempre sobra uma beirada que não foi carcomida por mim, e ela eu devoro até não restar mais nada).
    Já vi, então, muitos filmes destes em que a donzela perde seu herói, e me entristeci mais e mais com eles, a ponto de meu coração se enegrecer com a Sua sombra – com as lembranças Dele; e continuarei vendo tais filmes, já que as lágrimas não mais mancham meu rosto, por vez, pois elas já se secaram e a força que eu tinha para derramá-las também se acabou. Tudo de bom que vivi, na verdade já cessou e passou, meu Querido.
    Agora vejo que só o que me resta é o frio que invade a casa e faz meus dentes tilintarem, mas não ouso me cobrir com manto algum, já que ainda tenho a esperança de que Ele abra a Nossa porta com um sorriso estampado na cara, me dizendo o quanto me ama, e… depois… ainda penso e peço que Ele venha me esquentar, seja como for, em qualquer lugar…
    Suplico para que tudo isso que relato aqui passe algum dia, mas presumo que não vá acontecer tal graça (ou desgraça. Isso eu não sei dizer). De fato, vejo que as minhas súplicas e preces não são atendidas, e duvido que sejam, sequer, ouvidas. Me sinto, hoje, quando até as graças foram tiradas de mim, como o centro de um lago azul-enegrecido, no qual suas águas trespassam a minha carne e o meu ser, fazendo as mágoas brotarem e fluírem constantemente e renovadamente naquilo que ainda ouso chamar de “Eu”.
    Sei que nada mais sou sem o amor que me foi tirado, mas faço um último esforço para dar os suspiros que prolongam a minha existência desalinhada e sem motivos. Não dou, porém, créditos ao Hoje a Deus, pois não foi Ele quem O tirou de mim e me fez tudo isso. Culpo o Mundo, o que é mais fácil. Verto minha dor a ele na esperança de terminar logo com tudo isso – na esperança de verter, então de uma vez por todas, a mim mesmo em suas terras que devoram os que já se foram.
    Sei que me sentirei e que tudo será assim eternamente ou enquanto eu durar, o que acho que não será muito, porque o que Ele foi hoje está sepultado e não pode voltar ou renascer – nunca mais…


    Graças por ter me ouvido, meu Querido,
    e espero que não passe por isso – NUNCA.

    Ass.: Você-sabe-quem
    Data: 12 desde que Ele se foi

    P.S.: acho que ficou muito enfadonho, mas a melancolia que, creio, apresenta, era, desde o início, quando comecei a compô-lo, voltando da escola (¬¬'), meu desejo para esse texto.
     
  2. Edu

    Edu Draper Inc.

    Hum... esqueci de dizer, acho: esse é o 1º conto da série.
     
  3. Edu

    Edu Draper Inc.

    Conto Dois – Despedaço e Decadência, segunda parte

    Ainda é outono, e creio que sempre será. As ruas estão sem folhas, e o vazio ainda vive dentro de mim, meu Querido.
    Agora vejo o quão preciosos e, ao mesmo tempo, inúteis foram os momentos passados em frente à tevê, já que ela se quebrou fazem três dias. A vida tem melhorado ultimamente, e passo, agora, mais tempo fazendo coisas úteis. Escrevo cartas a amigos distante, e hoje tive coragem de espanar a cômoda e parte dos móveis! Eles, porém, ainda parecem sentir a tristeza que existe dentro de mim, e a poeira continua impregnando-os, dando à casa um ar de descuido muito merecido.
    Quanto a tevê, não me importo muito com seu concerto, já que agora me dedico mais aos livros. Leio muitos – todos romances. Ainda tento disfarçar a melodia dissonântica do amor inacabado que ecoa em minh’alma, mas é em vão. Sorte minha é que nenhum amigo, de longe ou de perto, veio aqui me visitar, pois minha aparência não anda nas melhores ultimamente. Parei de cuidar dos meus cabelos e da maquiagem, e não ligo mais para as unhas, e muito menos para vida social alguma que não envolva livros e poltronas. Parei com tudo, e, me parece, tudo se afastou de mim.
    São meia-noite no relógio sobre a lareira apagada, e a janela está aberta. O vento é frio, mas a poltrona me esquenta um pouco. Resolvi largar o livro que estava lendo e escrever algumas palavras a você, Querido, para ver se alivio essa tristeza que ainda se abate sobre mim. Na minha mente, enquanto escrevo estas, vêm relances de um fim-de-semana passado no inverno com Ele, e, não sei porque, sinto vontade de descrevê-lo.
    Não era outono naquela época, mas, sim, inverno, e tudo fora de casa estava congelado. Alguns casais patinavam no gelo, e eu queria patinar também. Ele, no entanto, disse que preferia ficar em casa. Durante muito tempo conversamos e tomamos chocolate quente, e depois subimos para o Nosso quarto, e lá varamos a noite. No dia seguinte, patinamos, e Ele e eu construímos um boneco-de-neve, o qual chamamos Gerald, e adotamos como filho.
    Durante toda a tarde, naquele dia, andamos na neve e esquiamos, e fizemos tantas coisas juntos, misturadas à risadas incontáveis, que não lembro de todas para contar aqui. Uma das poucas que me lembro foi a visão de Gerald sendo varrido do seu canto por um daqueles caminhões que limpam neve. Ele, na ocasião, havia me dito para não me sentir triste, pois teríamos outros filhos. (Não é preciso dizer que isso não aconteceu…).
    Voltamos para a casa ao fim do dia, e, depois do banho, fomos dormir, e, no outro dia, não mais foi fim-de-semana.


    Me espanto com as lágrimas que rolam agora pela minha face – achei que haviam secado. A lembrança Dele ainda me é recente, por mais que os dias tenham passado; e o choro, agora vejo, também é um aliado da minha tristeza e solidão. Sinto vontade de gritar por causa dessa dor que aflige meu coração, mas me descubro sem voz – rouca no desespero de não ter mais ninguém. Sinto vontade, também, de desistir da leitura e ir chorar no quarto, com a esperança de me sufocar em soluços e ir ao Seu encontro mais cedo, mas logo vejo que há algo nesse Mundo, o que quer que for, que ainda precisa de mim, e, simplesmente, me pego no começo de um cochilo, e vejo a caneta querendo cair da minha mão. Não tenho mais o que escrever… vou dormir.

    Um pouco mais animada e melosa do que normalmente,
    digo meu muito obrigada a você,
    meu Querido.

    P.S.: desculpe-me as lágrimas que te molharam e borraram a escrita, mas não pude evitá-las.

    Ass.: Você-sabe-quem
    Data: 22 desde que Ele se foi
     
  4. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    Muito lindo Thoriën (e extremamente melancólico, diga-se de passagem). Do jeito que você escreve parece tão real.... :osigh:
     
  5. Edu

    Edu Draper Inc.

    Obrigado, Eli!
    Espere pelos próximos contos! se eu tiver paciência essa semana acho q dá pra sair mais dois :mrgreen:
    =****
     
  6. Skylink

    Skylink Squirrle!

    Realmente ta enfadonho... Vc usa virgúlas demais, demais e demais, assim, criando uma sensação claustofóbrica, horrívelmente complexa, de se dizer ah, ah, ah!!!! :P

    Procura dar uma pausa nas orações e tal... No mais, o conto ta excelente.

    E...

    Uh, eu li a segunda parte. Esta ótima! Adorei, e acho que não tenho muitas sugestões... Apenas continue tentando passar o que a personagem sente =)
     
  7. Edu

    Edu Draper Inc.

    Mto obrigado, Sky.
    Eu num tinha percebido o lance das vírgulas.
    Vou tentar melhorar!! :wink:
    thanks pelas críticas e pelos elogios! =]

    P.s.: bem... quanto às virgulas, ainda, descobri o pq delas. Tentei da rum sentido expressivo ao texto, como se a persongaem estivesse "falando", mas não deu certo :| eu retirei-as do original e devo pô-lo aki em breve.
     
  8. Skylink

    Skylink Squirrle!

    É, eu percebi... Mas acho que isso fica melhor com frases, no geral, curtas e umas mudanças diretas de pensamento. Virgulas e descrições loooongas e bem mais quebradas são pra deliríos =)
     
  9. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    Nossa que triste..........

    Li com um pouco de pressa,devo admitir,mas que tristeza....

    Pq o Outono está assim tão triste para ele tadinho :osigh:

    Qeum é ele??????????????? 8O
     
  10. Edu

    Edu Draper Inc.

    Saberás, cara Etuerpe... em breve :wink:
     
  11. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    Ai vai me matar de curiosidade

    tchã tchã tchãmmmmmmmmmmmmmmmm :roll:
     
  12. Edu

    Edu Draper Inc.

    Conto Três – Despedaço e Decadência, terceira parte


    Obs.: porque não só de choro vive ‘Você-sabe-quem’!

    É estranho me sentir assim, meu Querido, mas de uns tempos para cá venho me animando um pouquinho mais. Não sei se é uma livronemia que deu em mim, mas não lembro Dele com tanta freqüência, como costumava ser. Vez ou outra, claro, é impossível não lembrar.
    Continuo lendo livros, e o último que li foi Romeu e Julieta; diga-se de passagem: nada muito animador. Não gostei do veneno no final… não tinha muita lógica Julieta voltar a viver, mas tudo bem. Gostei foi da adaga, já que é ela o que provoca o que venho sentindo: um furo na alma.
    Quanto a tevê, mandei-a para o concerto e recebi a notícia de que ela não mais habita entre nós. Vou ter que comprar outra, então, mas não tenho muito dinheiro para isso. Na verdade, o dinheiro tem acabado, já que era Ele quem sustentava a casa. Hum… acho que vou ter que procurar algum emprego num futuro próximo, ou então pedir pensão.

    O dia hoje amanheceu nublado, e, conforme está noticiado no jornal que surrupiei da vizinha, deve chover de leve lá pelas tantas horas da noite. Acho que isso também não é muito animador, já que a chuva deixa tudo mais melancólico. É… acho que um bom livro já basta para hoje a noite; e que um bom chocolate quente já serve para me esquentar.
    Quanto a casa, o único ruim nela, meu Querido, são os móveis mal espanados, já que não sinto muita vontade de limpá-los. Há outras coisas ruins também, como os CD’s que ouvíamos, mas isso é superável. Ontem, enquanto os escutava, ouvi uma música da qual gostávamos; era algo assim:
    Eu posso te perder para as estrelas,
    para o mar ou para o céu;
    mas outro coração não te rouba de mim,
    pois sempre a mim vem teu véu…

    É no melhor estilo “tristeza sem fim”, e mexeu comigo por dentro, mas não chorei. (Acho que aprendi a superar). Ah! Esqueci de lhe dizer: estou mais próxima de Deus agora. Tenho rezado, e vejo que tudo está se abrindo melhor para mim. Creio que resolvi um dos muitos enigmas que compõem a minha vida com isso…
    Vou ficando por aqui, pois não tenho mais nada a dizer.

    Um “obrigado por ter me ouvido, Querido”
    de alguém muito mais animada hoje.

    Ass.: Você-sabe-quem
    Data: 42 desde que Ele se foi


    Nota: eu estava achando esses contos muito catastróficos, enfadonhos e melodramáticos, por isso resolvi mudar o estilo com esse. Mas não se engane! A vida dela está apenas por começar, e muitas águas ainda vão rolar.
     
  13. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    Não sei se sou eu que gosto de tudo mais triste, mas gostei mais dos dois primeiros. Mesmo assim, muito legal. Tô adorando! :mrgreen:
     
  14. Edu

    Edu Draper Inc.

    Cês tão me deixano convencido :P
    Valew mesmo, galera! Thanks!!!!!

    P.s.: desculpa a demora pros novos contos, mas é tudo culpa da escola ¬¬'
     
  15. Edu

    Edu Draper Inc.

    Conto Quatro – Despedaço e Decadência, quarta parte

    Eu gostei da livraria, meu Querido, e todos os funcionários me acolheram bem nessas duas semanas em que estou trabalhando lá. Ela se chama “Os Bardos de Giftville”, nada muito original, tudo bem, mas não importa. Descobri que nem só de Romeu e Julieta vivia Shakespeare, e li outros livros (que na verdade são peças) seus, como Otelo e Macbeth. Quanto a Macbeth, me vi na pele daquela mulher que ficava comendo castanhas e foi amaldiçoada pela bruxa.
    Fui trabalhar lá fazem duas semanas, como disse, e logo que expliquei minha situação me contrataram (acho que a dona é uma “mal amada” assim como eu). Trabalho como “organizadora de livros”, e sempre que posso leio algum. É muito bom ser amiga dos livros, porque eles são mudos.
    Há um rapaz na livraria, Querido, que acho que tem uma queda por mim. Seu nome é Alan, e ele é, digamos, bonito. Não estou pronta para outro relacionamento, e digo isso sempre que ele começa a passar as mãos na minha bunda, “sem querer”. Não digo que não gosto, só que ele é muito aproveitador.
    Quanto aos outros funcionários, alguns são bem legais. Se resumem em outros três, sem contar Alan e Madame Buckol, a dona da livraria: Mrs. Sherry, uma velha decrépita e chata que cuida do caixa, Morgan, uma menina de dezesseis anos que, dizem os boatos, é amante de seu pai, que é vendedora, e Joe, viúvo e pai de três filhos lindos (ao contrário dele…), que é vendedor também.
    Eu trabalho lá seis vezes por semana, e no domingo me tranco em casa. Com o salário que recebo dá pra eu me manter humildemente, sem esbanjar muito ou comprar supérfluos. Mesmo a livraria não sendo muito grande, o ambiente é bom, e todos são amigos, com exceção de Joe, que é calado e meio… ah… estranho. Mesmo assim, me simpatizo com ele; acho que é pelo fato dele ser viúvo, porque me identifiquei com sua causa…
    Alan é o “amigo de todos”, menos de Mrs. Sherry e Joe, e sempre o vejo tendo conversinhas com Morgan no almoxarifado. Não são bem conversinhas, mas como você é um conjunto de folhas de papel com encadernamento de luxo muito puritano e inocente, meu Querido, não vou descrevê-las em detalhes. Nem ligo para as poucas vergonhas… o que vier pra mim agora é lucro, depois de ter passado um incontável tempo chorando por Ele.
    Recebi hoje um convite de Joe para passar o fim-de-semana com ele e seus filhos em uma cabana na serra, que me pegou de surpresa. Ele me disse que precisava de alguém para ajudá-lo a tomar conta dos filhos, e queria que eu visse como era, para “ir tomando o jeito”. Aceitei, pois não vi nada de mais e não faria nada no sábado a não ver Titanic novamente. Nós vamos para lá amanhã, no sábado à tarde, depois do expediente, e voltamos no domingo, mais a tardinha também.
    Alan está morto de ciúmes e inveja, não sei bem porque, e brincou comigo dizendo que iria me “convidar para trocar a lâmpada da sua casa”. Ri um pouco e depois mandei ele ir trabalhar, e não pensei mais no assunto.
    Vou ficando por aqui, então, Querido, pois tenho que arrumar minhas coisas para o passeio. Te escrevo depois para dizer como é ser mãe por um dia!

    Obrigada por ter me escutado,
    meu Querido.
    Beijos de quem gosta de você.

    P.S.: acho que estou superando a lembrança Dele e começando a viver novamente. Me pergunto se isso é bom…

    Ass.: Você-sabe-quem
    Data: 14 desde que saí de casa
     
  16. Eli Nerwen

    Eli Nerwen Usuário

    Legal, Thoriën, agora ta dando pra ter uma noção da vida da personagem... Continua, hein? :)
     

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