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[L] Técnicas de Escrita

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Vinci, 28 Jun 2002.

  1. Vinci

    Vinci Usuário

    Técnicas de Escrita

    Quais são suas principais técnicas de escrita?
    O começo, quem aqui nunca fez um começo que começou a ficar padrão (sim, aquele contrato, o velho da taverna , ou simplesmente o tal de destino.) ?
    E os principais, tem alguma coisa a ver um com o outro?
    Vamos comentar sobre as técnicas de escrita!
    PAra que todos possamos fazer textos melhores!
     
  2. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Eu nao sou um guru da grafia portuguesa mas posso dar algumas sugestoes:

    1- basico: ortografia correta. Erros em conversa de forum sao normais mas em um texto serio nao sao muito aceitaveis.

    2- Acentuar e pontuar corretamente, sabendo quando usar virgula, ponto e ponto e virgula, por exemplo. Um texto bem pontuado parece suave e gostoso de se ler.

    3- Musicalidade: isso jah eh mais pessoal, eu gosto de usar desse recurso: usar algumas rimas em uma prosa com discrição de modo que assim que o leitor começar a perceber já nao existe mais naquela parte. Como se estivesse usando uma poesia disfarçada em um texto, uma palavra soando bem perante as proximas e as anteriores. Nao eh bom abusar disso, normalmente sai com naturalidade(eu por exemplo costumo escutar ritmos musicas diversos para ajudar a criar climas diversos).

    4- Concordancia verbal, isso eh importante, escolher o tempo em que vao estar todos os verbos do texto e tomar cuidado para mante-los.

    5- Adequar o vocabulario a obra: se vc esta fazendo a narraçao de uma historia de um motoqueito e sua vida de maluco nao vai precisar usar palavras dificeis. Use as palvras certas no texto e ocasioes certas.

    6- Eh dificil construir uma grande historia simplesmente olhando para o PC(ou papel) e escrevendo. Eh preciso preparar muita coisa na mente antes de começar a trama, tipo principais persoangens, princiapais acontecimentos e um provavel final. Como se fosse um funil: na sua mente sempre devem existir muitas ideias e possibilidades que vao se afunilando na hora de passar por escrito.

    7- Estudar sobre o tema a ser escrito: se vc pretende fazer uma cronica passada no seculo XV, estude sobre essa epoca. Como era a cultura da regiao onde se passara a historia, estavam em guerra? Tinham governo proprio? Como se ramificava a sociedade? Quao evoluida era a ciencia, a medicina? Etc, Etc, Etc.

    8- Procure nao usar palavras repetidas ou mesmo que tenham uma fonetica parecida proximas. Dispense palavras desnecessarias, Ex: Jorge era um cara rico , ele tinha um grande carro vermelho da melhor marca da epoca. Nessa epoca ele tambem tinha uma bonita casa.
    A palavra epoca foi usada duas vezes muito proxima uma da outra e soou mal, troca-la por outra com o mesmo sentido seria a melhor opcao. A palavra ele eh desnecessaria ali pois o texto deixa claro que estamos falando de Jorge. Para um texto grande isso se tornaria cansativo. A palavra tinha pode ser substiruida por possuia para nao se repetir, ficaria melhor assim: Jorge era um cara rico, tinha um grande carro vermelho da melhor marca da epoca. Nesse periodo tambem possuia uma bonita casa.

    9- Saiba os seus limites: se vc ainda nao escreve muito bem vai com calma, nao exija tanto de vc mesmo e nao procure criar uma terra media. Escreva pequenos textos e pequenos contos, desenvolva persogens cada vez com mais vida. Descubra o seu momento.

    Eh isso ai, eu sou apenas um amador e me desculpem se escrevi alguma besteira pois a intenção foi colaborar e isso eh que vale nao eh mesmo?! :D
     
  3. Vela- o Rousoku

    Vela- o Rousoku Sirius Black

    Talvez a idéia do tópico seja de clichês dentro da história, e não de ortografia...
    bom, eu gosto de começar minhas histórias com uma parte não-conflitante. tem gente que gosta de começar com o velho batendo na porta do castelo trazendo a notícia avassaladora (li isso aki mesmo no forum), tem gente que gosta de começar no meio da trama, e fazer os personagens contarem o começo...
    eu gosto de começar minhas histórias antes do começo da trama. para o leitor se habituar ao ambiente que era antes do problema, e assim melhor sentir a existência do problema que os personagens enfrentam. aprendi isso com Mestre Tolkien. Por exemplo, acho q foi o Shadow q tava começando a escrever sobre os smiles. ele coeçou a história acordando normalmente... tomando café... e só quando saiu na rua que o problema começou. acho que deu pra entender...

    uma coisa que eu gosto muuuuuuito: a história não existiria sem os personagens. personagens são o coração da história. a sua grande chave. então faço personagens bem elaborados e bem profundos, e quase todos misteriosos ao leitor...

    mas... e vcs ?
     
  4. KADU

    KADU Estão vendo esta caneta?

    Humm, entao teu endendi errado o que o Vinci tava qrendo mas agora foi...
    Mas foi como vc disse, antes de matar um personagem faça o leitor sentir a perda, desenvolva-o e foque suas qualidades, algo que vai deixar saudades. Eu gosto de começar uma historia com muita descricao, seja da cidade, do bar ou apenas de como um certo personagem esta se vestindo pra soh depois partir para a historia em si. Outra coisa que eh minha caracteristica e desenvolver os persoangens com pontos positivos e negativos, como todo ser humano...vc nunca me verá criando um vilao maldito que soh faz horrores ou um heroi que viva soh de salvar princesas, existe uma pitada de vilao e de heroi em cada um, nem que seja soh um pinguinho. Seguindo a mesma logica eu nao gosto de finais totalmente felizes...sempre existe alguma perda e quanto maior ela for mais será valorosa qualquer vitoria conquistada.
     
  5. Vilya

    Vilya Pai curuja, marido apaixonado

    Escrevo apenas pelo gosto de escrever. Acredito que a melhor forma de melhorar a escrita é lendo o que os outros escrevem. Outra maneira bastante proveitosa é discutir sobre a escrita (que aliás é o que estamos fazendo). E por último, mas não menos importante, é a humildade para aceitar os erros.
     
  6. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Técnicas são um pouco perigosas. É como receita de bolo: um perigo. Ainda mais que nunca consigo repetir o mesmo sucesso com a mesma receita de bolo! A primeira vez dá certo as depois... :cry: (lembrem-se disso quando Primula resolver trazer bolo para picnics, OK?)

    Deixando o bolo de lado... :D

    A primeira técnica que uso é sair escrevendo. Não dá pra escrever um bom texto se a gente não treina.

    A segunda técnica é ler bastante. Não apenas o que eu gosto, mas o que eu não gosto também. Engraçado falar isso, mas é a verdade.

    A terceira técnica é esquecer um pouco quem eu quero descrever, mas pensar no ambiente onde a pessoa está e como ela está se sentindo. Determinismo do ambiente na pessoa.

    A quarta técnica é saber que o determinismo não funciona.

    E a quinta técnica é deixar eles fluírem conforme suas personalidades. Como se fosse colocar uma fala na boca de um dos usuários do fórum: às vezes a gente pensa que conhece a figura mas ela te surpreende. Mesmo quando sou eu quem está no papel de Deus e colocando palavras nas bocas deles.
     
  7. V

    V Saloon Keeper

    Antes de começar a escrever uma história, eu defino mais ou menos quem são os personagens, onde eles estão e o que acontece. Só começo a escrever uma história quando eu sei como ela vai terminar. Gosto de usar figuras de linguagem, mas elas são os recursos mais traiçoeiros que existem, e devem ser usadas com extrema cautela. Metáforas, por exemplo, podem acabar ficando ridículas.
     
  8. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Ressuscitando tópico (já que tem mais gente nova no pedaço)
     
  9. Liurom

    Liurom Usuário

    Realmente, vale muito a pena falar mais um pouco a esse respeito. :D

    Vou me concentrar só no conteúdo e não na forma.
    Concordo com o que Primula disse. Não existe uma receita, uma maneira certa de escrever, ou se existe não conheço. Mas, comigo funciona mais ou menos assim:

    1. Primeiro surge a idéia, que é uma visão bastante geral da história que quero contar. Essa idéia é uma espécie de esqueleto, de roteiro. Não precisa ser muito detalhada, nem estar escrita num papel. Por exemplo, no caso do meu livro, guardei-a simplesmente na minha cabeça. De qualquer forma, mentalmente ou por escrito, é bom que esse "roteiro" exista e tenha começo, meio e um fim. Ele é o rumo seguro, pelo qual podemos seguir.

    2. O segundo passo é começar a escrever. Dependendo do nível de complexidade da história é bom que, nos primeiros capítulos, o narrador se dedique a situar o leitor no mundo. O que eu quero dizer com isso é que é bom apresentar os personagens e o ambiente que os rodeia (sem descuidar do enredo - para não tornar a história tediosa e exageradamente descritiva). Essa apresentação não é importante apenas para o leitor, mas também para o escritor que passará a conhecer melhor suas criações. Esse é um ponto importante: no roteiro você tem a idéia geral, é como ver uma cidade de um avião. Mas quando você anda pelas ruas da cidade, ou seja, quando passa a escrever, vai descobrir muitos detalhes, não só sobre os personagens, mas também sobre o ambiente e sobre o enredo. É como se, além de autor, você fosse também um leitor. Na minha opinião, é isso que faz escrever ser tão legal. :grinlove:

    3. O que eu disse até aqui tem algumas conseqüências. Em primeiro lugar, esses detalhes que você vai descobrindo vão mudando a paisagem, ou seja, o enredo, os personagens e o ambiente ganham em riqueza e podem se transformar, em relação ao roteiro inicial. Na minha opinião, é muito importante que o escritor permita essas transformações. Vou dar um exemplo: quando comecei a escrever meu livro, achava que o personagem principal era mais ou menos um clone meu. Mas depois, conforme fui escrevendo, descobri que ele tinha muito pouco a ver comigo! 8O Suas escolhas eram muito diferentes das que eu faria (o que me deixava, às vezes, até um pouco irritado). Mas acabei me conformando, pois conclui que assim o personagem se tornaria mais coerente consigo mesmo, mais complexo e mais verdadeiro. Essas mudanças podem afetar também o enredo e o ambiente, transformando, assim, o roteiro inicial. A história fica mais imprevisível e isso é muito bom!!! Entre outras coisas, ajuda a fugir dos clichês.

    4. Por isso, acho que vale a pena deixar que essas mudanças aconteçam. Mas há um limite: o gosto do escritor. Se um personagem quer fazer alguma coisa que vai deixar a história pior, o escritor não precisa nem deve deixar. Mas veja bem: é a preferência do escritor que conta. A história é sua e você deve agradar acima de tudo a si mesmo. Escrever fica muito mais prazeroso dessa forma e, em conseqüência, seu desempenho deve ser melhor. Já falei isso num outro tópico. Não se esqueça que é quase impossível agradar todo mundo. Se você fizer uma mudança (qualquer mudança) por que você acha que os outros vão gostar, não se iluda: alguém vai detestar essa mudança. Se esse alguém for você, então vai ser muito difícil ou muito chato continuar escrevendo. Portanto, acima de tudo, preocupe-se se a história está agradando você, não se preocupe com os outros. Se a história te agradar, é bem possível que as pessoas que têm preferências parecidas com as suas também gostem.

    É isso.
    Acho que já escrevi até demais. Mais vale a pena repetir: não existem fórmulas. No fundo, cada pessoa que escreve tem que encontrar seu próprio caminho.
     
  10. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Acho que as fórmulas tornam o texto igual ao outro. Por isso prefiro sempre tentar inovar. Mas sigo um padrão: os personagens jamais sabem tudo sobre eles e o narrador jamais deve ser completamente onisciente, e sim 90%.
     
  11. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    As vezes eu faço um resumo da história inteira, as vezes eu simplesmente escrevo sem parar e sem saber aonde a história vai acabar. Ajuda na criatividade. Seguir muito um certo formato pode deixar a história forçada.
     

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