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Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por str1ker, 30 Set 2005.

  1. str1ker

    str1ker Usuário

    O início deu-se com o suicídio de um amigo próximo. Não que Renato, de personalidade introspectiva e hábitos melancólicos, não fosse já predisposto a sofrer com a tal disposição de espírito; mas foi o fato quem fez com que a depressão fosse antecipada para a sua adolescência. Por quase um ano, embora simulasse semblante alegre à amigos e familiares, ele sofreu desse vazio intenso. Seus dias resumiam-se em dormir, pensar em suicídio e ler livros antigos. Durante algum tempo até buscou auxilio na filosofia, mas tudo que conseguiu foi sentir-se mais e mais confuso. Rejeitava todo tipo de remédios, por achar que tratar-se como um depressivo seria assumir a doença (que ele tentava esconder inclusive de si mesmo) e jamais abriu-se com alguém, embora não tivesse esperanças de melhora.

    E, de fato, a melancolia jamais teria sido expulsa se ele não a tivesse conhecido. Não que a maneira com a qual ele conheceu Luciana importa; qualquer que fosse, ele a teria amado, assim como ela à ele, e pouco tempo foi preciso até que iniciassem o namoro.


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    Já há algum tempo juntos, Renato jamais houvera sido tão feliz. O preto e branco cedeu lugar às cores e o vácuo preencheu-se de sentimentos indizíveis. Era uma alma completa; tudo fazia sentido, agora.



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    E era esse o contexto da vida de Renato quando do acidente, conforme o jornal local, "sem sobreviventes".

    Seguiu-se à fatalidade o desespero da mãe e o luto no colégio.
     
    Última edição: 30 Set 2005

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