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[L] [Sméagol][DISO]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Sméagol, 4 Mar 2003.

  1. Sméagol

    Sméagol Usuário

    [Sméagol][DISO]

    Acabei de entrar para o Clube dos Escritores, e vou iniciar aqui uma história que comecei há aproximadamente 2 anos, mas que abandonei faz muito tempo. Escrevi três capítulos, e a história nem tem um nome, então improvisei um (logo saberão o porquê do DISO). É uma história policial, eu gostei dos dois primeiros capítulos, o terceiro não gostei muito, ficou muito superficial. Mas pretendo reatar a história, então pretendo finalizá-la aqui no fórum. Aí vai o primeiro capítulo:

    1 – O Crime

    Em um hotel luxuoso no bairro do Ibirapuera, em São Paulo, Roberto despertava de seu sono com beijos de Carla, sua namorada.

    - Foi uma noite e tanto, não foi?

    - Foi...

    - Pelo jeito você não gostou, não é?

    - Gostei, só estou com sono. Ainda bem que hoje eu não trabalho.

    Roberto Gomes era investigador de uma divisão especial da Polícia Federal, a DISO, especializada em crimes de DIfícil SOlução. Apesar de ser Domingo, não era raro os fins de semana que Roberto passava trabalhando.

    - Que tal irmos até o Parque do Ibirapuera dar uma volta, respirar um pouco de ar fresco?

    - Ótimo, só preciso de um banho e trocar de roupa. Mas estou com preguiça de ir até em casa...

    - Levanta logo, temos que aproveitar o dia.

    - Tudo bem.

    Roberto morava no mesmo bairro, não muito longe da casa de Carla Rodrigues. Estava um dia ensolarado, com poucos carros na rua. Roberto vinha pensando em Carla, em sua sorte de tê-la como namorada, em seu azar por Ter pouco tempo para ficar com ela, enfim. Ele tinha a sensação de que sua folga não demoraria muito para acabar.

    A casa do investigador não era muito grande. Tinha uma sala, com um sofá e uma televisão no chão, um banheiro, uma cozinha com um fogão, garrafas de uísque sobre uma mesinha de plástico (Roberto apreciava muito um bom uísque) e um frigobar, além de seu quarto com uma cama de solteiro e um pequeno armário. Talvez pelo tamanho do seu apartamento seus encontros com Carla aconteciam sempre na casa dela. Ou por outra coisa qualquer.

    Roberto tomou um banho e colocou uma roupa leve. Não demorou muito até chegar no apartamento de sua amada. Tocou a campainha. Nenhuma resposta. Mais um toque. Nada. Roberto pegou seu celular e ligou para o celular de Carla. Mas o toque pode ser ouvido vindo do apartamento.

    - Ela não saiu, deve estar no chuveiro, pensou Roberto.

    Esperou dez minutos. Nenhum sinal. Resolveu perguntar ao porteiro, seu Severino, se Carla havia saído.

    - Dona Carla Rodrigues saiu não senhor.

    Subiu. Tocou a campainha mais uma vez. Como não houve resposta, resolveu entrar por conta própria. Tomou distância e usou toda sua força. Roberto caiu com tudo no chão, percebendo que a porta estava aberta o tempo todo.

    - Carla!

    Ninguém respondeu. Roberto passou pela sala e chegou até o quarto de Carla. Ela estava deitada no chão, nua, com muito sangue escorrendo pelas suas pernas. Ao segurar o braço de Carla, Roberto constatou que ela estava morta. Uma lágrima caiu.
     
  2. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Legal... mto bom...

    ja sabe qdo vai postar o resto?
     
  3. NeoDeSampa

    NeoDeSampa Usuário

    uhm....eu vi smeagol...depois ibirapuera...... de inicio pensei que era smeagol o bonzinho..soh que esse eh de goiania.....

    pra ser sincero..... gostei muito da historia...ela promete...quando possivel escreva mais
     
  4. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Sou paulista, mas moro aqui em Goiânia há três anos e meio.

    Ao reler o primeiro capítulo tive uma idéia nova. Acho que vou escrever de novo o capítulo dois, vou dar uma boa mudada na história. Vou tentar postar hoje, no máximo amanhã...
     
  5. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Gostei, é um texto simples, que não chega a abordar tanto os personagens no inicio, mas mesmo assim está bom. Só tenho um toque meio bicão a fazer:
    História policial em que o crime ocorre logo no primeiro capítulo precisa ganhar fôlego no meio (senão torna-se um novelão mexicano). Isso seria algo como um segundo crime ou quem sabe uma prisão.
    Espero que não leve a mal. :mrgreen:
     
  6. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Que isso, toda ajuda é bem vinda!

    Eu mudei completamente a história, era pra ser uma história no estilo Agatha Christie, mas resolvi mudar. Estou escrevendo o segundo capítulo, assim que terminar eu posto aqui.
     
  7. Clarice Starling

    Clarice Starling Usuário

    Eu nao vou dar a minha opiniao ainda.
    Nos proximos capitulos eu me revelo... :lol:
     
  8. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Aqui estou eu de novo. Acabei de digitar o segundo capítulo. Por favor, comentem, pelo menos pra mim saber se estou no rumo certo.

    Clarice Starling, porque você não opinou? :wink:

    Aí vai...




    2 – Encontros

    Do céu ao inferno. Da felicidade à tristeza. Do sorriso ao choro. Antíteses que traduzem como a vida de Roberto havia se transformado. Ele estava no enterro de Carla, e em sua mente uma pergunta não encontrava nenhuma resposta: quem poderia ter matado sua amada?

    Ele se lembrou do dia em que se conheceram. Ele estava um pouco fora de forma, e por isso resolveu se matricular em uma academia, afinal sua profissão exigia a boa forma dos investigadores. Logo no primeiro dia de malhação, Roberto ficou encantado: as curvas perfeitas, no entanto delicadas, o suor com cheiro de flores, o cabelo macio na altura dos ombros e um sorriso de princesa faziam daquela mulher uma verdadeira criação dos deuses. No mesmo dia Roberto ficou sabendo que seu nome era Carla, e desde então passava noites sonhando com aquela mulher.

    Os dias que se seguiram foram uma verdadeira batalha. Roberto era muito reservado, e tinha uma séria dificuldade em se relacionar com as mulheres. Ao tentar uma aproximação, ele logo denunciava seu nervosismo: seu rosto ficava vermelho, suas mãos tremiam e o suor invadia seu corpo. Mas ele tinha que vencer o medo e o nervosismo, pois Carla parecia ser diferente; parecia ser especial.

    E as coisas saíram melhor do que o esperado. Carla tomou a iniciativa, dizendo que era nova na cidade e que não conhecia ninguém. Roberto se mostrou prestativo, e logo no primeiro encontro beijou Carla. Ele já havia beijado algumas mulheres, mas aquele beijo foi especial. Ele sentiu que aquela era a mulher de sua vida.

    Seis meses. Na verdade cinco meses e vinte dias. Esse foi o tempo que separou o primeiro beijo do dia trágico. Apesar de ser um tempo considerável para se conhecer uma pessoa, Roberto sabia muito pouco sobre Carla. Ela era uma mulher misteriosa, que dizia não Ter nenhum parente vivo e que trabalhava em uma corretora de seguros; além disso, Roberto sabia muito pouco. Mesmo assim ele planejava se casar com Carla. Ele já tinha comprado as alianças, e estava só esperando o momento certo de fazer o pedido. Agora as alianças estavam ali, no seu bolso, e não passavam de uma mera lembrança da pessoa que estava sendo enterrada.

    - Em nome do pai, do filho e do espírito santo, Amém.

    Pronto. Tinha acabado. Além de Roberto e do padre, apenas duas pessoas haviam acompanhado o enterro. Ele não fazia a mínima idéia de quem eram, provavelmente eram desocupados que por acaso estavam passando por ali quando Carla ia ser enterrada.

    Quem fez isso? E qual o motivo? Roberto não encontrava respostas. A polícia civil havia feito a perícia e não encontrou nada. Nem um fio de cabelo, nem uma impressão digital, muito menos sinais de roubo. Nada. Será que foi premeditado? Se foi, o que Carla poderia Ter feito para causar sua própria morte?

    Roberto resolveu ir até o QG da DISO de São Paulo, que ficava no centro da cidade. Era um prédio discreto, e a maioria das pessoas nem notavam sua presença ali, bem no coração da maior metrópole brasileira. Era bem diferente do prédio central da DISO, que ficava em Brasília, um prédio todo espelhado e que lembrava as construções de Nova York. Roberto precisava falar com Átila, o comandante da DISO – SP e grande amigo de Roberto.

    - Como andam as coisas, Greco? – Roberto tratava Átila pelo sobrenome.

    - Tudo tranqüilo. Meus pêsames pela morte de Carla, infelizmente não pude comparecer ao enterro, eu...

    - Estava em Brasília. Eu sei Greco, não precisa se desculpar. Chegou faz muito tempo?

    - Não, cheguei a aproximadamente uma hora e vim direto pra cá.


    Átila costumava viajar toda semana para Brasília, onde todos os comandantes regionais da DISO se reuniam com Leandro Martins Pereira, o comandante geral da DISO.

    - Podemos conversar?

    - Claro Roberto, vamos até minha sala.

    A sala de Átila era a maior do prédio. Uma mesa grande ocupava um canto próximo à janela. Ao lado ficava uma mesa com um computador, e do outro lado da sala havia um armário com arquivos e outros papéis. Em cima da mesa de Átila estavam fotos de sua mulher, Mariana, e de seus dois filhos, Átila Greco Filho e Rogério.

    Átila é um daqueles homens que todo detetive ou policial sonha ser. Seus métodos pareciam um tanto quanto estranhos, porém todas suas investigações terminavam com o delinqüente preso. Ele possuía uma família bem estruturada, morava em uma casa maravilhosa e parecia não Ter problemas particulares. Era um homem extremamente meticuloso, e isso refletia em seu trabalho. Era muito amigo de Roberto, e acreditava que ele era o melhor detetive da DISO, e que poderia chegar ao cargo de Leandro Martins. Todos que o conheciam o respeitavam, porque conheciam todo seu potencial.

    - Como está a investigação, Roberto?

    - Nenhuma pista. A polícia não encontrou nada, e está praticamente descartada a hipótese de roubo seguido de assassinato. A autópsia revelou que ela foi estuprada e depois morta devido o rompimento da coluna cervical.

    - E ninguém notou nada de anormal? Como o assassino entrou no prédio?

    - Ninguém sabe de nada, e o porteiro não deixou passar pessoas desconhecidas naquela manhã. Particularmente eu acredito que era mais de uma pessoa. Carla era uma mulher forte, e não seria facilmente dominada por uma pessoa. Greco, não seria conveniente entregarem o caso para nós?

    - Talvez, meu caro. Vou analisar tudo com mais detalhe, e se achar necessário vou requisitar que nos entreguem o caso.

    - Acho que se o caso estiver nas nossas mãos, os responsáveis por isso com certeza vão pagar pelo que fizeram.

    - Roberto, sei que você está muito tenso com toda essa situação, afinal a mulher que você amava está morta. Por isso acho que seria bom você tirar alguns dias de folga, ficar longe de tudo isso.

    - Eu iria pedir justamente isso. Na verdade eu estava querendo tirar férias.

    - Tudo bem amigo. Eu dou um jeito aqui, contrato um temporário para o seu lugar. Fique um mês fora, viaje, descanse a cabeça.

    - Obrigado Greco. Obrigado por tudo.

    Pronto. Roberto conseguiu o que queria. Um mês longe da DISO era tudo o que ele precisava. Mas ele não queria descansar. Isso não. Ele queria resolver todo o mistério que cercava a morte de sua amada. Ele faria sua própria investigação, usaria seus métodos particulares. E enquanto aquela pergunta não sumisse de sua mente, Roberto não dormiria em paz.
     
  9. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Já estamos em contato de mais personagens agora...
    Possivelmente o assassino apareça daqui a pouco. Não espero tanto tempo assim!
    Mas essa DISO é que me intriga. Seria uma espécie de Serviço Secreto?
     
  10. Sméagol

    Sméagol Usuário

    Pprovavelmente vai ter um capítulo falando especificamente da DISO e suas operações. E logo vai dar pra perceber que há muita mais coisa em jogo que um simples assassinato...
     
  11. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    O que tá achando da nossa terra?
     
  12. V

    V Saloon Keeper

    Folco, isso aqui não é chat e vc sabe disso. :eek:
     

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