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[L] Prosas poéticas e poemas curtos [ NON-TOLKIEN ]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Amiguinha Wood, 12 Abr 2002.

  1. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Obrigado! Realmente é uma coisa caótica, mas gosto de escrever assim, o que vier veio e sempre tem algo de novo há ser dito, ou algo velho pra ser dito de um jeito novo.
     
  2. G. Asaph

    G. Asaph O Fenrir

    Magnífico,traga mais...
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  3. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Pra manter este tópico vivo, aqui vai mais um trecho do meu diário:

    "Himmelhoch jauchzend und zum Tode betrübt". Não, receio que as coisas não sejam mais como eram. Eu estava pensando em alguma coisa ontem à noite, alguma coisa que eu devia lembrar e sobre a qual eu iria escrever, mas não consigo lembrar o que era.
    Perdi muitas coisas. Muitos se foram, todos se foram, só fiquei eu aqui. Que poema eu posso escrever? Qual história eu posso contar? As flores se foram, os pássaros se foram, os dias se foram. As coisas mudaram, e assim continuarão mudando até o fim, se é que se pode chamar de fim.
    Ela só olhava para mim e sorria, hesitava, mas não dizia nada. Por mim tudo bem, não precisava dizer nada mesmo. Só ficamos ali, e isso foi há muito tempo, mas não tanto tempo assim. Lá estava ela e aqui estou eu. E ela não está mais por aqui, apesar de estar. E acabou, e nunca realmente começou. Ela sumiu na vida, no tempo, no pensamento.
    Eu a perdi.
     
  4. Nienna...

    Nienna... Worrier/Warrior

    É, eu admito: não sou normal. E inflo o peito, cheia de orgulho da minha anormalidade.

    Leio versos de poema nas entrelinhas do teu coração. Cada retumbar é o não dito, é o que gostaria que pudesse ser escondido... não dá.

    Sonho em mil cores com o nascimento do universo e em preto e branco com o raiar do sol no verão. A minha vida é a ansiedade de Amelie, o humor trágico de Guido e a inevitabilidade de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

    Não, eu não sou nada.
    E, no entanto, tenho em mim mil arquipélagos e mais todos os tesouros perdidos do mundo.
    São lendas, mitos, sonhos esquecidos e histórias deixadas pra mais tarde.

    É, eu admito: dentro do peito me bate um coração tão tão tão humano, que quase me desfaço, me desumanizo perante um mundo ao qual falta sensibilidade.

    Sou tantas coisas que me é impossível ser uma só. A todo momento, há uma guerra incessante entre o melhor e o pior de mim. O resultado? Eu me derramo, me desfaço. O guerreiro domina o monstro, mas o monstro é o sublime, é o retrato transmografado do próprio guerreiro. O melhor de mim é também o meu pior.

    Quero voltar a sonhar acordada e deixar o sono para mais tarde, pois a noite me é sopro de vida, é quando se concretiza toda a minha verdade inventada.

    Me falta o foco foco foco foco
    não foco,
    mas são quase vinte anos nas costas, e a realidade começa a me esmagar.

    Foca foca foca foca foca,
    não foco.
    A cabeça, demasiadamente humana, desanda
    e eu ando por aí,
    pertencendo a todo e nenhum lugar.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  5. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Confessional poetry at its best. Tão sincera que chega a doer.
     
  6. Nienna...

    Nienna... Worrier/Warrior

    há, essa começou com "leio versos de poema nas entrelinhas do retumbar do teu coração", que acabou virando "leio versos de poema nas entrelinhas do teu coração", daí o resto só veio, sabe?
     
  7. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    As melhores partes SEMPRE são assim (tanto em poesia quanto em qualquer outra coisa). As melhores coisas que eu já escrevi simplesmente vieram.
     

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