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[L] [Melkor, o inimigo da luz] [O Último Fim]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Melkor- o inimigo da luz, 21 Dez 2003.

  1. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    [Melkor, o inimigo da luz] [O Último Fim]

    Escrevi este texto ontem. Ele é diferente dos outros. Não, ele é sim uma reflexão da sociedade, da existência, etc, como sempre, já me acostumei com o fato de eu estar nesta fase e ser isto o que eu produzo de melhro atualmente... Ele é diferente porque não tive a idéia dentro da minha vida, criei outra. Inventei uma garota, inventei uma situação, inventei um fim pra tudo aquilo. Eu estava na banheira e pensei em me afogar, é obvio que eu não ia me matar porque mesmo que eu esteja sofrendo muito esses dias eu nunca faria alguam coisa assim... Mas bateu a ídéia: Alguém faria.

    Este texto é especial pra mim, eu acho ele bonito... Ele meche comigo. Acho que deve ser porque eu imagino ele além do que tá escrito, então não sei se vocês vão gostar. Bom, lá vai! ^^

    ===============================================


    Sentada embaixo da água que caía, só pensava no que não queria pensar; pensava no sol, que não conseguia alcançar, e em tudo que alcançava mas repudiava. Havia fechado o ralo, não tardaria para que a água começasse a subir. Finalmente poderia vislumbrar o inexorável fim, o estóico retorcer de seu próprio corpo enquanto seu espírito abandonava o mundo.


    Não planejara aquilo tudo, pelo contrário, em todos momentos da sua vida escandalizou cada pensamento covarde que a atacou; porém aquela atitude, e ela sabia naquele momento, era de se esperar que nunca fosse esperada. Nunca pensou que o fim fosse melhor que o desenrolar. Decerto era mais atrativo que o clímax, um alívio, na verdade, mas não! O fim era escuro, era horrendo. Era negar a única coisa que era sua por direito divino e que eternamente poderia segurar em suas mãos. Poderia segurar até que soltasse, e soltaria. Havia se tornado muito pesada. O fim havia se tornado o verdadeiro fim, tornara-se desejável.


    Tudo ainda parecia leve, no entanto, sob a perspectiva de um futuro sombrio. Sim, pois o que havia feito era imperdoável e inaceitável. Era inaceitável porque por meses jurou que nunca mais o faria e que seria alguém melhor. Mas não foi capaz: e esta era sua punição. Deitou-se.


    A concha se abriu; não havia afrodite. Não havia rosas, não havia rios de leite, não havia nem o êxtase nem o estupor que por tanto tempo sonhara. Era só culpa, ansiedade, agravação de tudo do que fugira. E saber que sua fuga a levara para um motivo infinitamente maior de fuga era fugir, mais uma vez, da realidade. Não havia pecado, não havia erros; mas havia culpa.


    Brincava de enrolar os cabelos nos dedos quando criança, era mais divertido do que lavar o cabelo de todas aquelas suas bonecas mortas e frias. Mortas porque só se moviam quando ela queria. Frias porque, como melhores amigas, sempre haviam falhado.


    Sentia-se velha, cansada. Como a senhora que se levanta no meio da peça que assistia após constatar que sua hora de dormir já foi atropelada e se perdeu na noite, entre vultos e sombras. A vida tinha se tornado cansativa, seu horário já havia ficado para trás. Seu ultimato fora dado quando pequena, a garra da morte já lhe havia rasgado o pescoço. Mas fugira! Fugira porque não acreditava que fosse a hora. Agora seu epitáfio lograva ser escrito.


    A água já chegava ao seu pescoço, teve que se acomodar mais alto para que o fim não se adiantasse. Ainda não, só mais um pouco. Não era mais como gostaria, não se julgava psique montada no zéfiro em busca de eros. Não se julgava nada, mas se sentia Adonis assassinado por não ouvir afrodite. Adonis voluptuoso, Adonis faminto, Adonis surdo, Adonis mau, Adonis frio, Adonis fiel. Adonis voluptuoso.


    Seria capaz de sentar-se e escrever; falar do céu, da lua, do mar, do amor... Sentaria, tomaria o lápis nos dedos e só cessaria quando visse que, entorpecida e desatenta, havia escrito a sua história, contado seus segredos para Ninguém. E então dormiria em paz.


    Não obstante, diante daquela circunstância, de que adiantaria a paz? Queria sentir-se viva como há horas atrás, queria sentir o sol nos seus ombros queimados, queria que seu coração batesse como nunca antes do fim. E para isto, evocava tudo que se proibira pensar por tanto tempo, todos seus Segredos horríveis que só em sonho se permitia vizualizar... Todos eles se materializavam ali, sob égide da fragilidade do momento. E eram bons, exalavam um aroma de cipestre tentador.


    Sentia que o tempo havia parado, esquecido de engolir cada instante e vomitá-lo depois, incompleto e intangível. Engano seu, só havia esquecido a ela, ali, que o desafiava. A água já a alcançava novamente e agora a fuga era impossível. Sim, podia abrir o ralo e ver a água, a adaga branca que em suas mãos cantava, ir embora para sempre. Para sempre doía muito, não, não ia deixar tudo escapar novamente. Prometeria uma vida nova a si mesma, a tomaria por resolução de fim de ano, evocaria todas suas forças e teria certeza de que resistiria mais uma vez à maçã. Tudo isso para cair de novo. Desta vez não fugiria, estava cansada de fugir. Aquilo era uma fuga, mas a última e a única que enganaria seus inimigos: eles moravam dentro dela.


    Ela sempre vinha, uma perna e depois a outra, e a fazia fugir. Sempre vinha vitoriosa e grandiosa para derrubá-la e olhá-la de cima. A que, Deus, se sujeitava! Era inteligente, linda, boa... E a mais baixa das pessoas, no entanto, era capaz de diminuí-la e dizer-lhe o quanto estava errada. Não estava errada, mas não queria mais convencer ninguém do contrário. Estava cansada.


    Mas fora ela mesma, aquela que agora culpava o mundo, que inventou toda a história. A idéia fora dela, o dedo que deixou de erguer-se em protesto fora o que ela ainda ostentava na mão. Sabia disto, porém sabia de muitas outras coisas e as ignorava igualmente; saber e compreender são opostos, não caminham de mãos dadas desde que alguém inventou a pergunta. Tudo começou com um porquê. Por que? Porque a cada vez que alguém perguntou o porquê de tudo ter um porquê o problema aumentou. Agora, o mundo vai acabar. Pelo menos o dela. O fim começa.


    A água já escorre pelas bordas da banheira e corre pelo chão a procura de novos cantos e ela não se importa. Não se importa que seus pais vejam a água saindo e se preocupem: o deseja. Quer, no último momento, ser salva. Ela sabe.


    E de costas para o céu olha seu próprio reflexo na água, deformado e destruído; um quadro escondido sofreu por ela por anos, mas agora é sua vez, o fim é seu, e não dEle. Pensa em todos problemas e imagina que estará livre deles, é essa sua motivação e o que irá impeli-la para o grande desfecho.


    Ela tem medo do vazio e do silêncio que se abrirão para ela. Todos têm. Teve, contudo, medo desde que lhe retiraram a placenta, seu escudo. E se apenas esquecesse que é humana, que não quer partir?


    Ela coloca o rosto dentro da água, primeiro só a boca e depois o relutante nariz que prevê a cena. Ela conta que seu corpo resistirá, que a porta será escancarada por uma luz invisível e os problemas irão fugir, pela primeira vez, a deixando ali, Vitoriosa. No entanto, seu corpo não resiste, não se contorce. Não luta. Ele não quer mais funcionar; nem ela. À medida que a escuridão cresce na confusão, sua alma submersa, a luz fica cada vez mais distante.


    Um impulso elétrico corre, ciente de que é sua última missão. Diante de seus olhos opacos passam seus pais se amando no quarto enquanto ela chora na porta, com medo da chuva; as férias inesquecíveis quando viu pela primeira vez o que lutaria para esquecer; os dias em que almoçava na sua avó com toda família reunida; cada amigo que fez e perdeu; seus amores, inclusive o que lhe foi fatal. E se vê correndo com um vestido surrado na grama, sorrindo boba e avoada. E se vê caindo daquela árvore em cima do seu gato que fugiu na mesma noite. E se vê caindo na piscina, quando brincava com sua irmã, e se afogando. Abre os olhos. É tarde.


    ------------------------------------------------------------------------------------


    Se alguém adivinhar de quem é o livro que eu estava lendo antes de escrever este texto ganha um beijinho. Eu acabei seguindo um pouco a forma deste (desta) autor(autora) de escrever, inconscientemente... O que é bom, sinal de que ainda estou tentando achar o meu jeito de escrever.
     
  2. Minas Ecthelion

    Minas Ecthelion Usuário

    Nao sei o autor, nem quero o beijinho :lol: , mas parece um pouco com Alvares de Azevedo. Texto digno do romantismo. Apesar de eu nao gostar muito deste tipo de estilo, o seu texto é de uma profundidade impressionante. E, até eu que nao gosto fiquei preso a cada linha. Muito bom seu texto.
     
  3. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Non é Alvares de Azevedo. Alias, isso me deixou envergonhado. Acho que nunca li nada de Alvares de Azevedo... :oops:
    Romantismo? Hmn, talvez... Eu não sei, ainda não consegui classificar meu estilo... Na verdade rótulos são imprestáveis, mas é divertido tentar atribuir um, sem que isso altere meu modo de escrita, claro. Nos outros textos eu geralmente digo que tem um quê de moderno, porém nesse acho que não... Hm, eu "convidei" algumas pessoas supimpas pra ler, vamos ver o que elas acham.

    Ah, obrigado por ler meu texto. ^^
     
  4. Minas Ecthelion

    Minas Ecthelion Usuário

    Não é bem rotular...É mais ver as caracteristicas em comum, coisa de quem acabou de aprender no colegio. E nao tem q ter vergonha, se nao fosse a escola eu nao faria a minima ideia de quem era Alvarez de Azevedo. Acho que parece pelas comparacoes, metafora, a natureza, etc.
     
  5. concordo com o Minas ..... eu tb naum conheceria alvares de azevedo se naum fosse pela escola...hehehhe

    ou texto perfeito, muito bonito mesmo, ah e quanto ao autor eu num sei e tb recusarei o beijinho heheheh ... comedia....

    gostei muito da imprtancia dos detalhes, e da vida q vc deu a varios elementos.....eu naum consegui parar de ler, e ja reli ele 2 vezes...muito bom....
    heheh.....gostei do nariz relutante. :mrgreen:
     
  6. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Eu aprendi Álvares de Azevedo. Por isso a vergonha. Porque eu não prestei atenção nessa aula. Alias, em aula nenhuma... u.u
    Ano que vem juro que vou ser um bom estudante, vou sim! ^^

    Anyway, obrigado Gandalf. =)

    Recusa o beijinho? Ahhh.. Porque ninguém quer o beijinho? 8O
     
  7. hehehe.....nada naum rapa......seus textos sao muito bons mesmo.....

    ai u bjinho vo dexa pras mulheres do forum hehehe!

    :mrgreen:
     
  8. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Melkor, seu texto tem um quê de Virginia Woolf. :wink:

    A narrativa está bem densa, e você foi muito bem no que diz respeito ao Espaço. A descrição é perfeita, você quase consegue se colocar no lugar da garota. Tem também seu vocabulário, que está muito bom. Só tome cuidado para não deixar o texto muito rococó, isso as vezes tira um pouco a naturalidade da narrativa, olha só:

    Finalmente poderia vislumbrar o inexorável fim, o estóico retorcer de seu próprio corpo enquanto seu espírito abandonava o mundo.

    Eu cortaria numa boa o "inexorável" e o "estóico". Tem algumas situações que o texto enxuto soa melhor.

    Acho que está tudo muito bom, o único derrapão é no fluxo da narrativa em si. Eu vou citar o exemplo e você vai entender o que quero dizer:

    Era só culpa, ansiedade, agravação de tudo do qual fugira. E saber que sua fuga a levara para um motivo infinitamente maior de fuga era fugir, mais uma vez, da realidade. Não havia pecado, não havia erros; mas havia culpa, e desta não era capaz de fugir.


    Brincava de enrolar os cabelos nos dedos quando criança, era mais divertido do que lavar o cabelo de todas aquelas suas bonecas mortas e frias.


    Entendeu? Você desenvolveu toda uma idéia em um parágrafo, e não continuou essa idéia. Rompeu com ela sem nenhuma conexão. Quando falei um "quê" de Virginia Woolf é porque ela liga pensamentos com os fatos, e é o que você faz ao longo do conto. Mas em alguns momentos, não há um "link", há apenas a quebra da narrativa.

    Mas acredite, o texto está muito bom. Continue desenvolvendo a questão do fluxo da narrativa que no mais, você está no caminho certo :wink:
     
  9. Skylink

    Skylink Squirrle!

    Ah, bem, não tenho a miníma idéia do livro, mas queria o beijinho. :| De qualquer forma, adorei a história. Talvez pelo fato de ver uma pessoa humana, no sentido completo da palavra. Não idéias, apenas uma realidade. O modo como foi descrita a própia dor deixou a história muito boa. O final resume a decisão que alguém toma, mesmo com dor ou medo. Sendo ato de coragem ou fraqueza, é admirável a realização. A dor humana reside, em sua maioria, na incapacidade diante das situações e na simples aceitação delas. Sendo bom ou ruim, talvez tenha valor ir contra isso. Talvez seja necessário, a partir de um certo momento. Decisões, nada mais.
     
  10. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Eternamente grato, Lovy... ^^

    Hm. A parte do estóicamente e inexorável eu imaginei que fosse soar estranho, mas adoro por em prática vocabulário novo, não tem jeito. Estóico retorcer vem, na verdade, da Alanis Morissette. "Must be, strangelly exciting to watch the stoic squirm". Uninvited. ^^
    Vou tentar melhorar isto.

    Quanto ao primeiro exemplo, ele cai em outro erro. Eu escondi uma mensagem, um motivo maior para o suicídio, que não fica explicita. Mas ninguém pegou, ficou escondido demais... Outra coisa pra melhorar.

    Quanto ao segundo exemplo, você tem razão. Outra pessoa também me disse isso, mas eu nem tinha me dado conta. Eu acho que na hora eu ia falar sobre isto, mas eu escrevo freneticamente, eu estava no sítio, sentado nas minhas pernas pra não molhar a cadeira (eu tinha acabado de nadar) e simplesmente joguei tudo que veio na minha cabeça no computador. Tanto que editei umas três vezes. Mas nem vi esse erro de continuidade, na verdade, passei reto nesse trecho por julgar que não tinha erros.

    Hm... Amo Virginia Woolf... Sim, tem um quê dela também. Mas eu não estava pensando nela. Gozado, pode ser que tenha mais de Woolf do que da outra pessoa, e eu nem tinha percebido. São dois dos meus autores preferidos, anyway.

    Obrigado pela crítica, vou me esforçar. ^^

    (não só a você, a todos que leram, claro... O apoio de vocês é tudo)

    ----------------------------

    Link:

    Hm, obrigado... Se isso foi um elogio, hehee... Na verdade seu comentário ficou mais complexo que meu texto. ^^

    Hm, eu acho que o que eu quis passar foi mesmo a sensação de que havia um ser humano lá, na banheira, e fazer com que o leitor pudesse vizualizar. Porque eu vizualizo e quero que os outros o façam também, porque é lindo, apesar de trágico. A história desta guria que nunca existiu é linda (não a morte, mas a vida que eu imaginei pra ela). ^^
     
  11. Thrain...

    Thrain... Usuário

    Vamo lá....

    Gostei muito.... deu pre sentir a angustia da menina, o impulso de se matar, a esperança de que uma força exterior a pare.... Apesar d ser uma situação meio.... meio abstrata (meio dificil, pelo menos pra mim, imaginar o q passa na cabeça d alguem q está se matando) da pra se colocar na cabeça dela, sentir bem o que ela pensa...

    Gostei mais ainda dessas duas partes:


    " O fim era escuro, era horrendo. Era negar a única coisa que era sua por direito divido e eternamente poderia segurar em suas mãos. Poderia segurar até que soltasse, e soltaria. Havia se tornado muito pesada. O fim havia se tornado o verdadeiro fim, tornara-se desejável. "



    e


    "Diante de seus olhos opacos passam seus pais se amando no quarto enquanto ela chora na porta, com medo da chuva; as férias inesquecíveis quando viu pela primeira vez o que lutaria para esquecer; os dias em que almoçava na sua avó com toda família reunida; cada amigo que fez e perdeu; seus amores, inclusive o que lhe foi fatal. E se vê correndo com um vestido surrado na grama, sorrindo boba e avoada. E se vê caindo daquela árvore em cima do seu gato que fugiu na mesma noite. E se vê caindo na piscina, quando brincava com sua irmã, e se afogando. Abre os olhos. É tarde. "


    Esse final ficou mto legal, por um momento ela parece mais perto, tão perto, ms aí acaba.

    Qdo vc pediu um comentário eu ja havia lido, só tinha esquecido de comentar, li de novo e gostei mais ainda....
     
  12. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Obrigado, Thrain.... Eu também amo estas duas partes... O fim em especial, quando o tempo deixa de ser passado e vira presente... Acho que isso dá um efeito legal...

    "Ainda não, só mais um pouco. Não era mais como gostaria, não se julgava psique montada no zéfiro em busca de eros. Não se julgava nada, mas se sentia Adonis assassinado por não ouvir afrodite. Adonis voluptuoso, Adonis faminto, Adonis surdo, Adonis mau, Adonis frio, Adonis fiel. Adonis voluptuoso. "

    Essa parte é uma outra que eu adoro... Porque ela mostra coisas que só lendo a gente acaba não percebendo.

    Mais uma vez, obrigado. =)

    (Acabei de olhar sua idade... Jurava que você tinha uns 25 anos, hahahaha... Vc é um gurizinho, que meiguinho! ^^)

    PS: Poxa, eu estou deixando de ser o gurizinho do pedaço, que triste! :grinlove:
     
  13. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Minha nossa, meus parabéns!!
    Caraca, adorei seu texto...não só por me identificar bastante com a garota (hehe :| ) mas ele mesmo é muito bom.
    O que você descreve que ela pensava...é muito...real.Principalmente quando você fala do cansaço dela.De que achariam errado mas que ela estava cansada demais para explicar.
    Também gostei de dizer o que "a fazia querer continuar vivendo".Mas ela sabia serem coisas e acontecimentos impossíveis...
    Em geral, contou MUITO bem os "últimos pensamentos".
    Seria infame dizer que parece uma carta suicida? :oops:
     
  14. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Hahaha, não! Alias, é uma critica interessante. Taí, gostei! ^^

    Mas guria, eu não vou me matar. Quer dizer, tem um pouco do que penso (eu não conseguiria escrever se não sentisse algo assim) em relação a vida, mas à morte não. Além de covardia, é uma tremenda burrice. =)

    Obrigado.
     
  15. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Ainda bem, seria um enorme desperdício... :mrgreen:

    Talvez não devesse julgar assim...vc alguma vez já chegou ao ponto de a dor ser maior que o amor que tem por qq coisa q seja?e maoir que qualquer fiapinho de esperança que (sempre) existe em alguma pessoa?
    É bem como vc escreveu...ela tinha um resto de esperança em continuar vivendo, mas a consciência lhe deixava saber que a esperança era SÓ a esperança mesmo...
    Agora, imagine alguém num estado em que isso tudo pouco importa.Não to falando que não seja um ato egoísta, covarde e etc...no fim, é. Massei lá...talvez a gente não devesse julgar tanto uma atitude dessas, embora seja difícil...
     
  16. Fingon

    Fingon Usuário

    ahuahAHuHAoAIhaIAoiAh

    tah mto bom! mto bom mesmo veio!

    eu também não consigo definir seu estilo, mas posso da a minha onião neh? acho que vc escreve bem sobre sentimentos, ou seja se eu tivesse essa habilidade escreveria, como vc, bastante sobre tipo uma pessoa soh na história inteira. acho que vc me entendeu! descreveu muito bem tudo o que tinha pra descrever!

    parabéns cara!
     
  17. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Eu diria Allan Poe,mas,se for,eu vou achar que vc so fez isso porque quer me dar um beijo.Eu semrpe disse que vc era bem semelhante a ele.O modo com que tudo,os fatos,o espaço,a pompa,a circunstância, conspira para que se forme um clima de ansiedade e tensão.Isso é Poe. :wink:


    Aliás,que m**** de fâ nº1 que eu sou,só li hoje!




    []´s
     
  18. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Não é Allan Poe! Nhéeee, vocês são fracosssss! =)

    Valeu por ler, anyway. Fiz outro no tempo que passei lá no sítio mas nem vale a pena colocar aqui no CdE, ficou porco... hehehe =)

    To de volta ao fórum depois de ter ficado abandonado no meio do mato. Vocês vão ter que aguentar meus textos mais um ano! ^^
     
  19. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Droga....


    eu queria tanto o beijinho.......

    :lol:
     
  20. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Aiai, que fase! =P

    Pensa mais e tenta adivinhar! ^^

    A Ana Lovy foi a que passou mais perto... Isso não significa que o escritor é ingles, nem que era do Bloomsbury nem que era daquela época. Mas passou perto.
     

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