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[L] [Masei®][Os Andarilhos e os Portais do Desconhecido]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Masei®, 4 Out 2004.

  1. Masei®

    Masei® Usuário

    [Masei®][Os Andarilhos e os Portais do Desconhecido]

    Esta é uma história que eu estou escrevendo e já estou no Capítulo 16. Postarei de Capítulo em Capítulo caso tenha algum leitor que goste hehe... Senão paro logo no primeiro. Espero que gostem...
     
  2. Masei®

    Masei® Usuário

    Capítulo 1 – Nas Veias do Misterioso

    Era uma noite qualquer de uma sexta como muitas outras. Toda sexta-feira somos tentados a fazer algo diferente, e quando coloco os verbos na terceira pessoa do plural, me refiro a cinco pessoas em comum nesta história. Bruno, eu; Diógenes, o Vermelho; Daniel, o Picolino; Danilo, o Preto e Felipe, o Zacchi. Mas eles ainda não estavam comigo no Shopping àquela hora. Estavam em outro lugar, mas certamente estavam vindo.
    Estava eu com minha inseparável mochila vermelha lendo um livro de Fernando Sabino. A Praça de Alimentação estava cheia naquele dia, afinal era sexta feira, e a maioria das famílias nobres jantavam lá com seus membros pomposos. Estava sentado no meio de uma mesa de seis lugares, três de um lado e três de outro. Passei a sentar dessa forma quando numa Quinta de Almoço com Zacchi, sentamo-nos no meio e eis que quatro garotas do Rio Branco, que nem eram assim tão bonitas, pediram para sentar na mesma mesa que a gente, e desde então tenho sentado assim na esperança de que quatro garotas voltem a se sentar junto de mim. Tolice.

    Já notaram que coisa estranha é o barulho de um lugar onde se instaura uma multidão? Mesmo que você preste muita atenção a qualquer parte, você não consegue identificar nenhuma frase, nenhuma palavra, e quando por muito, nenhuma letra, é apenas um burbúrio que cresce e decresce sem regra nenhuma. Não se consegue sequer saber de onde as vozes vêm, se daqui ou de acolá. Mas deixei essa estúpida filosofia para depois ou outro dia e voltei ao livro, quando me aparece um senhor já de idade com a boca toda suja tendo atrás dele mais alguns de sua tenra idade, pediu que eu fosse para o lado para eles usarem a mesa, o fiz sem dizer palavra nenhuma e voltei ao meu livro.

    Foi quando vi Zacchi com sua camisa preta e casaco na mão subir pelas escadas junto de Diógenes com seu boné NYC, Danilo com sua jaqueta verde e Picolino com seu Topper. Fui ao encontro deles, cumprimentei cada um e fomos sentar em outra mesa. As chacotas ordinárias sobre minha mochila se seguiram de piadas broxantes do elemento Picolino.
    - Nossa eu podia jurar que te vi lá embaixo. – falou o Zacchi.
    - Hahahahaha... Cala a boca. Se anda bebendo e não enxerga nada. – E ele mesmo caiu na risada, garotos de mochilas vivem em Shopping e a visão do Zacchi não é nada apurada para esse tipo de reconhecimento.
    Estava o Zacchi reclamando que não havia feito nada naquela sexta, como nenhum de nós havia feito pelas últimas quatro sextas feiras passadas. Sentados na Praça de Alimentação do Shopping Higienópolis não vimos o tempo passar, discutindo sobre os mais ilícitos assuntos globais e pessoais, o que não vem ao caso, descobrimos já ser tarde a ponto das lojas alimentícias estarem fechando pelo horário e as cadeiras tomando o topo das mesas. Fizemos o que sempre fazemos antes de deixar o Shopping, que ao longo do tempo se tornou algo como um segundo lar, ou um vício como cigarro e bebida, dos quais nenhum de nós desfrutava de seus malefícios; enfim, fomos tomar água e urinar em seguida.

    Antes de mais nada é bom ambientar o leitor antes de mais tudo, o banheiro ficava num corredor que começava com o feminino e corria até a porta do masculino, e ao lado direito do banheiro masculino, na parede ao lado, havia uma porta que dava para a escada de emergência.
    Topamos com ela entreaberta, eu poderia jurar que somente eu havia visto aquilo e maquinado passar pela porta e descobrir as veias do Shopping. No entanto, quando virei para falar algo, lá estavam os outros quatro olhando com desejo para a porta como se fosse um doce para uma criança.
    - Quem ta afim? – rosnou Diógenes.
    - Demorou! – Danilo tomou a dianteira e escancarou a porta, não dissemos mais, nada e entramos todos pela porta, fechando-a em seguida. Demos com uma escada estreita feita de aço sem muitos suportes que me fez duvidar de sua segurança, e se bem me lembro outra descendo, como todas as escadas fazem, sobem e descem.
    Subimos todos e demos com outra porta, branca de trinco negro, abrimos e saímos num corredor branco, não de todo branco, algo como um bege sujo, mas pra mim sempre foi branco. Da porta havia dois caminhos, o da esquerda e o da direita, notamos que um tubo em forma de cubo atravessava todo o local, que nos fez pensar que fosse a famosa tubulação de ventilação. O lugar fazia algumas curvas sinuosas que não nos permitia ver o seu final.
    - Que lado iremos perseguir?
    Era o Zacchi com uma entonação estranha, imitando algum tipo de inspetor, detetive ou fosse lá o que ele queria, rimos a toda, mas tentamos nos conter, podia ter alguém nos ouvindo e ser pegos àquela hora da noite perambulando nas entranhas proibidas do Shopping não parecia uma boa idéia. Mas a adrenalina do proibido, do que não se pode fazer, nos moveu com ansiedade pelo caminho da direita. Lixos, tanques, baldes, utensílios de limpeza, todos nas paredes como se para dar passagem a alguma coisa. E portas, portas e mais portas. Primeiramente caminhávamos, mas logo nos vimos correndo pelo corredor, talvez estivéssemos escapando de alguém que estava ao nosso encalço, mas preferimos acreditar na hipótese de que correr chegaríamos logo ao fim e voltaríamos mais cedo. No entanto, era tudo muito engraçado, e não havia suspense, drama nem medo nos passos, ríamos com toda aquela situação, como se participássemos daqueles filmes toscos de terror no qual os amigos se pegam sozinhos numa situação e um a um começam a morrer.

    A verdade, é que finalmente atingimos o fim do corredor. Duas portas, uma em cada parede. Optamos pela porta da direita, Danilo a abriu de supetão, e demos com algum tipo de armazém com caixas, estantes, e bem na frente da porta um daqueles freezers de sorvete, cada um pegou um, o meu era de milho, fazia tempo que não tomava um. Estávamos de certa forma satisfeitos com nós mesmos, havíamos feito o máximo da proibição: roubamos. Não era bem um roubo, afinal aquilo não tinha dono, mas cada um pegou o seu, ao sairmos da sala de caixas, olhamos para a outra porta, e ela não tinha número nem janela como todas as outras, e era de certa forma instigante uma vez que nenhum de nós conseguia despregar os olhos dela, queríamos entrar, fosse o que fosse, desejávamos estar lá dentro.
    - E então? Vamo?
    Era Diógenes falando e coagindo a todos a tentar entrar no local, Danilo, como nos filmes do velho oeste, saiu de trás de todos abrindo caminho e se postou na frente de todos. A Síndrome de ser o herói como às vezes argumentávamos pululava em suas veias. Mas ele ficou um bom tempo na frente da porta sem fazer nada, o que foi causando agonia em todos nós.
    - Abre logo caralho!
    Era o elemento vermelho novamente falando e instigando o erro, mas na verdade era o que todos queríamos. Eu não saberia dizer o que se passava com o Zacchi, mas disse ele:
    - Não, vamo embora logo.
    - Que mané embora! Abre aí pô.
    Picolino respondia tentando ganhar expressão em sua voz, mas o máximo que conseguia era chacotas seguidas de imitações, como sempre foi e sempre será. A verdade é que vozes puderam ser ouvidas colocando nossos corações em corrida. A tensão aumentou quando outro barulho pode ser ouvido, algo como algo caindo. As vozes podiam ser ouvidas cada vez mais perto, como soubessem que nós estávamos ali, e certamente deveriam saber.
    - Nossa, abre essa merda. – Era Zacchi rendido ao refúgio escondido dos Seguranças.
    Foi ao mesmo tempo em que Danilo finalmente girou a maçaneta e todos entramos numa sala não muito diferente da outra, mas mais escura, que nos fez tatear a parede em busca do interruptor enquanto o Danilo fechava a porta. Foi quando ele exclamou baixo, fazendo com que todos virássemos para ele, e o que vimos foi de todo estranho, ao passo que a luz se acendeu, Picolino havia achado o interruptor. A porta, agora fechada, parecia feita de vidro, de modo que podíamos ver tudo que se passava lá fora e certamente os de fora também haveriam de ver quem estava dentro, mas não parecia assim da primeira vez que vimos, entramos em pânico maior quando o Segurança apareceu para averiguar a outra sala em que estávamos. Ele logo saiu com um celular na mão. Danilo logo reconheceu seu item.
    - Nossa, meu celular.
    - Burro pra caralho. – comentei.

    Tomei um tapa. Assim que o Segurança ia saindo, Picolino apagou a luz num impulso, mas o Segurança já olhava pela porta e certamente havia nos visto, mas ele não esboçava nenhuma vontade de entrar, mas mesmo assim girou a maçaneta e encontrou-a trancada.
    - Você deixou trancada?
    - Não...
    Era claro que Diógenes dialogava com Danilo, pela voz é claro, pois realmente estava escuro, a única coisa que víamos era o corredor de fora e o Segurança tentando entrar. E o mais estranho apesar da luz emitida pela brancura do corredor, o Segurança não emitia nenhuma sombra para dentro da sala e nem a luz do corredor parecia chegar à mesma. Certificando-se que estava trancada saiu corredor afora e não ouvimos mais sua voz ou seus passos.

    Esperamos um certo tempo, antes de sair pela porta de vidro, ou invisível. Mas, no entanto, na hora em que tentamos sair, estava trancada como estava para o Segurança. Burrice achar que ela iria abrir quando quiséssemos.
    - Mas que merda e agora?
    Picolino falou colocando-nos todos à par da situação, estávamos trancado numa sala estranhíssima. Pedi pro Zacchi ligar pra alguém, mas era mais idiotice ainda, ligar pra quem afinal? Ao passo que ele respondeu.
    - Vou ligar pra quem? Pra polícia?
    Estava ironizando o tal de Zacchi, a verdade é que não queria gastar seus créditos. Mas lá estávamos nós, cinco adolescentes de 17 anos trancafiados numa sala de porta invisível, da qual não tínhamos a chave nem pista de como abri-la.
    - Por que você não usa um de seus feitiços, seu Harry Potter de merda.
    - Vai à merda seu E.T.
    - A verdade é que ele já usou e nos deixou trancado aqui.
    - Bela hora de se fazer uma piada dessa né, seu Velho Fagote.

    Bom, mas o tempo foi passando. A luz já estava acesa, e ninguém mais aparecia no corredor, estávamos na situação de que qualquer Segurança que estivesse ali, nós arrombaríamos a porta para pedir ajuda. Arrombar. Como não havia pensado naquilo antes?
    - Vamo arrombar!
    Danilo logo se prontificou, e quando falei isso, tinha pensado nele, apesar de acima do peso, era inegável que era o maior e mais forte do grupo, e lá foi ele, tomou distância e se espatifou com a porta que nem se mexeu. Pasmo total, aquela investida teria feito qualquer um de nós desmaiar e certamente arrancaria meu tronco fora.
    - É muito duro mano, num vai ter como.
    - Cacete, e agora?
    Começamos a vasculhar o lugar, e todos estávamos empenhados nesta tarefa, quando alguém apareceu no corredor onde estávamos. Nós conhecíamos aquelas pessoas, e certamente achamos graça no que vimos.
    - Nossa é o Yuji!
    Picolino falou e eu já havia pensado que ele havia encontrado algum objeto que fizesse alusão às exageradas características do nosso sexto elemento, mas que estava fazendo trabalho em algum lugar. Trabalho que nada, ele parecia até que conhecia aquele lugar muito antes da gente, estava com uma menina, e beijando-a animalescamente entrou na sala onde pegamos os sorvetes, estávamos pasmos. Tão pasmos que esquecemos de pedir sua ajuda.
    Nos entreolhamos e não entendemos nada, nada fazia sentido naquela sala, e certamente se aquele mesmo Yuji estivesse entre nós diria sobre as câmeras, sobre a Matrix e tudo mais, ou então diria que sua espinha tinha caído na sua coxa.

    Mas continuávamos trancados, sem ter pra onde ir, o que já ia causando um certo furor em nós. Deveria haver algum tubo de ventilação, poderíamos fugir como fazem nos filmes, ou então cavar um buraco na parede como o filme do Tim Burton quando ele foge da prisão. Nenhum dessas foi aceita pelo grupo, quando no auge da procura por algo na sala, Picolino arrastou uma estante no fundo da sala e encontrou outra porta. Como todas as outras do corredor.
    - Nossa, achei.
    Todos fomos ver, e realmente parecia uma saída, sem mais delongas, o Zacchi abriu ela e entrou e logo fomos todos atrás, uma escuridão total, não enxergava nada, nem meu próprio corpo, horrível, me senti vazio e sozinho, o silêncio era incrível, não ouvia a voz de nenhum dos quatro e passei a gritar.
    - CARALHO MANO!!! QUE ACONTECEU? ACENDE ESSA LUZ!!!

    Nada aconteceu.
     
  3. Evestar

    Evestar Usuário

    muito legal mesmo Masei :D
    espero que continue logo tá
    vou ficar esperando :wink:
     
  4. Masei®

    Masei® Usuário

    Aeee... Putz eu amo essa menina hahahah... Ela é a única que lê meus bagulho ehhe...

    Enfim... Tá vendo pessoal, a história é legal sim, leiam!!! QUe você snão vão se arrepender, já até enviei o doc inteiro pra Eve com os 16 capitulos que eu ja escrevi... Essa história promete hehe...
     
  5. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    Ah.....não acredito que vc me acaba ai,aonde eles entraram??????????? :tsc: e outra vc não poupa chingamentos e palavrões :lol: o mano le lá meu bagulho "diário de um demonio" :lol:
     
  6. Evestar

    Evestar Usuário

    Essa historia e muito boa recebi do Masei® as outras partes estao muito 10..., espero que ele post as outras aqui :grinlove:
     

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