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[L] [Lord Hugo] [Insanidade Estelar]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Lord Hugo, 25 Jan 2004.

  1. Lord Hugo

    Lord Hugo Usuário

    [Lord Hugo] [Insanidade Estelar]

    Insanidade Estelar

    No cockpit de sua pequena nave, Blog tremia de ansiedade, não podia acreditar que era ele ali. Desde que entrou para a Frota, nunca tinha imaginado que um dia ele seria batedor. Estar à frente de uma frota de invasão era algo único, não por ser importante, mas porque 10 em cada 9 batedores morriam na sua primeira missão. Pelo menos ele seria lembrado pela história como o batedor de mais uma conquista.

    Essa idéia que seria para animá-lo, só fez com que Blog se sentisse mais miserável. Então surgiu em sua mente o relatório da inteligência da Frota que analisou as transmissões do planeta alvo. Aquele era um planeta primitivo, não conhecia a viagem estelar. Conhecia, sim, a viagem espacial. Tinha colonizado um satélite e um planeta próximos ao planeta original da espécie, mas não tinha nenhum tipo de naves de guerra espaciais.

    Além disso, pelas transmissões analisadas, eram uma espécie muito pacífica, de modo que a invasão não seria muito difícil, eles poderiam até se render e aceitar o tratado que ele, Blog, era o encarregado de propor antes da invasão em si.

    O alarme de proximidade soou e Blog conseguiu se controlar, tinha, agora, entrado na órbita do planeta menos populoso do sistema e sua missão acabara de começar. A mensagem preparada, por ordem do comando da Frota, pelo departamento de lingüística tinha sido transmitida em várias freqüências para todos os aglomerados populacionais do planeta.

    Blog, agora, começava o processo de decida na superfície do planeta alienígena. Seus sensores atmosféricos indicavam uma atmosfera rica em monóxido de carbono, perfeita para sua espécie, ele poderia usar apenas filtros contra infecção por vírus e bactérias alienígenas.

    Já pousado na superfície do planeta, Blog ficou esperando pelos alienígenas aparecerem. Enquanto preparava seu equipamento, os sensores da nave vasculhavam o terreno em sua volta analisando tudo que era possível e transmitindo para a nave-mãe na frota de invasão. Transmissões de rádio foram captadas pela nave e Blog viu uma oportunidade de testar o tradutor universal, uma pequena caixa que Blog levava junto ao corpo. Tudo corria bem. Pelo tradutor, os alienígenas estavam se encaminhando para a sua posição e logo estariam ali.

    Quando os veículos alienígenas chegaram ao local de pouso de sua nave, Blog já os esperava do lado de fora, escorado em uma pequena mesa que tinha montado na frente da nave. Logo se arrependeu de ter montado a mesa pois os aliens não poderiam usá-la. Eles eram ainda menores que a mesa, uma grande decepção, Blog era três ou quatro vezes maior que os aliens.

    Os seres pareciam receosos com o seu tamanho, e permaneciam a sombra de seus veículos terrestres, uns eram enormes e vários aliens saiam deles, outros eram pequenos e apenas dois ou três usavam cada um. Blog se viu em um impasse, nem ele nem os aliens iriam fazer o primeiro passo, mas, como era sua missão, Blog se viu obrigado a agir. Pegou seu tradutor e o pousou em sua frente bem a vista de todos. Como era o costume, Blog levantou seus tentáculos e disse em sua linda voz gutural:

    – É com grande prazer que eu, Blog, faço o primeiro contato com a sua espécie. Em nome de meu governo trago nossa intenção pacifica e nosso desejo de que nossas duas civilizações venham a ter uma longa e prospera amizade.

    Os seres ficaram muito inquietos com tudo isso, muitos apontaram estranhos bastões de metal para Blog que não entendeu nada. Só então, quando viu que não entendia o que os aliens falavam, se deu conta de que esqueceu de ligar o tradutor. Pediu desculpas e se abaixou para liga-lo quando se deu conta da estupidez de seu ato, pois levantou seus olhos para os pequenos seres somente a tempo suficiente de ver muitos clarões, os bastões de metal eram armas. Seus tentáculos ainda ligaram o tradutor, mas ele só ouviu três palavras: “...matar todos nós!”

    Quando ocorreu a morte de Blog o comandante geral da frota de invasão ordenou o imediato avanço sobre o sistema, agora inimigo do império. A Frota de invasão, composta por 5 Astronaves de guerra era mais do que suficiente para dizimar o sistema. O combate teve inicio apenas 4 horas antes de completar o 5° dia da morte de Blog e terminou ainda antes desse dia terminar. Foi um combate desigual.

    A batalha teve início quando uma nave de suprimentos alienígena chegava na orbita do planeta onde morreu Blog, e foi destruída pelas Astronaves da Frota. Imediatamente a retaliação teve início e centenas de mísseis nucleares foram disparados de satélites artificiais em orbita destruindo 3 das 5 Astronaves da frota e danificando seriamente uma outra, a única que resistiu lançou alguns de seus caças segundos antes de ser cortada ao meio por um intenso raio laser. Os caças não tinham mais como voltar para casa pois não possuíam motores para viagens interestelares, sua única saída era descer para a superfície do planeta e se juntar a outra Astronave que ali caíra. 70% dos caças foram destruídos ainda antes de pousar na superfície, os que sobraram foram capturados.

    Os pilotos e todos os tripulantes da Astronave que sobreviveram a queda foram, eventualmente, mortos. Suas naves, seus corpos e a estranha caixa de Blog foram levadas pelos aliens para serem estudadas por seus cientistas. Muitas descobertas que levaram a enormes avanços tecnológicos foram conseguidos desses estudos. A viagem interestelar e a posterior colonização de toda a galáxia se tornou possível.

    Os lideres do Império Altarquiano nunca entenderam como uma raça tão insignificante pode fazer algo como o que ocorreu na malfadada Campanha Solar (chamada assim pelos pequenos alienígenas que mais tarde destruíram e subjugaram o planeta Altarquis). Nunca descobriram o erro de Blog, pois uma tempestade magnética em Saturno, onde estava na época a frota, interferiu na transmissão de sua nave.

    Desse modo nunca entenderam que os aliens não eram assassinos por natureza. Simplesmente estavam se defendendo de algo que não podiam compreender. Não eram insanos psicopatas. Eram apenas humanos.
     

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