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[L][Ka Bral o Negro] [Uma Coisa Qualquer]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Ka Bral o Negro, 20 Jul 2007.

  1. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Uma Coisa Qualquer


    Então, eu não sei.

    Eu poderia, pelo menos, poderia tentar. Até que tento, faço o que posso. Mas não é suficiente jamais. Para o que poderá ser - não se sabe, não é isso? - é experimentar. Eu imagino... e me tolero. Até onde é possível. Assim, poder-se-ia dizer que virá de outro lugar - a outra dimensão de sempre - para fulgurar nalguma tela bem palerma. E com o microfone em mãos, vomitar uma falácia qualquer. Aplaudirão, de qualquer jeito, se estiver na moda. A glória idiota almejada por não sei quantos.

    É qualquer-coisa. Não é o que quero.

    Então, vai-se através - ou seja, por dentro de - do miolo desgastado de idéias. Pensa-se que nada mais se pode criar; e talvez seja isso mesmo. Mesmo em fluxo, o desnorteamento é conseqüência provável. Porque para o Norte dominante, o frio do charme tolo, é para onde deve ir. A selvageria do Sul é desconsagrada como o maior atraso dessas criaturas aí. Longos séculos de estupidez. Não melhorará agora, com o pretensiosamente correto da moda.

    Não há lugar. Não há nada aqui. A busca é vã.

    Eu olho para o qualquer-sujeito que acho que sou. Fico alarmado com minhas próprias tolices. Gostaria talvez de alcançar o que chamam de suprema conquista, mas nunca soube bem o que é isso - nem ninguém. Inventamos então o grau máximo, de modo que todos lutem por ele. Ou seja, inventamos significados para o que é nada, simplesmente. E até morremos pelo que não é.

    Minha voz não alcançará a inexistência que almejo. Se você conseguir enfiar os dedos no tecido da realidade e rasgá-lo, talvez consiga enxerga o emaranhado de desejos que preenchem e movem todo o Universo. Mas eu duvido que você tolere por muito tempo.

    Entender verdadeiramente é aceitar a própria insignificância. Portanto, permaneça onde está. Afinal, não há nada aqui.


    Nada.



    :jornal:
     
  2. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Ele acordou já. Não adianta nada mesmo...

    Vou só tomar um chá, só isso. Ou ficaria aqui deitado, pra quê levantar? Não há nada mesmo, não serve para nada, só me arrastando da mesma forma que os vermes rastejam na lama imunda; eles se movem só para comer? Pra quê existir? Então, pensar tolices de estômago vazio é foda, então já estou na cozinha pra comer um resto de pão mofado. É certeza, se na cama permanecece, falariam que foi por causa de ontem, uma idiotice aquilo, que me adianta ela chorar e dizer que me ama? Embarga a voz para valorizar o comunicado, "acabou", "não dá mais", "chega um momento que...", "mas não quero perder a sua amizade", "vamos só dar um tempo pra ver no que dá", blá, blá, blá, já era, me abraçou por quê?, drama barato de filme, deveria eu beber pra esquecer, não é isso?, o clichê de sempre. Mas eu só cheguei em casa e dormir, não há motivos para se perder tempo. Afinal, não há nada.

    Pede-se o tempo que na verdade é definitivo, amenidades bestas e gentilezas imbecis. os humanos e seu fingimentos, eu diria que "não encaram a realidade", mas outro clicê batido e óbvio, uma tristeza, não há novidade alguma, imagino agora, e se eu me atirasse do prédio agora? Quanta diferença, muitos já fizeram, como seria o breve instante antes de beijar a calçada? Uma senhora que morava em frente à praoa, só uma poça de sangue, "por que ela fez isso?", "uma pessoa bem sucedida, os filhos bem encaminhados, que tragédia...", "o casamento perfeito, que horror...", e todos os comentários bestas de costume, e é claro, as invenções e boatos, "ouvi dizer que apanhava do marido!", "parece que o filho se droga!", "a filha fez o terceiro aborto este ano, ela não agüentou de desgosto...", como se as pessoas tivessem o direito de adivinhar o que se passa(va) no coração de outrem quando não conseguem nem entender a si próprio, bando de imbecis, eu só xingo, não é mesmo?, só xingo, e no que acrescento? Nada, óbvio, eu sou apenas mais um ridículo que reclama, mas que nada faz para mudar, então minha vida permanece estática, nada muda, nada acontece, já que minha teoria diz que não há nada, não é isso? Então é mais um gole de leite desnatado pra acompnhar o naco de pão mofado; o banho frio me espera, a roupinha de sempre, a rua, o trabalho estúpido de nunca.
     
  3. Neithan

    Neithan Ele não sabe brincar. Ele é Mito

    Sem nexo nenhum, mas gostei.
     
  4. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Nussa parece alguém revoltado da vida mas achei bem interessante e gostei...
     
  5. Sir Mordrain

    Sir Mordrain (Sããr Mórrdæïn)

    De fato, demostra claramente que por algum tempo, ainda que inderterminado, ficamos expostos à Coisa-alguma que nos influencia de forma-nenhuma para que cheguemos ao Nada por alguma forma desconhecida de sabedoria ignorada.
     
  6. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Vociferação niilista deveras interessante. :uhum:
     
  7. Sir Mordrain

    Sir Mordrain (Sããr Mórrdæïn)

    Eu ousaria dizer que inventaram a palavra "assaz" para que pudesse vir antes da expressão
    "inútil, este tópico.", pois ainda não existia nada (ou talvez existisse coisa alguma) que expressasse a quantidade de nulidade atingida por estas linhas (as minhas e as acima delas).
     

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