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[L] [Joseph Slater] [Preto No Branco]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Joseph Slater, 23 Abr 2005.

  1. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Preto No Branco é uma historia que venho trabalhando, ela ainda está sendo escrita e normalmente eu disponibilizo uma "edição" por semana no meu
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    (lá tambem tem outros textos menores). Agora com a primeira edição, se gostarem posso continuar postando-as, o fim de cada edição, não é bem um fim, é só para eu ter ideia da onde eu parei.

    Autor: Paulo de Paiva C. Ramos
    Título: Preto No Branco

    Edição 01

    Ando pelas ruas em preto e branco. Os contrastes e sombras são mais evidentes que os rostos das pessoas que me estão ao meu redor.

    Sigo assim o meu triste caminho. Sei que minha fiel companheira (a arma que carrego no bolso esquerdo do meu sobretudo) me salvará de tudo que eu possa enfrentar. Meu informante me disse que eu deveria ir para lá, não sei se devo ir.

    Os sons dos meus passos assustam os pássaros. Eles fogem. Eu sei que deveria fugir também. Continuo caminhando.

    Nunca vim aqui. Estranha sensação de que já vivi isso. Não conheço esse lugar. Tudo me é tão familiar. Ambigüidade. Diferença. Não entendo nada.

    Fui traído. Os tiros passam rápido por mim (pego a arma). Corro que nem loco para tentar achar um abrigo (miro). Escondo-me atrás de uma caixa (atiro). Todos caem (mortos).

    Corro.

    Passos atrás de mim.

    Corro.

    Som de carros.

    Corro...

    Fecho a porta atrás de mim. SLAM!

    Depois de tudo que passei eu ligo a tv. Já vi esse filme. Troco de canal. Esse também. Troco de canal. Será que não tem nada de novo na tv?

    Alguém bate na porta.

    Polícia... Polícia? POLÍCIA?!? Como eles sabem que ...

    Desligo a tv... me escondo atrás do sofá... BLAM! A porta cai no chão (pego minha arma) “PARADO!” (carrego minha arma) Tiros! (tiros) Meu braço! (mortos) Sangue! (mortos...)

    Saio correndo pela porta...

    ...tiros...

    ...fim...
     
  2. Edu

    Edu Draper Inc.

    Tipo, não sei se era sua vontade deixar o texto confuso... afinal, muitos escritores querem isso, mas não entendi muita coisa dele... ele mostra muitos fatos de uma vez só, e embora hora nos deixe bem situados no local em que o maniáco do revolver 36 está, ao mesmo tempo não sabemos onde ele está.

    Creio eu que você optou por um texto mais direto, cortando as emoções e aquela parafernalha toda. Caso seja essa sua escolha, o texto está no caminho certo, mas umas lapidadas a mais precisam ser dadas, arrumando aquilo que eu falei no §1. e alguns eventuais problemas que você também tenha percebido...

    No tudo, só te dou parabéns :mrgreen:
     
  3. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Eu entendi o texto até.

    Em geral gosto do estilo que te leva a pensar que está dentro da cabeça do escritor, uma espécie de confusão mental.

    Mas, na minha opinião eu colocaria um pouco mais de reflexão aí no meio do texto... Pra salientar mesmo um ponto de vista, uma angústia maior, etc... Mas é só uma idéia mesmo, :mrgreen: .
     
  4. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Bom, como eujá tenho até o 3 publicado no meu blog vou colocar o 2 aqui. A edição 2 é mais lenta, não tem muita ação. A primeira historia foi criada para ser o inicio e fim do personagem, mas eu gostei dele e resolvi continuar (quando eu escrevio fim eu imaginei ele morrendo depois dos tiros). A partir dessa parte eu comecei a dar mais enfoque na historia e realmente criei uma (eu só escrevi aquela primeira parte, sem muita vontade de criar personagens e tal). Tem alguns palavrões no text e tal, não sei se não pode ter, a ideia é passar o que o personagem pensa e como todos estamos sujeitos a ataques de raiva que nos levam a falar palavrões não vejo problema deles no texto, mas se tiver me aisem que eu tiro, sei lá, uso outras palavras.

    Edição 02

    ...tiros...fuga...sono...motel...cama...manhã.

    Meu ombro ainda está doendo, o tiro pegou meio que de raspão (dói!), mas rasgou um pouco da carne (dói!). O sangue estava me incomodando, peguei um pedaço do lençol para estancar o sangue (preciso de uma camisa nova).

    FILHO DA PUTA! TRAIDOR! Esse filho da puta do meu informante acha que conseguiu me pegar, se fudeu, escapei, agora é hora da minha revanche.

    Saio do quarto (esse motel fede a urina), não pago, fujo.

    Estou sem nenhum dinheiro (acho que dá para pegar um metrô, mas é só), minha amada (arma que carrego no bolso esquerdo do meu sobretudo) está com poucas balas, deve ser suficiente (assim eu espero).

    Chego no metrô, felizmente o dinheiro foi suficiente (um pouco de sorte, finalmente). Demora uns dois minutos para o metrô aparecer (até que foi rápido). Entro no último vagão, está lotado. Engraçado como aqui todos são tão vazios (uma mulher está chorando). Todos juntos, mas ao mesmo tempo separados (a mulher continua chorando, ela passa a mão na barriga). Estranho como tantas pessoas conseguem ignorar umas as outras (porque será que está chorando?), um casal está tão feliz ("hospital" ela diz) e nem vê (a mulher que chora) o homem lendo a bíblia, não vê(a mulher que chora) o céu negro (a mulher que chora). Tem tanto Preto no Branco (quero chorar). Chego ao meu destino. Saio do trem.

    Vou andando devagar até a casa do meu informante, aproveito o momento. Uma música começa a tocar na minha cabeça. Tudo acontece muito rápido a partir desse momento.

    Toc! Toc!

    "Quem é?"

    SLAM!

    BAM! BAM! BAM!

    "Ahhhhhhh!"

    ...fim...
     
  5. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Todo mundo que lê fala que riu qunado leu essa edição, eu não tinha essa intenção, mas whatever...

    Edição 03

    ...um corpo cheio de sangue, um informante morto...

    O corpo do (FILHO DA PUTA! TRAIDOR!) informante está caído no chão, já se formou uma poça de sangue (o cheiro está ficando insuportável). Eu fechei a porta assim que entrei, não quero atrair suspeitas (acho que os tiros já atraíram suspeitas suficientes). Preciso sair rápido desse lugar, preciso achar um lugar para ficar.

    Procuro pela casa por informações... uma foto... uns cadernos... algumas pastas... coloco tudo dentro de uma sacola que encontrei. Abro o armário, vejo se a roupa dele é do mesmo tamanho que a minha (a minha está cheia de sangue), estou com sorte! Procuro por dinheiro também, acho uma boa quantia, dará para sobreviver por mais uns dias, até eu completar a minha vingança (estou com muita sorte hoje).

    Saio da casa do (FILHO DA PUTA! TRAIDOR!) informante. Preciso comer alguma coisa. Ando pela rua procurando um lugar para comer...

    ...Pizza, hum!, adoro pizza!...

    ...(mordo a pizza)...

    ...CRUNCH...

    ...Ai!...

    Meu dente começa a doer. AHHHH! Dor insuportável! AHHHH! Paro de comer a pizza. Peço um milkshake (5 dólares, que caro)! Tomo tudo, alivia um pouco a dor. Peço a conta. Pago. Saio.

    Preciso achar um lugar para dormir...

    ...motel barato?...

    ...”Um quarto por favor!”....

    ...”O mais barato que tiver.”...

    Pego a chave do meu quarto. Numero 13. Vou até o meu quarto. Abro a porta. Entro. Fecho a porta.

    ...fim...
     
  6. Eu tb pensei nisso.
    Mas, de modo geral, gostei do texto. Me lembrou um texto escrito para interpretação em alguns pontos, talvez por causa das observações entre parênteses, como em "Corro que nem loco para tentar achar um abrigo (miro). Escondo-me atrás de uma caixa (atiro)."
    Um estilo diferente, mas bem interessante. :mrgreen:
     
  7. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Pô, todo mundo só comenta a 01... ou será que os comentarios são gerais e eu não percebo, sei la, vai saber, ai vai a edição 04, não gosto dela, mas quem leu disse que gostou pot acrescentar misterio ser menos confusa e etc, mesmo não gostando eu preciso dessa parte para levar o personagem para onde eu quero. Estou pensando e dar um salto e pular para o tomo 2, e depois voltar para essa parte da historia, isso estragaria a linha narrativa e a "surpresa" do fim do tomo 1, por isso nao sei se faço ou não.

    Edição 04

    ...sono...cama...sol...

    O sol me acorda logo cedo, tenho a sensação de que não descansei nada. Estou fedendo, vou tomar um banho. O banheiro deste lugar é horrível (quem mandou pedir o quarto mais barato?), baratas e ratos (eles deveriam dar um inseticida pelo menos) estão em todos os cantos desse imundo banheiro, prefiro continuar fedendo.

    Saio do banheiro (fecho bem a porta, no quarto tem BEM menos baratas e ratos). Abro a sacola com as coisas que peguei (roubei na verdade) da casa do (FILHO DA PUTA! TRAIDOR!) informante.

    Começo a ler o primeiro caderno. Não faz muito sentido a principio.

    Leio mais algumas páginas. Ele conta quem e como fizeram o que fizeram.

    Mais algumas paginas até que eu tenho um choque... “Ilene Hartway”...

    COMO?!?

    NÂO ENTENDO!!!

    ESSE ERA O MEU SEGREDO!!!!!

    Demoro, mas me acalmo. Não consigo ler mais nada do que está escrito, o sono desapareceu, não ligo mais para o fedor. Não é possível que eles a tenham descoberto (será que algo aconteceu?). Não posso me preocupar (será que algo vai acontecer?). Tenho que me acalmar (tenho que evitar). Vou para de pensar (vou fazer algo).

    Pego minha arma... olho quantas balas tem... poucas... vejo se em mais nas coisas que trouxe da casa do (FILHO DA PUTA! TRAIDOR!) meu informante... nada... mesmo assim coloco minha arma no bolso esquerdo do meu novo sobretudo.

    Pego as coisas que faltam... coloco tudo dentro da sacola... arrumo tudo... saio correndo.

    Esqueço de pagar o motel (segundo essa semana, daqui a pouco ficarei sem lugar para dormir), saio correndo que nem um louco, preciso me acalmar (preciso agir rápido), paro (não posso pensar)... espero o ônibus (não posso pensar)... o ônibus chega (tenho dinheiro?)... entro no ônibus.

    ...fim...
     
  8. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Não, não... eu ainda estou lendo os outros textos, mas a minha opinião em relação ao 1 continua e vale para os demais... até porque vc não foge do mesmo estilo ao longo da história e isso é bom... :P
     
  9. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Essa edição foi escrita em dois dias diferentes com um espaço de tempo grande entre o inicio e o fim, quando comecei a escrever eu tinha ideia bem clara na minha cabeça, mas com o tempo e com a escrita ela se perdeu, esse que era para ser a edição mais reflexiva e pessoal perdeu um pouco disso, mas ainda é a mais reflexiva e pessoal. A maior diferença são os grandes paragrafos e quase nenhuma ação, a confusão de ideias ainda está ai e foi acentuada pelo tempo que demorei para escrever.

    Edição 05

    ...subo no ônibus...

    O ônibus está vazio, sento no primeiro lugar que vejo, sento na janela. Tudo lá fora é muito calmante. As arvores passam em um ritmo lento e poético. Os carros passam em um ritmo rápido e frenético.Tudo passa enquanto o ônibus anda, a vida passa, mas só por um momento, por um breve momento, entre uma parada e outra.

    À medida que o ônibus vai parando mais pessoas vão entrando, mas o ônibus vai lotando, mais pessoas, menos espaço... Agora o ônibus está lotado exceto por um lugar, o lugar logo do meu lado, ninguém senta do meu lado (por que ninguém senta do meu lado?). O ônibus é um lugar mais social que o metro, aqui as pessoas pelo menos interagem (não que elas tenham muita escolha), mesmo assim é tudo muito vazio (embora que muito cheio).

    O ônibus para em um sinal de transito. Um menino anda sozinho (três meninos andam em direção oposta). Um menino é abordado. Mata-leão (covardia). Carteira (covardes). Dinheiro (será que ninguém está vendo essa cena?). Correria (por que ninguém faz nada?). O menino fica sentado no chão com cara de assustado (eu também não fiz nada). O sinal abre, o ônibus anda de novo.

    Estou me acalmando (não posso pensar nela). Preciso pensar em outra coisa (não posso pensar nela).

    Esse ônibus passa por uns lugares muito estranhos. Estamos quase perto de um parque. Esse lugar me dá arrepios. Lembro de uma vez que vi uns homens jogando um saco preto (seria um corpo?) por cima do muro e para dentro do parque (corpo de quem?) picam uns papeis e jogam no lixo (o que será que esse corpo fez?).

    Passamos pelo parque. Escuro como sempre. A luz do sol nunca entra lá. Um lugar realmente sombrio.

    Estamos quase chegando ao meu destino (MAIS RAPIDO!). Preciso ocupar minha cabeça com outras coisas (RAPIDO!).

    Ninguém sentou do meu lado durante todo o percurso. Isso é muito estranho, o ônibus estava lotado. Por que será que ninguém senta do meu lado no ônibus?

    ...Chegamos...

    ...Saio correndo do ônibus...

    ...Coloco a mão no bolso esquerdo do meu sobretudo...

    ...Chego na porta marrom no final da rua...

    ...fim...
     
  10. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Não gosto desse por isso demoreia a posta-lo

    Edição 06

    ...Tiro a arma do bolso...

    ...Campainha...

    ...BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ...

    ...(nada acontece)...

    ...”Ilene!”...

    ...Nada!...

    ...”ILENE!...

    ...NADA!?!...

    ...Chuto a porta, ela vem ao chão...

    ...Corro para dentro da casa (Cadê?), vou de quarto em quarto (CADÊ?)!...

    ...Desespero...

    ...Loucura...

    ...Medo...

    ...Não tem ninguém em casa (como assim?), não tem ninguém (cadê Ilene?) em casa (aonde ela es...

    ...“14:35”...

    Ainda são 2 horas da tarde, Ilene ainda está no trabalho, como sou estúpido. Corri que nem um louco do Motel para cá e nem me liguei no horário. Ilene trabalha. Ela está no trabalho. Ela tem que estar no trabalho.

    Eu estava achando realmente estranho. Não tinha nenhum sinal de arrombamento. Nenhum sinal de briga. Nenhum sinal de morte. Nada poderia ter acontecido aqui. (Ela TEM que estar no trabalho!).

    Mas será que nada aconteceu mesmo? Ou será que anda aconteceu aqui?

    ...“Meu Deus!”...

    ...fim...
     
  11. Joseph Slater

    Joseph Slater Uoréver

    Gosto muito desse por isso postei rapido.

    Edição 07

    O tempo passou, cada minuto parecia uma hora, cada hora parecia um dia, eu esperei... consertei a porta que tinha quebrado (eu tinha a chave, devia ter pensado melhor). Eu esperei... esperei... esperei... o tempo passou... o desespero só crescia... o tempo passava e ela não chegava.

    Não sei como resisti todo esse tempo. As paredes ficavam sempre mais próximas, minha pequena prisão diminuía.

    Varias vezes escutei o chamado da minha amada, oh! minha doce e linda amada, a ignorei por todo esse tempo, será que finalmente chegou a hora de consumarmos a nossa união eterna.

    Não! Tenho coisas a fazer ainda!

    Minha cabeça tomba para o lado, sinto frio, metal frio, NÃO!

    Quase enlouqueço. Não entendo mais nada. Estou louco?

    Não sei o que realmente está acontecendo, tudo acontece em um estalo de dedos que duro uma longa eternidade. Sinto-me preso nessa insanidade sã, tudo acontece em um ritmo freneticamente devagar, o tempo flui parado no lugar. Eu só assisto. Não interfiro na passagem do tempo, não a entendo. A loucura...

    (O que está acontecendo?)

    (Por quê?)

    Confusão e loucura se fundem em uma coisa só. A sanidade vira só mais uma palavra que esqueci o sentido.

    De repente, com em um flash, tudo passa rápido demais, o tempo está se endireitando, horas passam em longos minutos que duram segundos apenas.

    Me sinto leve, meus pés saem do chão (estou voando?), só sinto a brisa (sinto o frio), minha mente se apaga (puxo...), a visão escurece (o...), de repente...

    ...tudo volta...

    ...escuto o meu nome...

    ...fim...
     

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