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[L] [Inho][Um conto tolkeniano caricaturado]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Inho, 15 Ago 2003.

  1. Inho

    Inho Usuário

    [Inho][Um conto tolkeniano caricaturado]

    Não me levem a sério... :roll:

    Cap1: E toda saga tem um começo...

    No começo, não havia nada. Mal havia o começo mas, só sei que quando ele apareceu, já haviam três árvores: Mangoron, a dourada, Laranjon, a prateada, e Samantha, a moreninha bronzeada que faz tudo que você quiser por apenas R$20 a hora. Mas essa saiu para trabalhar com o pretexto de comprar um cigarro na esquina e nunca mais foi vista, não participando pois do desenrolar da nossa história.

    Mas como eu ia dizendo, isso era só o começo. Mangoron e Laranjon, duas árvores magníficas, por sinal, cataram dentro de si um restinho de pureza e com isso, fizeram uma semente. Digo, duas. Uma pra cada uma, né?

    Com uma leve sacudidela (que não foi um sopro do Deus do Vento), ambas as sementes foram ao chão. A de Mangoron, que caiu de bunda, preferiu se levantar e assim ousou ficar em pé. Daí, saiu para ocupar as terras debaixo do sol. A semente buscava sempre os lugares mais altos, sempre os mais altos - assim nasceu a construção civil, alguns anos mais tarde, só depois da invenção do kitnet - é... isso, sempre os mais altos, o que, obviamente, rendeu-lhe várias quedas. Acabou contendando-se com o não tão alto assim.
    A de Laranjon, que sofreu o infortúnio de cair de cabeça, foi se afundando cada vez mais nas trevas do underground, passando por Sex Pistols e Gregório de Matos, até encontrar uma toca aconchegante, com um pouquinho de gelo para o uísque e para anestesiar a dor do galo na cabeça. À queda da semente de Laranjon deu-se o nome de Baque Inicial.

    Então, como ambas as sementes já haviam escolhido seus respectivos territórios, fizeram um acordo de não invasão: os habitantes do subsolo não poderiam entrar em contato com os da superfície, nem vice-versa. Se isso acontecesse, abririam-se muitos canais de comunicação (túneis) entre ambos os Mundos e os problemas se multiplicariam em ambos os lados. A desgraça se instalaria em todos e nada sobrevireria. O caos seria a ordem, e a ordem...ih, ó ela ali! Pega, Pega!!!

    Os filhos de Laranjon viveram durante anos nos subsolos da Terra e ali surgiram várias linhagens de heróicos heróis e de magníficos reis, que enfrentaram hordas horrendas de monstrusos monstros que habitavam as escuras e inúmeras câmaras e túneis que permeavam o tudo-acima-do centro, como eles assim chamavam.
    O povo SinSolon, como era chamado, como todo povo, além de nome, tinha uma cultura e um folclore. O elemento físico que os unia era o típico achatamento no topo da cabeça, que dava a esta um curioso aspecto de coco descascado. Descascado porque, aliado a isto, os SinSolonianos eram, em sua maioria, carecas. Mulheres não eram exceção. Dá-se um desconto de um pouquinho de cabelo forrando as orelhas e só.
    Essa curiosa combinação fazia com que uma aglomeração de SimSolonianos, vista de cima, fosse um perfeito retrato de uma plantação de cebolas. É uma coisa linda. Um verdadeiro espetáculo, que a população organizava anualmente em honra a Lima-Laranjon, a Rainha descendente direta da Grande-Mãe (no caso, a Grande-Filha). Nessas comemorações tomavam parte também o irmão da Rainha e Capitão de Paus e Pedras Lima-Limon (como se sabe, o Grande-Filho).

    Passemos agora, às peripécias dos nossos seres Emersos: os Savatiani, que surgiram depois da queda (de bunda) da semente de Mangoron e que habitaram o tudo-acima-do-chão. Essas curiosas criaturas, não menos bizarras do que seus ignorados concidadãos submersos, tinham uma mania absurda de acrofilia - ou, a paixão por alturas. As suas casas eram muito altas, e eles viviam reformando-as, construindo mais um andar, mais uma escada, mais um andar pra casinha de cachorro. Inventaram a bicicleta e a bicicleta de dois andares, que, em vez de serem dois num fila horizontal, são dois (ou mais) numa fila vertical. Claro, os edifícios, elevadores, escadas, torres...toda essa tecnologia foi inventada e aprimorada. Enfim, tudo era decorrente da paixão por alturas.
    Esse aparentemente vício arquitetônico não é tão gratuito como você pode pensar. Ele é decorrente de uma característica pessoal muito comum nos Savatiani: a mania de grandeza. Todos adoravam pisar nos outros (fisicamente ou não) e por isso buscavam sempre estar por cima. Pode-se ver claramente que nessa época ainda não havia sido inventada a metáfora, coisa que viria só depois de José de Alencar e Cruz e Sousa, e que eles não teriam nessa época o menor tato para distinguir "um rio de lágrimas" do Rio Mango-Tietê, mas...era um povo curioso.

    Fisicamente, os Savatiani tinham um traço muito característico: eles simplesmente não tinham o lábio inferior. A pele que vinha subindo do queixo desaparecia abruptamente debaixo do lábio superior, que ficava levemente levantado, lembrando um pouco os velhos sem dentadura que apareceriam mais tarde. Alguns casos eram especialmente ridículos. Imagine você, uma barba escura e grossa saindo diretamente de debaixo do lábio - quase de dentro da boca?! Ou ainda, o beijo Savatiani? Ousas chegar a tanto? Eu não, até porque tenho que terminar esse conto. Graças a esse...detalhe do lábio, os savatiani tinham uma língua muito peculiar, repleta de consoantes inovadoras.
    Para começar, a maioria dos sons era elaborado na região da garganta. O esforço exagerado nessa região rendia-lhes pescoços largos e fortes, frequentemente mais largos do que a própria cabeça. O abrir e fechar da boca, sem o auxílio do lábio inferior, produzia um chlep peculiar. Os Savatiani mais classudos treinavam horas e horas, pagavam caríssimos professores para tentar diminuir esse detestável chlep na sua fala. Até porque, vá lá, imagina ouvir um discurso com mais de 70 chleps, chleps...é bronca!

    Sendo assim, os SimSolonianos desenvolveram ótimas técnicas de exploração do subsolo e não mais temiam as escuras e inúmeras câmaras repletas de monstros monstruosos. Bem como os Savatiani. que não mais temiam as alturas, graças às suas fantásticas ferramentas e avançadíssima tecnologia. Foi nessa época de falta de medo e ousadias descontroladas que surgiu o que faltava: Deus. Ou melhor, O Chefe do Serviço Disciplinar.
    ______________________________________
    Fim da primeira parte.

    Breve, nos melhores cinemas:
    Cap2: E Deus chegou...
    Cap3: A Primeira Batalha
    _______________________________________

    Eu não achei que fosse ficar tão grande. Nem imaginava que fosse dar continuação. Na verdade, eu ainda não acredito.
    Eu tive a idéia do tema e do primeiro parágrafo. O resto eu fui fazendo aqui, na hora. Espero que tenham gostado. Se gostarem eu escrevo os outros. Na verdade, há umas idéias inquietas engatilhadas aqui dentro...hmm, o que eu faço com isso?
     
  2. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    posta aqui ué.Até agora eu dou 6,5-8 pra sua estória, mas pode melhorar!!!
     
  3. Inho

    Inho Usuário

    Eu não esperava uma nota e sim uma crítica. Vá lá...nesse clube tem gente com capacidade de dizer o que gostou e o que não gostou! Sei que tem...

    6.8, 7.5, 9.99999, 10, 20...prefiro uma crítica construtiva.
     
  4. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Ué tonho, uma nota também é uma crítica.Tá, ó, pra vc não ficar triste eu teço alguns comentários ( :lol: )
    Há elementos de humor mal-encaixados que comprometem a compreensão de algumas partes do texto,mas mesmo assim, acho que não deveriam ser retirados.Apenas uma correção de concordância deve ser feita(Concordância5/10).
    O desenrolar da história não é uniforme, você para para falar de um povo e vai falar de outro, do nada(Organização de Idéias-6/10).
    Mas, em compensação, você levanta um aspecto importante: ao contraste dos dois mundos e é aí que eu aposto que pode surgir algo melhor.(Idéia/Tema Central - 10).
    Vai que vc consegue, não deixe que uma introdução mediana atrapalhe o seu trabalho! :wink:
     
  5. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Inho, adorei a história. Eu também gosto de criar histórias deste tipo, não cômicas, mas como esta que você colocou aqui. Ri muito da Samantha, que foi comprar cigarro e não voltou mais! Hahahaha, golpe de mestre! ^^

    Falando sério, eu gostei muito, não é um conto profundo e reflexivo, mas é muito gostoso de ler e engraçado. A idéia é ótima, continua a desenvolver! =)

    Não vou dar nota, não gosto muito de dar nota, mas eu sinceramente gostei!
     
  6. Ruby Moon £

    Ruby Moon £ Usuário

    Eu também não sou de dar nota, mas.......nota 10 pra criatividade! Ficou muito legal! A linguagem é parecida com a de Tolkien, só que tá muito bem caricaturado....divertido e bem feito. Parabéns!

    Estou esperando as outras partes ansiosamente! :mrgreen:
     
  7. Inho

    Inho Usuário

    Uau...é impressão minha ou eu tô sentindo apoio?
    Valeu, pessoal!
    Vão esperar pouco...garanto! :roll:
     
  8. Eru- o Ilúvatar

    Eru- o Ilúvatar Usuário

    HAHAHAHAHAHAHA Tà muito engraçado!! Adorei a parte do Kit.net! :lol:
     
  9. Finrod

    Finrod Visitante

    O seu texto está bastante engraçado! :lol:
    E olha só, cadê os outros capítulos da continuação?
     
  10. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Sim, é apoio! Manda ver, guri! ^^
     
  11. Lord Meneltar

    Lord Meneltar Argerich

    Apoidao tb por mim!
     

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