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[L][Ingnard_Bullinart] Coisas do pensamento.

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Ingnard_Bullinart, 21 Nov 2005.

  1. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    Abri este topico pra compartilhar as minhas "poesias" com as pessoas do clube dos bardos e de todo o Valinor.

    Ai vai a primeira.

    Lago negro

    Apenas refletem
    com incognita calma.
    Mas não tem luz propria
    Simples espelhos d'alma.

    Transparecem o exterior.
    Qual olhos de Narciso
    de si nada sabem,
    inseguro e impreciso.

    Tem formas que nada são
    nem mesmo abstrata.
    São poços de languido veneno
    que embriaga e mata.

    Se são duros ou maleáveis
    já nem sei.
    Sei apenas que são os olhos
    do que tanto sonhei.


    Autora:
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  2. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    Esse daqui, escrevi em homenagem a um sonho que eu tive, um não varios, eu sempre sonho com a mesma pessoa, só que sonhos diferentes. Acordei um dia de madrugada e começei a escrever. Espero que todos gostem.

    Releitura.

    Não derramarei lágrimas que não tenho
    e, quando pude, nunca chorei.
    Não ouvirei o grito que não gritara
    E que, se gritasse, não conteria pormenores.
    Minha vida é a magoa.
    Nunca senti essa tal alegria:
    Se o riso corre os lábios em madrugada,
    é por que a loucura trouxe e nem avisa,
    quem sabe lucidez. Talvez divisa?!

    Quem sabe? O ódio em nós se transmite,
    é tão espesso e amargo, tão estranho,
    que se apossa de mim que o macerava.
    O ódio suposto é nele nobre e estranho,
    estranho e nobre,
    pois quando maleável deixa de ser pobre.
    Talvez nem seja ódio aquilo que se odeia.

    Não era morte aquilo que morria;
    ou morre, agora quando já se foi?
    Que ódio se sabe ódio e não se extingue?
    (Não clamarei aos céus: que ele se vingue
    de meu tormento, nesta rocha).

    Que pensamento tive é já prospera
    cravando em nós força necessária
    para refutar a inútil espera
    do que vive para a morte?
    Que já estará morto: é o eterno pranto
    Tecido em trevas o encanto,
    da frívola assombração que vem do corte
    esvai do pulso e de quando em quando vem do ventre
    ajustando em mim terno balbucio lamuriento.
    Não há pranto, já sei que toda vida
    ao acaso sorvida
    em um divã, em serpes olhos vejo a lua.

    Enredada em serpentes, esta duvida
    sanarei, em veneno embebido,
    vendo a fina chuva que surpreende
    ou atrai quando cai, bem mas nobre
    que o atroz sarcasmo de sua alegria.
    Estranho, estranho e nobre,
    feito os recados que nunca li
    do que tanto sonhei e não hei amado
    a sentimentos mortais.

    Ò aniquilamento subforçado
    pelo ato de ser.
    Ò transtorno ruim, no meu tormento,
    Comungado, completo, nefasta
    Opressão do ardor que me transcende.
    O rosto prateado que me iluda
    Com um sorrir-se a espera.
    Não nasce à luz. E com malícia,
    Ardilosamente dorme,
    Sob mogno estranho, que sonhe e acorde.
    A lembrar de deslizes, agora amenos,
    Que outrora vivemos
    Deitados, sublimes mortuários
    sem remorso;
    a sorte dos tortos; a rarefeita
    ondulação de vestes e vestuários,
    essa nudez, assim, além de esforços,
    a mordiscar o ventre sombrio
    da alma que, agora calma, lhe envolve.


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  3. Edu

    Edu Draper Inc.

    Gostei dos dois. O primeiro, a pesar do título sombrio, me faz lembrar estranhamente de um dia quente de verão e de pessoas felizes dançando.
    O segundo foi o que eu menos gostei, talvez por apresentar uma estrutura que mordisca nosso cérebro para ele relacionar os fatos, o que o torna enfadonho. Você deveria escrever mais, e procurar formas métricas para fazê-lo (embora eu não goste delas...) no resto, boa sorte.

    Namárie.
     
  4. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    O segundo tem mesmo essa de fazer você pensar, eu quis isso quando começei a escrever.
    Eu não gosto de métrica, gosto de me sentir livre para expor minhas emoções.
    Com relação ao primeiro o titulo não é sombrio, é apenas forte.
    Mas valeu por comentar. :joy:
     
  5. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    Sentimentos Violentos

    Meu corpo dói à sentimentos violentos.
    Sinto ódio do amor que tenho
    Sorrindo, de agonia revolvo,
    à lucidez de um sonho.

    Sinto a falta de sentir
    e o gosto da solidão.
    Tenho asas a sorrir,
    vôo de pés no chão.
    E a verdade em mentir
    seus sentimentos ocultarão.

    Ser lúcida me enlouquece
    talvez a loucura me lucide.
    Pois fui e serei Lucíola,
    Perla, Lelia, Matilde...

    E você diz que não sente
    a violência muda.
    Enchente de sentimentos
    água fria que inunda
    Meus sentimentos violentos.


    Autora: Ilziane Vale.
     
  6. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    Liberdade em cela.

    A fragilidade me facina
    São corações e mentes
    E ingenuidades pequeninas

    E os olhos do que é velho
    Brilham de saudade,
    Dos que se vêem em espelho
    E em face se despede

    Ele foge ao brilho e luz
    Do sorriso infantil
    Da criança inocente
    Que de seu leito sumiu

    E a liberdade era dela
    E a vida era dele
    E o amor era a cela.


    Autora: Ilziane Vale
     
  7. Ingnard_Bullinart

    Ingnard_Bullinart mago verde

    Pareci ki o povo aki num gosta de poema obscuro.
     

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