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[L] [Gandalf - the white] [A história de um Vampiro ATUALIZADO]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Gandalf - the white, 4 Mai 2003.

  1. [Gandalf - the white] [A história de um Vampiro ATUALIZADO]

    galera, ta meio confuso por enquanto, essa e so uma parte, to continuando escrever...e baseado em um livro q eu li da anne rice, q chama Vittorio - o vampiro.....por favor dêem sugestões. principalmente de titulos!


    Penso que aos mortais, já sou considerado morto; pois deixei o mundo mortal aos 15 anos, na minha plena, e agora eterna juventude.

    Hoje completo 368 anos, e só agora tenho coragem o bastante para contar-lhes minha estória. Vocês irão ver e logo sentirão o conflito que existiu nela, entre o sofrimento, a paixão, a dor, e o ódio. Mas antes de começar, gostaria de transmitir-lhes, que tenho raiva do que sou hoje, mas ao mesmo tempo admiro-me por ser respeitado por minha raça, e considerado por muitos, superior aos que um dia existiram e foram massacrados por essas mãos que hoje apenas escrevem esta estória. Agora, a respeito da raiva, vocês irão saber o motivo, ao longo da estória.

    Aos 14 anos, eu era considerado por muitos, um adulto, pois era alto, forte, e movia-me como um guerreiro da guarda de meu pai. Tinha cabelos loiros e longos, que caiam aos meus ombros, olhos azuis como água pura e cristalina. Morava com meu Blade, um homem forte e belo, e de um ar imponente, e com minha mãe Eleanor, que ra singela, doce, meiga e completamente apaixonada pelo meu pai.
    Meses antes de meu aniversário, nasceu meu irmão Richard, que era também de uma beleza extrema. No dia em que eu completaria 15 anos, acordei assustado, pois tivera um sonho estranho, onde criaturas aladas nos atacavam à noite, destruindo completamente nosso castelo, e levando consigo, meu irmão aos prantos. Minha mãe, com toda a sua meiguice veio ao meu encontro, abraçando-me e envolvendo-me com aquele perfume suave, que misturava-se com a sua pele macia e levava quem quer que fosse à pensar em coisas belas, em campos floridos, e que agora me trazia alegria e consolo pela última vez. Conversamos durante alguns minutos, até que fôssemos interrompidos com os gritos assustados de meu irmão. Não consegui dormir de novo, levantei-me, e fui ao encontro de meu pai, para passarmos juntos o dia. Cavalgamos e conversamos sobre o nosso futuro, o qual pensávamos que seria brilhante. Ao passarmos pelas aldeias que ficavam abaixo de nossos muros, percebemos que estavam todas vazias, e a maioria das casas destruídas.

    Meu pai e eu voltamos para nossas terras, pois já estava escurecendo. Ao chegarmos no castelo, todos esperavam-nos, então tomamos um rápido banho, e voltamos para a sala de jantar, onde haviam dezenas de pessoas sentadas ao redor de uma imensa mesa, esperando-nos para começar a reunião que discutiria os últimos acontecimentos relacionados às aldeias abandonadas.

    Como sempre, meu pai sentou-se à cabeceira, com minha mãe ao seu lado esquerdo, e ao seu lado direito eu, com toda a minha curiosidade, para saber onde chegaria aquela discussão. Passaram-se poucos minutos depois das 18:00hs, já estava bem escuro lá fora, quando um soldado da guarda de meu pai entrou e pediu-lhe permissão para falar-lhe. Meu pai consentiu com um gesto, e logo o soldado veio ao seu ouvido e falou tão baixo, que nem mesmo eu, que estava ali ao lado, conseguira escutar. Mas não parecia ser boa coisa, pois eu vi que o rosto do meu pai mudara completamente. Então levantou-se, pediu licença e foi junto ao guarda até o portão do castelo. Não perdi tempo, e retirei-me da mesa, seguindo meu pai, e nesse instante pude ouvir um estrondo e em seguida choro, e logo pensei em meu irmão Richard. Dei meia volta, senti meu sangue gelar, corri, subi as escadas como se fosse um pássaro, e abri a porta do quarto de Richard.

    Foi uma coisa obscura que vi sobre o berço dele, quando entrei, a criatura virou-se e pude ver seus terríveis olhos amarelos, grandes e imensos dentes caninos, e um terror alucinante pairou sobre mim, não sei o que aconteceu-me, mas agarrei loucamente seu pescoço, apertando e gritando para que soltasse meu irmão. Minhas unhas penetraram seu pescoço, e ele gritou como eu nunca escutara antes, mas nesse exato momento, senti uma dor imensa nas costas, virei-me e vi uma criatura que ao mesmo tempo que era obscura, era também bela; de uma pele clara, de olhos cor de mel, cabelos cacheados, loiros e longos e uma boca vermelha, como se sangue ali tivesse se espalhado. Cai no chão, e logo essa criatura que parecia chamar-se Blone (eu tinha ouvido alguém gritando esse nome), chegou perto de mim e depositou ao meu lado as cabeças de meus pais, com os olhos piscando. Nunca irei esquecer aquela cena, ele agarrou meu irmão, que se encontrava nos braços da outra criatura contorcida no chão, e saiu pela janela dizendo coisas que para mim, naquele momento não significavam nada. Eram exatamente essas suas palavras:

    - Um dia vocês se encontrarão Benjamim, e medirão suas forças, vencendo aquele que pensar apenas em aumenta-la.

    Em meio aquele derrame de sangue pude sentir o cheiro suave do perfume da minha mãe. Chorei como nunca havia feito antes, e me perdi entre pensamentos, que me levavam para longe dali, para uma colina florida, maravilhosamente perfumada.
    Acordei às 14:00hs da tarde, ali sozinho, em meio a muitas poças de sangue, e ao meu lado jaziam as cabeças de meu pai e minha mãe.

    Chorei por alguns instantes pensando em minha vida, sem meu pai e minha mãe que jaziam mortos, e sem meu irmão, que eu não sabia onde se encontrava agora.
    Quando parei de chorar, peguei as cabeças, coloquei-as no berço do meu irmão, e sobre elas jurei vingar a morte de meus pais e recuperar e salvar meu irmão onde quer que ele estivesse.
    Desci para a sala de jantar, e lá encontravam-se vários corpos, de todas as pessoas que participaram do jantar na noite anterior. Não achei uma só alma que respirasse e então resolvi sair logo dali. Corri para meu quarto, tomei um rápido banho e vesti-me como um lorde inglês. Peguei algumas roupas, e algumas coisas que seriam úteis. Depois fui para a biblioteca de meu pai, onde eu sabia haver uma câmara secreta, onde ele guardava todas as suas armas, que eu usava muito bem, e todos os seus tesouros.

    Peguei alguns sacos de ouro, algumas jóias que poderia vender, e peguei várias armas, que concerteza seriam usadas com grande utilidade. Entre essas armas, peguei a espada que meu pai usara em sua adolescência e coloquei-a em sua bainha bordada a ouro na minha cintura. Preparei uma bolsa com comidas, e enfim montei no meu cavalo. Este chamava-se Scufax, e era branco da cor da neve e altivo como um rei. Disse-lhe algumas palavras e com uma arrancada poderosa, ele pulou a frente e correu, e seus pés quase não encostavam no chão, como se esse pegasse fogo.

    Galopamos a tarde toda, e ao pararmos, exatamente quando a lua chegava ao topo de seu reino, Scufax não demonstrava nenhum sinal de cansaço. Mesmo assim, achei melhor descansarmos aquela noite, para que no dia seguinte, pudéssemos procurar aquela criatura. Encostei-me em uma árvore, a beira da estrada, e Scufax parou ao meu lado, e ali ficou, altivo, sem um sinal de cansaço. Poucos minutos depois, eu já havia adormecido, e só acordei com o relinchar de Scufax. Era noite ainda.

    - O que foi Scufax? Viu alguma coisa?

    Ele levantou as patas dianteiras em direção há uma pequena mata do outro lado da pequena estrada. Olhei assustado, e bem ali, no meio das árvores, eu consegui ver um vulto, que ao perceber que foi visto, começou a vir em minha direção.

    - Quem é você? E o que deseja? Porque perturba uma simples pessoa que deseja apenas descansar? – gritei sacando a espada.
    - Uma simples pessoa? Ou um rico rapaz, que teve toda a sua família destruída e agora busca vingança? – falou o vulto, com uma voz alta, forte, e que parecia desejar que todos a escutassem.
    Sem dizer mais nada, avancei sobre o vulto, com minha espada empunhada, mas nesse momento vi um claro reluzir em minha frente, que de tanta luz, deixava-me cego. Era a sua espada, que parecia não ser feita de ferro, mas sim de raios. Parei a poucos metros dele, que agora falava forte, mas baixo.
    - Como ousa levantar uma arma em minha direção? Sabes quem sou, para tomar antes alguma decisão?
    - Não sei quem você é, mas não por falta de perguntas, e sim por falta de respostas suas. Mas uma pessoa que sabe o que aconteceu-me, estava lá em minha casa na noite passada, e com isso julgo-lhe uma das criaturas repugnantes.
    - Pois não julgue ninguém antes de saber ao certo porque o faz. Aqui meu nome é Mastema, e sou o guardião dos céus. Deus, aquele que a todos criou, é meu senhor e estou aqui apenas para ajudar-lhe.
    - O que me trazes como ajuda? Por acaso sabes onde encontro aquela criatura que tomou minha família de mim? Pois se não for isso, não necessito de mais nenhum tipo de ajuda.
    - Pois você se engana Benjamim. Porque você precisa de muito mais ajuda do que imagina. Talvez você encontre essa criatura que procura, e talvez você lute e a derrote. Mas mesmo tendo força o bastante para isso, você não tem a sabedoria necessária, pois você nem sequer sabe o que procuras. Por isso estou aqui, para ensinar-lhe sobre os VAMPIROS. Aqueles que você caça com tanta ferocidade, sem ao menos saber o que são capazes de fazer a você.
    - Não tenho medo de nenhuma criatura que pisa sobre esse chão, ainda mais quando a mesma matou meus pais e roubou meu irmão. Não interessa o que são capazes de fazer-me, pois suportarei tudo, e matarei a todos com minhas próprias mãos. Se queres ajudar-me, não interrompa minha viagem, agora se continuares em meu caminho, lhe mandarei de volta para o lugar de onde viestes.
    - Benjamim, você é tolo em suas palavras, pois fala com a raiva e não com o coração e amor que Deus lhe deu. Quanto a me enfrentar duvido que seria capaz de encostar um só dedo seu em mim, pois essa não é a vontade do Senhor.
    - Se duvidas, então toma isso! – dizendo isso, parti para cima de Mastema, mas para minha surpresa, não consegui chegar perto dele, pois algo forte demais me barrava, e jogava meu corpo para longe.
    - Te avisei Benjamim. Enquanto eu não desejar que aproxime-se de mim, tu nunca conseguirás tal ousadia.
    - Está bem! Então, conte-me logo o que sabe, para que possa seguir meu caminho!
    - Não agora! Primeiro precisamos sair daqui, pois estamos muito perto.......pegue Scufax, e vamos embora!
    - Muito perto de que o guardião?
    - Isso você saberá mais tarde. – disse-me Mastema, enquanto ia andando, e eu ao seu lado com Scufax.
    - Então diga-me ao menos onde vamos.

    Ele não me disse nada, apenas continuou andando, comigo ao seu lado, fazendo-lhe muitas perguntas, das quais nenhuma eu obtinha resposta.
    Nos embrenhamos na floresta, e andamos uns 3 quilômetros, até que Mastema resolveu parar.

    - É aqui! – disse ele, apontando para uma colina.
    - O que é aqui? – perguntei-lhe apressado, sem saber onde estávamos.
    - Não me faça mais perguntas Benjamim, apenas observe, e só quando estivermos totalmente seguros, poderemos conversar abertamente.
    - Mas quando é que estaremos totalmente seguros?
    - Ora, já não mandei você não fazer mais perguntas?
    - Sim, é claro......apenas aguardarei. – eu respondi, quase explodindo de raiva.

    Mas nesse instante, parei e comecei a observar, como ele tinha mandado, e pude ver que a colina estava abrindo uma parte sua, como se abrisse os braços. Então Mastema entrou e eu apenas segui ele, mas sempre com minha espada empunhada.Entramos na colina, e segundos depois de Scufax entrar , sendo ajudado por mim, foi como se fechassem a porta, a colina fechou-se e tudo la dentro estava escuro. Nesse momento, Mastema que estava em minha frente, começou a emanar uma forte luz branca, como se de seu corpo, brotasse energia. Fomos caminhando, até chegarmos a uma grande sala, que bem no fundo tinha uma luz fraca brilhando.

    - Aquele Benjamim, é Raziel, seu anjo guardião – disse-me Mastema apontando, para a luz fraca.
    - Mas eu não sabia que tinha um anjo guardião, e se tenho, porque ele nunca apareceu para mim, e porque na noite passada ele não me ajudou?
    - Bem, as pessoas não conhecem seus anjos, e você só está tendo essa oportunidade, pelo fato de realmente estar precisando de ajuda. Quanto à noite passada, porque você acha que Raziel está tão fraco assim? Ontem ele estava lá, e lutou com todas as suas forças para te proteger.

    Então fixei meu olhar na luz fraca, e pude ver uma criatura de rosto meigo, olhos azuis, cabelos cacheados e loiros, que desciam-lhe até os ombros. A criatura estava muito machucada, e seu rosto meigo, trazia uma expressão de dor, a qual era justificada pelo enorme ferimento em sua barriga.

    - Ele vai morrer?- perguntei a Mastema que agora estava mais próximo ao anjo.
    - Isso eu não sei Benjamim. Raziel agora está nas mãos de nosso Senhor, que decidirá se vai ou não deixar Raziel continuar sua missão. Agora, cabe a nós esperar, e enquanto o fazemos, irei responder suas perguntas.
    Sentamos então em duas pedras, que pareciam ser feitas a medida para acomodar-nos.
    - Bem acho que a primeira coisa que quero saber, é o que eram aquelas criaturas, e porque atacaram minha família?
    - Uma de cada vez. As criaturas, são vampiros, ou seja, mortos vivos, que se alimentam de sangue de outras pessoas. Acho que isso é o que você precisa saber por enquanto. Agora o motivo pelo qual atacaram sua família nós não sabemos, mas pensamos ser alguma coisa relacionada com você e seu irmão. Achamos que vocês têm algum poder escondido, que interessa á corte vampírica. Pois não sei se você lembra, mas quando suas mãos perfuraram o pescoço de uma das criaturas, ela contorceu-se e rapidamente morreu. Por isso eu e Raziel estamos aqui, pois iremos lhe ajudar a desenvolver esse poder escondido, para que você possa recuperar seu irmão antes que o pior aconteça.
    - O que é o pior Mastema? – perguntei desesperado.
    - O pior é seu irmão tornar-se um deles. Pois ele também tem uma grande poder, e se passar a ser um deles, será um grande problema para nós.
    - Mas como irão me ajudar? Raziel está machucado. E você sabe onde encontro meu irmão?
    - Benjamim, não sabemos onde encontra-se seu irmão, mas sabemos que seguindo as criaturas, chegaremos ao senhor das trevas Blone, que provavelmente aprisiona seu irmão. E quanto a Raziel, ele realmente está muito machucado, e não sei se ele aguentará esse sofrimento. Agora só nos resta esperar, e enquanto o fazemos, é melhor que você deixe Scufax ali no canto, coma alguma coisa, e depois durma, enquanto eu preciso resolver alguns assuntos com Ele. – disse-me Mastema apontando o dedo para o alto.
    - Mas...... – Não terminei de dizer, pois Mastema já tinha desaparecido. (continua)
     
  2. pessoal eu postei so o começo, mas a continuação jah ta ficando pronta....queria v o q vcs acharam....deem sugestoes, principalmente dde titulos! :aham:
     
  3. Liurom

    Liurom Usuário

    Li seu conto, Gandalf. Está ficando legal, parabéns. :D

    É muito difícil escrever uma história de vampiro, justamente porque já escreveram muitas - você corre o risco de que a história fique parecida demais com as outras que já existem. É muito difícil ser original. Por isso é que se eu escrever uma história de vampiro vai ser no máximo um conto aqui pro clube, e não um livro completo (pelo menos não por enquanto).

    Estou lendo atualmente Drácula de Bram Stoker. Se você pretende escrever sobre o tema mais seriamente do que eu, vale a pena dar uma olhada no livro fundador do gênero. A versão que eu tenho é um pocket book da editora Martin&Claret. Nessa edição há uma introdução que traz algumas informações interessantes sobre vampiros (tiradas de enciclopédias). A que eu achei mais útil é uma coletânea das lendas vampíricas nascidas em várias culturas. Há ali "raças" de vampiros, cada uma com poderes diferenciados. O legal é que não é uma invenção de um autor, mas sim uma tradição cultural verdadeira, que remonta à antigüidade (tem até o vampiro romano). Muitas dessas raças não foram muito utilizadas na literatura, o que pode ser um caminho para a originalidade.

    Dois comentários sobre o texto:
    1. Curioso o nome que você escolheu pro anjo da guarda do protagonista. Não sei se foi proposital, mas Raziel é também o protagonista da série de jogos Soul Reaver, que também fala sobre vampiros, não é? (Aliás, seu avatar é o Kain).
    2. Acho essa intervenção direta dos anjos promissora, mas não exagere muito nela. Caso contrário, o senso de perigo se perde (se os anjos estiverem sempre lá para ajudar o herói, não parece que ele está realmente correndo perigo). Mas é claro que você já sabe disso.

    Continue escrevendo. A história promete. :wink:
     
  4. Valeu vei, brigado pelos toque......

    essa parada do nome Raziel, eu juro pra vc q naum sabia, nem conhecer esse jogo eu conheço vei.....heheh....uns colega meu tb me falaram se essa foi minha intenção mas naum foi, eu lembrei desse nome e gostei...

    qto aos anjos, pretendo apaga-los um pouco da historia sim, eles nem sempre ajudarao o protagonista, to continuando a estoria, valeu pelos toques!
     
  5. ae tiraram minha otra msg aki?

    vo postar a proxima parte da historia semana q vem......ja ta bem grande jah!

    so pra atualizar !
     
  6. V

    V Saloon Keeper

    Só pra "bumpear", vc quer dizer. :roll:

    Não precisa avisar que já tá ficando pronta. Quando estiver pronta, vc posta. Simples. :lily:
     
  7. Tirei a cela de Scufax, coloquei-o no canto, com algo para comer. Depois, enquanto mordia um pedaço de pão, deitei-me em um canto da “sala”, e fiquei a observar Raziel. Seu brilho era fraco, e suas mãos fechavam-se em seu peito. Ele se mexia de vez em quando, o que várias vezes me fez ficar assustado, pois ele entortava seu corpo, como se uma espada o estivesse perfurando. Ele contorceu-se tanto, que levantei-me e fui até onde ele estava deitado. Quando aproximei, ele deu uma última brusca contorcida, e parou como se estivesse completamente morto, e em seu rosto, eu tive a rápida impressão de ver um sorriso. Resolvi pegar a espada que estava caída ao seu lado, mas para a minha surpresa, ao tocar nela, Raziel levantou-se e bruscamente fui jogado a uns 10 metros de distância.

    - Não...não toque em Aeglos! – disse-me ele com uma voz fraca.
    - O que aconteceu? Porque não posso toca-la?
    - Porque ela é sagrada Benjamin, e pessoas mortais não tem o direito de tocar em tais coisas, pois estas são realmente puras. Ah! Se não ... importa, vou continuar deitado, para... recuperar minhas...forças.

    Dizendo isso, ele deitou-se novamente, e nesse momento sua espada, que emanava um forte brilho branco da ponta, começou a flutuar e pousou em cima do corpo de seu dono. Foi como se houvesse um grande encontro de energia, pois toda a sala em que estávamos ficou clara e tudo quieto. Al luz me cegou e dormi, mesmo contra a minha vontade.

    Meu sono foi carregado de pesadelos, nos quais eu sempre via meu irmão indo embora, para longe de mim. Quando acordei, imaginei ser dia já, apesar de na caverna em que estava, não dava para ter muito o senso de tempo, pois era sempre escura, sendo iluminada somente pelos anjos que emanavam luz própria. Levantei-me e olhei a minha volta, e para meu espanto, eu estava só. Raziel tinha sumido e Mastema ainda não voltara. Fiquei ali, pensando no que estava acontecendo, iluminado apenas por uma tocha, que um dos anjos colocara na caverna para o caso de eu precisar. Bem, passadas imagino eu umas 2 horas, um clarão de súbito tomou a caverna e cegou-me, era Mastema, que estava com uma túnica branca e comprida, e com sua espada embainhada em sua cintura. Mas isso consegui ver apenas minutos depois, quando ele controlou sua luz.

    - Ora, como está meu caro Benjamin? Desculpe-me o clarão, mas ainda não me acostumei de ter que controlar minha energia.
    - Estou bem, e quanto a luz, não se importe. Onde esteve?
    - Estive em vários lugares – disse Mastema – conversei com o nosso Senhor, e fui a procura de notícias.
    - E encontrou alguma?
    - Nenhuma que mostre-nos onde está seu irmão. Bem daqui a algum tempo Raziel, que já se recuperou, irá juntar-se a nós, para partirmos. Benjamin, dê-me sua espada, pois irei abençoa-la, para que sua luta esteja sempre iluminada.
    - Para onde vamos? – perguntei, desembainhando a espada e a entregando a Mastema.
    Mastema pegou a espada sem dar ouvidos a minha última pergunta. Apoiou-a no chão, e pousou sua mão sobre a arma, que rapidamente passou a emanar um forte brilho.
    - Que esta espada seja sempre usada com justiça e pureza – começou Mastema – e sua lâmina seja brandida apenas para o bem. Abençôo- te Glathing, e que você siga sempre as ordens de seu mestre Benjamin.
    A espada, como se estivesse viva, brilhou fortemente, e saltou para as minhas mãos. Empunhei-a firmemente, e quando a brandi, foi como se um raio passasse pela caverna.
    - Hei de empunha-la com lealdade Glathing, e apenas será desembainhada contra o mal.

    E assim a espada que fora de meu pai, agora era minha, e era abençoada. Chamava-se Glathing ou “raio puro”.

    Quando coloquei Glathing em minha bainha, Raziel chegou, também todo de branco, mas agora que eu o fitava já totalmente curado, eu podia perceber que era muito mais bela aquela criatura. Seu cabelo reluzia como ouro, encaracolado, descendo-lhe até os ombros. Seus olhos agora brilhavam tão azuis, que era como se duas pedras preciosas de tal cor tivessem sido ali colocadas. Sua pela era branca como a neve, mas sua face era corada nas bochechas. Ele olhou para mim, e depois soltou uma alta gargalhada.

    - Bem, não repare Raziel, Benjamin. Pois até nas piores horas ele mantêm seu bom humor. – disse Mastema rindo baixo do bem humor do outro anjo.
    - Ora meu caro Mastema, o bom humor me dá forças e as tira do inimigo. Me faz bem – defendeu-se Raziel. – Então, quando vamos partir?
    - Antes, gostaria de saber para onde vamos? – perguntei.
    - Ora Benjamin – respondeu Mastema – vamos a procura de seu irmão. Temos que acha-lo e liberta-lo das trevas. Bem já está na hora. Peguem suas coisas e vamos! Ah, Benjamin, tomei a liberdade de alimentar Scufax. Ele é um bom animal, e deverá ir conosco, pois pode nos ser útil, principalmente a você. Além de que, é um grande amigo, no qual você sempre vai poder confiar.
    - Muito obrigado Mastema – respondi -, sei que Scufax é um grande companheiro e amigo.
    (continua)
     
  8. demoro mas ta i a continuaçao.......vo postando aos pokos pq ta muito grande jah!

    Então nos arrumamos, Raziel pegou apenas sua espada, e Mastema também. Eu embanhei Glathing, peguei minha bolsa de provisões e os segui. Aconteceu o mesmo do que quando Mastema e eu entramos, a montanha abriu-se e nós saímos por sua grande abertura.
    Foi muito bom ver a luz do sol novamente, deviam ser onze horas da manhã, e o dia estava lindo. Então montei em Scufax, que já estava ao meu lado com sua cela arrumada em seu lombo.

    - Benjamin, agora Raziel e eu iremos desaparecer, mas estaremos por perto. Você siga com Scufax o caminho! – falou Mastema.
    - Mas como saberei o caminho?
    - Você vai saber. – disseram eles desaparecendo.
    Bem, segui o caminho junto com Scufax, e sempre que eu ficava em dúvida sobre onde ir, Scufax resfolegava e ia para o lado que sempre emitia um brilho a mais. Foi assim durante todo o dia, e no final da tarde, resolvi parar para descansar. Soltei Scufax ali onde paramos em local gramado, e me encostei em uma árvore. Foi assim, encostado em uma árvore, que Raziel e Mastema voltaram e me encontraram. Eu já estava cochilando, e eles me acordaram. Levantei e perguntei por onde tinham andado.

    - Fomos nos preparar, para que possamos seguir com você e protege-lo – disse Mastema.
    - È Benjamin, agora ficaremos com você até tudo está acabado. – confirmou Raziel.
    - Então para onde vamos agora? – perguntei, sem notar que ainda era noite.
    - Bem – disse Mastema – agora você irá deitar-se novamente e descansar. Enquanto Raziel e eu vigiamos.
    Então meio chateado, me encostei novamente na árvore e adormeci. Passados penso eu, umas três horas de sono, acordei e vi os dois anjos sentados na grama um pouco a frente. Pareciam estar meditando, com os olhos fechados, mas estavam muito atentos, pois no exato momento em que levantei, os dois me olharam.

    - Já acordou? – perguntou Raziel – mas ainda é noite.
    - Não consigo mais dormir, estou sem sono. – dizendo isso, parei a observar ao longe, e me parecia que vultos vinham em nossa direção sorrateiramente por entre as árvores.
    - Vamos esperar eles se aproximarem mais. – disse Mastema.
    - Mastema e eu já os observávamos. É melhor você se preparar para lutar.
    - Mas quem são eles? – perguntei.
    - São vampiros. Membros da corte que está com seu irmão – respondeu Mastema colocando a mão sobre o punho de sua espada. – devem ter sido mandados para nos matarem.
    Quando Mastema terminou de responder, os vultos se mostraram. Eram cinco no total, sendo que três eram vampiros machos e duas eram fêmeas. Todos tinham os olhos amarelados, e dentes enormes saiam de suas bocas.

    - O que querem seres amaldiçoados? – perguntou Mastema, já empunhando sua espada, que tinha sua lâmina como labaredas de fogo.
    - Cale-se seu anjo maldito! – respondeu uma das criaturas. – queremos apenas o garoto, que antes foi deixado para trás.
    - Pois não o terão. Há não ser que estejam dispostos a nos matar. – falou Mastema.
    - Estamos tão dispostos, que você vai morrer agora anjo. – dizendo isso todos saltaram sobre Mastema e Raziel, empunhando espadas negras. Apenas um que tinha um corpo robusto e aparentava ser o comandante daquele grupo que ali estava veio em minha direção.

    - Se vem em minha direção, é porque desejas a morte, criatura repugnante. – eu disse empunhando Glathing, e esperando que a criatura chegasse até mim. Seus olhos brilhavam, enquanto ele vagarosamente andava em minha direção. Quando chegou a apenas alguns passos, ele pulou em cima de mim, e foi como que uma escuridão maior do que a noite se alastrasse. Mas antes mesmo de ele cair, cortei-lhe o braço direito, quando estava sobre mim. Ele caiu ao meu lado, mas levantou-se como se nada tivesse acontecido.
    - Garoto tolo! Porque acha que um simples braço faria falta? – gritou ele – Isso só fez com que meu ódio aumentasse.
    - Pois então venha novamente, que agora não pouparei sua cabeça. Aproxime-se e Glathing irá decepar-lhe a cabeça, como se rasga uma folha seca.

    A criatura novamente pulou para cima de mim, só que desta vez não pude fazer nada, pois com uma enorme força o vampiro agarrou minha mão e imobilizou-me. Mas foi pouca a sua alegria, pois no momento em que me levantava, apertando meu braço, como se fosse um raio, uma figura loira colocou-se ao seu lado e decepou-lhe a cabeça. Cai no chão, mas me recompus logo e novamente agarrei minha espada. E a figura loira, que agora eu sabia ser Raziel partiu em direção a Mastema que travava uma guerra particular com os outros quetro vampiros. Segui Raziel, que já estava com um oponente, então quando me aproximei o bastante, uma das vampiras que lutava com Mastema, veio até mim.
    Apesar de ser uma serva do mal, e apesar de sua pele ser extremamente branca, ela era bonita. Seus olhos estavam “cor de mel” , sua boca boca era grande e vermelha. Seus cabelos negros desciam-lhe até a bunda, e se agitavam com o vento.

    - Venha até mim Benjamin! – sua voz era doce, suave, como se ela apenas sussurrasse. E suas palavras penetravam em minha mente, e eram belas aos meus ouvidos.
    - O que desejas? Está tentando enfeitiçar-me? Pois se for isso não irá conseguir. – eu falei apreensivo.
    Mastema e Raziel lutavam com os outros, e eu, apesar de lutar, cada vez mais me sentia envolvido pela doçura daquela vampira. Então uma luz brilhou muito forte. Eram Mastema e Raziel que haviam derrotado os outros e agora chegavam perto de onde estávamos.
    - Se quer sobreviver afaste-se do garoto. – disse Mastema – E vá dar o recado ao seu mestre. Diga que vamos proteger o garoto, e que iremos resgatar seu irmão Richard, para que ele não se transforme em algo deplorável como vocês.
    - O garoto Richard já é um d enós! – disse a vampira rindo alto, com uma voz fraca em tom de desprezo. – Ele será o príncipe herdeiro da raça.
    Então como num tiro de flecha, ela saltou, e só nos deixou sua risada alta e sinistra, que distanciava-se cada vez mais, através das montanhas.

    (continua)
     

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