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[L] [Forfirith][Um texto a quem não amo]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Forfirith, 23 Set 2004.

  1. Forfirith

    Forfirith Usuário

    [Forfirith][Um texto a quem não amo]

    Bem, é um texto melancólico.
    Escrevi em nome de um antigo conhecido, inspirada nele...
    Não era pra ter uma moral no fim da história :roll: , mas mesmo assim foi divertido ^^ :mrgreen:

    ____________________________________

    O Amor

    As asas das fadas faziam os ânimos dos guerreiros ferozes se elevar até o ponto em que a bruma mística se confundia com os sonhos dos infelizes. Os guerreiros fortes e bravos se encantavam com as fadas melancólicas. Era divertido.
    O Grande Guerreiro descansava em uma das pedras do acampamento de guerra, fria e encantadora, que lhe fazia lembrar da forma disforme do passado, e sonhava. No sonho, uma elfa, vestida em branco e com longos cabelos loiros e belos que inebriavam docemente seus olhos acariciava seu rosto. Ela cantava lindas canções já esquecidas há muitas eras até pelos mais velhos, ele sorria e se deixava encantar pela mística elfa alva.
    Foi então que um grande estrondo se deu no acampamento. "me deixem sonhar", ele repetia a si mesmo em seu sonho, e não queria acordar. Contudo, os ferozes monstros que habitavam a Floresta Encantada Negra e Com Tons de Azul não ouviram seu pedido. Continuaram a atacar os fortes guerreiros com seus corpos truculentos que pareciam as pedras de um rochedo à beira-mar.
    Seus bravos guerreiros esperaram a permissão de seu capitão para contra-atacar as bestas, mas este não lhe deu sinal pois sonhava com a linda elfa. Esses poucos minutos fizeram a diferença entre a vida e a morte.
    Muitas esposas belas e melancólicas continuavam a aguardar em vão a volta de seus maridos em suas belas casas feitas de vime, com suas crianças que pareciam pequenos elfos a correr pelo jardim.
    Enquanto os soldados faleciam na disputa, o bravo guerreiro continuava a dormir melancolicamente na pedra, sonhando perdidamente, e delirando com sua elfa loira e melancólica. Era realmente divertido.
    Logo o vestido da elfa passou a mudar de cor. Primeiro, uma brisa lhe acariciou o rosto delicadamente, como a brisa dos campos de flor-de-lis de sua terra natal. Então o vestido transparente como a alma da elfa foi ficando colorido. No começo, ele não podia enxergar direito, mas logo percebeu: e vestido começava a adquirir um vermelho cheio de negrume. Ele começou a ficar com medo, um medo estranho, diferente. Logo tudo começou a ficar escuro, e a elfa se transformou em uma fada enorme, com asas vermelhas, longos cabelos alaranjados, um longo vestido vermelho e olhos redondos e amarelados como os das panteras que ameaçavam sua vila, próxima aos campos de lis. Ele começou a ficar com medo. Uma forte ventania brincava com os longos cabelos alaranjados da bela fada mortífera. Alguns segundos passaram-se, e ele podia jurar que a fada adquiria a forma de uma manicura. O soldado tentou tocá-la, mas assim que encostou o primeiro dedo na primeira fibra do pano de algodão da vestimenta da fada que era a antiga elfa, ele acordou.
    Assim que ele abriu os olhos, viu que já era noite. Olhou em volta, e chorou. Todos os seus companheiros estavam mortos e espalhados no negrume do chão noturno. Só distinguia seus sapatos de cor carmim. A eterna chaga daquele fratricídio estaria marcado para sempre na alma daquele homem.
    Rastejou pelo sangue espalhado na grama, e foi até o riacho mágico que ficava próximo, na borda do bosque encantado. As fadas se afastaram e fugiram quando ele se aproximou, passando assim uma mensagem de repreensão ao que ele fizera. Ele olhou em seu reflexo na água, e viu apenas um borrão preto e melancólico. Não era divertido.
    Inconformado com o fardo que carregaria para sempre em suas duras costas calejadas de dor e suor do trabalho nos campos e a dor dos viventes, não se conformou. Não queria tingir de sangue os belos campos-de-lis de sua terra natal. Não destruiria a santidade, a virgindade dos campos-de-lis que tanto amava. Empunhou sua espada e regou o riacho com seu próprio sangue.
     
  2. Ivan

    Ivan Vai passar do joelho

    :cry: Esse é um dos textos mais lindamente tristes que já li. ^^
     
  3. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Engraçado... Este texto me lembra um amigo atual.... =)

    Tá melancolico mesmo, Mô, mas está um pouco confuso... Muita coisa, sabe?

    E eu não gosto de fadas... Eu odeio fadas, hehehe... =)

    Bom, mas o texto tá legal. Não é dos seus melhores, mas continua sendo um texto legal e gostoso de ler =)
     
  4. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Poxa gente, ainda bem que vocês entendem a relatividade e o paradigma subliminarmente colocado por mim no texto...^^
    A amplitude das relações humanas é realmente fantástica, e tentei expressar o que eu sentia na hora...sabe, é mais fácil escrever quando não se está de porre pela primeira vez ^^
    Obrigada pelos comentários, espero que continuem postando sempre em todos os meus outros tópimos, mesmo os antigos, e principalmente os novos ^^
    Afinal, é divertido ^^
     
  5. Ka Bral o Negro

    Ka Bral o Negro Tchokwe Pós-Moderno

    Creio que a palavra "melancólica" foi repetida em demasia. O texto ficou um pouco confuso também, pela ausência de nomes e excesso de outros elementos.

    Eu não consegui reconhecer... deve ser o sono...

    Eu não gosto do Melkor... eu odeio o Melkor... :evil:


    8-)
     
  6. Melkor- o inimigo da luz

    Melkor- o inimigo da luz Senhor de todas as coisas

    Ah! E eu... eu... ODEIO KABRAIS!

    Humpf! =P

    Pensa melhor no amigo, quando estiver mais acordado =)

    E ser Melkor rulez :twisted:
     
  7. Forfirith

    Forfirith Usuário

    Tudo foi premeditado, meu bem 8-)

    Talvez não tenha captado a essência principal do texto...eu me inspirei nos rituais post mortem de grupos nômades que viviam na região dos rios Axuan-Tuntsao no século terceiro pra elaborar a história, sua arte e filosofia estão absurdamente impregnados nas entrelinhas do conto...só um CEGO pra não perceber isso, é tão divertido! ^^
    Caros leitores, aconselho a todos vocês que pesquisem sobre a cultura desse grande e importante povo que foram os Psmilinoxinitas (com p mudo :roll: ) para que possam encarnar melhor a verdadeira obra que é esse texto. É melancólico como a minha terceira série...
     
  8. Kementari

    Kementari É só marca do fogão!

    CACETE!!

    FODA! OBRA PRIMA!

    Olha que eu só li o primeiro parágrafo.
    Quando eu ler tudo então, aposto que vou entrar em êxtase!

    :clap:

    Só você nega!

    LINDO!!!!!!!!!

    Caraca, dou um doce pra quem notar o QUÊ do texto ^^

    (As dicas estão por todos os lados :shhh:)

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  9. Evestar

    Evestar Usuário

    nossa muito lindu parabens :clap: :grinlove:
     
  10. Ivan

    Ivan Vai passar do joelho

  11. Forfirith

    Forfirith Usuário

    É, nega, minha modéstia geralmente me ataca, mas dessa vez eu admito que ficou melancólico...Foi divertido escreve-lo! ^^

    E, cá pra nós, que foto mais aplicável, hein? 8O

    Obrigada, Evestar...pessoas como você fazem nossos dias mais coloridos
     

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