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[L][Cervus][Corvaria]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 4 Fev 2006.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    Os Contos de Corvaria

    Cp. 1 - Do tempo aos estratagemas
    (Primeira parte)


    Uma Lua solúvel, de alentos noturnos antigos, brilhava na imensidão de trevas do céu de outubro. Seus raios pálidos iluminavam tenuamente as paredes de pedra bruta da casa no alto da colina íngreme defronte às Montanhas Brancas, bem no fim dos horizontes do mundo. De uma de suas janelas encardidas um velho homem de olhar lacrimoso espiou vacilante o mundo lá fora, a brancura apática de sua face sendo acentuada pela claridade do céu pontilhado de estrelas. Com um breve sorriso de alívio que desanuviou momentaneamente seu semblante cansado, o velho fechou as cortinas vermelhas da janela e desapareceu no interior da casa, já tão antiga e mofada.

    Lobos uivaram para o além-mundo em uma floresta próxima, e seus cantos lunares foram ouvidos com certa preocupação pelos ocupantes da casa no alto da longa colina. Outra vez os olhos lacrimosos observaram, receosos, as redondezas, espiando novamente pela janela encardida; logo a eles se juntaram dois outros, do mais puro verde-angústia, que mais receosamente buscavam formas distinguíveis na escuridão desnuda do lado de fora da casa. O barulho abafado de um graveto se quebrando não muito longe dali fez com que, com um movimento brusco, os donos dos olhos vigilantes fechassem novamente as cortinas vermelhas, e, segundos depois, apagassem as luzes interiores do casebre.

    Naquele momento todo o mundo parecia estar ausente de vida, fosse ela de qualquer estirpe que se conheça. Até mesmo o vento que o dia todo tão insistentemente soprara do Sul agora não passava de uma brisa imóvel, aguardando que a noite e seu costumeiro dessabor deixasse jorrar as primeiras gotas do mar de eventos sombrios que, bem sabiam todas as forças daquele mundo, quem quer que fosse, em alguma era já esquecida, reservara para aquela hora e para aqueles pares de olhos todos, que pesavam e mediam a vida ao redor da casa velha e sua colina escarpada.

    Não mais barulho algum, a não ser o pio distante dos corvos, mau agouro da pior espécie na crendice da época, era ouvido por aquelas bandas, até que uma faixa branca, do mais sutil e divino tom de imponência feita, cortou o céu cor de piche. Um ribombo grave, como se os próprios anjos gritassem lamentações à Terra Mortal, quebrou enfim a efemeridade daquela hora moribunda, e a luz fulgurosa advinda do luzidio raio iluminou algo que se movia abaixo das nuvens celestes, nas cercanias da morada dos olhos, que nem mesmo a Lua e as estrelas foram capazes de iluminar, algo que, para maior bem dos corações dos ocupantes do casebre, tão cedo não deveria ter se retirado da escuridão.
     
  2. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    nossa !

    esta muito bem escrita e tenho muito que aprender com pessoas assim como vc,mas me diga o que era a coisa que cortou o céu....e os corvos nossa que meda! espero a continuidade n~çao vai me diexar na mão hein.......................!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
     
  3. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    nossa!


    esta muito bem escrita ,adorei os lobos .......tadinho das pessoas dentro da casa o que vai acontecer com elas...................ve se não vai me deixar na mão ,quero saber como continua...
     

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