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[L][Cervus][Aos Arquitetos do Tempo]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 27 Jan 2006.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    Aos arquitetos do tempo


    E é a maior ilusão o sonho e seus delírios-desígnios moribundos que nos fazem pensar que amanhã vai ser melhor do que hoje, e que o ontem é algo que possa ser esquecido assim tão facilmente, como se nada fosse, como se o próprio tempo pudesse ser mudado e o mundo não passasse de uma tola bola que Deus, ou seja lá quem for, ocasionalmente resolveu pendurar no Universo.
    Como diziam os que vieram antes de nós, “tudo finda quando o tempo acaba”. Mas quando será que o tempo acaba? Ou melhor: será mesmo que ele acaba? Não será o tempo só mais uma clausura que criamos para delimitar nossa existência mortal e dizer que um dia estaremos fadados a morrer, a acabar, a voltar à matéria insípida e insolúvel da qual somos feitos? A deixar de viver para dar lugar a novos tiranos, monstros da nossa própria carne, que continuarão o nosso legado de destruir o mundo que nos foi dado?
    Sim, é o tempo uma ilusão, e o é a nossa própria vida, tão fútil nesses tempos modernos, tão inútil e insensata que, se morrêssemos, serviríamos mais ao mundo em que vivemos, adubando-o com nosso sangue humano, que só então seria purificado de toda a sua imundice pela causa nobre de nutrir a terra que nos gerou, na qual pisamos infindáveis vezes em todos estes anos que nos foi permitido viver e respirar do ar que pelos nossos atos enegrecemos.
    No entanto… no entanto, se não é a nossa vida para que morramos no fim, e se não é este mundo para os nossos experimentos execráveis, o que é tudo? Do que vale tudo? Para que servem os dias em que acordamos para nós mesmos? Do que valem as nossas guerras…? Exato. Se tudo existe é porque a sua função e finalidade exclusiva somos nós. Tudo gira ao nosso redor, e o tudo somos nós mesmos, pois, em algum ponto da História, nos foi permitido mudar o curso do tempo e o curso da vida de todas as coisas. Sim, em nós e por nós estão as fundações das órbitas celestes, e em dentro de nós é que está a chama da última esperança de todas as almas que ainda cultivam as suas vidas neste e nos outros Universos.
    É na humanidade terrena, fadada ao desconcerto proposital da nossa mente primata, que está entranhada a origem de todas as coisas, e é essa humanidade que nos faz ao mesmo tempo tão especiais, tão únicos e tão vergonhosos para todos os outros seres que conosco vivem e do mesmo tempo que nos mata aos poucos compartilham.
    É também pela nossa humanidade que o mundo suplica; por ela ele clama todos os dias e nela fia seus desejos de que levantemos da cama amanhã com uma vontade inexplicável de mudá-lo, de pôr-nos de volta nos eixos, de encontrarmos as chaves que perdemos e que nos abrirão os portões do paraíso que renegamos. Por ela, por nossa natureza pura, é que ele continua caminhando debilmente rumo a sua estrada de autodestruição, com a certeza de que um dia acordaremos e veremos o que fizemos, o sangue que derramamos, as vidas que tiramos e os sonhos que deixamos de sonhar: de um outro lugar para viver, de alguém para a vida toda, de que finalmente entendêssemos porque nunca tentamos ser diferentes do que fomos…
     
  2. danganf2000

    danganf2000 Usuário

  3. §Etuerpe§

    §Etuerpe§ Usuário

    nossa muito legal mesmo meus parábens achei meio maçônico o título do seu texto rsrsrs
     

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