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[L] [Cavaleia Negra] [Fantasmas]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Cavaleira Negra, 3 Dez 2007.

  1. Cavaleira Negra

    Cavaleira Negra Usuário

    AUTOR: Cavaleira Negra
    GENÊRO: terror/drama
    TÍTULO: FANTASMAS

    REFORÇOS INESPERADOS
    CAP.I
    O raiar do dia chegou vermelho e negro. Legolas ergueu a cabeça para olhar o céu. Subitamente, alguém brincalhão empurrou a viseira do elmo do elfo para baixo. Legolas deu um pulinho, assustado, não só pelo estrondo causado pela viseira mas também pela visão limitada que ela oferecia. Virou-se, confuso, e deu de caras com o pai:
    -Geralmente, nas batalhas, usa-se a viseira para proteger os olhos! – disse o rei, alegremente. Legolas sorriu:
    -Será que os nossos chegam para este grupo de orcs? – perguntou o princepe. Thranduil suspirou:
    -Véspera de batalha… não desmoralizes… vai correr tudo bem… - volveu o rei.
    De repente, alguém gritou, e um elfo caiu morto, com uma flecha cravada na goela. Então apareceram dezenas de orcs, e começou a luta.

    Meia hora depois, ao virar-se, Legolas recebeu um golpe fundo no braço, e o ardor da ferida desconcentrou-o, e ele caiu de costas. Mas ao tentar levantar-se, o pai caiu-lhe em cima, inconsciente.
    Legolas colocou-se de joelhos, para tentar reanimar o rei. Este abriu os olhos, e fitou o filho:
    -CUIDADO! – gritou a voz de uma rapariga. O elfo olhou para cima, e só teve tempo de baixar a cabeça, pois uma longa e afiada espada decapitava agora um orc muito próximo. Legolas olhou em redor, e viu os quatro amigos escoceses e os seus cavalos. Pouco tempo mais a batalha durou, e os restantes orcs fugiram rapidamente.
    Thranduil, já consciente, levantou-se e aproximou-se dos quatro amigos:
    -Então, aqui nos voltamos a encontrar! Tenho gosto em voltar a vê-los! – saudou o rei, a esfregar o braço magoado.
    - You welcome! – respondeu Lancelot, todo sorridente.

    Quando voltavam a Mirkood, Benevere, Lancelot e Maria chegaram-se ao pé de Legolas e disseram:
    -Repara bem no ar daquele tipo. – Legolas olhou para Galahad – E sabes porque é que ele está assim? Porque, pela 1ª vez na vida dele… conseguiu convidar a Ana para o baile de recepção aos novos escudeiros… sem que o Trovão lhe estraga-se o momento!!! – então, Lancelot imitou a cara de Galahad… que o viu e lhe deu um merecido calduço.


    O CAVALEIRO DA MORTE
    CAP.II
    Depois do jantar, enquanto todos conversavam alegremente, ouviu-se um guincho, agudo e de causar arrepios. Então, começou a chover, mas as nuvens afastaram-se, mostrando a lua cheia, que iluminou a floresta, e, e então, ouviu-se outro guincho, agora mais forte e próximo. Como se tivessem visto uma horda orc de milhões e milhões de soldados, os nossos amigos escoceses arregalaram os olhos, e encolheram-se:
    -Que dia é hoje…? – perguntou, muito assustada, Maria.
    -Dia 12, quinta-feira… porquê? – quis saber Legolas. Os quatro amigos olharam-se, e, num derradeiro esforço, Benevere deu uma corrida até ás janelas e fechou-as todas:
    -Lan… estás a partir-me toda!! – exclamou a rapariga, sendo apertada pelo irmão, que a largou logo:
    -Amanhã vai ser o dia… não devíamos ter saído de Camelot… - suspirou Galahad.
    -Pois, imagina que a Ana, é levada por ele!!! – Galahad esqueceu-se momentaneamente do medo que tinha e começou a correr atrás do atrevido Lancelot, ás voltas á mesa quadrada:
    -Mas quem é esse de que vocês falam? – quis saber Legolas. Benevere suspirou:
    -É o Cavaleiro da Morte… The Death Rider in our language… Reza a lenda que na sexta-feira 13, que é quando começa a semana de lua cheia, o Cavaleiro vai andar de terra em terra anunciando a Morte. Diz-se que todos a quem ele olha serão mortos! Ele monta um cavalo esquelético, de longas crinas e de manchas de sangue. É um arauto de morte e desgraça! É por isso que o tememos.
















    -Mas como é que sabem que ele vem? – perguntou Thranduil, impressionado pela aquela lenda:
    -Dizem que é anunciado pelos guinchos do javali, como os que ouvimos agora. Ninguém disse mais nada.

    Na manhã seguinte, era só ver os quatro amigos, encolhidos e bem juntinhos:
    -Isso não é muita superstição? – perguntou Legolas, caminhando ao lado deles. Subitamente, as portas de Mirkood abriram-se, e entraram os Templários, que vinham a alta velocidade. As portas fecharam-se novamente, e só depois de estarem a uma distância segura é que pararam:
    -Olá! Cuida… - mas Maria não acabou, pois todos os Templários se concentravam à volta do pobre Al-Maarri, um cavaleiro Templário, que deixava as lágrimas escorrerem-lhe livremente pela face morena, agora totalmente lívida:
    -O que te aconteceu, Al? – quis saber Lancelot.
    -O … O… O Cavaleiro… O Cavaleiro da Morte… olhou para ele! Nós vínhamos para aqui, pela floresta, quando, de repente, ouvimos um guincho de um javali, e, no meio das árvores, lá estava ele… naquele horrível cavalo… Como não nos tinha visto, apressámo-nos… mas ele olhou para nós, mas concentrou-se no Al-Maarri. – respondeu Parcival. Nesse momento, Thranduil e Hëmerld apareceram. O guarda ficou caladinho:
    -O que se passa? – interrogou o rei.
    -O… o… o… - mas o nome não saia a nenhum dos presentes. Nessa noite, todos se foram deitar, com muito receio.
    Então, na manhã seguinte, quando foram ao quarto de Al-Maarri… encontraram-no morto.
    A VISITA DE MORGANA
    CAP.III
    Ninguém falou naquele dia. Os Templários e os quatro amigos escoceses estavam realmente abatidos pela morte de um bom guerreiro e de um bom amigo.
    Os elfos começavam agora a acreditar mais nas lendas dos Ingleses.
    Por volta do jantar, algo bateu no vidro; era algo branco, com pintinhas pretas e muito fofinha. Maria, sempre calada foi abrir a janela. A rapariga esboçou então um sorrisinho, e voltou com uma magnifica coruja das neves ao ombro; era Snow, a coruja de Maria, e trazia uma carta:
    -AAAAHH!! – gritou a rapariga, desmaiando em seguida. Aquilo quebrou o respeitoso silêncio:
    -Valha-nos Deus! Lê isto Lancelot! – ordenou Parcival. O irmão leu, enquanto o outro reanimava a irmã:
    “Filhos meus, leiam esta carta com toda a atenção; hoje não apareceu o Cavaleiro, mas sim a vossa tia Morgana… espero que saibam o que têm a fazer. Ela está mais perversa do que nunca. Eu estou bem, e espero que vocês também estejam bem.

    P.S.- Mantenham-na distraída o máximo de tempo possível.

    Arthur, Rei dos Bretões”
    Lancelot olhou para Maria, recentemente reanimada:
    -Vamos ter que te esconder… - e assim, rapidamente, esconderam a rapariga dentro de uma armadura que ali estava exposta:
    -Mas quem é essa Morgana? E alguém me explica o que se passa? – Thranduil elevou a voz, começando a ficar chateado.
    Mas, quando Parcival lhe ia responder, a sala encheu-se de bruma negra, e do meio dela apareceu uma mulher extremamente alta, muito bonita e vestida de cinzento. Os seus olhos vermelhos faiscavam. O seu pescoço estava adornado com um colar em forma de dragão. As suas unhas era vermelhas, e a sua face era parecida com a de Maria:
    -Isto é modo de receber a vossa tia? Hum… onde está a vossa irmãzinha? – perguntou Morgana, com uma voz fria e perversa.
    -O Cavaleiro olhou para ela… - arriscou Galahad. Morgana olhou-o, e ele desviou o olhar.
    -Não… mintam… cavaleiros… de… trazer… por…casa! – berrou Morgana. Os elfos perceberam então a bruxa que ela era, quando desfez a armadura:
    -Olá tia! – e, ao dizer isto, Maria elevou a mão, e Morgana caiu de costas. Ela levantou-se, mas, antes de poder agir, um guincho foi ouvido, e pela janela, para horror dos presentes, entrou o Cavaleiro da Morte. O seu cavalo esquelético empinou-se, e, olhando fixamente para Maria, relinchou. A jovem sobressaltou-se.
    A situação piorou quando o próprio Cavaleiro a olhou. Ele incitou o cavalo, que avançou. A cabeça do animal tocou a face da rapariga, que levantou a mão, e acariciou os ossos do cavalo. O Cavaleiro olhava-a, mas, subitamente, o seu olhar prendeu-se em Morgana, que gritou, e, tão depressa como aparecera, desapareceu.
    Maria levantou-se, sendo acompanhada sempre pelo olhar do cavalo. Depois, o Cavaleiro da Morte abandonou aquele lugar, embora o cavalo tenha olhado uma última vez para Maria, que lhe sorriu:


    -Afinal… fantasmas não são assim tão maus! – concluiu a rapariga, enquanto abandonava, com os irmãos e os amigos, Mirkood. Mas ela sempre olhou para trás, como o cavalo, para Legolas.


    FIM

    Gostaram?! Espero bem que sim!!8-O

     
  2. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Re: Fantasmas... uma fic velhinha... escrita o ano passado...

    A história está muito boa, Cavaleira. Como dica, você deve dar maior atenção para a introdução, com uma descrição do enredo, as motivações de cada personagens e na passagem de tempo sem sobressaltos. Por isso, muito cuidado. Muitos personagens num texto curto podem não funcionar, já que não há um maior desenvolvimento de cada um e de suas emoções. Eles são partes de você, Cavaleira. Sim, às vezes é bastante cansativa e irritante tarefa, mas o resultado é muito gratificante.

    No mais, gostei da presença dos Templários, Maria, Lancelot e Galahad e da presença deles na Floresta das Trevas. Tem de mostrar mais textos com eles! :joinha:
     
  3. Cavaleira Negra

    Cavaleira Negra Usuário

    Re: Fantasmas... uma fic velhinha... escrita o ano passado...

    Muito obrigada... tenho mais fics; «O Fantasma do Santo Graal» e «Grifo de Avalon». Mais uma vez agradeço o comentário! Só mais uma coisa... «Maria»... é o meu nome!!!:grinlove:

    E VIVA O TEMPLO!!:yep:
     

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