1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

[L][Caranthir][A Família]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Edu, 29 Jan 2007.

  1. Edu

    Edu Draper Inc.

    Autor: Eduardo Furbino a.k.a. Caranthir
    Gênero: Romance - Drama
    Título: A Família; The Family; La Famiglia


    Apresentação: The Family é um texto antigo meu, inicialmente projetado para ser um livro (depois o tornei o que Deus quiser, contanto que consiga terminar de escrever toda a história :obiggraz:) que comecei a escrever logo após ler "O Poderoso Chefão" e ver os filmes baseados na obra. É um conjunto de textos bagunçados, ambientados em uma cidade fictícia, uma vez que eu achei não ser possível captar a essência e descrever com detalhes uma cidade americana dos anos 1920-50, país e época em que os textos se passam. Tentei dar coesão a eles, unindo-os na forma de livro mesmo, embora alguns falem sobre personagens à parte, que não aparecem em outros escritos, o que pode complicar um pouco o entendimento.

    Tentei escrever The Family o mais autenticamente possível, isto é, não plagiando nada que li/vi em outras obras sobre o mesmo tema. Creio que a única coisa que "peguei emprestado" de outras fontes literárias foi a omissão do termo "máfia" nos textos, assim como Mario Puzo fez no livro e roteiro d'O Poderoso Chefão.

    Comentários: a história se passa na cidade de New Union City, que é descrita como sendo vizinha à Nova York e Nova Jersey, na costa leste americana. Ela não existe realmente, e tudo o que é mostrado como sendo dessa cidade foi inventado tendo base dados reais.

    Na organização dos textos em um formato literário, como um livro, fiz com que o personagem Salvatore Castiglione tivesse maior importância na história. Na verdade, originalmente o livro todo falaria sobre ele, teria Salvatore como personagem principal do primeiro capítulo até o últi, mas depois resolvi dinamizar isso e mostrar como os grupos criminosos em formação nos Estados Unidos do início dos anos 1900 a 1920 influenciaram sua vida. Por isso alguns capítulos não falam apenas sobre Salvatore, sendo que em outros nem há citação a seu nome.


    Em suma é isso. Peço a quem ler esse texto que o critique com vontade, que encontre as falhas nele e me mostre, para que eu as possas corrigir e aprender com elas. Obrigado =]
     
  2. Edu

    Edu Draper Inc.

    Capítulo Um

    Donatella




    Enrico Copaghini alisou seus cabelos sebosos na tentativa de obter uma aparência melhor. À luz do Théatre D’France ele não passava de um velho gordo que desejava mais do que tudo a robustez que há muito havia perdido. Velhos assim eram uma das engrenagens que faziam a sociedade continuar viva e em pleno estado de funcionamento, alimentando-a com seu dinheiro e boas oportunidades comerciais, e Enrico sabia bem disso.

    Despidos de todo o encanto da juventude, os senis milionários dos tempos modernos revestiam-se de um dos únicos atrativos que ainda lhes restava: o dinheiro. Com essa mais que encantadora capa lhes anulando todos os empecilhos e contratempos da velhice, os renovados abastados senhores de meia e terceira-idade saem à caça de jovens moças e oportunidades todas as noites, infestando as casas de jogos e bordéis das cidades onde moram. Absolutamente, Enrico Copaghini não fugia a essas regras – era o tipo de avô que dedicava mais do que tempo e carinho fraterno às suas jovens netas.

    Naquela noite vaporosa e fatídica de maio, enquanto esperava sua mais nova paixão em frente ao teatro onde ela se apresentava, o qual de tanto ostentar luxo e grandeza havia sido reduzido a um sujo cabaré suburbano, Enrico pensava solitariamente nas peças que a vida havia lhe pregado. Gostava de fazer isso, sentia certo prazer em relembrar de sua infância pobre vivida no Bronx, de como havia ascendido rapidamente no mundo dos negócios e no homem respeitável que havia se tornado com o passar do tempo. Enrico Copaghini era um homem como todos os outros, que regozijava-se ao pensar em si mesmo, em seus sucessos, e fazia questão de lembrar a todos a seu redor a posição que ocupava.

    Enrico era sócio de uma importante companhia alimentícia de New Union City. Trabalhava em um escritório localizado em um vistoso prédio no centro da cidade, junto com uma equipe bem escolhida de diretores. Algumas vezes um dos outros sócios apareciam por lá para ver como andavam os negócios, mas isso era raro. Na maioria do tempo tinham protegidos ocupando seus lugares na sede da empresa. Enquanto pensava em sua trajetória, Enrico lembrou-se que para após as costumeiras reuniões de negócios, incrivelmente tediosas e desgastantes, havia marcado um encontro informal e estranhamente curioso para um homem na sua posição. Às sete horas da noite, quando todos os seus companheiros de escritório fossem embora e ele pudesse ter à sua inteira disposição o andar da diretoria de sua fábrica, Enrico receberia ali um homem dúbio: Paolo Lauricella, notório fora-da-lei de New Union, o qual, mesmo sendo reconhecido publicamente como “um famigerado bandido”, como diziam os jornais, nunca fora preso.

    É questão de bom senso se perguntar qual o motivo do encontro do respeitado Enrico Copaghini com o mal-afamado Sr. Lauricella, e questão de ainda maior bom senso afirmar que, certamente, não poderia ser algo de bom. E não estará errada a pessoa que disser isso; de fato, o encontro dos dois não tinha como objetivo a troca de trivialidades, ou mesmo um bom bate-papo noturno. Paolo Lauricella contatara Enrico dizendo ter boas notícias para ele. De fato, o velho homem mantinha negócios com a “laia” de Lauricella há um bom tempo, e nunca se envergonhou disso. As atividades clandestinas da fábrica de Enrico sempre foram bastante vantajosas, e para ambos os lados: enquanto a companhia de Enrico lucrava com os “favores” prestados pelos homens de Lauricella e pela proteção que seus superiores o davam, esses, por sua vez, estavam incluídos na folha de pagamento da empresa, recebendo quantias admiráveis em dinheiro pelos serviços que prestavam ao senhor Copaghini. Em toda a empresa Enrico era o único que sabia para onde ia o dinheiro que era listado nos livros-caixa apenas como “contribuições” ou “pagamentos por serviços prestados”, isso por que era questão de bom senso manter ocultos os laços com criminosos e delituosos em geral, ao menos para um homem como ele.

    Enrico não sabia quais assuntos Paolo Lauricella tinha para tratar com ele, ou quais “boas notícias”, como ele mesmo dissera, poderia lhe trazer. Em um primeiro momento preocupara-se, crendo que Paolo vinha tirar satisfações de algum pagamento que não havia sido feito, mas após consultar os livros em seu gabinete constatara que toda a quantia que havia sido tratada com os homens de Lauricella, ou mesmo com os superiores desse, havia sido paga em dia. Diante disso, Enrico não sabia qual seria o motivo da visita de Paolo. “Ele poderia estar vindo pedir mais dinheiro”, pensou ele, “mas não é do feitio dessa gente exigir mais do que o combinado inicialmente, ao menos que aconteça algo em sua organização”, averiguou logo a seguir. Isso o incomodava. Sempre fora um homem precavido, gostando de saber de antemão motivos e causas de acontecimentos futuros, principalmente se esses o envolvessem.

     
  3. Tapio

    Tapio Usuário

    Põe mais saitor!!!
    e depois tem q da uma revisada ortografica...mas nada muito pesado...
    e tem q ler o resto pra saber...
    manda pra mim por e-mail depois, ou posta aqui...
     

Compartilhar