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[L][Cain][Contos Curtos]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Cain, 30 Jun 2005.

  1. Cain

    Cain Usuário

    "I was never faithful
    And I was never one to trust
    Borderlining schizo
    And guaranteed to cause a fuss"

    Placebo, Black Eyed​

    Border-line ela dissera-lhe. Essas coisas - depressões, neuroses, compulsões - andavam na moda, ele não levou a questão a sério. Nunca imaginou que ela pudesse mesmo se matar, as crises, os benzodiazepínicos e barbitúricos, a arma (herança do avô) dentro da gavetinha do criado-mudo: tudo parecia um excitante charme alternativo, não uma ameaça real. Após três meses de relacionamento, namoro soava muito antiquado, sentia-se mais animado, ela também parecia feliz, então por que diabos encher-se de comprimidos com gim e vomitar toda a cama antes de morrer, sozinha?
    Se ao menos ela tivesse, se arrependido, feito como nos filmes americanos, os paramédicos salvariam sua vida sem muita dificuldade, mais algumas sessões infrutíferas de análise e tudo voltaria ao normal: os dois, juntos, felizes. Mas dificilmente a vida era tão promissora quanto Hollywood mostrava.
    Deu a volta na cama, segurando o vômito que subia para dialogar com o cheiro do vômito dela, abriu a gaveta do móvel envelhecido, pegou o pequeno revólver e deu dois passos pra trás - o cheiro era quase insuportável. O fato já estava consumado, encostou a arma contra a cabeça, "como Romeu e Julieta" sorriu, irônico, quase lírico.

    Entretando, não aperta o gatilho, lança a arma sobre o inerte e frio corpo, pega o casaco e sai.

    _________________________________________________________________

    Aluno brilhante no colégio, cursou Física e Matemática pura, formou-se como primeiro da turma em ambas; pós-graduação, mestrado e doutorado baseados na teoria da unificação dos campos. Tinha muito potencial - todos diziam - e almejava descobrir a verdade a respeito da natureza sub-atômica. Vinte longos anos de estudo passaram-se até deparar-se com uma nova verdade, acreditando (ele e todo resto) ter descoberto a verdadeira explicação para a mecânica das partículas, morreu tão infeliz quanto qualquer homem: saber mais não fez a menor diferença.

    _________________________________________________________________

    le rêve ou em busca do sono perdido
    Acordara, não conseguia recordar qual a última vez que sonhara antes dessa noite, podia muito bem não ter sonhado até hoje. Sobre seu peito pesava uma sensação de iluminação desconfortante, decorrente do sonho - agora já esvanecido - no qual havia conhecido a Verdade. Esforçou-se então para encontrar as imagens oníricas perdidas em sua mente. Conforme passavam os minutos, mais claramente percebia tudo que revelara-se como um tesouro perdido.

    A excitação presente transformou-se em ansiedade, o suor escorria por seu corpo. Em um impulso entendeu o que deveria fazer, lançar-se à última tentativa! Ergueu o corpo já molhado da cama, enclinou-se e passou a tatear nervosamente o chão sob a cama... Enfim achou o que procurava: o revólver nunca antes usado pesava na palma de sua mão, abriu o tambor e sorriu de alegria ao avistar que as seis balas ainda estavam ali.

    Encontrava-se totalmente relaxado, posicionou o cano contra a têmpora direita e, sem respirar fundo, apertou o gatilho em busca do sono perdido.


    Pedro Schuch Schulz​
     
  2. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Dois problemas técnicos.

    1 - use mais parágrafos. As idéias estão muito condensadas e o parágrafo ajuda a diluir o texto, tornando-o menos indigesto.

    2 - a idéia básica é interessante mas, do meio pro final, você meio que se perdeu. Daí, seu texto carece de revisão.

    A idéia não ficou clara, mas seu texto promete.
     
  3. Cain

    Cain Usuário

    Pra constar, são três textos diferentes e sem nenhuma ligação (talvez os temas sejam meio repetitivos, tudo bem)..
    O último texto é o piorzinho, mas nenhum deles está num nível realmente legal heheheh.

    Sobre a falta de parágrafos, indigesto é uma característa desses textos, acho que diluir só ia piorar tudo eheheh.
     
  4. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Sem dúvida, o tema abordado é repetitivo mesmo.

    Sem dúvida.
    É melhor então não divulga-los se você mesmo sabe as deficiências que eles carregam, não é?
    E fica estranho que você, o autor, sabe dos erros do texto e, ainda assim, o passa adiante.

    Não se deprecie tanto.
    Seu texto tem problemas sérios mas não é nada que não possa ser corrigido.

    Me preocupa mais você saber que seu texto é ruim e, ainda assim, divulga-lo.

    Atenha-se a melhorar sua obra, não à recepção que ele terá.

    E, se me permite um conselho, não se envolva tanto com o que escreve.
     
  5. Cain

    Cain Usuário

    postei exatamente para ser malhado, é extremamente difícil para um não-escritor ter um olhar crítico decente sobre seus escritos.

    só não entendi o seu conselho, o que te leva a crer que eu me envolvo com o que escrevo?
     
  6. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    É difícil para qualquer um que "adora" o que faz ter uma visão distanciada de suas coisas.

    Você é um caso raro pois 99% dos que escrevem na Internet buscam ser aceitos, e não serem "malhados".

    Pedro, ao abordar temas emocionais muito profundos, você inevitavelmente estará fazendo uma reflexão (ou reflexo) de si mesmo.

    Essa é uma das armadilhas desses temas pois ao olhar para o abismo, o abismo te olha de volta, sacou?

    Lhe recomendo que antes de você lidar com temas pesados e densos como este, que você aborde coisas mais "amenas", mais "leves" e que não vá direto ao horror.

    Não sei lhe dizer ao certo mas percebi muito de sua pessoa no texto, quando deveria ser algo mais desprendido.

    Se possível resolva os problemas de cadência de seu texto e envolva-se menos com ele, que dá samba!
     
  7. Cain

    Cain Usuário

    Eu só escrevo quando realmente não tenho mais nada pra fazer, ou alguma idéia pipoca na minha mente e sinto a necessidade de estragar o que poderia ser um bom texto ehehehe. Então a aceitação seria utopia, críticas podem servir de alguma coisa, mas mesmo não é nada muito sério..

    Parece-me que pelo teor dos meus textos você me enxerga como um adolescente triste, depressivo, desgovernado e tudo mais. Muito pelo contrário, eu busco na "arte" (tanto na boa arte externa quanto nos meus escritos wannabe) sempre alguma atmosfera ou sentimento que eu não tenha acesso em minha vida real. Melancolia, tristeza e coisas do tipo me animam, deve parecer meio estranho mesmo eheheheh. Não precisa de preocupar, meu envolvimento psicológico com "the-dark-side" é nulo =)
     
  8. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Creio que já seria hora de você encarar certas coisas com um pouco mais de seriedade.
    Pois é difícil alguém acreditar que um texto longo como o que deu origem a este thread tenha sido algo tão desinteressado ou como escapismo ao seu tédio.

    Além do mais, se você sabe que vai estragar, porque insiste em continuar estragando?
    Melhor seria desistir, fazer outra coisa ou, quem sabe, amadurecer e levar seu trabalho a sério, tratando-o como ele deve ser tratado.
    E não como mero objeto de brincadeiras e birras.

    Não.
    Lhe vejo como um adolescente que, por não ser levado a sério, não se leva a sério.
    Lhe vejo como uma pessoa em construção e que carece de um prumo, de um ponto fixo em que possa se sustentar para poder crescer.

    Mas você ainda carrega muitas coisas de sua criação, ainda está cheio de maneirismos e estrelismos de sua infância, mais uma enorme carga de baixa auto-estima, auto-desprezo e até um certo asco de si mesmo por não saber como se livrar de todo esse entulho mental que lhe enfiaram goela abaixo.

    Obviamente não serei eu quem haverá de lhe dizer o que fazer, já que esse processo todos nós devemos passar sozinhos, levando pra casa os bônus e as dores que dele decorrem.

    Porém, dicas posso dar e a maior delas é colocar maior seriedade no que você faz, diz e pensa.

    Já seria um ótimo começo.

    O que você faz é o que 99% dos adolescentes, e mesmo muitos adultos, fazem na Internet: usam de seus textos para expor mazelas de si mesmo, ou fantasiar sentimentos que não experimentam no Real.

    É uma espécie de preparativo do que está pro vir já que, insconcientemente, nos preparamos para a tragédia que inevitavelmente chegará.

    Contudo, nada disso resolve.
    Nenhum poema, nenhum conto, nenhuma novela, nenhuma resenha, nenhum quadro, nenhuma conversa, nada de nada haverá de lhe ajudar a experimentar o que deseja.

    Só vivenciando mesmo.

    Não me leve a mal, mas não me importo com você.
    Não me importo com sua pessoa pois ela nada significa para mim, já que nunca nos conheceremos, você jamais virá a minha casa, jamais fumaremos um charuto juntos e nem beberemos de meu vinho.

    Assim, não pense que me preocupo com sua pessoa já que ela não me representa coisa alguma.
    Como não representa as pessoas de qualquer um deste forum, ou de boa parte dos que conheço da Internet.

    Me interessa, sim, seu texto, suas idéias, suas propostas e o que você tem a dizer.
    Nada mais.
     
  9. Cain

    Cain Usuário

    Interessante, eu acho que você devia ter um pouco mais de respeito antes de analisar-me através de menos de meia dúzia de posts. Fala como se tivesse muita experiência, mas parece conhecer pouco sobre psicologia aprofundada e soa carregado de preconceitos.

    Se realmente não se interessa por mim (não que eu esperasse alguma outra coisa) evite criticar minha pessoa que lhe é desconhecida. Sua análise no máximo se assemelha a uma projeção de suas dificuldades do passado adolescente. Caso se interesse pelo "meu texto, minhas idéias, minhas propostas e o que eu tenho a dizer", basta analisá-los do seu ponto de vista crítico sem aprofundar-se em minha psique.
     
  10. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Eu lhe mostro meu respeito lhe dizendo o que quero dizer.
    Eu lhe desrepeitaria se lhe mentisse ou, pior ainda, se lhe dissesse apenas o que você gostaria de ouvir.

    Reconheço que o que eu digo pode estar errado. Mas normalmente não está.
    Se eu estiver errado, peço que me desculpe.
    Mas se eu estiver certo, você deve desculpas.
    Não a mim, mas a si mesmo.

    Sua pessoa está intimamente atrelada aos seus textos. Você mesmo faz questão disso.
    Logo, é inevitável falar de você, mesmo que eu não me interesse por você.

    Não.
    Pois eu não disse nada a meu respeito, enquanto que você se expõem demais.
    Não me culpe pelo o que você mesmo mostra. Apenas comento o que vejo.

    Desatrele sua vida de seu texto que isso será muito mais possível.
     

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