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[L] [Boca de Sauron][Mitos de Barlad - Or Barlade I Vuane Ek]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Boca de Sauron, 7 Ago 2002.

  1. Boca de Sauron

    Boca de Sauron Usuário

    [Boca de Sauron][Mitos de Barlad - Or Barlade I Vuane Ek]

    Antes de tudo, era o nada e do nada surgiu o criador, o Único, que existe
    desde o princípio, e Ele se chama Látobus e era a maior fonte de energia
    existente. Tudo estava ligado a Ele e sabia de tudo. De seu trono, percebeu
    que poderia dar uma parte de sua energia para trabalhos e ações e daí
    surgiram os planetas, estrelas e todo o universo, e criou também seus
    guardiães, e os tinha como filhos.

    Eram em número de seis e não possuíam forma alguma e o poder de Látobus
    estava neles e assumiram as virtudes do Pai, e as tudo o mais que suas
    consciências determinavam. Seus nomes são: Barladan, o guardião mais
    poderoso que possui a Energia Balanceadora, e cuida dos estouros de energia
    em Lai, ou o universo criado pelo Um; Pálate, a guardiã responsável pela
    Energia Ceifadora, eliminando então os excessos no uso e transformação da
    energia; Kierd, o guardião da Energia de Elevação, e cuida do bom ou mal uso
    que a energia pode fornecer às coisas; Ot, a guardiã responsável pela
    Anti-energia, que localiza e destrói e energia que pode ser ameaçadora para
    o equilíbrio; Kérak, o guardião responsável pele Energia de Transmutação, e
    cuida do destino da energia contida em todas as coisas; e a última, Ecko, e
    é a Artífice, cuidando da manutenção da energia.

    Apesar de toda grandiosidade de Lai, e do Reino, o Pai não permitiu a seus
    guardiães o conhecimento do externo e de seus propósitos, e ainda sim havia
    equilíbrio e harmonia, pois os filhos trabalhavam arduamente em suas funções
    sem a plena consciência disso, servindo os desejos de Látobus. Durante
    longas gerações houve prosperidade e o poder contido em cada guardião
    crescia, e o mais poderoso entre eles desejava os conselhos do Um.

    Ele desejava ser como Ele e já tinha visto em sonhos toda a beleza do mundo
    exterior, e aos pés do trono disse:

    _ Pai, por que escondes tudo o que vi? Sabes bem que o poder que nos dá não
    será capaz de nos manter presos aqui...

    _ Cala-te! Será que não consegues compreender meus designos? Com qual
    autoridade chegas a mim e me desafia?

    _ Não te desafio, mas secretamente tenho mantido o desejo de sair e poder
    controlar as coisas como tu fazes...

    _ Já chega! Por sua falta de nobreza, deves partir agora! E que nunca em sua
    eternidade possas ter êxito em seus designos!

    Nisso, o poderoso Látobus se fechou em seus pensamentos e sabia que seu
    guardião mais poderoso teria grandes êxitos, se assim o quisesse.

    Todo o equilíbrio foi então quebrado, e houve terror entre os filhos, e
    Barladan rumou errante por todo o exterior. Vagou por lugares nunca antes
    vistos, estrelas de todas as magnitudes, e conheceu muitos povos. Procurou
    ter guardadas em sua memória tudo o que conseguisse adquirir, e os povos que
    visitou o serviu nos seus desejos, e o tinha como o próprio Criador; se
    apresentou a eles como um homem belo e hábil, em qualquer que fosse a
    atividade, apesar das tristezas que o exílio trazia.

    Vagou até encontrar um sistema, e logo percebeu sua juventude, visitou os
    poucos planetas mas não encontrou vida, e se entristeceu. Com seu poder
    balanceador, viu uma lua que girava em torno de um "Gigante de Pedra", que
    foi como ficou conhecido esse planeta, e logo pôde sentir toda a energia
    existente nessa lua. Se viu como o Pai, tomando para si aquele satélite, e
    em todos os lugares dele viu que não havia evolução alguma e se apiedou.
    Chamou aquele lugar de Barlad.

    Interferiu diretamente, utilizando-se de todo seu poder e conhecimentos,
    principalmente os adquiridos no exílio, em função daquela lua. Moldou rios,
    mares, continentes, montanhas, e tudo o que se lembrava de outros mundos.
    Criou também seres, e os chamou de bestas. Dividiu entre elas o domínio de
    todo o ar e mar, e também das terras. Mas logo se entristecei e viu que suas
    bestas não o serviam, e nada faziam em sua função.

    Deu-se então a primeira grande separação entre os seres, e usou seu poder
    para dar a capacidade de uso e transformação de energia, que não tinham.
    Alguns deles tiveram maior capacidade, sendo conhecidos como bestas
    racionais ou Akos e com menos capacidade, as bestas irracionais ou Gé.

    Dentro de cada grupo de Akos ou Gé, formulou uma série de eventos, proibidos
    de serem citados, para definir quais raças deveriam dominar as outras, e
    definiu também qual clã nessa raça deveria ser seu representante direto em
    Barlad, recebendo as Grandes Virtudes.

    Dentre os Akos, a raça dominante deveria ser a dos Cink, que tem como
    característica a extrema habilidade em se adaptar em qualquer ambiente, seja
    em terra, ou mar ou ar. O clã Cink que deveria receber os dotes reais era o
    do jovem Heom, o forte e toda sua descendência.

    O grupo dos Gé foi comandado pela raça Krolg, e eles eram como uma
    sub-evolução dos Cink, pois não tinham a capacidade de adaptação; e o clã
    vencedor foi o do velho Ghûri-n-ban, o hábil e toda a sua descendência.

    Somente após terminada a evolução e organização de todo o mundo, Barladan
    pôde então descansar e procurar renovar a fonte de energia dentro de si, e
    no longínquo Reino, os outros guardiães também repousaram.

    Em segredo, os filhos de Látobus sabiam de todas as ações de seu irmão, e
    sabiam de seus feitos em Barlad, a lua. Transferiram então partes de suas
    virtudes para ele e com isso Barladan passou a ter em si a consciência de
    todos os guardiães, podendo agir como qualquer um em cada situação.

    Com todo esse poder, Barladan preparou uma ilha para os escolhidos habitarem
    mas apenas alguns deles, incluindo o clã real se estabeleceram lá. A essa
    ilha deu o nome de Lay-Foccus, ou "Ilha do Fogo". Por muitos anos, os povos
    viveram em harmonia e houve crescimento, mas cada vez mais inconformados, e
    ansiando mais poder do que poderiam ter, os Krolgs deixaram de fazer os
    ritos obrigatórios para Barladan e aos poucos foram perdendo sua
    grandiosidade e beleza, e se tornaram inimigos mortais dos Cink.

    Látobus, sabendo de tudo o que havia acontecido, e o que poderia acontecer,
    se sentia vencido e humilhado, mas ao mesmo tempo grande e forte, pois sabia
    que seus filhos e principalmente um deles, tinham atingido a plenitude e
    seus desejos iniciais.

    Fim.
     

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