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Notícias Kobo lança Touch por 399 reais

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Pips, 27 Nov 2012.

  1. Pips

    Pips Old School.

    E-reader foi lançado hoje na Livraria Cultura

    A Kobo chegou. Não é notícia nova, mas, após tantas semanas de antecipação, e tanto debate sobre os grandes players internacionais no Brasil, é bom finalmente poder de fato comprar o tão falado e-reader. E para ter um na mão, mais especificamente um Kobo Touch, que entra em pré-venda hoje a meia-noite no site da Livraria Cultura, o leitor vai ter que desembolsar R$ 399, um preço um pouco salgado se comparado aos 100 dólares que ele custa em média nos Estados Unidos. A partir de amanhã, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para compra no site da livraria. O e-reader começa a ser distribuído dia 5 de dezembro, tem capacidade de armazenamento de até mil livros e um ano de garantia.

    Do ponto de vista orçamentário, sem levar em conta as facilidades e problemas de se ter um e-book, se fizermos o cálculo, com um preço médio de 35 reais por livro, e uma diferença de preço média de 25% em relação ao preço do livro físico (segundo Pedro Herz, o preço do e-book é entre 20 a 30% menor que o do livro físico), o preço do aparelho será compensado após a compra de 46 e-books. O que não é nada absurdo, mas que para a maioria das pessoas leva mais de um ou dois anos.

    No lançamento oficial, Todd Humphrey, vice-presidente da empresa canadense, falou que, mesmo estando abertos a outros parceiros, como o são em outros países, a Livraria Cultura é a parceira-chave de longo prazo da Kobo no Brasil e que, do ponto de vista de livrarias concorrentes, o acordo é exclusivo (ou seja, não deverão entrar em parcerias com os competidores da Livraria Cultura). O fantasma da Amazon estava no recinto, mas Todd foi sucinto e confiante: “Com a união da Kobo, Cultura e Rakuten, vai ter pouca chance para a Amazon aqui”, brincou o VP. E Sergio Herz complementou: “Não vai ser uma competição de igual pra igual, e sim de melhor para pior, a Kobo sendo, claro, a melhor”.

    O plano para 2013 é lançar, logo no primeiro trimestre, o Kobo Glo, Kobo Mini e o tablet Kobo Arc – este último possibilitará a leitura de revistas e jornais. Mas os três executivos destacaram que a conversão para Epub, formato digital dos e-books que serão vendidos pela Cultura, é um movimento que deve ser feito pelas editoras. Todd Humphrey nos contou que o trabalho da Kobo no Brasil tem dois aspectos: um é a parceria com a Livraria Cultura, e o outro é o trabalho com as editoras para promover a conversão dos arquivos em Epub. Quando perguntado sobre como se sente sendo o primeiro a chegar no Brasil, Todd não poupa entusiasmo: “It feels greeeaaat!” (ou "muuuito bom!").

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    Os anti-amazon sempre elogiaram o Kobo com unhas e dentes. E agora que a Cultura tem um "e-reader" de renome para chamar de seu e espalhar por aí a disputa fica um pouco desvantajosa, levando em consideração que é um saco pedir o Kindle e ele parar de funcionar do nada (parece que a tinta digital é finita em cada unidade, credo).
     
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  2. CarolAcunha

    CarolAcunha Usuário

    Agora que todo mundo tem um e-reader pra chamar de seu, eu espero que a vinda da Amazon surta o efeito mais esperado por mim: redução do preço dos e-books.
    Tem livro digital custando mais do que a sua versão física em determinadas livrarias.

    Tendo um Alfa, não pretendo comprar outro e-reader por enquanto. E confesso que estou esperando pra ver o preço dos e-books na Amazon para decidir se compro um Kindle. Mas provavelmente comprando um livro na Amazon eu consigo, de algum jeito, converter ele pra epub (usando o calibe, talvez?!) e ler no Alfa, né?!
     
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  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    sei não, heim, carol. nos estados unidos a venda de ebooks já ultrapassa a de livros impressos, e mesmo assim o "fenômeno" de preços altos para e-books continua. aliás, pior: no começo, quando não era todo mundo que tinha kindle, os e-books não passavam da casa dos 7 dólares. agora tem e-book chegando quase em preço de hardcover, é um absurdo. exemplo: fui procurar o deadlocked da charlaine harris para comprar, o valor do hardcover é $17.37 e a edição do kindle? $14.99!! o paperback sai mais em conta que o e-book ($7.99), não dá para entender, visto que e-book (ao contrário de paperback) não tem o valor da impressão, da estocagem, etc.
     
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  4. Calib

    Calib Visitante

    Pois é. Ou os autores estão enricando mais (duvido), ou as editoras o estão fazendo.
    Se persistirem esses preços absurdos, qual a razão de continuar publicando e-books através de editoras?
     
  5. Pips

    Pips Old School.

    Creio que a margem de lucro para a editora com o e-book é maior. Contudo, se pensarmos pelo lado da pirataria, com os livros eletrônicos é mais fácil piratear e espalhar por aí com conversores e arquivos, sem precisar ser um pdf vergonhoso. Não que isso seja desculpa para manter os preços lá no alto.
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    bem por aí. isso que aqui no brasil ainda tem o problema daquela enganação que são os preços de livros impressos - o que acaba prejudicando na hora de ter uma real noção do que seria justo no caso dos livros eletrônicos. peguei como exemplo ali da cultura mesmo o cinquenta tons de liberdade. impresso o preço é 39,90, mas com o +cultura cai para 29,90 (que é o valor q na realidade tem sido vendido em qualquer loja). valor do ebook? 24,90. para o valor "de tabela" o preço do ebook é até ok. para o valor com desconto, é quase igual.
     
  7. CarolAcunha

    CarolAcunha Usuário

    Pois é, eu tava pesquisando uns preços esses dias, mas não sei qual era o livro. Na Saraiva o físico tinha algum desconto e acabava ficando R$ 0,50 mais barato que o e-book!
    Aí quem ainda tá naquela transição físico-eletrônico, como eu, acaba comprando o físico, mesmo estando sem espaço hehehe

    Tem um projeto de lei tramitando no Congresso (foi remetido pra Câmara agora) - PL Nº 114 de 2010 - que prevê a isenção fiscal para livros eletrônicos (tratamento já dispensado aos livros físicos). Quem sabe depois disso?! O projeto é de 2010, mas com a Amazon chegando aí e todas as livrarias correndo para não ficar no prejuízo, talvez uma pressãozinha nos deputados faça-o correr mais rápido.
     
  8. Calib

    Calib Visitante

    Eu sempre ouvi dizer que o autor do livro ganha 10% do preço de capa, para cada unidade vendida.
    Se a Cultura vende o livro por R$ 30, o cara leva R$ 3.
    Os outros 27 são diluídos entre editora, distribuidora e a livraria (que fica com a maior parte).

    Ora, nada disso faz sentido com um livro eletrônico. Se algum dia os livros chegarem a ser vendidos apenas como e-books, ou maioritariamente assim, um escritor mais ousado poderia vender seu livro por conta própria por, digamos, R$ 5. Ele só teria de investir em (1) revisão, (2) projeto gráfico e (3) divulgação. Daí a necessidade de cobrar um tantinho mais. Mas muito menos do que os R$ 30 do papel ou dos R$ 25 do e-book como atualmente vendem.
     
  9. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

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  10. Pips

    Pips Old School.

    Mas mesmo os livros eletrônicos são vendidos em livrarias, a única coisa que não aparece nessas contas é a distribuidora. Porque ainda é preciso diagramar o material para ele não ficar bizarro na tela do e-reader. O que pode influenciar no preço é se o escritor recebe uma parte maior quando é e-reader.

    O escritor recebe em duas partes também, primeiro no contrato (um adiantamento) e depois no que for vendido (ou o valor é abatido no final), nesses 7%.

    Vamos pensar que são 1.500 exemplares (pelo menos no brasil), ao preço de R$30,00, o escritor recebe cerca de R$3.150. Em uma obra ele recebe o que algumas pessoas recebem por mês.
     

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