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Justiça belga pede proibição de "Tintin no Congo" por ser racista

Morfindel Werwulf Rúnarmo

Geofísico entende de terremoto
Um tribunal belga ouviu nesta segunda-feira os argumentos expostos por um cidadão congolês e uma associação francesa para proibir a história em quadrinhos "Tintin no Congo", a qual consideram racista e ofensiva em relação aos africanos.

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"Não queremos que seja um julgamento contra Hergé (o desenhista belga do personagem), e sim contra uma época na qual o racismo estava ancorado nas mentalidades",
declarou o advogado de um dos autores da ação, citado pela agência Belga.

O julgamento começou em 28 de abril depois do processo aberto por Bienvenu Mbutu Mondondo, cidadão congolês residente na Bélgica, e o Conselho Representativo de Associações Negras (CRAN) da França.

Os autores da ação querem proibir a venda de "Tintin no Congo", publicado em 1931, ou, pelo menos, exigir que as novas edições tenham uma advertência e um prefácio onde se explique o contexto da época, quando a atual República Democrática do Congo era uma colônia belga.

Uma decisão a respeito é esperada para os próximos meses.

Fonte
 

Reverendo

Usuário
Tintin racista? Herge?
AHHHH... Esse pessoal nunca leu Lovecraft.
Não se mexe em publicações históricas.
Foi feito assim? Deixe assim!
Parece até o pessoal que quer modificar a Bíblia, para que ela se torne políticamente correta... se bem que ela já foi bastante modificada.
 

Thalion

Mas que puxa!
Monteiro Lobato no Brasil, Herge na Bélgica... Tô vendo que meu filho vai crescer tendo disponíveis apenas à la Discovery Kids pra ele.

Malditos politicamente corretos.

Só acho que o cara que não consegue encarar essa imagem que o Herge faz dos congoleses (que, se não me engano, ele mesmo falou que só fez assim porque era isso que todos diziam à época) levando em conta o contexto histórico do período que foi feito, só levando em conta as "agressões aos negros" é muito mais racista, porque não consegue enxergar uma obra de um "branco" em que um "negro" seja retratado sem se sentir ofendido.
 

Elendil

Equipe Valinor
Essa onda do politicamente correto vai acabar deturpando e "escondendo" tudo quanto é obra por aí. Coisa mais irritante! Se é racista ou não, não importa, o que contém nas páginas da obra serve como um documento que retrata o pensamento de uma época, as ideias vigentes, o contexto internacional pelo qual o mundo passava, a efervescência ideológica. O debate racialista, cientificista, evolucionista estava em voga desde a meados do século XIX e serviram como justificativa para o domínio das potências europeias sobre a África e Ásia, o que, historicamente, é chamado de Imperialismo Colonial. O trabalho de Hergé se insere neste contexto, o maior exemplo é justamente essa edição sobre Tintin no Congo. "Adaptar" o texto para algo "mais politicamente correto" é de um anacronismo enorme, assim como proibir que a obra seja editada ou vendida como sempre foi originalmente. Isso, a meu ver, é tão idiota e perigoso quanto o revisionismo histórico que negar o Holocausto na tentativa de se manipular a história. Esse "revisionismo politicamente correto" vai na mesma linha.

Esse debate sobre o Hergé ser racista já vem de muito tempo. Em 2007 já havia um artigo justamente sobre Tintin no Congo ser racista: http://www2.uol.com.br/entrelivros/noticias/seria_tintin_racista__imprimir.html


Sim, eu gosto de Tintin e admiro muito o trabalho do autor. Gosto dele pelo artista que era, e não por ser supostamente racista. Assim como gosto demais de Richard Wagner pelo músico e compositor que era, não por ele ser antissemita.

Quem gosta do autor e do personagem pode dar uma olhada neste blog, é bem legal e traz boas informações. http://www.tintimportintim.com/
 
Última edição:

Clown or Minstrel

desenvolvedor
Isso acabaria com todo o contexto que Herge viveu, pois, no mesmo modo que esta HQ pode ser considerada "racista", graças à um amigo estrangeiro (segundo a história que eu vi em um lugar), mudou bastante a sua visão sobre os outros povos, o que se pode ver no "Tintin no Tibet".
 

Morfindel Werwulf Rúnarmo

Geofísico entende de terremoto
Os autores da ação querem proibir a venda de "Tintin no Congo", publicado em 1931, ou, pelo menos, exigir que as novas edições tenham uma advertência e um prefácio onde se explique o contexto da época, quando a atual República Democrática do Congo era uma colônia belga.

Ela dá outra opção, ele não quer que seja proibida a venda se acatarem a outra sugestão.
 

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