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Jovem de MS vai cursar medicina sem ter concluído o ensino médio

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por BeorZenni, 7 Jun 2011.

  1. BeorZenni

    BeorZenni Usuário

    Isabel cursava 2º ano do ensino médio quando foi aprovada na UFMS.
    Tribunal de Justiça de MS julgou o caso e deu ganho de causa à estudante.




    A acadêmica Isabel Tolentino garantiu na Justiça o direito a cursar medicina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mesmo sem ter concluído o ensino médio. Em 2010, ainda no segundo ano escolar, a jovem de 16 anos ficou entre os aprovados com a nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).
    Uma das exigências para a matrícula era o certificado de conclusão do ensino médio, cuja emissão foi negada pela Secretaria Estadual de Educação. O órgão alegou que Isabel não tinha idade mínima de 18 anos para obter a certificação por meio do Enem. A família da adolescente que mora em Campo Grande acionou em fevereiro o Tribunal de Justiça (TJ/MS), que concedeu liminar para que o documento fosse emitido.


    Em maio, os desembargadores da 2ª Seção Cível mantiveram a decisão favorável à Isabel. A confirmação da vitória judicial veio no dia 2 de junho, quando a Procuradoria-Geral do Estado informou ao TJ/MS que não recorreria da sentença.
    A jovem contou ao G1 que sempre teve as melhores notas da classe, resultado de muita dedicação aos estudos, foco nos objetivos e manutenção da calma. Tanto empenho não comprometeu a vida social, diz Isabel. "Eu saía nos fins de semana, ia ao cinema com os amigos. Mas nada de baladas, até porque nem tinha idade para isso".


    O ingresso na tão sonhada faculdade demorou um pouco: ela foi a 72ª em uma lista inicial de 60 aprovados. A matrícula só foi possível na terceira chamada e através de um mandado de segurança. Assim que começou a frequentar as aulas de medicina, Isabel ganhou da turma um apelido: prodígio.
    A diretora pedagógica do colégio onde a Isabel cursou o ensino médio, Anete Valéria Lima, apontou um diferencial que ajudou Isabel a ganhar projeção. "Já no primeiro ano do ensino médio ela começou a fazer cursinho preparatório. Enquanto os outros levavam dois, três anos para ver todos os conteúdos, ela se antecipava e ia treinando. Não adianta o aluno fazer cursinho no último ano achando que vai fazer um milagre na hora do Enem", afirma a diretora.
    O desempenho da filha encheu mais ainda o pai Sílvio Tolentino de orgulho, que já estava acostumado às sucessivas notas 9 e 10 de Isabel no colégio. Mas teve um dia em que o pai estranhou os 8,5 obtidos em uma prova de medicina. "Era uma prova super difícil, foi uma das notas mais altas da turma", explica a estudante, que tempos depois gabaritou um exame.
    Encerrada a pendência judicial, tanto o pai como a educadora avaliam que o sistema educacional brasileiro deveria incentivar os alunos a ingressar na faculdade, independentemente da idade que tenham ou da série que cursem. "Minha filha provou maturidade e competência. A idade não pode ser o critério definitivo para dizer se o aluno é capaz de fazer curso superior", diz Sílvio Tolentino.
    A assessoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) informou, nesta terça-feira (7) que com a decisão do Tribunal de Justiça de MS não vai contestar a validade da matrícula.
    O que diz a lei
    Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a conclusão do ensino médio é obrigatória para o estudante cursar uma universidade. A LDB diz, em seu artigo 44: "a educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: I - cursos seqüenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo.
    O Projeto de Lei 6834/10, do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), está em tramitação na Câmara solicitando mudança na LDB. O projeto autoriza a matrícula em universidade aos estudantes que passaram no vestibular tendo concluído apenas o segundo ano do ensino médio.
     
  2. Elessar Hyarmen

    Elessar Hyarmen Senhor de Bri

    Se fosse nos EUA já estava na faculdade.
     
  3. BeorZenni

    BeorZenni Usuário

    não sei se acho certo isso
    acho que teria que terminar o ensino medio antes
    se ela é tao inteligente ela passa no vestibular de novo depois
    e se ela não for? se ela chutou tudo e acertou?
     
  4. Maria Pretinha

    Maria Pretinha Usuário

    O vestibular como é feito no Brasil é um meio de seleção falho. E se ela chutou? E se alguém formado no ensino médio chutar tudo e passar? Ele vai ter mais direito do que ela?

    Infelizmente ser formado no ensino médio hoje em dia no Brasil não é garantia nem de que a pessoa saiba ler e escrever satisfatoriamente. A maioria das universidades têm um limite mínimo para que alguém seja aprovado (geralmente 16 anos).

    Pra mim, se ela tem idade e tem os conhecimentos necessários, nada mais justo que ela seja aprovada.

    E passar chutando é virtualmente impossível beorzenni, inclusvie porque os exames de seleção também têm redação e provas abertas (pelo menos os das melhores universidades)
     
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  5. BeorZenni

    BeorZenni Usuário

    o problema é que ao abrir esse precedente varias pessoas vão começar a tentar vestibular sem fazer ensino medio e entrar direto na faculdade
    por mais que ela tenha conseguido passar, tem muito conteudo importante que ela nao teve e provavelmente fara falta no futuro
    eu mesmo sou um exemplo disso, meu ultimo ano de ensino medio fiz fora do país, o que aconteceu é que a historia do brasil vc só tem no ultimo ano do ensino medio, e como fiz fora eu nao tive, mas mesmo asism eu passei tranquilamente na maioria dos vestibulares que prestei
    é hoje em dia, sintindo falta da materia de historia do brasil tive que pesquisar por conta sobre o assunto
    imagina uma pessoa que nme terminou o ensino medio, quanta materia essa pessoa deixou de ver e podera sentir falta no futuro, mesmo sem isso impedir que ela passe no vestibular
     
  6. Sinner

    Sinner Usuário


    É impossível passar em vestibular chutando , ainda mais de medicina . Se ela passou ela tem capacidade de concluir o curso de medicina sem terminar o ensino médio . E se outras pessoas tentarem fazer vestibular sem terminar o ensino médio e conseguirem passar elas devem entrar do mesmo jeito dessa garota , pois deve ter um conhecimento muito amplo , e pra passar ela tem que estudar muito pra isso .
     
  7. Maria Pretinha

    Maria Pretinha Usuário

    Sim, e imagine os milhares de estudantes que não veem história do Brasil ou qualquer outra matéria satisfatoriamente porque as escolas são péssimas?

    Estudei a vida inteira em colégios públicos, alguns bons, outros ruins, mas posso te garantir que a maior parte do meu conhecimento veio da biblioteca e não dos professores.

    Agora, a gente entra em outra história, é papel dos processos pré-vestibulares garantir que os alunos brasileiros tenham um conhecimento geral satisfatório para a vida? Não. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
     
  8. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    É legal esse negócio de entrar cedo, mas a cultura de passar, não aprender é que é responsável pelo ótimo nível dos nossos estudantes, todos não vão terminar o Ensino Médio antes, porquê ela não? Nota não é a melhor forma de avaliação, só porque alguém acerta algo, numa prova de múltila escolha, não quer dizer que saiba, não que seja o caso dela, mas não faz mal esperar, afinal o Ensino Médio é para ensinar, não para preparar para o Vestibular.
     

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