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Já era hora de um travesti ganhar o Turner Prize

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Glorwendel, 9 Dez 2003.

  1. Glorwendel

    Glorwendel Usuário

    Isso li no jornal O Globo de hoje. Tentem ler tudo, sim? É importante para o que eu quero discutir. :mrgreen:

    A frase que coloquei como título tá aí, não foi inventada por mim.

    Agora, por que dão prêmios pra tudo que é polêmico? Os irmãos artistas que eram tidos como favoritos ao prêmio e que a matéria citou também não fizeram mais do que pixar as obras de Goya com rabiscos infantis. Fica difícil assim não concordar com os tais críticos que consideram os tais indicados "um amontoado de lixo conceitual".

    Agora, antes que esse post fique grande demais, digam suas impressões sobre o texto. Depois escrevo mais do que penso. :mrgreen:

    O artigo com fotos pode ser encontrado aqui:
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  2. Eru- o Ilúvatar

    Eru- o Ilúvatar Usuário

    Isso foi na Tate Gallery? 8O The times they are a'changing, como disse Bob Dylan certa vez. Bom, o que dizer? O pós-moderno prima pela falta de significação do material "artístico" e da reapropriação de estilos e gostos de épocas distintas, numa releitura que em 90% dos casos é mais fruto de crise criativa do que talento e interpretação saída de reflexão madura. O conceitual se tornou uma válvula de escape pra artistas medíocres cuja "arte" não fala por si, precisa de acadêmicos e pseudo-intelectuais forjando justificativas pra existência da mesma. O artista rouba a cena, e não mais seu trabalho. Não pensamos mais na Monalisa de Da Vinci, na Capela de Michelangelo, no Guernica de Picasso, nas Meninas de Velasquez, ou nos ready-mades de Duchamp. A pop-art em Warholl talvez tenha vivido um último surto de movimento artístico autêntico antes do marasmo criativo (no âmbito mais coletivo, claro que há artistas individuais talentosíssimos, mas não constituem um movimento artístico coeso).

    A aura que W. Benjamin via no material artístico vem sendo sistemáticamente substituida por uma fuga para a visão idealizada e fútil do "artista" conceitual, um agravamento do conceito de figura pública vitoriana só que sem a prerrogativa do artista como alguém que rompia tabus na época e produzia material de qualidade.

    Vivemos numa era de imagens, não imagens arte, mas imagens de pessoas tão belas por fora quanto inócquas por dentro, imagem da mass media, imagens pastiche, imagens reproduzidas e sem semântica, imagens que substituem nossa própria carência e surgem como uma alternativa "matrix" para o nihilismo que se abate sobre a sociedade contemporânea como um todo.

    Desde os anos 70, com as artes performáticas (coisas do nível do cara que multila o próprio corpo e mancha de sangue uma parede branca), estabeleceu-se uma visão equivocada do artista "show man", do performer, do pseudo-céfalo que manda um pedaço de papel higienico pra uma galeria achando que isso vai tornar ele um Duchamp.

    Sobre a matéria, pode não parecer mas isso que eu falei falei o tempo todo pensando nela. Deram um prêmio para um travesti porque tinham que dar um prêmio para um travesti. Premiaram a H. Berry com um Oscar porque tinham que premiar uma artista negra. Deram um grammy pra Hillary Clinton e um diploma de profissional de educação física honoris causa pro Pelé, que nunca deve ter estudado anatomia.

    A falta de material de qualidade deve fazer os caras pensarem: "Bom, então vamos premiar algum palhaço que chame atenção pelo menos, que aí a mídia vem, faz cobertura e nos projeta aos olhos do público, reforça a nossa imagem (lembram do que eu falei sobre imagem alí encima?)". Ou pior, realmente passaram a acreditar piamente que esses trabalhos que requerem mais esforço pra justificá-los que pra executá-los são dignos de crédito e valor. Ou simplesmente não chama tanta atenção premiar um bom trabalho que tenha algo de canônico e pouco polêmico nele. Eu não saberia dizer, mas qualquer alternativa aí é torpe.

    De qualquer forma acho tudo isso muito lamentável. Mais tarde eu vejo se posto mais alguma coisa pros infelizes lerem... ou não! :lol:
     

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