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Irã pleiteia vaga em agência da ONU para a mulher

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 10 Nov 2010.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Apesar das críticas ao seus históricos em relação ao direito das mulheres, a Arábia Saudita e o Irã podem ingressar na nova Agência da Mulher da ONU (Organização das Nações Unidas), através de uma votação nesta quarta-feira na Assembleia Geral da organização.

    A nova entidade, uma das prioridades da gestão do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi criada em julho deste ano, depois de anos de negociações entre os Estados-membros e organizações internacionais de defesa dos direitos da mulher.

    Inicialmente, o Irã teria vaga garantida na agência, já que era um dos dez países asiáticos candidatos às vagas reservadas ao continente.

    No entanto, o Timor Leste apresentou sua candidatura, gerando a necessidade de uma votação na Assembleia Geral.

    A Arábia Saudita ganhará uma das vagas reservadas a doadores de fundos da ONU.

    41 MEMBROS


    A nova agência terá 41 países membros e iniciará seus trabalhos em janeiro de 2011, unificando o trabalho de quatro antigas entidades da ONU relativas aos direitos das mulheres. A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, é a diretora-executiva da entidade.

    A nomeação do Irã como membro da agência ocorre em meio à polêmica sobre a condenação da iraniana Sakineh Ashtiani.

    Sakineh foi julgada culpada de adultério há muitos anos e condenada à morte por apedrejamento. O caso ganhou repercussão internacional em julho, quando se divulgou que ela havia sido condenada à morte por supostamente ter assassinato o marido.

    Em setembro, o Irã anunciou a suspensão da execução por apedrejamento, mas disse que ela poderia ser enforcada devido à condenação por homicídio.

    O governo iraniano é alvo frequente de relatórios de organizações internacionais por violações de direitos humanos e o tratamento dado às mulheres.

    CONDENAÇÃO


    A possível eleição do Irã para a nova agência da ONU foi alvo de críticas da ativista iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003.

    Em uma conferência de imprensa na terça-feira, Ebadi disse que a nomeação do Irã e da Arábia Saudita como membros de uma entidade da mulher soaria como uma "piada".

    disse ela na sede da ONU.

    Estudos da ONU apontam graves problemas no tratamento às mulheres na Arábia Saudita e Irã.

    Segundo a própria ONU, mulheres nesses países são constantemente submetidas a humilhações, falta de proteção legal, assédio, leis abusivas e a falta de direitos básicos.

    Na Arábia Saudita, mulheres só podem dirigir acompanhadas do marido e estão proibidas de tomar decisões importantes sem a permissão de um parente masculino.

    Os Estados Unidos criticaram a escolha do Irã como membro da Agência da Mulher, mas não se pronunciaram em relação à Arábia Saudita, país aliado dos americanos no Oriente Médio.

    Colunistas em jornais árabes disseram que as pretensões da Arábia Saudita e do Irã em se tornar membros da nova agência têm como objetivo influenciar suas futuras decisões sobre a situação das mulheres em seus territórios.

    Segundo os jornais, eles tentarão exercer pressão para minar relatórios de condenação aos dois países.

    Os governos da Arábia Saudita e do Irã não se pronunciaram sobre as críticas de ativistas e organizações internacionais a suas pretensões de fazer parte da agência da ONU para os direitos da mulher.
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