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Interven￾ções de Eru.

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Aican Koller Head, 7 Ago 2013.

  1. Lendo o silmarillion , me veio uma quest￾0Š0o , quando no come￾0Š4o do mundo os valar vieram para arda , eles criaram tudo , mas eru interferia em algo? Ou tudo ficava por conta dos valar? .
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Re: Interven0Š40‹1es de Eru.

    Segundo o que li algumas passagens ajudam a explicar a situação.

    No Silma encontramos o trecho da determinação de que o mundo completo (com ênfase no completo) também incluiria elementos surpreendentes, novos e não esperados pelos Poderes.

    Quer dizer, aqui adentramos o assunto da natureza da pergunta e na natureza de Eru.

    A palavra intervenção ou interferência se refere a um tipo específico de ação ou atividade. Que sempre que Eru precisa agir a ação se torna eterna, além do tempo numa manifestação abaladora que cria dimensões e individualiza os seres podendo ser imperceptível ou oculta para criaturas comuns devido a diferença de poder.

    De modo que os Valar e o mundo, por serem extensões do poder de Eru agiam com o poder e com a permissão do Único sendo portanto uma ação indireta de Eru no mundo.

    E aqui cabe colocar uma diferença. Que existem duas formas de usar o sentido da introdução de uma ação criativa. Primeiro ela pode ser manifestada na forma de corrupção (Melkor pensava que criatividade é corrupção) e as vezes pode ser manifestada na forma de originalidade (Produtivamente pelo bem de todos igual Manwe desejava) . De modo que o que odeia Eru entende a criatividade como tendo apenas um sentido no mundo, o de corrupção.

    Por essa razão quando Eru age no mundo dentro da obra de Aulë estamos tratando de uma correção que visa originalidade e variedade ao invés de corrupção e monotonia (desejada por Melkor).

    Essa diferença de sentido da palavra interferência é importante de ser mencionada. Porque os dois seres possuem em mente dimensões parecidas de interesse e a energia de Aulë era também a energia de Eru havendo acordo entre as vontades no que Eru adicionou e enriqueceu ao mundo.

    Portanto, interferir no sentido de perturbar e quebrar o equilíbrio de livre escolha não ocorria da parte de Eru e a ação, além de não violar a correção necessária podia ainda melhorar o mundo como observa Yavanna (Eru também fora generoso além de ser piedoso).

    Enquanto a ação de Eru estava sempre presente (o poder dele de dar vida ao mundo, por exemplo), a interferência se mantinha oculta ao máximo (Manwe era o único Vala sagrado) e o respeito com as vontades procurava sempre preservar a escolha agindo positivamente ainda que fosse necessário que a presença da ação fosse invisível na maioria das vezes.
     
    Última edição: 7 Ago 2013
  3. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    Creio que uma das únicas "diretas" foi a destruição de Númenor.

    EDIT: pois é, tinha o Aulë tbm... os anões... mas aí ele acabou deixando quieto rsrs.
     
  4. Limpë

    Limpë You already know too much...

    Acho que a imortalização de Tuor e a "mortalização" de Lúthien também contam como ações de Eru, já que os Valar não tem poder para alterar o destino dos filhos de Ilúvatar. Agora, a respeito da era em que o mundo era moldado pelo Valar, não creio que houve qualquer ação direta de Eru, mesmo porque não havia necessidade, os Valar conseguiram moldá-lo sem ajuda externa. Porém, isso me chama a atenção a um detalhe. Se me lembro bem nenhum Ainur foi convocado, obrigado ou chamado a descer ao mundo, alguns deles se prontificaram a ir por livre opção. Será que se nenhum Ainur quisesse descer ao mundo, o mundo viria a ser concretizado por Eru, sem qualquer cooperação dos Ainur?:think:
     
    Última edição: 7 Ago 2013
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  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Se formos pelo ponto de vista da sala especulativa "E Se..." até seria possível hipotetizar em cima da não vinda de um Ainur, mas do ponto de vista real e da obra, das fontes de inspiração, da sua respectiva consistência e coerência interna o desinteresse total não é possível ocorrer. Eru é para toda eternidade o foco central de interesse dos Ainur devido a vários fatores incluindo a influência cristã.

    A centralização do desejo de todos os seres, por exemplo, aparece quando Eru ergue as duas mãos e todos os Ainur se calam (incluindo os rebeldes e os que não entraram no mundo). Isso exprime bem que para os mais importantes dentre eles não gostarem de um projeto de Eru teríamos que descaracterizar o Único com uma falta de talento incompatível para aquilo que foi presenciado na visão.

    No passado os dois lados da batalha de canções, tanto os contentes a favor de Eru quanto os descontentes de Eru (Melkor, Balrogs), gostaram muito dos círculos do mundo e dentre eles estavam alguns dos mais poderosos e habilidosos. Para Ainur assim não entrarem seria necessário que os talentos deles fossem reduzido. (a obra segue o padrão de quanto mais alta hierarquia, mais poderoso e inteligente é o ser)

    No Silma tem até uma passagem relacionando desinteresse de Ainur com fraqueza decorrente da lentidão em perceber o que ia na vontade dos outros:

    "E essa morada poderia parecer insignificante para quem leve em conta apenas a majestade dos Ainur..."

    A passagem indica que existem grandes chances de que os Ainur que não entraram não terem percebido além da própria majestade de Eru. Para os sagrados que ficaram de fora o mundo era insignificante ou insuficientemente significativo para sua existência.

    Daí que ficamos sabendo que para o grupo de Ainur que desceu o projeto do mundo era o oposto, ou seja, muito significativo porque podia ser um atalho na compreensão uns dos outros.

    Resumindo, apenas se Eru imaginasse Ainur desinteressados do mundo isso seria possível, mas se tanto o projeto do mundo quanto os Ainur foram feitos por Ilúvatar então é impossível imaginar popularidade zero a não ser que Eru desejasse.
     
    Última edição: 7 Ago 2013
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  6. Excluído049

    Excluído049 Excluído a pedido

    "Ele fez primeiro os Ainur, os Puros; que eram filhos de seu pensamento e estiveram com ele no princípio antes que tudo o mais houvesse de ser criado"

    Os Ainur são emanações da mente de Eru. O que eles fazem, na verdade é Ele quem faz, pois aqueles são emanações da mente d'Este nas quais arde a Chama Imperecível, que é o próprio Eru. Compreendes? A coletividade dos Ainur = Eru Ilúvatar. :sacou:



    Alguém precisa estudar quenya.
     

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