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Inkitt - para escritores independentes

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Fúria da cidade, 15 Mar 2018.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Rupert Grint, Daniel Radcliffe e Emma Watson em cena de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (2001) Imagem: Divulgação



    As editoras são famosas por tomar decisões questionáveis sobre livros novos -- o primeiro livro de Harry Potter, por exemplo, foi rejeitado mais de dez vezes --, por isso Ali Albazaz apresentou uma alternativa: perguntar a opinião dos leitores.

    O programador de software e aspirante a escritor de 28 anos lançou em 2015 a Inkitt, que dá acesso aos usuários a obras de cerca de 60 mil escritores independentes. Isso oferece à Inkitt uma montanha de dados: se os leitores ficam acordados a noite inteira devorando uma história de vampiros, com que frequência eles deixam uma história de mistério de lado e vão para o Facebook, a quantos amigos eles recomendam um livro.

    Um programa de computador filtra toda essa informação e depois apresenta recomendações de histórias com potencial de sucesso, que a Inkitt publica como e-books, livros de áudio ou livros de papel. "O processo de tomada de decisões das grandes editoras pode ser muito aleatório e elas tendem a favorecer autores consagrados", diz Albazaz. "Nós queremos descobrir a próxima J.K. Rowling, o próximo Stephen King."
    Albazaz acha que pode ajudar nesse processo de descobrimento rastreando mais de 1.200 maneiras em que os leitores leem ou compartilham uma história. A Inkitt tem cerca de 300 mil usuários ativos mensais, acrescentou.

    "Tudo tem a ver com os comportamentos em torno da história", disse Albazaz. "O engajamento com a leitura, o reengajamento, o compartilhamento e o comportamento dos novos leitores que chegaram por meio dos amigos."

    No ano passado, a Inkitt publicou cerca de 50 livros, incluindo "Reaper's Claim", um thriller romântico da autora estreante Simone Elise. Albazaz disse que o livro chegou ao número 12 da lista de e-books mais vendidos da Amazon quando foi lançado, em fevereiro de 2017.

    A startup também está trabalhando com dados no processo de publicação, testando capas, teasers e descrições a fim de escolher aqueles que dão mais certo com seus usuários. A empresa ainda não é lucrativa e busca crescer mais, afirmou Albazaz.

    Embora o modelo da Inkitt seja "interessante", a startup enfrenta um sério desafio para competir com as máquinas publicitárias bem lubrificadas das principais editoras, disse Karin von Abrams, analista da EMarketer.

    "Não será fácil para as obras lançadas pela Inkitt e publicadas em papel conseguirem um espaço nas mesas e prateleiras das livrarias tradicionais", disse von Abrams.

    Mas há espaço para crescer. A Penguin Random House, da Bertelsmann, colocou 263 livros nas listas dos mais vendidos do "New York Times" no primeiro semestre de 2017, incluindo 37 no primeiro lugar. Seu romance mais vendido no período foi "Os 13 Porquês" (Thirteen Reasons Why), de Jay Asher, que vendeu mais de um milhão de cópias em todos os formatos -- ajudando a empresa a aumentar as vendas para 1,5 bilhão de euros (US$ 1,9 bilhão).

    Apoiada por investidores como a Earlybird Venture Capital, com sede em Berlim, e a Frontline Ventures, com sede em Londres, a Inkitt pretende se expandir neste ano para livros de não-ficção e quer vender seus livros em lojas de departamento, como Walmart e Tesco.

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    Como existe escritores independentes em todos os cantos, inclusive aqui, de repente isso pode ser interessante.
     
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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Está aí um obstáculo que tanto as Start Ups quanto as grandes andam enfrentando. Li uma matéria recentemente de como estava impossível substituir as CEOs das maiores revistas femininas do mundo. Uma das executivas comentava que a próxima sucessora teria que ser uma "robô" para conseguir filtrar na velocidade necessária todas as coisas novas que andavam acontecendo ao mesmo tempo no mundo. A julgar pelo andar da carruagem eles terão vários pontos críticos para resolverem antes como por exemplo encontrar e treinar bons "head hunters" (caçadores de talentos) que farejem obras potenciais.

    Vivemos na internet numa economia que vem seguindo o estilo "chinês". Considerando que a "habilidade de boa escrita" seja equivalente a um curso profissionalizante/técnico ou universitário uma pequena parte dos candidatos tem capital próprio ou da família para investir no negócio/livro. Outra pequena parte sai para o mercado com uma vaga garantida em uma empresa/editora que o(a) convidou. Uma parte ainda menor tem as duas opções juntas, mas o exército maciço de candidatos é composto de pessoas que precisam invadir o mercado e "vender a espada" que é algo que aparece mais no "estilo chinês de vendas" (principalmente para quem lê fanfics na net). Muitos deles tem apenas uma "bala na agulha" antes de abandonar a ideia. O escritor novato muitas vezes é indisciplinado (uns com ego de artista) e sempre se vendem prometendo "o paraíso" podendo na verdade se tornar uma dor de cabeça para a editora.

    Aliado a esse fator tem a divulgação e o acesso aos mercados consumidores que têm ficado concentrados nas mãos de grandes grupos tipo a Amazon. Por outro lado os círculos de leitores estão em guerra também e alguns são províncias de "influenciadores digitais" que não ligam tanto para a qualidade desde que o super-herói "influenciador" o indique (se bem que é trabalho do head hunter aconselhar o chefe disso também). Esse é um ponto triste porque tem artigos e livros muito bons na net que não "vendem" não porque não são bons, pelo contrário, mas porque a guerra digital faz mais barulho e sufoca a estrela que deviam ser os textos e histórias.

    Então, na hora de pensar uma plataforma que una as comodidades de um youtube/facebook/comunidade de leitores, é preciso haver uma purificação desses tormentos que assolam o meio.
     
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  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Não vou esconder que tenho uma pontada de medo com esse tipo de iniciativa. Claro que qualquer editora, grande ou pequena, trabalha sempre com projeções de como um público se comporta, e saber da maneira mais exata possível o como esse público se comporta é praticamente o santo Graal. Só que se você pauta demais a publicação de uma obra pelo comportamento do público... Bem. Você minimiza o risco como agente e pode acabar condicionando demais o fator criativo, o fator da inovação, o da surpresa.

    Dependendo do nível a que uma iniciativa assim chegar, podemos nos ver diante de um cenário onde o escritor cria sua obra já de olho no real comportamento e interação dos leitores. Legal: é bom que o escritor se preocupe até certo ponto com o leitor, mas a partir do momento em que ele, escritor, não tem como prever com muita precisão quem é seu público, então ele acaba dando um tiro no escuro e inevitavelmente segue o próprio instinto, ainda que seu propósito seja o de chegar ao maior número de leitores.

    Se uma iniciativa assim ilumina parte significativa do cenário, então esse tiro no escuro perde a essência e o escritor pode se ver constrangido a compôr de acordo com o que o leitor consome. De outro lado, a editora passa a fazer exigências mais específicas, o que fatalmente influencia na criação literária (o projeto escolhido pela editora passa a ser mais determinável, fazendo com que um ou outro projeto duvidoso possa ser descartado com mais facilidade).

    Se querem saber, penso que em certa medida até sabotaria o sistema, afinal de contas se uma editora grande possui maior poder de influência sobre a comunidade de leitores (por exemplo transformando uma saga num grande blockbuster), então ela acaba delineando em certo sentido o gosto dos leitores. Só que como um aplicativo assim visa analisar o comportamento do leitor, e como a análise desse comportamento pode ser adotada por editoras grandes ou pequenas, então virtualmente me parece possível que a grande editora no frigir dos ovos ganhe um poder de fogo maior ao traçar os contornos gerais da comunidade literária.

    Sei que posso estar viajando, e espero que esteja, mas continuo achando preocupante que esse tipo de análise comece a se desenvolver e a pautar escolhas editoriais. Sabemos que o poder de controle das redes sociais sobre nossa vida é imenso. Hoje em dia quem detém informação detém poder. Será que formas de mapeamento de nosso comportamento como leitores irão acabar sabotando a literatura justamente naquilo que ela possui de mais incrível -- o inesperado?
     
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