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Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Anica, 25 Jul 2009.

  1. Anica

    Anica Usuário

    [imdb]1152836[/imdb]

    Saiu uma resenha bem interessante na Veja, da Isabela Boscov:

    [size=large]O CRIME COMPENSA[/size]
    Em Inimigos Públicos, o diretor Michael Mann dá ao bandido e herói
    popular John Dillinger a aura intensa de Johnny Depp para reimaginar,
    em todos os aspectos, o que um filme de gângster deve significar hoje


    [align=justify]É 1934. Há três anos já os americanos padecem sob os efeitos da fase mais profunda da Depressão, e o crime viceja. Essa é a era dos "desesperados" como Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd, Ma Barker, e Clyde Barrow e sua namorada, Bonnie Parker – jovens vindos de famílias pobres ou, no melhor, remediadas que já tiveram encontros com a polícia por causa de contravenções e que, em tempos normais, teriam seguido como pequenos marginais ou então voltado a trabalhar na fazenda ou na loja de ferragens de seus pais. Mas, nesses tempos em que tudo parece virado de cabeça para baixo – e em que, de qualquer jeito, a fazenda e a loja foram tomadas pelos bancos –, eles pegaram um desvio. Reúnem-se em bandos transitórios e, munidos de metralhadoras Thompson, as "Tommy guns", cometem assaltos ousados, à luz do dia, que não raro deixam mortos. Não é de surpreender que o governo os declare inimigos públicos. Exceto pelo fato de que o público, na maioria, os acolhe a ponto de dar-lhes guarida. Contribui para isso a maneira como a imprensa romantiza esses personagens; mas o fator decisivo, para as pessoas comuns, é que a seus olhos os "desesperados" estão roubando de quem roubou delas. São inimigos do governo e dos bancos – mas não delas. Tanto maior a necessidade, portanto, de o governo reafirmar sua autoridade capturando tais criminosos. E tanto maior o efeito obtido se o alvo da captura for o mais eficiente, audaz e insolente deles, o número 1 da lista de procurados: John Dillinger, cuja trajetória breve e intensa o diretor Michael Mann recria no não exatamente breve, mas muito intenso e frequentemente brilhante Inimigos Públicos (Public Enemies, Estados Unidos, 2009), que estreia nesta sexta-feira no país.

    Desde a sequência de abertura, este é um filme especial. Dillinger (Johnny Depp) é levado por um xerife até o portão de um presídio em que os construtores ainda trabalham, e cujas linhas vastas o céu azul e a planície à volta ressaltam; esses tempos estranhos estão mudando a própria paisagem da América. O xerife, na verdade, é um comparsa. Juntos, ele e Dillinger libertarão os amigos presos. Parte do plano não transcorre como deveria e um dos criminosos é alvejado. Na fuga em alta velocidade, Dillinger segura a mão do homem ferido, arrastando-o do lado de fora do carro e olhando em seus olhos, até que ele expire. Assim que ele morre e é largado, Dillinger faz uma rápida consulta aos ocupantes do carro e fuzila o companheiro que desencaminhou o plano. Códigos claros ditam a conduta desses homens. E serão eles o aspecto prevalente da trama (cujos primeiros tratamentos couberam ao romancista irlandês Ronan Bennett, que na juventude foi preso por um roubo a banco organizado por terroristas do IRA): das cenas magistrais de assalto e perseguição aos momentos mais ternos entre Dillinger e sua namorada, Billie Frechette (Marion Cotillard), Inimigos Públicos revolve em torno de decisões sobre o que é ou não permissível. Roubar de cidadãos não é, porque a imagem heroica de Dillinger é o que garante sua sobrevivência; mexer com Billie é vetado, porque o criminoso prometeu a ela segurança; e errar é inaceitável, porque a vaidade profissional de Dillinger não o admite.

    Mann, um dos mais vigorosos cineastas americanos, tem uma carreira que, do seriado Miami Vice, do qual foi produtor, a filmes como Fogo Contra Fogo, O Informante e Colateral, é marcada pela preocupação com a ética do trabalho – seja qual for ele. Em Inimigos Públicos, não apenas a vida de crime de Dillinger o interessa: fascina-o na mesma medida o conflito de Melvin Purvis (Christian Bale), o agente federal encarregado da perseguição a Dillinger. Um homem da lei honesto na essência, Purvis foi se repugnando com os métodos de seu chefe, J. Edgar Hoover (Billy Crudup), o sinistro diretor do FBI, cuja cruzada era menos contra o crime que em prol da ampliação ilimitada de seu poder. Hoover, enfim, não tinha códigos claros, e nesse sentido pode ser visto como um homem ainda mais perigoso que Dillinger. Purvis cumpriu o que Hoover queria, como ele queria, mas se arruinou no íntimo. Com sua economia característica, o diretor une esses elementos em algo que ultrapassa em muito o retrato de época (embora também esse seja extraordinário). Inimigos Públicos retorna à questão que está no âmago dos melhores filmes de gângster: o fato de que lei e moralidade nem sempre coincidem e, em momentos tumultuados como na Depressão, podem guardar entre si uma distância grave.

    O primeiro clássico do gangsterismo, Inimigo Público, de 1931 – lançado portanto no calor da hora –, reconhecia a divergência entre o que é a lei e o que é justo, mas condenava o crime como instrumento de reparação. O marco da fase seguinte, Bonnie & Clyde, de 1967, é representativo do ideário do período: Clyde Barrow e Bonnie Parker, que na verdade eram ignorantes e violentos, são apresentados pelo diretor Arthur Penn, em seu filme inimitável, como mártires de um credo antiautoritário. Na década seguinte, O Poderoso Chefão e sua primeira sequência proporiam uma visão bem mais complexa. O crime, nas obras-primas de Francis Ford Coppola, é uma atividade econômica que, como as atividades legítimas, está entretecida na sociedade americana e responde por muito de seu ímpeto. Inimigos Públicos não se sobrepõe aos Chefões, mas como que dá um passo para trás para abrir o quadro e incluir nele um outro elemento: o do pragmatismo como traço intrínseco do caráter americano. Um pragmatismo tão acentuado que, em condições drásticas, pode evoluir para o radicalismo: se não há esperança, a lógica manda que se viva cada dia como se fosse o último, até que ele chegue de fato.

    Michael Mann, que é um artífice de primeira grandeza, inventa aqui um código visual para ilustrar essa cisão moral. Rodando em vídeo digital de alta definição, formato com o qual obtém resultados inacreditáveis, ele contrapõe a dimensão arquitetônica dos Estados Unidos – grandiosa e ostentatória nas cidades, esparsa até os limites do horizonte fora delas – a closes imensos e ultradetalhados do rosto de seus atores (e Johnny Depp e Marion Cotillard, que sabem trabalhar em voltagem baixa, mas constante, tornam esses momentos infinitamente interessantes). Não há cena aqui, por mais explosiva, que culmine com excitação ou alívio; só com mais tensão e apreensão. Mann, é verdade, não resiste à faceta mítica do fora da lei – a alfaiataria impecável, o sorriso sedutor, o gosto pelo perigo. Mas a cultiva só na medida em que ela serve ao seu propósito, de reimaginar o que um filme de gângster deve dizer ao mundo de hoje. E que talvez possa ser resumido assim: ordem e desordem às vezes são inimigas em público – e quase impossíveis de distinguir em privado.[/align]

    Trailer:

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    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
  2. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Bem, eu já vi o trailer na Tv, vou assistir pq eu não perco nada que o Depp faz e, claro, porque eu sou chegada num drama. :timido:
     
  3. Liv

    Liv Visitante

    Vi ontem.

    O filme é todo "redondinho". Trilha sonora é pesada no momento em que deve ser, a câmera é "nervosa" no momento certo e tudo mais. A história é envolvente e charmosa. Depp está ótimo e charmoso como sempre, já o Bale é aquela coisa de sempre ( :lol: )

    Recomendo =}
     
  4. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Coisa de sempre? Como assim? Meio vampiresco?

    Eu sou a única que acha o Bale meio vampiro?:calado:
     
  5. Liv

    Liv Visitante

    Eu não gosto muito do Bale. Se trocassem ele por um Salgueiro Chorão ia dar na mesma.

    Enfim, vamos falar do Depp. Só pelo fato dele estar lindo, charmoso e com os cabelos lavados (depois de Jack Sparrow até dá pra estranhar), já valeu o ingresso.
     
  6. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Por falar em Johnny Depp:

    [attachment=1634]

    Não é o original, mas deu pra ter um gostinho. :amor:
     
  7. Sery

    Sery Usuário

    E vi o filme e tbm curti :sim:

    Me apaixonei pelo personagem do Depp, charmoso, aquela postura de homem "Eu vou cuidar de vc" ... *.*
    Aiaiai, não se fazem mais gangsters como antigamente ... :rofl:

    Por que que não cai um desses na minha vida ... :rofl::rofl:

    Eu muito gostaria =P
     
  8. Liv

    Liv Visitante

    Pois é. Tipo, ele é um bandidão, mas a gente torce por ele até o fim. *__*
     
  9. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Filme visto! Gostei bastante! Muito bem feito, do inicio ao fim. Como a Liv disse, tudo muito bem amarrado, trama, trilha sonora, atuacoes. É muito dificil um filme do Michael Mann desagradar. E desde que ele comecou a filmar só com digital, admirar a fotografia de seus filmes passou a ser um bonus.

    Sem falar na Marion Cotillard... pqp, ô mulher bonita
     
  10. Liv

    Liv Visitante

    Verdade! Bonita e boa atriz, aliás.
     

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