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Infinite Jest, David Foster Wallace

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Gigio, 11 Dez 2010.

  1. Calib

    Calib Visitante

    Problema do tradutor, ora. Se não der para manter 100% do sentido, mantenham-se 90%, 80%... Manter no original é, para mim, de todas as opções, a mais covarde e a mais imbecil. Covarde porque o tradutor se exime de uma escolha, foge ao desafio que ele mesmo se propôs ao traduzir a obra - e eu não vejo lógica em se eximir dessa escolha apenas no título; e imbecil porque, não querendo perder parte do sentido, perde-o inteiramente para o grande público. O livro está a ser editado para o mercado brasileiro, onde se fala uma única língua: português. Manter o título em inglês seria um desrespeito ao público que, além de não saber inglês (de um modo geral) certamente não saberá que ele faz referência a Shakespeare, etc. Ou seja: cadê a coerência? cadê a atração? Que sentido se dará ao título? Vocês que sabem tudo do autor darão um baita sentido, mas para vocês que diferença então faz que se traduza?
    Donaldo Schüller não se acovardou ao traduzir o "Finnegans Wake"; aliás, os poetas deparam-se a cada verso com o dilema de cortar parte do sentido para caber em X sílabas.
    E sempre fica aquela perguntinha que não quer calar e para a qual ninguém deu uma resposta satisfatória: por que deveríamos ser condescendentes apenas com os títulos em inglês? Por que não aceitamos então que publiquem livros com títulos originais em russo, finlandês, tailandês, etc.? É porque nós, que defendemos esse disparate, nos "garantimos" nessa língua estrangeira. O resto que se dane e vá aprender. É uma postura extremamente egoísta.
     
    • Ótimo Ótimo x 2
  2. Pips

    Pips Old School.

    Calma, calma. É um risco. Se for o caso de ficar ruim, eu prego pelo original sim. Quanto a referência a Shakespeare, isso pode ficar nas notas de tradução. Como em Coração tão branco.
     
  3. Calib

    Calib Visitante

    Estou calminho. :hihihi:
    Mas o ficar ruim é beeem subjetivo (especialmente se a pessoa já está propensa a achar ridículo), ao passo que traduzir sempre, todo e qualquer título, é uma postura objetiva e coerente.
    Todos os livros do mercado são traduzidos, diariamente, e ninguém fica lá procurando o nome original na contracapa para ver se fizeram direitinho o trabalho.
    A sua relação com o "Infinite Jest" é diferente porque você curte o autor. Só isso.


    Eu tenho esperanças de que o Galindo não vá cometer um absurdo desses.
     
  4. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    ...Mesmo porque, nós estamos propondo traduzir o título literalmente. Mas, de acordo com o contexto do livro, essa ou aqueloutra solução pode ser sempre uma saída... Como o "Graça Infinita" de contextos religiosos-profanos que a Izze disse (não digo que esse seja o caso do livro; estou apenas apontando correlações possíveis).

    Afinal de contas, nós não podemos apenas pegar esse trecho da fala do Hamlet. A palavra "jest" aparece mais vezes na peça... Na mesma cena, o primeiro coveiro, um pouco antes da já citada fala do Hamlet, diz: This same skull, sir, was Yorick's skull, the king's jester.

    No ato III, cena I, Claudius pergunta: "Have you heard the argument? Is there no offence in 't?", e Hamlet responde: "No, no, they do but jest, poison in jest; no offence i' the world.". Um pouco mais na frente, no mesmo ato, cena II, o Hamlet faz uma referência que comumente é ligada a essa do Yorick: "And let those that play your [referindo-se aos atores] clowns speak no more than is set down for them."

    E isso só no caso de Hamlet, onde a referência é mais explícita. Em King Lear, ato V, cena III, você tem a Reagan dizendo: "Jesters do oft prove prophets." Em Romeo and Juliet, ato II, cena IV, o Mercúrio diz: "Sure wit, follow me this jest now till thou hast worn out thy pump, that when the single sole of it is worn, the jest may remain, after the wearing solely singular.", no que o Romeu responde: "O single-soled jest, solely singular for the singleness." Em King Henry V, ato I, cena II, Henry diz: "His jest will savour but of shallow wit".

    Enfim.
     
  5. Pips

    Pips Old School.

    O problema é justamente que Infinite Jest, o título, foi apenas retirado como homenagem/fetiche/seiláoque. Ou seja, não precisaria levar em questão na sua tradução o Shakespeare's Thing.

    Como é um produto de entretenimento, Graça daria sim uma aura (ahn ahn) religiosa. Teria que ser algo que prende e ao mesmo tempo denuncia algo irrelevante como: Galhofa Infinita - ficaria irônico, não? Sim, traduzir título é legal e tudo mais. Mas a escolha para o termo Jest vai dar todo o tom de como o livro poderá ser recebido

    Galhofa, Piada, Gracejo, Palhaçada (eu acho essa uma ótima opção, sério)
     
  6. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Bobeira Infinita! \o/

    COMECEM UMA CAMPANHA NO TWITTER!

    Enfim, gostei do "Infinita Alegria" proposto pelo Gigio. Acho que fica bem pro livro. E, na real, alguns títulos parecem toscões, e eventualmente gerações a frente parecem fodinhas ou parece bizarro pensar outro título. Imagino amigos reclamando via telegrama quando traduziram "The Godfather" para "O Poderoso Chefão".
     
  7. Pips

    Pips Old School.

    The Powerpuff Boss!!!

    Vamos pressionar o Caetano para falar logo o título no twitter. OU OU OU MEU DEUS TIVE UMA IDEIA.
     
  8. lavoura

    lavoura Usuário

    E vamos em busca de um dicionário de sinônimos, google tradutor, gírias e o escambau.

    Zoeira sem fim , Ilimitada Anétoda, Piada
     
  9. Pips

    Pips Old School.

  10. Calib

    Calib Visitante

    Menos mal que ele não esteja cogitando manter o original, apesar de ter achado a ideia interessante (wtf!). :sim:
     
  11. Pips

    Pips Old School.

    Eu acho que ele só cogita, porque em Portugal ficou A piada infinita.

    De qualquer forma, se o editor dele for o Conti mesmo, será traduzido, creio eu.
     
  12. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

  13. Pips

    Pips Old School.

    Galindo acabando com meu bom humor pela manhã. Ficou bonito de fato.
     
  14. Pips

    Pips Old School.

    Caetano soltou no twitter que está: "Poor Tony Krause sat on the insulated toilet in the domesticated stall all day and night, alternately swilling and gushing. He held his high heels up at !9OOh. when the library staff checked the stalls and turned off all the lights and left Poor Tony in a darkness within darkness so utter he had no idea where his own limbs were or went. He left that stall maybe once every two days, scampering madly to Brooks in cast-off shades and a kind of hood or shawl made pathetically of brown men's-room paper towels." lá pra página 298
     
  15. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    • Ótimo Ótimo x 1
  16. Pips

    Pips Old School.

    Estava lendo agora, pela segunda vez, e ele não perde o tato nem escrevendo sobre a morte da mãe. =/
     
  17. Pips

    Pips Old School.

    • LOL LOL x 3
  18. Pips

    Pips Old School.

    Olha, a tirinha foi até pro blog da Companhia
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    E a ideia "genial" do Galindo de colocar Notas do Tradutor MISTURADAS com as Notas de Rodapé e não identificar. Sádico.
     
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  19. Jacques Austerlitz

    Jacques Austerlitz (Rodrigo)

    Nah, nah, nah... não me venha o Sr. Galindo com invencionices. Autor é autor, tradutor é tradutor, editor é editor. Apoio notas a mais, mas tudo preto no branco. Wallace mandaria bilhete muito malcriado pro seu Galindo if he would've fucked with the mechanics of the book.

     
    Última edição: 21 Nov 2012
    • LOL LOL x 4
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  20. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    entrevista com o caetano sobre a tradução:

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