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infância élfica

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por piergiorge, 14 Dez 2011.

  1. piergiorge

    piergiorge Usuário

    Eu procurei na busca e não achei nada a respeito. Caso já exista algum tópico relacionado me desculpem.


    Na obra de Tolkien existem referências a alguns nascimentos élficos (ex: Fëanor), mas não lembro de ter lido algo sobre a infância do elfos.
    Eu fiquei em dúvida se os elfos só se tornam adultos depois de vários anos (pois envelheceriam lentamente) ou se a infância seria tão curta quanto dos humanos.

    Considerando uma criança humana e uma elfa. Caso as duas tenham idades próximas, elas aparentariam a mesma idade?
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Tem um trecho (suponho que no Silma, mas preciso confirmar) que diz que em certa idade as crianças humanas e as élficas eram muito parecidas (referindo-se principalmente as crianças das três casas).

    Mas as crianças humanas não podiam esperar muito tempo na infância e envelheciam rápido na direção da vida adulta. Também tem no site Valinor mais alguns detalhes em um texto sobre a juventude élfica mas é pouca coisa que ficou registrado nos livros SDA, OH, Silma e CI.

    Para o caso da emancipação e independência (como ocorria com os Hobbits na idade da maioridade), os elfos realmente demoravam um tempo extremamente mais dilatado do que os homens para alcançar a plenitude da mente de um adulto, atestado pelo caso de Arwen e seus irmãos perto de Elrond, Legolas e outros elfos mais jovens mantidos em casa até que um candidato predestinado (como devia ser com os elfos) fizesse a corte.

    A permanência longa entre os pais fazia das crianças élficas extremamente favoráveis a preservação de tradições e as crianças viviam cercadas de relíquias históricas antiquíssimas (Principalmente Feanor) e carregavam uma porção de poder subcriativo relativa a sua geração e família no mundo. A ligação que tinham com o mundo se demonstrava pela afinidade por algum tipo de habilidade ou destino (em parte pela força do sangue) como ocorria com Elros e Elrond na época de crianças.

    As crianças, principalmente as élficas, significando o futuro e uma parte do mundo, eram um dos elementos da criação de Eru as quais possuíam cada uma a sua música ou trecho de música (da mesma forma que Bombadil conhecia a música para controlar o Salgueiro ou das canções de poder geradoras de frutos de Yavanna).

    No caso de Mandos, era proibido de se pronunciar sem a permissão de Manwë, que o fazia por algumas razões, entre elas as quais:

    -Não conhecer a maior parte da visão de criação do mundo que desapareceu antes de os Valar enxergarem.
    -Misericórdia/prudência para com os outros e consigo mesmo (não estragar a gestação do futuro).
    -Existência de elementos novos inseridos por Eru e apenas conhecidos por ele.

    É fato que todos os Valar (Melkor incluído) não poderiam prever o aparecimento de alguns tipos de crianças do destino como Elros e Elrond ou mesmo Lúthien que era uma criança meio-maiar com uma infância ainda mais incomum que a élfica.

    É interessante especular que se fosse possível dizer ela deve ter sido praticamente uma criança "x-men" diferente de tudo que já houve, com características amadurecidas ao extremo em tudo que concerne uma criança, desde a passagem da fase cruel (instintiva) para a fase do despertar da própria humanidade e caráter, sob cuidados de super-pais (Thingol e Melian).
     
    Última edição: 14 Dez 2011
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  3. Elendil

    Elendil Equipe Valinor

    Não sei se esse (
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    ) é o artigo que o Neoghoster Akira se refere, mas tem alguma coisa nele sobre as crianças élficas:

     
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  4. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Exatamente esse Elendil. Eu estava tentando me lembrar de onde estava.

    Outra curiosidade sobre os casos de infância disfuncional de alguns elfos aparece com Aredhel e Eol ao gerarem Maeglin.

    Segundo os livros, todo defeito, débito ou fraqueza élfica de caráter produz uma consequência ligada ao destino. Se Aredhel temia uma gaiola (semelhante a Eowin), então o medo dela tenderia a atrair uma calamidade sobre sua casa baseada no medo, arrastando a prole e o povo junto com ela (como houve com Fëanor).

    Para os de sangue Numenoriano também havia esse efeito (pelo sangue élfico e Aragorn tinha sangue bastante forte de sua raça como nunca havia aparecido em anos anteriores) e foi uma das razões para Aragorn ter que escolher com muito cuidado evitar se juntar a Éowin (além do fato de Arwen ter chegado primeiro e ter seu direito natural sobre ele). Uma das primeiras coisas que Faramir ressalta para conquistar Eowin foi o de não ser um Rei, considerando o fato do peso de herança genética e subcriativa que Aragorn suportava fazendo com que pensasse sempre no seu povo ao invés de pensar no seu medo como houve com Aredhel, atormentada pela falha que a levou a fugir de Aman até o fim de seus dias, criando um filho que apesar de amado por grandes pessoas de seu tempo recebeu de herança um futuro atormentado dado por sua mãe.

    Quanto maior o poder do casal, pior poderia ser a calamidade atrelada ao defeito élfico. Com a morte de Míriel e Finwe houve a única mácula na felicidade de Aman do tipo, enquanto que com Aredhel (também de sangue nobre forte) ocorreu o horrível desenrolar da morte de Eol cravando uma farpa em Maeglin.

    Ou seja, a personalidade da criança élfica podia crescer instável e irrascível se tornando uma pária, solitária e orgulhosa, em alguns casos alienada do mundo real ou de irmãos mais afortunados. Nas famílias nobres a prole e o povo sofriam diretamente o efeito das escolhas dos pais (ou super-pais).
     
    Última edição: 16 Dez 2011
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  5. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    E há ainda a interferência (ou Providência) sobre o destino do recém-nascido e Fëanor é o exemplo mais claro. Mesmo cercado de amor e dedicação que Finwë deu e, posteriormente Nerdanel, nada conseguia demover o noldor de suas decisões. Autodidata, apefeiçoou ao máximo as runas de Rumil e outras maravilhas que todos estão carecas de saber.

    Mas é curioso que um personagem tão marcante não tenha um maior desenvolvimento sobre o passado como foi feito com Túrin Turambar; como o noldo era em seus primeiros anos? Fëanor já era temperamental? Tinha o gênio criativo aos cinco, seis ou dez anos de idade?
     
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  6. Excluído043

    Excluído043 Excluído a pedido

    Temperamental e tão capaz de maldades quanto qualquer humano, ô fulaninho ruim, sô! Bastou um pouco de sofrimento e o orc que havia nele veio à tona. Mas é um dos poucos elfos dos quais gosto. Senhor personagem.
     
  7. piergiorge

    piergiorge Usuário

    É o personagem que mais gosto. É um elfo com comportamento impulsivo, um tanto quanto bizarro para um elfo (louco para alguns leitores), criou as Silmarils, arrumou um nome mais legal para o Melkor :mrgreen:, queimou barcos (acho q foi o ato mais cruel de Fëanor), caiu no braço com balrogs...
     
  8. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Uma das questões mais misteriosas sobre Fëanor é a escolha da concepção (que iria influir muito na infância).

    Muitas perguntas podem ser feitas a partir do dado de que Finwë estava predestinado a gerar um filho de enorme envergadura em qualquer cenário possível uma vez que carregava material genético excepcional, com potencial de mudar a história élfica.

    Perguntas como por exemplo, se ele tomasse uma mulher Vanya, como se comportariam o corpo e as relações familiares diante de um desafio diferente daquele de tomar uma mulher Noldor deixam espaço para muitos mistérios.

    No caso dos Vanyar mais que um desejo e um destino direto para luz possuíam também tolerância e resistência o bastante para suportar viver aos pés dos poderes e diante de desafios "além mundo" eram capazes de diferente dos Noldor de destrincharem profundamente um mistério poderem dar o passo seguinte e encarar outras realidades (e os problemas delas) com uma naturalidade própria apenas do primeiro povo. Eu penso que seria possível para um Vanya mesmo aceitar melhor o amor entre um fantasma de um elfo e um elfo encarnado, digerindo a situação devido às maravilhas que viviam diariamente ao estar tão perto da morada dos poderes.

    Em uma passagem do Silma se diz que em Aman o "outro mundo" era visto com mais naturalidade pelos elfos, diferente dos humanos, de modo que Legolas no capítulo da companhia cinzenta não fica apavorado com a presença dos fantasmas dos homens.

    A forma rígida de encarar o lado oculto do mundo estava mais presente nos Noldor e principalmente em Miriel Serinde que devia ser uma grande representante do pensamento noldor de seu tempo, com grande influência sobre o povo. Não obstante, se a ela fosse permitido ver o futuro que lhe aguardava ela poderia ter se afastado imediatamente de Finwë pois o futuro lhe custou um preço altíssimo de não querer voltar para o mundo dos vivos, nem poder ver nem amar o marido e o filho e é muito pesado para uma esposa ser conhecida como a única a ter conhecido tamanha infelicidade no reino abençoado.

    Por outro lado, gosto de pensar que se Finwe escolhesse uma esposa que ressoasse com seu destino primordial (o de amar e seguir os Vanyar em seus passos), poderia ocorrer de o corpo de uma Vanyar estar protegido por este outro destino (o segundo povo deve seguir o primeiro) e de ela se sair melhor gerando o que com certeza seria sempre um filho de enorme poder e isto traria algo novo ao mundo pois o pensamento deste filho estaria fundamentado no amor a duas famílias. Eu imagino quão grandioso seria um Feanor com sua mãe viva, com um pai não amargurado, aprendendo novidades aos pés dos poderes com a família de sua mãe, habitando um mundo sem Morgoth. A força de união que ele geraria seria tanta que corria-se o risco de as mentiras de Melkor nunca conseguirem penetrar no reino abençoado ( não haveria guerra das jóias). Talvez rolasse até uma aliança entre os maiar, Vanyar e Noldor, um tipo de unificador que marcaria a história.
     
    Última edição: 17 Dez 2011
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