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Indique livros de Fantasia estilo Tolkien e Lewis

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Yato, 18 Ago 2015.

  1. Yato

    Yato Usuário

    Fala galera tudo blz?

    Estou procurando livros e sagas de fantasia bem neste estilo Senhor dos anéis de Tolkien e as Crônicas de Nárnia de Lewis. Livros que prezem por um fundo de moral e ética e conservem essa paixão pela fantasia em si, algo meio infantil, meio platônico. Fantástico como os contos de fada dos irmãos Grimm. Diferente por exemplo das Crônicas de Gelo e Fogo, onde existem descrições de sexo, pessoas cuspindo e etc ... Quero algo que seja voltado inclusive ao público infanto-juvenil.

    Por exemplo, descobri a algum tempo e já compartilhei no fórum um livro brasileiro bem nos moldes de Tolkien, conhecido como
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    também indiquei um no estilo de Lewis, conhecido como
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    Minhas próximas aquisições serão "Alice no país das maravilhas" e "Alice através do espelho" com texto integral, ambos do autor Lewis Carrol. Também pretendo comprar já no próximo mês, o livro que ficou conhecido por ter influenciado C.S Lewis a escrever as Crônicas de Nárnia: "Phantastes" de George MacDonald.

    Sei que talvez seja meio complicado fazer este tipo de indicação. Mas quem quiser e puder ajudar, eu agradeço e muito :)
     
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  2. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    Eu li recentemente Coração de Tinta e nossa! Foi muito bacana! É uma história sobre livros, sobre amor e sobre coragem. Gostei bastante e minha menina de 12 anos também leu e gostou. Devo ter mais livros pra indicar, mas tenho que dar uma olhada pq não lembro de muitos assim de cabeça.
     
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  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Se você encontrar em sebos eu recomendo os livros da série Darkover da Marion Zimmer. Nessa série existem dezenas de reinos vivendo num mundo medieval, criaturas estranhas, paisagens sobrenaturais, povos extintos, artefatos mágicos... Nele o conceito de magia que ela descreve tende a ser sutil, no estilo do Tolkien, porque ela não se detém em descrição simples dos procedimentos (Deus ex-machina) e a prioridade é construir a natureza para sustentar o fundamento dos poderes e habilidades das pessoas com o mundo em que elas vivem por meio de situações práticas, difíceis e desconfortáveis.

    Principalmente porque ela aborda a questão da influência genética + ambiente das linhagens na preservação ou diluição da magia entre famílias de nobres que é algo que Tolkien também fala, mas ele não explora tudo porque o foco dele era outro. Essa parte é muito elogiada porque na época não era muito explorada em romances e ainda hoje tem muito potencial não explorado.

    Os textos também não são cruentos como o Martin. Os personagens não são todos patológicos num mundo patológico de catástrofe tipo GoT, e há espaço para todos os tipos havendo os vilões mas também os honrados ou o próprio planeta poderia matá-los. Também há personagens cinzentos e complexados, ou seja variedade.

    Há quem critique por elementos de ideologia, mas sempre achei que o mundo dela funciona muito bem se for lido como fantasia. Se eu fosse comparar com o que li de novels de outras séries de aventura e fantasia que gosto tipo o Conan, achei melhor que as novels de Conan o qual acho que funcionou melhor em quadrinhos do que em texto.

    A saga em si é dividida em arcos, alguns são melhores que outros. Há guerra, jornadas de exploração, enfim, a autora dá muito espaço pra mente do leitor fantasiar que é o que interessa (transformar o substantivo em verbo e aplicar na prática) além de também ter tecnologia que eu achei super legal porque os livros me apresentaram a mistura de magia e tecnologia antes de eu conhecer Final Fantasy.
     
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  4. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    Poxa @Neoghoster Akira, encontrei essa série pra baixar por fontes escusas, comcei a ler em ordem cronológica pelo tablet e realmente é bem legal e interessante. Sempre tive medo de ler porque muita gente coloca ela somente como ficção científica, pela questão da tecnologia, mas até onde eu li realmente parece mais fantasia mesmo. Li A Chegada em Darkover, Rainha da Tempestade e A Dama do Falcão, até agora o que mais gostei foi o último.
    Pretendo continuar lendo a série em breve, mas não quis ler tudo numa tacada só pra não correr o risco de enjoar, já que são praticamente 20 livros.
    Até o momento, realmente tem uma gama bem grande de personagens e de forma bem interessante cada um luta por alguma coisa, alguns por poder, outros por liberdade. Eu gostei especialmente da questão feminista que se mostra na série, apesar de a Marion não deixar o foco só nas mulheres, como ela fez em Avalon.
     
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  5. Darkover tem o problema de ser longa mesmo...
    os que eu comprei foram pelo Circulo do Livro, faz um tempão, agora acho que mais fácil em sebos

    se você vai ler Alice, aproveite e leia Peter Pan do Barrie
     
  6. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    Quais tem pelo Circulo do Livro? Eu achei A Chegada em Darkover no sebo e já comprei, mesmo tendo lido no tablet. Tava 10 pila e eu adoro os livros do Circulo do Livro :hihihi:
     
  7. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Já deu uma olhada na série
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    , de Robert Jordan?
    Parece que a editora Intrinseca se comprometeu em lançar todos os 14 volumes.
    Pelo que já li dessa série, é a que melhor se encaixa nessa sua descrição. :yep:
     
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  8. Yato

    Yato Usuário

    Não conhecia essa série! Pelo que estou lendo aqui, ela parece ser mesmo fantástica! Vou comprar o primeiro livro e ser for bom mesmo como promete, já estou vendo que vou ter que desembolsar pra adquirir a série toda :v kkkkk
     
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  9. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque


    É um prato cheio pra quem curte o tema.

    Podemos citar como exemplo o conflito de magia versus mundo moderno/comum de Darkover que se apresenta também em Harry Potter (o contraste de Hogwarts versus “casa do tio Walter”) e que aparece também em outras séries que mesclam magia e ciência como Duna, há o conflito de inadequação de sangue de Hermione (trouxa) representado pelos humanos “não Darkovanos” em relação aos humanos “Darkovanos”.

    Há o assunto da reprodução sexuada ancestral de humanos com seres misteriosos feéricos (como a união de Beren e Lúthien de Tolkien) que em Darkvover são representados pelos chamados "irmãos menores" das florestas (parecidos aos elfos). O mesmo caso dos animes japoneses em que esse tipo de tema (humanos casados com seres celestiais para os nefilins) aparece em séries como Banner/Crest of The Stars quando um humano se une a uma alienígena ou ainda em Ayashi no Ceres com a lenda da Ceres celestial.

    Em alguns livros os protagonistas são mulheres, por vezes são homens e para cada um deles existe a preocupação com nomes (principalmente “nomes de famílias”) que subordinam os personagens em regras específicas dentro de um sistema de classes semelhante ao que ocorre com as Casas de Harry Potter e com as famílias de Tolkien no Silmarillion. Em Darkover os dons psíquicos são de acordo com as famílias do jeito típico dos RPGs de fantasia. O aprendizado do dom (laran) é difícil de dominar como a passagem da adolescência porque é terreno estranho, e não há ninguém que ensine ao portador do dom a consequência do conhecimento.

    É triste que os livros não são fáceis de juntar e para quem curte fanarts e desenhos de obras literárias como eu logo percebe que existem muito menos fanarts sobre livros de fantasia do que deveriam existir.

    No caso de uma série como Darkover os desenhos disponíveis no Deviantart são pouquíssimos. Outro dia fui procurar fanart de personagens de A Rainha da Tempestade na net e não encontrei nenhum (tirando as capas dos livros). Resultado, o jeito é eu mesmo fazer o fanart e comecei a rascunhar desenhos da Dorilys. Espero poder desenhá-la aterrorizada no meio de relâmpagos e trovões. Mas pra conseguir isso tem o conceito de Darkover dos livros que em grande parte são como em Tolkien. Todos os livros podem gerar fanarts/artbooks e se não me engano já se cogitou trazer para o cinema alguma história da série Darkover ainda que pareça ter sido abandonado.

    O Tolkien usava um processo de análise de palavras para criar o mundo mágico dele e um dos estudiosos chegou a perguntar se ele havia olhado para o que havia do outro lado da cortina da realidade, se ele havia estado do “outro lado da realidade” no que ele respondeu que “Sim.” Para Tolkien, uma palavra como o termo “matter” não significava apenas assunto/questão, mas também tem, ao mesmo tempo, sentido de substância e que o mundo natural era uma continuidade ou extensão da substância do mundo invisível (ideia introduzida também na química/ciência/tecnologia, onda e partícula). E que a fantasia e magia eram nada mais do que uma outra área da realidade dentro do mesmo mundo, uma estrutura entremeada a tecnologia.

    E por falar nisso, é dividido em Eras que cobrem milhares de anos (Igual a Senhor dos Anéis, Conan, Berserk etc...), não apenas na cronologia humana mas também na cronologia local (mais de uma linha histórica).
     
    Última edição: 18 Ago 2015
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  10. Yato

    Yato Usuário

    Muito obrigado por explicar desta forma, como funciona o universo da série. Eu já havia achado interessante em sua primeira postagem. Mas como a Erendis mencionou algo na casa dos 20 livros, eu logo desanimei kkkk

    Agora você me fez ficar em cima do muro! Como diria Sheakespeare: "Ler ou não ler, eis a questão"
     
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  11. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    Mas @Yato a maioria dos livros são pequenos, por isso que eu peguei pra ler. O primeiro livro (em ordem cronológica) que é A Chegada em Darkover não chega a 200p. Acho que o mais longo dos que eu vi até agora não tem 400p.
    Nada parecido com Crônicas de Gelo e Fogo, por exemplo, que são tomos enormes. Pode encarar sem medo!
     
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  12. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque


    Ops, me desculpe pelo texto longo. ^^U

    A saga tem momentos complexos de se definir e o sistema de magia é amplo, bom pra quem curte conhecer novos mundos mágicos cheios de variedade. A maioria dos livros da série funciona quase como um tomo independente em relação ao mundo criado. Cada livro costuma cobrir regiões diferentes em épocas distantes separadas entre si, então quanto a isso pode ir com fé porque é como aquelas séries de TV que não precisamos acompanhar todo capítulo para nos divertir. Apenas alguns deles dependem de alguma continuidade para aprofundamento mas é de importância marginal. Esse título que a Erendis citou eu recomendo de boa porque é uma aventura completa em que a protagonista (bem como seu irmão) são pessoas bem jovens com quem logo nos identificamos.


    Em especial, nessa história da Rainha da Tempestade é legal pra lermos sobre o sistema de magia que em Darkover da mesma forma que há a construção de linguagem nos mundos de Lewis, Tolkien e Rowling também há nos livros da Marion (possivelmente com inspiração no espiritualismo europeu e oriental). Por essa razão se o autor tem uma pessoa com vontade de beber se cria uma palavra para nomear a situação “sede”, se se tem vontade de comer se cria outra palavra “fome”, se tem vontade de conversar então qual seria a palavra para isso? Se não existe uma palavra então fica imensamente difícil de entenderem e estudarem, das necessidades das pessoas então o escritor se obrigava a continuar explorando a história. Que no caso de Tolkien ele cria uma nova palavra ou busca uma específica pré-existente em outros idiomas, enquanto no caso da Zimmer também se fez necessário esse recurso porque os humanos, depois de sofrerem foram forçados pela sobrevivência a renomearem as coisas do mundo hostil de forma diferente da Terra, do contrário o planeta (que possui um lado psíquico) os mataria.


    De sorte que quando lemos nos livros o povo Darkovano é bem mais contido que os terráqueos, porque eles buscam conversar (consultar) com o mundo antes de se decidirem por um caminho. Em Darkover antes das pessoas nascerem ou depois de morrerem, se a pessoa tiver poder suficiente (um laran forte de uma linhagem pura) ela consegue localizar e enxergar as ligações de energia entre a mãe e os futuros filhos ou entre o espírito do morto e os familiares (como um sinal fraco). Como resultado as crianças podem não ser totalmente livres da responsabilidade do próprio nascimento, ou melhor, de fato elas também podem ter culpa e reforçar problemas de escravidão (algo parecido com os laços élficos de Tolkien). E a coisa fica ainda mais complexa porque se a pessoa forçar demais o próprio poder (laran) a alma pode se perder definitivamente no limbo.


    Então que muito de vez em quando em Darkover alguém fala alguma coisa sobre naves espaciais e a cidade espacial terráquea, mas é só uma pincelada rápida, como a trilogia espacial do Lewis, porque o foco são a jornada humana e a fantasia ao invés da ciência dos colonizadores o que pra quem curte fantasia é muito mais atraente, hehehe.
     
    Última edição: 18 Ago 2015
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  13. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Procure Elric de Melninboné.
    Talvez você goste.
     
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  14. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    A História sem Fim do Michael Ende.
     
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  15. VictorSafe

    VictorSafe Usuário

    Ciclo da herança (os livros do Eragon), e os livros do Brandon Sanderson publicados pela Leya como Elantris(volume único) e o sensacional Mistborn.
     
  16. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    Elantris é realmente bem interessante, achei bem legal o sistema de magia e aliás, pra ser o primeiro livro do cara, muito bem escrito.
    Estou com o primeiro do Mistborn lá em casa, querendo comprar o segundo e não comecei a ler ainda porque quero esperar lançar o terceiro pra ler todos na sequência.
    Acabei de perceber que o @Yato não mencionou os livros do Harry Potter e ninguém indicou!
    :blah::blah::blah:
    E como eu comecei a reler semana passada, acho que é uma série que vale a pena também, se você procura livros YA e que tenham valores morais mais elevados.
     
  17. Allassë

    Allassë Oi, arroz!

    Uma das leituras que eu recomendo é a Saga Fronteiras do Universo, do Philip Pullman.
    A trilogia da Bússola de Ouro, que além deste primeiro tem A Faca Sutil e A Luneta Âmbar.
    O filme ficou muito bom, porém mais voltado pro publico infantil, quando os livros são voltados pro juvenil e adulto, e eu achei maravilhosos :grinlove: Uma pena que não fizeram a continuação do filme.
    Está no meu top de melhores sagas que eu já li.
     
  18. Nienna...

    Nienna... Worrier/Warrior

    Sim, eu percebi que o post é antigo, mas não resistiria não deixar meu amorzinho por essa trilogia bem registradinha aqui...
    terminei de ler A Luneta Âmbar soluçando, de tanto chorar...
     
  19. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Realmente, uma característica que já vi os leitores comentarem, para poder completar a coleção infelizmente a série é muito difícil de se encontrar todos os volumes nas prateleiras. Ainda não conversei com um fã brasileiro da série que tivesse todos os volumes físicos. E pelo visto a tendência é esse material de escritores mais antigos permanecer esquecido em países como o Brasil ou "out of print" XD. A atual geração de escritores Sci-Fi já mudou e estamos lendo pessoas inspiradas no material tipo C.J. Cherryh, Charles de Lint, Mercedes Lackey, Diana L. Paxson, etc....

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  20. Indu

    Indu MANDALORIAN

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