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História da Arte- Grécia Antiga ao Gótico

Tópico em 'Jogos & Outros Hobbies' iniciado por Adelinda, 20 Set 2014.

  1. Adelinda

    Adelinda The possession of mankind

    Policleto criou, partilhando ideias semelhantes às de Fídias e Míron, um método sistêmico sobre a confecção de esculturas. A vantagem do cânon é que, indiferente da escala das figuras, os constituintes permanecem em proporção, possibilitando a réplica em vários tamanhos, sem a deformação de seus traços.

    As esculturas gregas atraíram a atenção para a beleza e naturalidade das obras. O fluxo de visitantes à cidade aumentou, conferindo valor às obras e consagrando os nomes dos artistas, os quais temos acesso ainda hoje.

    O Doríforo tem o ombro esquerdo ligeiramente alterado, em consequência da lança que (representativamente) segura. Braços e ombros direitos relaxados e o quadril caído contrastam com a contração do lado oposto, conferindo aspecto equilibrado e dinâmico, diferente da simetria dos KOURIS.

    Esta alternação, nomeada contrapposto, é um recurso utilizado ao longo da história da arte, com a função de imprimir vivacidade em figuras de pedra, bronze ou pintadas.

    O giro da cabeça, voltado para o lado direito, confere uma curvatura em “S” invertido; igualmente apreciada no gótico, usada para dar graciosidade às estátuas da Madona.

    A Madona é um tema tradicional na arte cristã; as obras representam quase sempre Maria com seu filho Jesus nos braços, frequentemente cercados por outros personagens bíblicos e santos variados.

    As primeiras representações consistentes da Virgem Maria com o seu filho foram desenvolvidas no Império Romano, onde, apesar da tendência que rechaçava as representações de idolatria, o respeito por imagens veneradas se expressava em certos estilos artísticos muitos convencionais – Os ícones.

    Os exemplos orientais da Madona mostram a Virgem Mariaentronada, portando, muitas vezes, acoroabizantina incrustada depérolas, e com o Menino Jesus em seu colo.

    Com a crescente importância do culto à Virgem nos séculosXIIeXIII, nas fórmulas costumeiras dos períodosgóticoe renascentista, por exemplo, Maria se senta com Jesus em seu colo, ou o abraça, enquanto em outras ela aparece no trono, e o Menino aparece plenamente consciente, levantando sua mão e oferecendo umabênção.

    Podemos ainda observar a manifestação de traços antepassados, como a presença de arcos e colunas na estrutura do trono e da tentativa de detalhar os tecidos e naturalizar as figuras. Nessa época, as obras ressaltaram o papel da Virgem Maria, como sendo a intermediária entre Deus e os homens.

    A escultura gótica é influenciada inicialmente pela arte românica, porém as figuras se tornam mais naturais, com a expressividade concentrada mais no rosto do que nos movimentos do objeto. Eréteis, acompanhavam a verticalidade da arquitetura.

    Claus Sluter é considerado o principal escultor da escola franco- flamenga do norte da Europa, do fim do século XIV. Esculpiu imagens religiosas com intensa expressividade de sentimento, principalmente a dor; motivo muito usado pelo artista, a que se devem também, as imagens de mulheres chorando, que impressionam pela força expressiva das pregas das túnicas (faceta singular de seu estilo). Sua obra influenciou a pintura, e as mulheres chorando foram adotadas por outros artistas em diversos monumentos funerários.

    Podemos notar a preocupação do autor com a fisiologia humana. Cada traço busca reproduzir fielmente o corpo do homem dando ideia de massa, densidade e flexibilidade do corpo. Também é importante destacar a sensação de movimento passada pela figura. Esse dinamismo só havia sido atingido na arte clássica.

    Estando relacionadas à arquitetura nas grandes igrejas, enriqueciam mais as construções. Os ensinamentos teológicos eram transferidos, muitas vezes, por meio das imagens. A figura de Cristo predominava, dando ênfase à importância de Jesus na Terra. As tendências humanistas se desenvolveriam na arte em geral.

    As esculturas começaram a ter maior imponência, se destacando em relação ao resto do ambiente até tornarem-se completamente independentes da arquitetura, além de caminharem para o estilo realista, através das esculturas que serviam de retratos e que compunham sepulcros.

    A história da arte sofreu grandes modificações com a ascensão do catolicismo, que vão desde a destruição de diversas obras e interrupção da transferência de conhecimentos técnicos, à retomada do gosto estético e reconstrução dos valores agregados a obras de arte.
     
    Última edição: 20 Set 2014
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Nas livrarias tinham disponíveis volumes da coleção Arte-Publifolha separada por períodos (
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    ) que acabei comprando os volumes que vão de 1600 a 1900.

    Uma das obras, que achei que tinha a interpretação mais impressionante (naqueles livros) era de uma estátua chamada Dafne e Apollo de Bernini:

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    Na estátua havia a representação do encontro desconhecido quando alguém se transforma em árvore. A demonstração é de um rosto de incompreensão diante da magia (ou de um poder desconhecido pela vítima). Apesar da impressão da magia, no âmbito divino grego isso aparece numa escala diferente de entendimento/tempo em que se sacrifica uma coisa para se obter outra de importância sobre-humana e quanto mais aprofundamos na obra mais ela vai ficando interessante por causa da perspectiva.

    Quer dizer, mais do que pensar em se proteger da perturbação do estilo há foco nas perguntas que o escultor faz a matéria prima (O que o material "quer ser" e qual a melhor forma do material contar "aquela história"?) E há também espaço para o papel do "negociador de arte" que é um cara atrás do que é bom tanto para quem vai na feira de artesanato querendo comprar um vaso quanto o garoto que vai na banca procurar quadrinhos buscando o "desconhecido que tem valor".

    Eu vejo tudo isso integrado no clássico e as perguntas feitas terminam por serem diferentes das perguntas feitas por um escultor que, por exemplo, busque menos naturalidade e mais algum tipo de transgressão ou loucura. (Por sinal a loucura no mundo clássico parece se justificar profundamente num tipo específico de subjetividade).
     
  3. marianah

    marianah Usuário

    O gótico é, para mim, a ascensão extrema da estética romântica.
     

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