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Notícias Hatred, violência gratuita e o medo da Epic Games

Tópico em 'Jogos Eletrônicos' iniciado por Siker, 17 Out 2014.

  1. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    Nas últimas horas um jogo chamado Hatred ganhou as manchetes de muitos sites, mas da pior maneira possível. Idealizado pelos poloneses da Destructive Creations, o game foi descrito por seus criadores como “um shooter de visão isométrica com uma perturbadora atmosfera de assassinatos em massa, onde o jogador assumirá o papel de um antagonista de sangue frio cheio de ódio pela humanidade.

    Interpretar vilões em videogames não é uma novidade, mas então o que estaria causando tanta comoção? Pois a resposta está no assustador trailer de divulgação do jogo que tem sido apontado como um “simulador de assassinatos” e caso não esteja interessado em ver cenas bem fortes, vou deixar aqui a apresentação feita pela protagonista, para que você entenda a proposta do título.

    Meu nome não é importante. O que é importante é o que irei fazer. Eu simplesmente odeio este mundo e os vermes humanos alimentando-se de seus corpos. Toda a minha vida é fria, um ódio amargo e eu sempre quis morrer violentamente. É hora da vingança e nenhuma vida merece ser salva, e levarei para a cova o máximo que puder. É hora de matar e de morrer. A minha cruzada genocida começa aqui.

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    Armado até os dentes, a partir deste momento o personagem sai às ruas matando todos os inocentes que encontra pela frente, sem motivo algum, sem zumbis os ameaçando, sem alienígenas tentando dominar o mundo e sem um exercito inimigo o perseguindo, apenas a mais pura violência gratuita que a mídia tanto gosta de explorar.

    A repercussão em torno do jogo tem sido tão negativa que até mesmo a Epic Games resolveu agir. Como o título está sendo feito com a Unreal Engine 4, os poloneses acharam uma boa ideia utilizar o logo da ferramenta no trailer, mas os criadores do kit de desenvolvimento pediram que ele fosse retirado e embora eles não admitam isso, preferindo alegar que a marca foi utilizada sem autorização, na verdade não queria ver seu nome associado a algo tão controverso.

    nota: Para piorar ainda mais a imagem do projeto, o site Fuck No Video Games
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    que o CEO da Destructive Creations, Jarosław Zieliński,
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    o Polska Liga Obrony, um grupo de extrema direita que entre outras cosias defende a islamofobia a a xenofobia. Pelo jeito essa história ainda renderá muito.

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    No
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    , a polonesa Destructive Creations ainda avisa: “Não tente fazer isso em casa e não leve isso tão a sério, isso é só um jogo”.

    Os desenvolvedores ainda tentam argumentar a escolha de um tema como o genocídio ou o massacre de inocentes. “Atualmente, quando muitos jogos estão rumando o caminho de serem educados, coloridos, politicamente corretos e tentando ser alguma forma de arte superior, em vez de só um entretenimento – nós queríamos criar algo que fosse contra as tendências”.

    “Sim, é um jogo sobre matar pessoas e a única razão para que o antagonista esteja fazendo essas coisas doentias é o seu profundo ódio. O jogador deve se questionar o que poderia empurrar um humano a ser um assassino em massa”.

    Há também o rumor de que Hatred não passa de algo falso, um viral para outra coisa. O fato de ele ser o primeiro jogo dessa desconhecida desenvolvedora na Polônia ajuda para isso.

    Se era pra chamar a atenção, a Destructive Creations conseguiu isso menos de 24 horas depois de anunciar o jogo. De uma forma ou de outra, o já polêmico Hatred tem lançamento previsto para 2015, somente nos PC.

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  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Cada vez percebo mais que o produto depende também de timing (a imagem pública é muito ligada a esse fator).

    Esse jogo é tipo um "Carmageddon", ou então aquele inspirado no assassinato em Columbine. E não vou entrar no mérito de se quem fez foi um psicótico (apesar de ter minha suspeita pessoal dentro desse gênero). Só que com o clima atual de terrorismo no mundo é uma péssima idéia lançar algo com todo mundo na ponta da cadeira com medo, tentando sobreviver. No Chile que era uma país tranqüilo teve um atentado terrorista há pouco tempo e até o Brasil anda meio esquisito.

    É verdade que tempos de paz as pessoas podem se dar ao luxo de jogar essas coisas sem se preocuparem com malucos treinando assassinato com simuladores, mas será que é tão de boa jogar gasolina na fogueira quando tem tantos loucos ansiosos pra matar inocentes...? O que me leva a concluir que a lei para tempos de guerra é diferente da lei em tempos de paz.

    É aquele negócio, quando a sociedade fica muito abusiva a justiça tende a começar a tirar o direito de todo mundo e os justos pagam pelos pecadores... Por sinal os excessos são privilégios de tempos de paz.
     
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  3. Turgon

    Turgon 孫 悟空

    Eu só não entendi uma coisa. O jogo possui uma história ou é apenas sair e matar pessoas?

    GTA, por exemplo, é possível sair matando todos ali na cidade, com a diferença de que aparecerá a polícia para te perseguir. Nesse jogo não ficou claro se acontece o mesmo.

    A pior coisa que vi ali é o fato do estúdio estar ligado a grupos daquele estilo.
     
  4. Calib

    Calib Visitante

    Já eu acho que se alguém tiver lá no fundo alguma fagulha de ímpeto homicida, um jogo assim pode ser uma forma de sublimar muito mais do que catalisar. Ainda estou para ver alguém quem tenha matado por influência de videojogos violentos.

    Mas enfim. Pode ser também que seja fake, tipo um viral de outra coisa ou uma campanha qualquer.
     
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  5. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    Como por enquanto o jogo ainda não está finalizado, pode ser que apareçam com alguma história, mas pelo discurso dos desenvolvedores e a proposta do jogo ser "apenas um entretenimento", provável que a motivação do personagem seja só aquela da crusada genocída e partindo daí a gente só mate pessoas até morrer.

    Eu cheguei a ler que existe a possibilidade de criar escudo humano, então provável também que apareçam policiais.

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    Eu achei interessante por levantar esse questionamento de "morte justificável", pq existem vários jogos como CoD e GTA onde todo mundo já fez exatamente isso, tendo como diferença que matar inocentes não era o foco, e fico pensando se não seria pior criar uma justificativa para as mortes como ser permitido dependendo de quem se mata, do que o que acontece nesse jogo sendo sincero e te passando a ideia clara de que fazer isso é errado. Os desenvolvedores chegaram a comentar algo sobre fazer o gamer se questionar e enxergar que tudo isso é causado pelo profundo ódio que o personagem carrega, talvez seja até bom não ter nenhuma explicação já que pra algo assim não há razões.

    Tem um joguinho em 8 bits na Steam chamado "Corporate Lifestyle Simulator" onde você entra no escritório e sai matando todo mundo. O jogo está lá, parece ser divertido e ninguém criou polêmica com ele, talvez por ter um clima de humor ou por não ter gráficos realistas, mas isso seria nada além de hipocrisia, imo, culpar a qualidade dos gráficos ou o tom sério em cima do tema.
     
  6. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Essa narração em off com voice-acting bem forçado mata o jogo.

    Como sempre a questão sempre fica em cima de se tem violência, sexo, etc.
    Minha preocupação é mais se o jogo é pura e simplesmente isso. Se o jogo for realmente apenas o que apareceu no vídeo eu diria que não será um grande jogo. Vai ser tipo esses filmes de terror hoje em dia em que não se aposta mais em criar o clima, suspense, tensão, dirigir a atenção, etc, e é só o mais puro gore e com pitadas de sustos fáceis.

    Nem vou mais discutir essa questão de ser simulador de assassino, perigo pra sociedade.
    As pessoas que defendem isso que venham com pesquisa, dados concretos e resultados experimentais. Qualquer coisa fora disso é puro achismo não-científico e blábláblázismos que eu já não estou afim de perder meu tempo mais.
     
  7. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    :lol: Super científico... Eu prefiro pensar em luta de índole e tendência em contextos imprevisíveis porque eu ganho mais. Não colocaria a mão no fogo em pesquisas que demonstram apenas que "não é" quando se trata de prazer pessoal como sadismo.
     
  8. Turgon

    Turgon 孫 悟空

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  9. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Apesar do fail continuo duvidando de quem possa prever esse tipo de coisa com certeza para a índole humana (com todo tipo de fetiche bizarro que existe). Quem desejar pode ir nessa que eu não vou. Aliás pode até continuar projetando coisas na cabeça sobre mim no assunto que esse aí não serei eu, será só uma imagem fácil rotulada de preconceituoso. Eu não acho que games sejam um assunto sempre previsível.
     
  10. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    O fato de você considerar comportamento imprevisível e um prazer pessoal torna incompatível a posição do seu post anterior, que eu entendi como uma defesa de censura ao jogo apenas por esse fator.
    Políticas generalistas não podem, ao meu ver, serem feitas assim, no hunch, precisam de dados de causalidade (não apenas de correlação como aparecem nas matérias jornalísticas com zero de análise rigorosa).

    Claro.
    Qualquer coisa sempre vai poder influenciar individualmente algum ou outro por diversas razões da complexidade do cérebro de cada um.
    Mas se não tiver pesquisa, vamos ficar que nem os nutricionistas que de 6 em 6 meses mudam de opinião se ovo faz bem pra saúde.
     
  11. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    E é uma pesquisa que vai garantir o melhor no presente e no futuro? Eu duvido e não aceito isso na boa. É fácil só repetir sempre a mesma visão confortável dos últimos 20, 30 anos. Tenho plena consciência que a parte mais perigosa de uma arma de fogo é a pessoa que puxa o gatilho, depois disso é a bala (que é só uma ferramenta comum como um game ou uma tesoura de cozinha) e por último o corpo da arma. Mas se me pedirem para dizer que existe sempre separação entre arma e a pessoa que usa a arma vou colocar essa informação em cheque, principalmente quando a tendência da tecnologia é embaçar essa fronteira e se bobear ainda é capaz de um dia a pessoa desejar ser o próprio jogo com próteses e tudo mais.

    O que vejo de "incompatibilidade" é perceber que condições de meio e de indivíduo sempre mudam e isso deve ser respeitado. Não se trata simplesmente de dizer que jogos violentos são isso ou aquilo, mas que a percepção (até mesmo social) que se tem de jogos também participa nos resultados. Enquanto estiver assim vão errar no timing e as pessoas não vão poder jogar o que querem simplesmente porque não estão prontas.
     
  12. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Garantia 100% nunca vai existir, a ciência é a prática da sempre auto-crítica e aperfeiçoamento. Ainda mais sobre um assunto com variáveis tão diversas e muitas ocultas.
    Mas dá mais seriedade e robustez no argumento do que simples hunchs. Isso não quer dizer que hunchs nunca estejam corretos, apenas são menos prováveis.

    Não discuto que uma pesquisa em ciência humana sobre a influência de games em seres humanos deva talvez incluir o fato de esses 2 fatores não serem isoláveis, mas deve-se formular critérios claros que possam ser analisados por outros e criticados. Talvez o erro até agora seja este ponto.
    Mas pra formular políticas públicas generalizadas, causalidade não pode ser simplesmente jogado no lixo.
     
  13. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    É o tipo de coisa que dá uma canseira de tão complicado. Tipo assim, vamos olhar outro exemplo de perda de nitidez... Nós percebemos um comportamento que seja em tribos canibais, seja na Finlândia, existem processos em todos nós em que se visa tanto melhorar as habilidades de uma pessoa em uma área quanto visam piorar o desempenho em outra (por causa do foco), humanizando ou desumanizando a pessoa de acordo com os preceitos locais.

    Quer dizer, não existe tanta separação quanto se pensa e pode-se inserir elementos novos em outras culturas sem que se perceba porque na base todas elas precisam ter esse mecanismo de sobrevivência. Aqui no Brasil essa falta de percepção aliena completamente o Índio e fecha possibilidade deles escolherem também, coitados.

    Fariam bem se houvesse uma abordagem quanto a absorção das tecnologias em todo o planeta.
     
  14. Turgon

    Turgon 孫 悟空

    A equipe do jogo resolveu responder sobre essas acusações. Vou deixar o texto aqui do site Eurogamer com a resposta.



    "Dias após a sua revelação ao mundo, Hatred continua a dar que falar. Depois de várias acusações feitas pelo blog
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    - neo-nazismo, homofobia e outros ideais não vistos com bons olhos - a equipa do jogo sentiu-se forçada a publicar uma declaração no site oficial para responder a essas acusações.

    "Não acreditem em tudo o que lêem na Internet, especialmente escrito por bloggers patéticos desconhecidos ou alguns tipos descontentes a comentar na Internet. De toda a tempestade que se abateu sobre nós, essa foi a única coisa que nos deixou chateados porque é simplesmente demasiado. Disseram-me que seria melhor se cada membro da minha equipa que foi acusado de tais coisas escrevesse uma declaração, por isso aqui está," disse Jarosław Zieliński, o CEO da Destructive Creations.

    "O meu bisavô foi morto pela Gestapo. Alguns membros da minha família lutaram contra a ocupação nazi no exército polaco chamado Armia Krajowa. Os meus antepassados sofreram muito por causa de regimes totalitários, por isso quem seria eu se suportasse verdadeiramente quaisquer activistas nazi?," disse o CEO, que foi acusado de apoiar o neo-nazismo por ter "gostado" no Facebook de uma página ligada a este ideal.

    "As pessoas dão gostos no Facebook constantemente, mesmo que não saibam o que está por detrás daquela página. Eu fiz o mesmo. De repente isso fez de mim um neo-nazi, fantástico, divirtam-se seus haters estúpidos".

    Marcin Kaźmiercza, artista de FX, que também foi acusado de neo-nazismo, disse que "a Alemanha nazi foi responsável pela morte de 6 milhões de pessoas na Polónia. Metade eram judeus, a outra metade polacos. A minha família sofreu muitas perdas durante a Segunda Guerra Mundial. Qualquer um que me acuse de ser um seguidor desta ideologia deveria pensar duas vezes antes disso e considerar ler alguns livros sobre o tópico".

    "O meu bisavó foi matado pela Gestapo. Alguns membros da minha família lutaram contra a ocupação nazi no exército polaco chamado Armia Krajowa."

    Continuando, e respondendo às acusações de homofobia, Kaźmiercza disse que "deixem-me apenas dizer que tenho alguns amigos gay que os respeito profundamente como pessoas e não tenho nenhum problema com as suas orientações sexuais".

    Jakub Stychno, designer de gameplay, respondeu que "sou contra todas as ideologias totalitárias. A T-Shirt que tinha vestida naquela fotografia faz referência às tropas do National Polish Army, que em 1945 recusou baixar as armas e continuar a lutar contra o novo invasor, para voltar a ganhar a independência da Polónia. Eles fizeram isso porque anteciparam corretamente as repressões do serviço de segurança soviético contra o exército desmilitarizado da Polónia".

    "Quanto às organizações que sigo, são referentes à tradição patriótica e libertária e não à ideologia totalitária", concluiu.

    Como nota final, Jarosław Zieliński afasta as acusações de que Hatred é um jogo racista comentando que "o antagonista está a matar todos de igual forma, a raça não importa (é gerada aleatoriamente para todos os NPC), o sexo não importa (também é aleatório), por isso podem dizer que é o jogo mais tolerante e que promove igualdade. Aqui toda a gente morre"."
     
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  15. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Pelo visto vai continuar dando bafafá... +_+

    No que pese eu realmente não colocar a mão no fogo pelos outros (absorção da tecnologia é antes tudo uma experiência pessoal, individual e intransferível) o nível da discussão pública do assunto continua baixo.

    Do primeiro post recomendo o livro "Precarious Japan" em que se fala de como existem forças capazes de fazerem a pessoa pensar que é inútil sem ela sequer perceber o que acontece caminhando em direção a morte e ao suicídio simplesmente porque foi colocada na "ponta da cadeira". Recomendo ler a amostra grátis (em inglês) do Amazon (inclusive ele faz até umas referências ao marxismo pra quem curte esquerda, eu mesmo sou mais de centro).

    O paradoxo básico aparece num filme com a personagem Rachel de Blade Runner quando ela fala que não é uma pessoa e diz que "Ela" na verdade é o negócio da companhia.

    Num primeiro nível é como pegar uma agência de inteligência e contratar por meio de documentos escritos uma pessoa para ser agente. O candidato vai poder escolher seu caminho ou se vai ou não assinar depois de ler.

    Num segundo nível o chefe chegaria para a pessoa e falaria "quero que trabalhe pra mim". É um acordo verbal e a pessoa ainda pode escolher, mas já não deixa rastros.

    No terceiro nível o chefe vai e pensa "quero que aquele ali trabalhe pra mim, mas não vou dizer nada e vou coordenar o que ele vai fazer de longe". Esse é o nível do aviãozinho do tráfico do tipo "Zezinho, vai ali e leva esse pacote na esquina."

    Quer dizer, não é que o sujeito use a arma, ele "é" a arma e pode nem saber que é, logo nunca vão descobrir se ele tem o problema porque nunca vai sentir necessidade de falar disso, igual o refrão de uma música "I Am the Game" que poderia ser "I am the Gun" em que basta um só pra dizer que fez besteira empolgado por um esquema violento para se ter que rever uma política.
     

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