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Hálldor Laxness

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por Luciano R. M., 2 Fev 2008.

  1. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Hálldor Laxness, cujo nome de batismo era Hálldor Guðjónsson, foi um escritor islandês do século XX. Nasceu em Reykjavik em 1902, em 1905 sua família mudou-se para Mosfellsbær, na fazenda Laxness (cujo nome ele adotaria mais tarde).
    Começou a escrever bastante jovem, e aos 14 anos de idade teve seu primeiro artigo publicado no jornal islandês Morgunblaðið, assinado como 'H.G.'. Pouco depois publicaria - no mesmo jornal, mas agora assinando seu nome completo - um ensaio sobre um velho relógio.
    Na década de 20, em viagens pela Europa, Hálldor converteu-se ao catolicismo e entrou para uma abadia em Luxemburgo. Foi em seu batismo que adotou o nome de Hálldor Kiljan Laxness. Kiljian era o nome de um santo e mártir irlandês, e Laxness a fazenda onde passara a infância. Lá escreveu a novela 'Undir Helgahnjúk'. Sua experiência com o catolicismo originou também o livro 'Vefarinn mikli frá Kasmír' (O Grande Tecelão da Caxemira).
    Seu cristianismo, no entanto, não duraria muito. Depois disso Laxness foi para os Estados Unidos, tentar a sorte escrevendo para o cinema. Lá trocou a religião pelo socialismo.
    De volta a Islândia, continuaria sua extensa produção literaria, que incluiu 51 romances, além de livros de poemas, peças para teatro, ensaios e artigos. Demonstrava sua inclinação política em seus escritos, mas não deixava de cultuar a natureza e sua força.
    Em 1955 recebeu o prêmio Nobel, em detrimento de autores que escreviam em idiomas mais universais (o islandês, um dos idiomas oficiais da Islândia, e idioma em que ele escrevia, só é falado por 300 mil pessoas).
    Morreu em 1997, aos 95 anos.

    Algumas de suas obras mais importantes:

    A Estação Atômica: Ugla, uma moça humilde do norte da Islândia, muda-se para Reykjavik para trabalhar como empregada na casa de um senador e aprender a tocar acordeon. Em meio a um clima político agitado que incluía reuniões socialistas secretas, o translado - por motivos políticos - dos restos mortais de J. Hallgrímsson, poeta nacional da Islândia, que estavam na Dinamarca e a instalação de uma base nuclear americana - ameaçando a recém conquistada independência do país - Ugla conhece dois deuses (o Deus Atômico e o Deus Brilhantina). É um dos únicos romances narrados em primeira pessoa que Laxness escreveu.

    Gente Independente: Um camponês cuja família libertou-se dos laços de servidão a apenas uma geração luta para sobreviver e sustentar os seus, devendo mostrar-se independente e livre como homem, ao mesmo tempo que é castigado pela natureza inóspita, que sempre subjuga o homem.

    O Sino da Islândia: Um romance histórico, publicado em três partes. Na primeira, 'Sino da Islândia', Jón Hreggviðsson, um fazendeiro mata um oficial do governo dinamarquês (na época em que a história se passa, a Islândia era parte do Reino da Dinamarca) e foge para a Dinamarca para tentar falar com o Rei e obter seu perdão. Em 'A Jóia Brilhante', a segunda parte, Snæfríður Íslandssó é casada com um bêbado, mas apaixona-se por Arnas Arnæus, um colecionador de manuscritos. Na terceira e última, 'Fogo em Kopenhägen' o mesmo Arnas Arnæus vai para a capital da Dinamarca e casa-se com uma rica mulher que lhe financia os trabalhos com os manuscritos. [/b]
     
  2. Anica

    Anica Usuário

    Iei, finalmente o luciano começou a postar aqui \o/
    Pessoal, prestem bem atenção nas sugestões dele, valem ouro, viu? No caso do Laxness, eu fiquei curiosíssima, até porque não conheço lhufas de literatura da Islândia. Aqui aproveito para deixar a pergunta: a dificuldade em conhecermos escritores de outros países que não os "clássicos" (EUA, Inglaterra, França, Rússia, etc.) tem alguma relação com a tradução?

    Porque eu fui procurar pelo Halldor Laxness em livrarias virtuais e só achei o Gente Independente em português (aliás, caríssimo, 65 royals!).
     
  3. Ronzi

    Ronzi Oh, Crap!

    Nossa, nunca ouvi falar, mas fiquei super curioso com essas mini-resenhas. Anica, por acaso você achou na Saraiva? tenho um crédito lá e tals...
     
  4. Anica

    Anica Usuário

    Si si. Tem na Livraria Cultura também (mas, como disse, só o Gente Independente)
     
  5. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    haha Brigado pelo 'valem ouro' viu Ana?
    E é o seguinte... Lançados no Brasil, só existem o 'Gente Independente' e o 'A Estação Atômica'. O segundo é uma edição antiga, não me lembro a editora, mas é daquela coleção que saiu há muito tempo, com os ganhadores do prêmio Nobel. Não é tão difícil de achar em sebos, e o preço deve ficar entre 7 e 15 reais.
    Em Portugal saiu bem mais coisa, e em inglês e francês eu acho que dá pra encontrar toda a obra dele.
     
  6. Marco

    Marco may the force be with... wait

    Nossa, eu nunca tinha sequer ouvido falar do Laxness. Se bem que eu pouco ouvi falar da Islândia também... acho que a única coisa que conhecia mais ou menos de lá era a Bjork!

    Mas fiquei curioso pra ler A estação atômica!
     
  7. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Escute Sígur Ross também, Marco. E coma tubarão podre. Ah, a Islândia é cheia de coisas legais (além de gelo). Ainda vou pra lá.
     
  8. Sputnik

    Sputnik Usuário

    Ah, os prazeres da Islândia...

    A estação atômica é maravilhoso. Mescla muito bem sucedida de romance político e humor. Tenho Independent People pro Kindle desde o início do ano, mas ainda não tive tempo pra ler. O momento é bom, terminei recentemente a Poetic Edda, mas gosto de variar bastante entre uma leitura e outra. De qualquer forma, a Ugla me fez rir tanto que não teve como não querer ler tudo do Laxness imediatamente. Grande autor.
     

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