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H P Lovecraft

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por imported_Rafaela, 27 Mai 2009.

  1. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Gente, eu vi que ñ tinha nada sobre o Lovecraft e resolvi criar esse tópico p/ homenageá-lo. Para mim, ele é um dos maiores autores de sobrenatural.

    Howard Phillips Lovecraft (Providence, Rhode Island, 20 de Agosto de 1890 – 15 de Março de 1937) foi um escritor norte-americano celebrizado pelos seus livros de fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.

    Durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, mas a sua obra veio a tornar-se uma forte influência e referência em escritores de horror. Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos.

    Curiosidades:

    Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis.

    sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque.

    Morreu de câncer do intestino aos 46 anos.

    Bibliografia
    Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram diretamente inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda afeição, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inpiraram as suas histórias em terras de sonho.

    PS: esta incompleta mas vou pesquisar mais para melhorar.
    Dagon
    Horror em Red Hook
    Um Sussuro nas Trevas
    A Casa das Bruxas
    O Caso de Charles Dexter Ward
    A Tumba e Outras Historias
    A Cor Que Caiu do Ceu
    A Maldicao de Sarnath
    À Procura de Kadath
    A Tumba
    Nas Montanhas da Loucura
    Os Demônios de Randolph Carter
     
  2. Bilbo Bolseiro

    Bilbo Bolseiro Bread and butter

    Outra curiosidade sobre ele: ele se correspondia com o Robert E. Howard, criador do Conan. O Howard mandava esboços dos seus contos pro Lovecraft, pra que este opinasse.
     
  3. Dwarf

    Dwarf Usuário

    Um dos meu autores prediletos. sua capacidade sem igual de escrever sobre horror assombrou minhas noites. Seus contos oniricos iluminaram meus dias.... sou um apaixonado pelos contos oniricos.

    Quem gosta de Lovrecraft deveria ler "The king in Yelow" muito bom tb
     
  4. Anica

    Anica Usuário

    O Tilion aqui do Meia Palavra publicou no blog uma tradução de um conto do Lovecraft, para quem quiser conhecer um pouco mais o autor, fica a sugestão:

    Os Gatos de Ulthar (H. P. Lovecraft)

    Dizem que em Ulthar, que se situa além do rio Skai, homem algum pode matar um gato. E posso de fato crer nisso ao colocar meus olhos sobre aquele que se senta ronronando em frente à lareira. Pois o gato é enigmático e próximo a coisas estranhas que os homens não conseguem ver. Ele é a alma do antigo Egito e portador de contos de cidades esquecidas em Meroë e Ophir. É parente dos senhores da selva e herdeiro dos segredos da África sinistra e anciã. A Esfinge é sua prima e ele fala a língua desta; porém, é mais velho que a Esfinge e lembra-se daquilo que ela já esqueceu.

    Em Ulthar, antes que os cidadãos viessem a proibir a matança de gatos, moravam em uma cabana um velho e sua esposa, que se deleitavam em capturar e matar os gatos de seus vizinhos. O porquê de fazerem isso eu não sei, exceto que muitos odeiam a voz do gato à noite e vêem com maus olhos o fato de os gatos correrem livremente de maneira furtiva por pátios e jardins no crepúsculo. Mas qualquer que fosse a razão, esse velho e sua mulher tinham prazer em capturar e matar cada gato que chegasse perto de seu casebre; e por alguns sons ouvidos depois do anoitecer, muitos aldeões julgavam que o modo do assassínio era extremamente peculiar. Contudo, os aldeões não discutiam tais coisas com o velho e sua esposa, tanto por causa da expressão habitual nos rostos secos dos dois como pelo fato de que sua cabana era tão pequena e ficava oculta tão sombriamente sob carvalhos que se espalhavam nos fundos de um pátio mal cuidado. Na verdade, ainda que os donos dos gatos muito odiassem essa gente estranha, temiam-na ainda mais; e em vez de recriminá-los como assassinos brutais, simplesmente cuidavam para que nenhuma mascote ou rateiro fosse em direção ao casebre afastado sob as árvores escuras. Quando devido a algum descuido inevitável dava-se pela falta de um gato e ouviam-se sons após o anoitecer, aquele que o perdera lamentava impotente ou consolava-se agradecendo ao Destino por não ter sido um de seus filhos a desaparecer de tal forma. Pois as pessoas de Ulthar eram simples e não sabiam de onde todos os gatos vieram originalmente.

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  5. Pips

    Pips Old School.

    Gabriel com uma colaboração excelente logo de cara!!
     
  6. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Mas, bah... perfeito. Mais-que-perfeito!
     
  7. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Lovecraft as vezes é um escritor que me deixa com um pouco de medo. Claro que as obras dele dão medo, muito medo. Porém eu digo ficar com medo do escritor mesmo, porque fico me perguntando quanto tempo ele perdeu criando sua própria mitologia (mesmo sendo baseada dentro de outras) e pensando em uma forma elegante de incluí-la dentro de textos.

    Alias, Gabriel mandou bem na tradução!
     
  8. Anica

    Anica Usuário

    o que eu tenho medo sobre ele é aquela história que o fábio conta sobre ter escrito umas trocentas cartas em vida (ele diz que é algo em torno de 100.000). gente, imagina isso. o_O

    a título de registro, o conto traduzido pelo gabriel me convenceu a reler o cara.
     
  9. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Se vivesse hoje, Lovecraft seria um blogueiro de primeira, entupiria a caixa postal dos amigos de e-mails e seria um grande participante de fóruns (teria o título "Maia Gagá" ou "Cantei com Ilúvatar" se participasse do Valinor. :lol: )
     
  10. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Dá pra compreender isso numa época que a as cartas eram o melhor meio de comunicação. E fora que eu já deve ter mandado quase isso em e-mails (entre e-mails sérios e apenas para contatar pessoas que estão longe e com comunicação limitada).
     
  11. Anica

    Anica Usuário

    Não dá para comparar email com carta. E nem pela questão mais óbvia de que é mais fácil enviar um do que outro, mas simplesmente porque cartas costumam ser muito, mais muito mais longas que emails (mesmo os que você acredita serem sérios, o que na sua lógica aparentemente quer dizer longos).

    Somando a isso o fato de que você teria que ter mandando no mínimo 30 desses emails "sérios" por dia há 10 anos para atingir a marca do Lovecraft, dá para ter noção do que é de fato essa quantidade de cartas que ele escreveu. Não, não é normal, não é coisa fácil de atingir. É MUITA coisa, se levar em conta, digamos assim, palavras escritas, e nao quantidade de missivas. No final das contas, o mal da inet é que geral escreve coisa de menos de uma lauda e acha que é muito.
     
  12. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    É, escrever cartas (e envia-las) dá mesmo muito trabalho.
    A gente se esquece disso.
    Mas parece que Lovecraft era um homem muito solitário, talvez as relações mais verdadeiras sejam as que ele teve por cartas, então elas tinham um importância muito grande na vida dele, talvez ele não as escrevesse para simplesmente "manter contato" ou passar o tempo, elas deviam ter uma importância maior do que conseguimos imaginar por isso foram tão presentes na vida toda dele..
     
  13. Tilion

    Tilion Administrador

    Lovecraft era um misantropo notório e de fato a maior parte de seus relacionamentos se davam através de cartas. Mas ele não era tão excêntrico também como o costumam pintar: não vivia enclausurado nem nada, apenas vivia num estado constante de quase-pobreza que o impedia de perambular muito por aí. Ainda sim viajou consideravelmente pela Costa Leste dos EUA.

    Ele também se casou, com Sonia Greene, e se mudou para Nova York, onde morou em Red Hook (que posteriormente seria cenário de um de seus contos). O casamento não durou longos anos por N motivos, entre eles as dificuldades financeira pelas quais passaram em Nova York; mas a separação foi amigável e Sonia comentou posteriormente em seu livro de memórias que Lovecraft era inclusive um "ótimo amante", hehe.

    Ele acabou por odiar Nova York devido sua situação lá, principalmente frente ao fato de não conseguir encontrar emprego em meio a uma população grande de imigrantes, que o deve ter contribuído para aumentar sua opinião desfavorável quanto a eles, pois ele se via como um privilegiado por ser anglo-saxão, mas que no momento por causa dos imigrantes estava sendo prejudicado. Isso ficou bem refletido depois no conto "O horror em Red Hook", onde os imigrantes não aparecem sob cores muito amigáveis. De fato, Lovecraft era sim racista (vários de seus contos deixam isso claro também) e essa experiência não ajudou na opinião dele sobre os outros povos.

    Por fim, Lovecraft e Sonia se separaram e ele voltou para Providence, onde permaneceu até a morte.

    Sobre as cartas, ele provavelmente foi a pessoa que mais as escreveu no século XX e elas realmente passam a casa das 100 mil. Dessas, "apenas" umas 10.000 já estiveram ao acesso de editores e apenas uma pequena porcentagem delas foi editada e publicada em livro no decorrer do último meio século. Alguns volumes de cartas dele continuam saindo periodicamente, geralmente editadas por S. T. Joshi e publicadas pela Hippocampus Press ou Necronomicon Press. Se não me engano, a intenção é lançar ainda uma quantidade considerável delas e reeditar boa parte do que já foi publicado na série Selected Letters, que possui muitos erros e cortes.

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    sobre as cartas do Lovecraft:

     
  14. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    isso sim é um escritor q continua lançando textos inédios mesmo anos e anos após a sua morte. ele morreu, mas o seu talento era bem mais longevo.
     
  15. Thorondir

    Thorondir Usuário

    Comecei a ler o conto do Clube. Estou achando sensacional a maneira que ele conduz o leitor, somente vi algumas repetições desnecessárias (que daí não sei se é falha dele ou do tradutor). Outro ponto positivo de um conto são os parágrafos pequenos. Eu sempre penso "deixa só eu terminar mais esse aqui..." ou "vou ler até esse ali...", porque tenho uma mania chata (mas, comum - penso) de nunca parar no meio de um parágrafo.
     
  16. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Há autores que para fugir de própria imaginação faziam coisas incríveis.
    Em "A Sombra Sobre Innsmouth", o personagem isola as lembranças, para não alimentar a imaginação. Talvez, escrever cartas, desconheço o assunto delas, ajudava a dar um stop para a imaginação. Ela não dá sossego para pessoas muito criativas.

    Arthur C. Clarke, disse: "O motivo de eu morar em uma zona próxima do equador é que durante um tempestade de neve, nos anos 30, um pensamento horrível me ocorreu: "E se nunca parasse de nevar?"

    A sensação foi tão intensa que ele não conseguiu mais morar em lugares frios. Bem mais tarde em 1953 (+/-) escreveu O Inimigo Esquecido, que está em seu livro
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  17. Tornac'

    Tornac' Usuário

    Eu sempre gostei bastante de Lovecraft, embora suas histórias sejam sombrias.Gosto muito da forma como escreve, pois me lembra a Bernard Cornwell com terror.Não conheço muito de suas obras, mas sempre que leio algo sobre ele gosto bastante.

    Até mais,
     
  18. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Não quer participar da discussão sobre o conto de Lovecraft "A Sombra Sobre Innsmouth", MT?
    É parecido com o
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    e esta é a primeira vez que tentamos fazer uma discussão com um conto; começou hoje e vai até o final da semana, ou seja dá tempo de você participar. ;)
     
  19. Tornac'

    Tornac' Usuário

    Acabei de ver o tópico,

    Vou participar.Obrigado por me mostrar essas coisas novas.Ando meio desembocado por aqui.. :tedio:

    Até mais,
     
  20. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Tem outro autor da época de mesmo estilo: Rudyard Kipling. Eu tinha lido Mowgli e achava que suas histórias eram unicamente p/ crianças, mas encontrei o livro Histórias Sobrenaturais de Rudyard Kipling na biblioteca e adorei. Seu estilo tb é bem marcante.
     

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