1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Ghost writers

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bilbo Bolseiro, 3 Nov 2012.

  1. Bilbo Bolseiro

    Bilbo Bolseiro Bread and butter

    Procurei usando a ferramenta de busca, se já tiver um tópico sobre isso me desculpem.

    Ghost-writer

    Escritor-fantasma ("ghost writer", em inglês) é como se chama à pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria - ficando estes com aquele que o contrata ou compra o trabalho.

    Profissionalização
    Algumas editoras disponibilizam o serviço de autoria oculta, como incentivo para a publicação de novas obras ou noutras o autor se oferece para dar corpo a um livro, quando percebe que há uma boa história.
    O trabalho de redacção de livros chega a ser oferecido publicamente, junto ao de revisão, voltado ao público que "não tenha tempo" para escrever um livro em que o "escritor-fantasma ajudará o autor a redigir uma biografia, autobiografia, romances, livros técnicos, etc."

    Casos
    Em alguns lugares, como o Canadá, o serviço de escritor-fantasma é reconhecido e apoiado por entidades como The Writers' Union of Canada.
    Nos Estados Unidos há uma variação para os escritores de discursos, chamados ali de speechwriters (escritores de discursos, numa tradução livre). Dentre estes, um dos mais proeminentes foi Ted Sorensen, assessor do Presidente Kennedy, e autor da célebre frase do discurso de posse, onde dizia "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país"
    George Lucas serviu-se da redação de Alan Dean Foster para a versão em livro de Star Wars.
    No Brasil, o Chalaça foi ghost-writer de D. Pedro I, e a ex-prostituta Bruna Surfistinha serviu-se da escrita de Jorge Tarquino para a formatação do best-seller "O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa".

    Na Política
    O uso de escritores-fantasma por políticos é comum, na escrita dos seus discursos. A frase do escritor-fantasma do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, Autran Dourado, é famosa no meio: "Eu era apenas a mão que escrevia".
    Assessores políticos chegam mesmo a escrever sobre pontos de vista opostos, para adequar os textos aos clientes e seus discursos. É comum, ainda, adequar o texto ao nível de conhecimento e estilo daquele que contrata o escritor fantasma.

    Casos
    A diferença entre o discurso lido e o de improviso pode gerar discrepância no estilo. Esta falha é apontada, por exemplo, nas falas do Presidente Lula[9]
    Conta-se que um político mineiro, sem efetuar uma pré-leitura do texto feito pelo "fantasma", leu a frase "de Minas, quiçá do Brasil" como "Minas, cuíca do Brasil", gerando constrangimento e pilhéria.
    A Winston Churchill é atribuída a crítica ao seu adversário, Clement Attlee, dizendo dele que "Era um político tão medíocre que escrevia os próprios discursos".

    Questão Ética
    Um caso recente envolveu uma publicação científica e um artigo derivado de pesquisa por uma indústria farmacêutica, nos Estados Unidos. A fim de ter o seu trabalho publicado, a indústria tentou contratar uma especialista para redigi-lo, mas esta recusou a oferta; tendo outro profissional efectuado a redacção, a sua publicação foi recusada por uma revista médica - e em seu lugar foi publicado um texto da especialista que recusara o trabalho, condenando a prática. A indústria defendeu-se, com o argumento de que era comum a prática de uso da autoria oculta, levantando ao questionamento dos limites éticos para a prática.
    Esta prática de comércio autoral contudo, segundo a pesquisadora Maria Christina Anna Grieger, que apreciou os casos da indústria farmacêutica e de monografias feitas por outrem, "é uma realidade que pode interferir negativamente na formação ética, científica e profissional de graduandos e pós-graduandos, bem como na produção científica, falseando dados e informações da literatura."

    Fonte: site
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    O que acham desse recurso usado na literatura? Eu acho um pouco injusto com os verdadeiros autores. Mesmo que eles tenham concordado deve ser muito difícil ver outra pessoa receber os créditos e elogios pelo livro que eles escreveram.
     
    Última edição: 3 Nov 2012
    • Gostei! Gostei! x 2
  2. Mohanah

    Mohanah Usuário

    Também não gosto de ghost writers. Acho desleal com o leitor. Não entendo como isso pode ser aceito.
     
  3. Bilbo Bolseiro

    Bilbo Bolseiro Bread and butter

    Pois é, eu jamais teria coragem de fazer isso, pagar pra alguém escrever um livro e depois sair dizendo que fui eu quem escreveu, na maior cara-de-pau, sabendo que não fui. Como eu costumo dizer, mentir pra si mesmo é o pior tipo de mentira.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  4. Positrônico

    Positrônico Usuário

    Acho válido. Provavelmente existem escritores que não gostam da fama que podem angariar com os seus textos/livros e preferem se manter no anonimato.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  5. Bilbo Bolseiro

    Bilbo Bolseiro Bread and butter

    Analisando sob esse ponto de vista até concordo, mas então eles deveriam usar pseudônimos, pra não se tornarem conhecidos. Acho errado outros levarem os créditos, como se tivessem sido eles a escreverem os livros, e ficarem conhecidos como escritores talentosos, quando na verdade não o são.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  6. Positrônico

    Positrônico Usuário

    Geralmente os escritores fantasmas estão de acordo que o "possuido" (:sacou::dente:) use o seu texto. Talvez eles não usem pseudônimos por achar que podem ser descobertos mais facilmente dessa forma.
     
    • LOL LOL x 1
  7. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Alguém aqui já leu Budapeste do Chico Buarque?

    O personagem principal, José Costa é um ghost-writer.

    Eu gostei do livro, mas esse personagem é uma ameba, um bunda-mole total, acho até que o nome dele é proposital José (um nome bem comum) e Costa (alguém de costas, indefinido, irreconhecível).

    E os grandes escritores que já trabalharam de ghost-writer sei que o H.P. Lovecraft foi e a Clarice Lispector também. :yep:
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  8. Mohanah

    Mohanah Usuário

    Não acho que um escritor se torna ghost writer por não querer se tornar conhecido. Acho que o lance é a dificuldade que se tem de conseguir publicar sendo um desconhecido. Ou então, o cara não liga para o que escreve, só escreve o que sabe que agrada ao público para ganhar dinheiro. Ainda sim, acho estranho alguém optar por deixar que outra pessoa leve crédito por seu trabalho sem que seja motivado por uma força maior. Voltamos a questão da falta de oportunidade para novos escritores.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  9. Pips

    Pips Old School.

    Trabalhar como ghost-writer geralmente é por causa de $$$. Muito escritor que publica livros recebe muito mais como ghost de outras pessoas. Eles publicam seus próprios livros e escrevem para os outros. Geralmente são contratados para "auto" biografias. Não tem muito a ver esse negócio de ser difícil publicar por ser desconhecido, geralmente o ghost writer tem ótimo relacionamento com editoras e é bem conhecido por elas.
     

Compartilhar