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Gentle Giant

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Sobre a história dessa banda fantástica, que REALMENTE vale a pena conhecer:



Album: Gentle Giant (1970)

Na metade dos anos 60 na Inglaterra, um grupo de 3 irmãos se uniriam para mais tardar nos anos 70 formarem uma banda de rp de "gigantesco escalão" misturando o rp com erudito, barroco, folk, jazz, blues e música medieval. Essa banda se chamaria Gentle Giant como apresenta um pouco desse "mix" neste primeiro trabalho gravado em novembro de 1.970. Mas a história do Gentle Giant começa com uma banda chamada de "Simon Dupree and the Big Sound" formada em 1.966 por estes 3 irmãos com o mesmo sobrenome: os irmãos Shulman (Phil, Derek e Ray - aliás o pai dos rapazes era músico também e fazia muitos ensaios com eles todos juntos, especialmente no que competia a vocais) e chegaram inclusive a gravar um único album que foi editado pela Capitol Records com uma prensagem de 6.000 cópias nomeado de "Presentin Simon Dupree and the Big Sound" alem de um compacto, a formação entretanto era Derek nos vocais, Ray na guitarra, Phil no saxofone, além de Tony Ransley nas baterias e Pete O´Flaherty no baixo. Claro que como uma grande maioria dos artistas que lançam sacrificadamente seu primeiro trabalho como estréia ainda mais quando se trata de um cenário musical, foi um fiasco e muito pesado para toda a equipe pois não acertaram em cheio ao fazer alguma coisa que desse a impressão da música pop na Inglaterra na época. O jeito era reformular a banda e ai observaram que o mercado estava crescendo para as bandas de rp. Eles não pensaram duas vezes e recrutaram o classicista-jazzista tecladista tecnicamente treinado, o fenomenal Kerry Minnear. Detalhe: Minnear tinha tido problemas também no meio musical assim como os irmãos Shulman ele vinha recentemente de uma turnê pela Europa com uma banda que acabou praticamente colocando quase a familia do tecladista e dos outros membros na miséria de tanto prejuízo. Pra compensar a calamidade chamou até um colega desta "finada" banda e se encaixar no Gentle Giant, mas os irmãos vendo o profissionalismo de grande porte de Minnear não tinham nem coragem de chegar perto do mesmo e dizer que eles estavam interessados era no tecladista, daí esse outro colega de Minnear é dispensado por ele. Depois vem o baterista Martin Smith e adicionaram em março de 1.970 o virtuosissimo guitarrista Gary Green e assinam com a Vertigo depois de entregar umas fitas demos a gravadora, já que a Philips acabou não se interessando. O trabalho teve produção feita por Tony Visconti com auxílio de Roy Baker. Mesmo com aproximadamente 37 minutos de gravação, este album possui um trunfo registrado logo na apresentção da banda: na capa tem a ilustração de George Underwood, de um gigante (o Pantagruel, como ele citam várias vezes e serviria de marca registrada da banda) e está carregando a banda inteira em suas mãos !!!!! E ainda tem uma histórinha dentro do encarte esclarecendo de como a banda foi parar nas mãos desse gigante !!!! Mesmo considerado por muitas pessoas um trabalho muito bom é "fraco" da fase, a melhor que consitia a banda entre 1.970 até 1.976. A banda era razoável em estúdio apesar de que eles ainda estavam perdidos, sem muito entrosamento, em que editariam para o primeiro trabalho. Só a partir do próximo album "Acquiring the taste" (1.971) é que eles dão um passo muito importante, mas ai são outras estórias. Mesmo assim, as melodias são bonitas e começam a dar sinais daquele "mix" citado anteriormente. Percebe-se algo incomum que diferenciariam a partir deste album com as demais bandas de rp invadindo o cenário pop britanico: os instrumentos, muitos diversos além dos convencionais, faziam o uso de violino, violoncelo, flauta, trumpete, vibrafone, xilofone geralmente tocados pelos próprios músicos, uma orquestra de primeira.

"Giant" - bem meio estilo rythm blues, inicia com teclados em volumes bem baixinhos que vão ficando crescente conforme vai dando a entrada do baixo e com o vocal que coordena a partir dai o restante do instrumento nos dois refrões, quando entra um novo tema ouve um trumpete que infelizmente os teclados ficam altos demais no som da bateria e pouco se percebe, então retorna ao tema do refrão mais uma vez quando fazem uma parte instrumental que observa bem a particiapação do baixo em conjunto com a bateria até que são interrompidos por um coral de vozes e repetido novamente. Mais uma vez retornam ao refrão que deram o início a faixa finalizando a música de vez. Possui a participação de Paul Cosh nos metais.
"Funny ways" - bem de estilo medieval, muito bonita e muitas vezes executadas nas aparições ao vivo tem um bonito arranjo de cordas com violão, violino, violoncelo. Com vocais muito melodiosos são repetidos o refrão duas vezes até que entram numa parte meio rock com muito instrumento de sopro acompanhando o solo de guitarra de Green até voltarem ao refrão melodioso das cordas finalizando a faixa.
"Allucard" - essa faixa tem um detalhe interessante a respeito do nome que seria "Draculla" ao contrário e os vocais cantou a maioria dos vocais num tape interno e os reverteu-os de uma maneira que acabou ficando meio em forma de ecos. Relativamente progressiva inicia com um timido teclado, sendo acompanhado pelo saxofone, baixo e bateria os teclados a medida que vão sendo crescentes até que a percussão aguardam os vocais citando as primeiras letras da músicas e o mesmo refrão é repetido até que observa o baixo silenciosamente aguardando a bateria e os teclados no fundo que começa a solar num volume meio baixo e vai ficando crescente com a guitarra e o saxofone fazendo acordes repetidamente até ficar razoavelmente tranquila esperando o último refrão que deu o início da faixa até finalizar a mesma finalizar com todos os instrumentos juntos soando insistentemente altos.
"Isn't It Quiet And Cold?" - bem barroca e bem medieval e bem suave e calma. Inicia com o mesmo arranjo de teclados no início da "Allucard". Entra então um bonito arranjo de cordas e com a celista Claire Deniz e com um som de um cravo executado por Minnear e dedilhadas de violão de Green em dois refrões, depois entra um tema que escuta um coral retornando ao último refrão que este ouve-se o solo de xilofone acompanhado pelo violão antes de Ray retornar a executar as palavras finais da faixa finalizando a mesma no fim escuta-se barulho de ventania ditando a palavra "alone" entrando os acordes que iniciam a faixa nos teclados.
"Nothing at all" - é a maior faixa do trabalho com um pouco mais de 9 minutos de duração que inclusive é a maior de todos os trabalhos oficiais de estúdio até então gravados. Por incrivel que pareça mas a faixa tem acordes que começam num ritmo meio de estilo The Beatles que lembra "Lucy in the sky with diamonds" do album "Sargent peper lonely heart band" (1.967). O vocal vai entrando a medida que o violão vai dando espaço para a bateria, o baixo, e o saxofone e conforme vai ficando crescente a guitarra vai solando de maneira que o vocal vai ficando alto numa forma de soul tudo isso nos dois refrões isso sem contar que no segundo refrão percebe-se efeitos sonoros de ventanias. Entra depois um tema que é iniciado por um solo de bateria de Smith aguardando Minnear tocar no piano um trecho de Liebestraum No. 3 (Romance de Amor) de Franz Liszt e o solo de bateria se extende até que o piano começa a tomar conta numa melodia mais jazzistica e retornando ao último refrão da música finalizando-a de vez.
"Why not?" - é uma faixa bem blues, mas contém alguns trechos no meio medievais. Inicia com a entrada do órgão junto com a guitarra e bateria e conforme os vocais vão sendo realizados vai ficando crescente a instrumentação musical da banda nos refrões até que suavemente sai desse ritmo de meio blues com vocais suaves em meio de sopros de flautas num curto trecho quando a bateria retorna e percebe-se a guitarra de Green solando antes do último refrão lembrando uma melodia judiaca chamada "Hava Nagila" posteriormente entrando os vocais finalizando o útlimo refrão quando ai ficam num ritmo bem de blues que tem a mesma melodia parecida com o início da faixa "Hometown special" do album "Under construction" (1.997).
"The queen" - é a menor do album com aproximadamente 1:30 minuto. Inicia com a entrada de tambores rufando e acompanhado por instrumentos de sopro sendo interrompido pelos "gritos" da guitarra que parece que a banda está fazendo uma "zorra" pra querer terminar a faixa e no final da mesma ouve-se os mesmos acordes que iniciam a faixa "Allucard".
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Album: Acquiring the Taste (1971)

Neste segundo disco, o estilo típico do Gentle Giant começa a se solidificar, a menos do quesito clima. A música deste grupo geralmente evoca temas suaves e leves, tocados em estranhos tempos; a atmosfera criada no Acquiring the Taste, porém, é sombria. Para quem tem preferência por este tipo de clima, este deve ser o melhor disco para se começar a escutar Gentle Giant.

O Acquiring the Taste parece ser um disco bem polêmico, alguns o consideram o melhor disco do grupo, como é o meu caso, outros um dos piores. Às vezes, realmente parece que os músicos não sabem direito o que fazer com suas grandes idéias; Wreck e Plain Truth são dois bons exemplos disto: algumas ótimas passagens, mas carecem de mais desenvolvimento. Contudo, apesar de não poderem ser consideradas as músicas mais elaboradas do GG, gosto bastante de ambas; elas têm um certo lado agressivo e envolvente que não é encontrado em outras músicas do grupo.

Edge of Twilight, The Moon is Down e Black Cat são as mais lentas do disco, as que levam mais tempo para "acquire the taste" e as mais sombrias e tristes. De início, eu via estas três músicas como um agradável interlúdio entre as três mais fortes e não percebia que elas eram muito elaboradas; na verdade, são justamente as mais elaboradas do disco, ou, no máximo, empatam com The House, the Street, the Room. A atenção dedicada a estas três é recompensadora.

Na música Acquiring the Taste, por incrível que pareça, não encontro nada de interessante, por mais que escute. São apenas uns barulhinhos sem graça que acrescentam muito pouco, ou nada, ao contexto.

Já vi alguns bons comentários sobre Pantagruel's Nativity, mas não vejo muita graça nesta, é a mais fraca do disco depois de Acquiring the Taste.

Deixei para o fim meus comentários sobre The House, the Street, the Room. Mesmo quem não gosta deste disco costuma elogiar bastante esta música. The House... tem um pouco da força de Wreck e Plain Truth e ainda se desenvolve muito bem.
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Album: Three Friends (1972)

O terceiro disco de estúdio do Gentle Giant é na realidade um disco conceitual sobre a vida de três amigos, desde a infância até a vida adulta. Combinando vários elementos do rock, música clássica, jazz, soul, blues, experimentalismo, o Gentle Giant criou umas das mais belas e intrincadas músicas da era do rock progressivo da década de 70.

Como eles próprios escreveram quando do lançamento do disco:
"A idéia deste álbum veio à tona simplesmente através de bate-papos entre o grupo. Você sabe como a gente freqüentemente se lembra de velhos amigos de escola e imagina o que teria acontecido com eles; as pessoas que nos surpreendem com seus sucessos e fracassos. De qualquer maneira, o tema deste álbum é baseado em três pessoas - amigos na escola mas inevitavelmente separados pelas oportunidades, habilidades e destino."

Um destaque especial é a faixa 'Schooldays': a primeira vez que se escuta deve-se usar fone de ouvido, de preferência sentado para não cair!
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Album: Octopus (1973)

O Gentle Giant grava mais um disco sensacional e um dos mais progressivos de todos os tempos. É incrível o que a banda consegue fazer em apenas trinta e quatro minutos de música. E aqui ela comprova, mais do que nunca, que é possível, sim, compor músicas super progressivas em curto espaço de tempo. A banda sempre soube aproveitar ao máximo cada segundo de suas músicas, compondo os arranjos mais complexos que para a maioria das outras bandas só seria possível num disco inteiro. Ou melhor dizendo, o Gentle Giant faz em quatro minutos o que as outras bandas levam vinte. E tanto que, fugindo totalmente de uma das principais características do progressivo que são longas composições, o grupo, em toda sua carreira, jamais compôs uma única música que ultrapassasse os dez minutos. A maior de todas é "Nothing at All", do primeiro disco, durando nove minutos, mas mesmo assim é raro uma música da banda passar dos cinco minutos, sendo que a média de duração de todas as suas músicas gira em torno de uns quatro minutos. O Gentle Giant é uma banda tão fantástica que até nisso ela consegue ser diferente sem sair nem um pouquinho da essência do progressivo; mesmo com as suas curtas canções que, a princípio, negariam o próprio gênero, a banda representa, talvez melhor do que ninguém, o rock progressivo.
O trabalho de teclado deste álbum está entre os mais bem elaborados e mais ricos de toda a história do progressivo. Reparem a gigantesca variedade de timbres de teclado que aparece por todo o disco e a complexidade de seus arranjos. Este é o primeiro disco com o baterista John Weathers, que permaneceria até o fim do grupo, e é o último de um dos três irmãos Shulman, Phil Shulman.
"The Advent of Panurge" é uma faixa excelente e é a minha favorita do disco, constando também das minhas cinco favoritas do grupo. É uma música diferente; aliás, será que tem alguma música neste disco que não seja diferente? A sua ótima melodia principal é cantada de forma brilhante por duas vozes que às vezes se juntam e às vezes uma repete parte da outra. Todas as frases de guitarra, baixo e teclado entre e durante os versos são excelentes. Em relação aos versos da outra melodia cantada por Derek Shulman, acho que pela primeira vez a sua voz áspera cantada em agudo se encaixou perfeitamente numa música; geralmente o agudo de Derek costuma me incomodar um pouco. Os três trechos onde se encontra uma bateria mais forte são muito bons e o segundo tem um interessante e agradável arranjo de vozes bem livre em que as vozes parecem se misturar de forma indefinida.
"Raconteur Troubadour" é outra grande música do disco, e progressiva até não poder mais. A melodia é boa e mais uma vez bem cantada por Derek mesmo nas notas mais agudas - é, desta vez até Derek estava em seus melhores dias. Muito criativo é o violino de toda segunda parte das estrofes que sempre repete a linha melódica da primeira. A música está repleta de ótimos trechos e arranjos, alguns fazendo variações da melodia, hora no baixo e hora no violoncelo. Em apenas quatro minutos o grupo bota pra quebrar, ratificando tudo o que eu disse anteriormente a respeito de composições curtas mas super progressivas.
"A Cry for Everyone" é mais uma faixa fantástica. O seu ponto mais fraco são as partes cantadas cujos ritmo, melodia e arranjos de base não são tão bons. Agora, o resto é sensacional, progressivo de primeira linha. O seu tema instrumental é fabuloso, uma das melhores coisas do disco, com um arranjo perfeito e totalmente inusitado entre guitarra, baixo e teclado que se misturam de uma forma que aparentemente não se encaixam uns aos outros mas que fazem do arranjo extraordinário justamente por isso. Tocar um arranjo aparentemente "errado" muitas vezes é muito mais difícil do que tocá-lo certo. Todo o trabalho de teclado desta faixa, a exemplo de todo o álbum como já comentei, está soberbo. Embora eu não goste muito dos arranjos de base das partes cantadas, a sua variação toda instrumental do final é ótima demostrando muita criatividade. E a última frase da música em que todos os instrumentos vão subindo, num grande exercício de agilidade e sincronia, também é excelente.
"Knots" contém um dos cânones mais complexos e bem feitos de todos os tempos. Esta especialidade da banda desta vez foi levada ao extremo da perfeição. Imagino todo o enorme trabalho e sacrifício para compor e executar os vários trechos em cânone. Se a faixa não for escutada corretamente sob o apropriado ângulo, ou melhor, se o ouvinte não levar em conta o seu extraordinário trabalho de cânone, ela poderá soar um pouco maçante. Mas creio que a maioria dos ouvintes para chegar até um disco como este já deve estar com o "gosto" bem "apurado" e, portanto, não encontrará dificuldades em criar empatia com a música. Coloquei as palavras "gosto" e "apurado" em aspas da outra vez para fazer referência ao título "Acquiring the Taste (71)" do segundo disco do grupo que seria um dos estágios para poder se preparar para este aqui. Esta faixa também contém um bom trecho instrumental com o tema feito na guitarra e no baixo muitas vezes em contratempo com os acordes constantes de piano.
Para variar, "The Boys in the Band", a próxima faixa, é excelente também. Um dos melhores instrumentais que já escutei, ela contém trechos progressivos bem complexos e temas muito agradáveis. O seu tema principal que abre e fecha a faixa é excelente, e é tão difuso que nos é impossível identificar exatamente as frases de cada instrumento.
As três últimas faixas são bem mais fracas do que as outras, mas continuam a ser três músicas muito boas. "Dog's Life" não tem melodia muito bonita, mas em compensação os arranjos de violino e violoncelo são excelentes e estão presentes em quase toda a faixa.
"Think of Me with Kindness" é, progressivamente falando, a mais fraca de todas, sendo, na verdade, apenas uma balada. Mas sua melodia é agradável e há dois pequenos trechos, mais para o meio da música e cantados por mais de uma voz, que apresentam certo charme.
"River" é uma faixa apenas razoável, alternando altos e baixos. O seu tema principal feito com guitarra e violino ambos com muito efeito é muito bom, mas a primeira e principal melodia é uma das mais feias de toda a carreira do grupo. Já a segunda é bem melhor e antecede um bom trecho instrumental repleto de teclados. O trecho instrumental seguinte, logo após repetição do tema principal, todo com solo de guitarra, não é muito bom por ser comum demais. Há sempre também na música, geralmente antecedendo o tema principal, um trecho pequeno mas muito simpático que também conta com muitos teclados; a música inclusive abre com ele.
Este disco é fenomenal, e talvez o mais progressivo do grupo. A complexidade de sues arranjos é tamanha que são necessárias várias audições para podermos absorver todo o seu insólito conteúdo.
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Album: In A Glass House (1973)

1.973 foi um ano de vários acontecimentos para o "Gentle Giant". Um deles foi a realização do album "Octopus" com a entrada do baterista John Weathers (que tocou em bandas chamadas "The Eyes of Blue", "Buzzy Linhart", "Ancient Grease" e outras não muito conhecidas ao meio do gênero de rock progressivo) definitivamente no grupo até o fim das atividades da banda em 1.980 por Malcolm Mortimore (ele precisou ser substituido em "Octopus" por Weathers porque sofreu um sérissimo acidente de motocicleta impedindo-o de se apresentar).

Com o decorrer da turnê para a apresentação do album o "Gentle Giant" que inicialmente era um sexteto, passou a se tornar quinteto com a saída de um dos irmãos Shulman, Phil Shulman, o mais velho, que fazia a boa parte dos instrumentos de sopro sendo mais tarde um professo de música. Phil saiu do GG no início de 1.973 após o grupo ter feito apresentações na Itália devido a motivos de diferenças pessoais muito sérias. Era já um começo crítico para a banda pois cogitava-se inclusive na hipótese de que o grupo terminaria por ali mesmo após a turnê de "Octopus", mas os rapazes refletiram e repensaram e arriscaram a idéia de continuar na estrada da música, continuando a turnê e se apresentando pela primeira vez como um quinteto pela primeira vez nos Estados Unidos abrindo os shows para o "Jethro Tull" e mesmo com uma boa parte de público e crítica não acreditando que iriam longe.

Em julho de 1.973 (diga-se que o GG já vinha desde novembro de 1.972 fazendo as gravações de "In a glass house", possivelmente a demora deve ter ocorrido ao fato do descontentamento de Phil na banda e posteriormente a sua saída), o grupo vai para o estúdio gravar como quinteto e mais um outro empeçilho vem a pertubar o grupo; desta vez seria o selo da gravadora do qual eles haviam sido contratados em "Three friends" (1.972), a Columbia Records (CBS) devido ao interesse que o conjunto despertou nos Estados Unidos. A Columbia Records após a realização de "Octopus" (que também era pertencente) começou repentinamente a passar por uma crise interna financeira e por via das dúvidas não conseguiria cobrir os custos que estariam por vir no album seguinte (que é neste caso, "In a glass house") ainda que a gravadora reconhecesse que a banda aplicaria uma série de efeitos sonoros dos quais foi também outra desculpa que a gravadora não acreditaria na banda e ainda mais que o GG não tinha intenção de se tornar um grupo estritamente comercial.

Fica uma dúvida: será que foi mesmo devido aos efeitos sonoros (eles nem se apresentam no album inteiro) e o GG não querer se tornar uma banda comercial ou a saída de Phil Shulman no conjunto da Columbia Records não arriscar a permanência do GG no selo mesmo se estivesse em crise financeira ? De qualquer maneira o GG seguiu em frente e conseguiu fazer a gravação com um selo chamado WWA (World Wide Artists) Label, na Alemanha a gravação saiu pela Vertigo Records (que já os tinha desde o album de estréia "Gentle Giant" (1.970)). Consequentemente, os Estados Unidos só teve a lamentar porque precisaram importar "In a glass house" da Inglaterra (país de origem da banda) isto porque o album nunca foi realizado nos Estados Unidos (nem mesmo inclusive em CD!!!!) e quando foi editado resultou-se numa importação de cerca de 150.000 cópias, até hoje o album é um dos mais preferidos pelo público americano. Uma surpresa até para o GG que quando havia finalizado o album tinha saído de uma etapa delicada em vários aspectos fazendo com que a partir de então a banda se tornaria ainda assim muito querida e bem recebida pelo público e crítica.

Quanto a saída de Phil Shulman, na banda não foi tão significante do que o recrutamento do baterista John Weathers; a banda sentiu evidentemente muitas dificuldades e tensão nas gravações com a falta de Phil que manteve um estilo próprio, mas a facilitação por outro lado foi devido a contribuição de Weathers determinando agora um outro estilo trazendo um som mais sólido e conciso e que compensaria a perda do integrante que saiu e foi fundador do GG. A formação deste album a partir como um quinteto ficou na seguinte maneira: John Weathers nas baterias, percussão e vocais de apoio; Gary Green nas guitarras, violões, percussão e vocais de apoio; Kerry Minnear nos teclados, percussão e vocais, Derek Shulman nos instrumentos de sopro e vocais e Ray Shulman no baixo, violão, violino, percussão e vocais.

Lançado em setembro de 1.973, "In a glass house" que resultou num único compacto, marca também pela primeira vez na presença do público um aspecto mais animador com telas gigantescas visuais atrás dos palcos e sendo assim, os espectadores ingleses inicialmente não gostaram muito desta formação mas aos poucos foram prestando mais atenção na banda e começavam a ter mais interesse na música do GG. Detalhe interessante: Uma idéia que o GG pensou em se aproximar dos espectadores em suas apresentações ao vivo era tornar algo semelhante ao que o "Genesis" (fase de Peter Gabriel em suas encenações teatrais musicais no conjunto) fazia como ter Weathers fantasiado sob a forma de um "Gigante Gentil" (que é vizualizado nas capas, e repare que a fisionomia de Wheathers é até próxima do personagem) andando no palco no meio de várias casinhas de boneca em meio de fumaças artificiais, mas infelizmente a idéia foi abortada e nunca utilizada.

Sem muito esforço o GG demonstra neste trabalho um tanto mais de rock do que nos outros já gravados, a marca da sonoridade medieval ainda se mantém e parece que está um tanto "funk-medieval" feito também de uma forma estruturalmente complexa, mas evitando ideais de artistas virtuosos na forma de ajuntar justamente esta presença mais significante de rock que possui o trabalho com a arte contemporânea de artistas clássicos da época moderna como Igor Stravinsky e Bella Bartok. O que dizer dos múicos ? Kerry Minnear em todo o momento do trabalho está tanto delicado como também ágil nos teclados, Derek Shulman se divide nos vocais entre o leve e o pesado, Ray Shulman prenche linhas de baixo sendo tocadas de forma muito inteligentemente, Gary Green se mantém tão discreto em seus instrumentos de cordas que é impossível deixar de prestar atenção e por finalmente John Weathers acompanhando o restante dos companheiros numa forma de ritmo muito arrojada.

Não existem dúvidas de que o GG era um conjunto de músicos extremamente talentosos e criativos além do que também eram multi-instrumentistas e pelo visto em "In a glass house" eles parecem mesmo com os problemas decorrentes do ano, se divertirem com a música deste trabalho que foi editado tomado pelo toque dos efeitos sonoros que possui visto que para eles também se tornou um album muito importante em suas carreiras. Falando inclusive de efeitos sonoros, o "Pink Floyd" também naquele ano de 1.973, o mesmo deste trabalho, também havia gravado um album muito conceitual e um dos mais vendidos no mundo do rock em "The dark side of the moon" onde tais efeitos estão sendo muito explorados junto com a música. As letras parecem ser inteligentes e reflexivas e todos os membros tem a sua oportunidade de se apresentar nos momentos solos, sem ideologia alguma creditado para um mesmo músico. Com melodias que se dividem de maneiras um tanto agitadas e suaves o album inteiro está perfeito longe de defeitos na sonoridade consagrando-os mesmo como quinteto e no fim de 1.973 preparando-os para o que viria a seguir em seu próximo album "The power and the glory" (1.974).

A produção foi feita pelo próprio GG que está impressionantemente muito boa para um selo muito desconhecido no mercado e feito de maneira analógica, já que na época não tinha uma tecnologia convencional avançada para a confecção da gravação digital junto com o auxílio de Gary Martin que colaborou no "Yes" em "Fragile" (1.971), um dos albums fundamentais do conjunto; o "Soft Machine", o baixista Hugh Hooper, músico inclusive do "Soft Machine" na época em que se encontrava na banda com o solo "1.984" (1.973), "Brian Auger's Oblivion", David Essex e outros.

A arte gráfica foi elaborada por Martyn Dean, parente de Roger Dean, que colaborou obviamente com o "Yes" e "Budgie" realizados por Roger, além de Keith Tippett Group, "Gun", "Atomic Rooster" e entre outros. Vale uma ressalva a respeito da capa elaborada de forma tridimensional que originalmente no vinil vinha num papel celofane com impressões dos músicos e a capa original que vinha também com impressões dos músicos e desenhados de maneira diferente. A medida que fosse ajuntado o celofane com a capa do vinil ficava mais preenchida a gravura como se houvessem mais de 5 músicos no conjunto, portanto um achado caso alguem encontre este vinil. A mesma maneira ocorreu para o CD lançado em 1.992, só que o grave é que o proprietário do disquinho deve ter cuidado enorme pois uma parte destas imagens vem impressas na proteção acrílica fronta da qual se abre o CD e se quebrar perde-se a graça do encarte. A vantagem que o CD possui é que vem duas faixas a mais de bonus.

Qual americano que em 1.972 que assistiu o filme "The Glass house" baseado numa estória de Truman Capote a respeito sobre as horríveis condições dentro de uma prisão de segurança máxima e gostasse de GG, tem neste album como o objetivo retratar o conceito sobre a vida e pensamentos de um condenado e tem as respostas para esclarecer aqui em "In a glass house" e acabasse não se apaixonando ?


"The runaway" - com quase 7:30 de duração, inicia "In a glass house" com o barulho de vidros se quebrando já que "glass" quer dizer "vidro" em inglês, uma verdadeira "guerra" com razoável quebradeira. Algo muito semelhante como em "Money" do "Pink Floyd" de "The dark...", só que no caso a introdução é de uma máquina registradora que também se mantém alguns instantes, assim como "The runaway", sob a entrada de efeitos sonoros. Além disso a maneira como foi feita a inclusão dos efeitos sonoros e o modo de como entra a melodia da faixa repentinamente lembra também a faixa "The boys in the band" do "Octopus", album anterior do GG. A quebra do vidro da qual apresenta sobre a forma do título do album dá a intenção de advertir que quem possui telhado de vidro não deve atirar pedra no vizinho, ou seja, a pessoa ser o que é e não cuidar da vida dos outros. Era uma primeira faixas que foram incluidas no set-list do GG, incluindo a introdução da quebra do vidro que quando a banda iniciava a entrada repentina da melodia um clarão de luzes se colocavam acima do grupo e em algumas apresentações faziam um "medley" junto com a "Experience" tambem do "In a glass house" e nas apresentações ao vivo o vocal de Minnear não se apresenta na metade da música. Quando a quebradeira de vidros termina a melodia da faixa se inicia de uma maneira muito viva junto a um teclado que vai aumentando de volume e tendo Derek surgindo nos vocais que vai coordenando a faixa e sendo acompanhado relativamente em um curto instante apenas pela guitarra de Green e tendo o restante da banda junto nos dois refrões. Na primeira parte instrumental tem-se alguns solos de teclados e posteriormente o de uma flauta até que retorna a banda novamente cantando junto com Minnear junto com um violão acústico. Neste trecho inclusive tem uma pequena pegada de Buddy Rich que Weathers comentou numa entrevista que "copiou" o ritmo do artista. No próximo tema a banda fica numa forma melódica em estilo medieval, mas o grupo retorna novamente com a guitarra de Green solando seguido posteriormente através de um solo de xilofone. A faixa retorna ao refrão que se iniciou a melodia terminando por finalmente de uma forma bem sinistra do grupo. Aqui existe inclusive um erro fonográfico feito no CD e no final da faixa; os quase 10 segundos finais da faixa foram colocados na faixa posterior "Inmates Lullaby", ou seja "The runaway" "perdeu" quase 10 segundos. Observe que a faixa tem um ritmo em determinados momentos em meio funk. A faixa bonus que vem no CD remasterizado mais recente possui uma versão ao vivo desta faixa acrescido da "Experience", música deste mesmo album numa apresentação de setembro de 1.976. Possui uma versão ao vivo nos albums "King Biscuit Flower hour" (1.998) e em "Totally out of the woods - The BBC sessions" (2.000). O mesmo "medley" com a "Experience" está também apresentado no primeiro album conceitual e um dos favoritos dos fãs do GG em "Playing the fool- Live" (1.977).

"Inmates Lullaby" - muitos fãs do GG não gostam desta faixa, talvez por ela ser melosa até ao extremo, mas tem um detalhe muito interessante que possivelmente pouca gente sabe e daria até mais valor para esta: todos os instrumentos tocados são de percussão desde o início ao fim da faixa. Poucos grupos de rock progressivo exploram instrumentos de percussão melodiosa como o xilofone, marimbas e outros além dos vocais; uma banda que explorou muito estes tipos de instrumentos, embora não tem um carater canônico igual do GG foi a banda francesa "Gong", tanto na época com o fundador Daevid Allen (um exemplo em "Angels egg" (1.973)) e mesmo com sua ausência (um exemplo em "Gazeuze!" (1.976)), entretanto são evidentemente também com esquemas diferenciados. É uma composição muito excêntrica que possivelmente o GG já gravou na carreira sob a idéia da forma em meio de uma canção de ninar que criou um ambiente muito misteriosos; vide os vocais de Derek. As letras refere-se sobre alguém que é insano criminalmente. Não esqueça que se o ouvinte possuir em CD os quase 10 primeiros segundos não são pertencentes da faixa e sim da anterior "The runaway". Saiu inclusive em compacto.

"Way of life" - com 8 minutos de duração, é uma das faixas mais rápidas do album, além de ser triunfante e engenhosa. É um tipo de música que você lembra aquelas frases musicais que se seguem uma após outra e com o tempo se o ouvinte é muito emotivo acaba fazendo com que ele se torne constantemente surpreso a medida que vai descobrindo o objetivo tanto de sua sonoridade como das letras. A faixa em si é relativamente um tanto diferenciado por conter vários temas musicais e também se percebe um tímido ritmo de funk por mais incrível para uma banda como o GG. Inicia com Gary gritando "Go!" e então a banda entra totalmente num ritmo rápido com Derek cantando uma melodia que por uns instante fica num meio sinistro com a guitarra e o teclado fazendo uma parceria finalizando o primeiro refrão, retornando o GG a fazer o segundo refrão em que possui uma presença de um órgão consistente de Minnear junto com uma flauta tocada por Ray causando uma sonoridade medieval que é típica do conjunto recebendo inclusive Derek nos vocais e aí entrando o restante da banda ficando uma melodia novamente um tanto sinistra com a guitarra recebendo aos poucos os teclados de Minnear e dai o GG inicia o terceiro refrão do qual Derek finaliza as letras e o conjunto vai se dissipando e recebendo apenas Minnear no órgão que fica quase 2 minutos aos poucos também se tranquilizando e concluindo a música de vez (segundo Minnear este final tinha como o propósito partir para ser uma outra música). Foi também uma faixa que incluia no set-list do GG durante a promoção do album.

"Experience" - com quase 8 minutos de duração, agora é a vez de Minnear fazer os vocais principais (repare que os vocais de Derek e Kerry até que não são tão exageradamente muito diferentes). A banda demonstra um esforço também muito grande nesta faixa, talvez uma das maiores complexidades do GG em "In a glass house" estejem aqui. Por que não ? O nome da faixa significa "experiência" em inglês, prova o que eles sejem competentemente no meio cultural. Algo talvez próximo estaria em "The adventure of Pantagruel" do "Octopus", album anterior a este. Mas aqui a diferença é que apresenta mais rock e novamente mais funk; a grande parte dos fãs do GG possivelmente se sentiriam ofendidos, mas uma parte do album está muito associado a este tipo de ritmo, portanto "In a glass house" tem que ser ouvido e admirado inteiramente com muita cautela. Aliás "Octopus" também oferece alguns poucos momentos de funk sim, e pode nem ser vergonhoso que se o GG argumentasse que gravaram coisa do tipo; imagine o seguinte quando eles excurionaram nos Estados Unidos na turnê de "Three friends" (1.972), o país também vivia uma parte do público que estava sendo tomado por conta do funk de gente como "Earth, Wind &amp; Fire", "The Isley Brothers", Herbie Hancock e entre outros naquele tempo. É bem possível que o GG tenha sentido neste país que a forma do grupo em executar sonoridade medieval com o rock poderia "casar" perfeitamente com o funk. "Experience" comprova praticamente esta hipótese. Os destaques mais interessantes são possuir alguns toques de violino, toques para linhas de baixo existentes ao longo da faixa junto a percussão e baterias de Weathers, órgão de Minnear com seu vocal, além do ritmo funk em determinadas ocasiões onde se ouve neste momento o vocal de Derek na única frase que cita "Master inner voices, making the choices". Foi também uma faixa que incluia no set-list do GG durante a promoção do album virando um "medley" junto com "The runaway". Possui uma versão ao vivo nos albums "King Biscuit Flower hour" (1.998) e em "Totally out of the woods - The BBC sessions" (2.000).

"A reunion" - é a menor faixa do album com pouco mais de 2 minutos de duração, pequena demais pela forma de como foi tocado, para alguns ouvintes a vontade é de que poderia ter se extendido um tanto mais, mas ficou agradável pela sonoridade que já vale pela faixa. Aqui também é o vocal de Kerry Minnear que se torna o principal além de fazer os toques de piano elétrico sendo acompanhado por bonitos riffs de violinos, dedilhadas de violão, toques de baixo. A canção não passa de uma simples "baladinha" muito melodiosa, mas melosa demais, talvez um profundo momento do GG de relaxamento e "meditação" na faixa. Detalhe: onde está Weathers ? Só na introdução da faixa fazendo 8 toques no bumbo da bateria lembrando o ritmo de um coração pulsando.

"In a glass house" - é a maior faixa do album também com pouco mais de 8 minutos de duração, mas na verdade ela termina até antes porque os 20 últimos segundos é um retrospecto muito rápido de um minúsculo trecho de cada faixa executada pelo GG neste album sendo a ordem da seguinte maneira das faixas: "The runaway", "Way of life", "Experience", "In a glass house", "An inmates Lullaby", "A reunion", isso sem contar que a abertura tem a quebra de vidros como também no seu final. A faixa possui múltiplas sessões de vários temas, além de que parece que o GG toca todos os instrumentos que possuem, uma "guerra" de instrumentos (mandolins, violões, saxofones, trompetes, piano elétrico, marimbas, xilofones e etc.), mas de uma maneira muitíssimo comportada e a banda pelo visto aproveitou como pode durante estes 8 minuntos que contém a faixa evitando desperdícios fazendo mais uma fez rock, folk (medieval), funk (novamente !?). Saiu em versão em compacto junto com "An inmates Lullaby". Foi também uma faixa que incluia no set-list do GG durante a promoção do album e geralmente com Gary Green solando um tanto mais na guitarra conduzindo a música. Esta faixa tem uma outra no CD remasterizado mais recente de uma versão ao vivo de 1.974.
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Album: The Power And The Glory (1974)

O ano de 1.973 para o Gentle Giant foi fortemente frutífero com o lançamento de 2 trabalhos: "Octopus" e "In a glass house", além do que tiveram uma agenda até relativamente ocupada considerando alguns incovenientes como o problema da gravadora ocorrido na gravação de "In a glass house" e a saída de Phil Shulman, o mais velho dos 3 irmãos que fundaram a banda. Agora o GG sendo definitivamente passando de ser um sexteto para um quinteto, mudanças na forma de pensar e na elaboração estrutural musical estava começando a surgir embora a marca registrada da melodia medieval não deixava de ser descartada. 1.973 para o GG pelo visto parecia ser interminável; aproximadamente em em fins de novembro, um pouco depois do recente "In a glass house" o grupo ia para o estúdio gravar mais outro album que se entitularia como "The power and the glory" e seria extendidas as gravações até o início de fevereiro de 1.974.

No início como quinteto o público não parecia confiante de imediato, mas aos poucos a simpatia tornou a surgir e isto fez inclusive com que o GG teve uma importação de 150.000 cópias nos Estados Unidos de "In a glass house", além das apresentações naquele país e atingindo um bom posiocionamento para uma banda que não tinha preocupação alguma em elaborar músicas não-comerciais. Para tanto, com "The power..." o grupo se manteve com a WWA Records (o mesmo do anterior, só que desta vez o trabalho foi lançado também nos Estados Unidos e o último com esta gravadora) e com novas apresentações nos Estados Unidos (aproximadamente no final de 1.974, porque todas as apresentações do primeiro semestre foram canceladas), um convite novo foi ofertado ao grupo por meio de um telegrama e desta vez era com a Chrysalis Records que tinha o "Jethro Tull" (banda inclusive que o GG abriu shows nos Estados Unidos), "Procol Harum" e entre outros, a gravadora manteria eles numa próxima gravação "Free hand" (1.975) só que ai é outra estória. Dica: este album saiu edição nacional em vinil.

"The power..." chegou a ficar entre o Top 50 nos Estados Unidos e nem mesmo os integrantes do grupo acreditaram na maneira de como as coisas estavam indo bem para o lado deles. Foi durante a partir da metade do ano de 1.974 que o GG se apresentou antes que fosse lançado oficialmente no mes de setembro daquele ano se extendendo com o repertório de "In the glass house" até que saísse "The power..." em setembro de 1.974 e aí repertório do trabalho fosse incluido para as novas apresentações que se extenderiam até o trimestre de 1.975. Por mais que o album tenha atingido uma boa classificação para o tipo de grupo que era na época, a grande maioria dos fãs não gostam muito deste trabalho visto que o impacto que sofreu entre "In a glass house" e "Free hand" é bem considerável, mas mesmo assim não deixa de ser um "masterpiece" como muitos fãs também consideram; é claro que é muito diferente entre o album de estréia "Gentle Giant" (1.970) como também do último trabalho "Civilian" (1.980) e ainda assim para quem gosta do grupo não deve ser dispensável em hipótese alguma.

O resultado deu na edição também de um compacto com uma faixa inédita que não pode ser incluida no vinil "The power and the glory" e foi colocada no CD (muita atenção no CD que contém a faixa bônus porque 2 distribuidoras imprimiram no encarte o nome da faixa, mas a música está inexistente), o título deste album. Detalhe a respeito sobre a este compacto que tem a faixa-título: a gravadora WWA pressionou o GG que fizessem músicas mais acessíveis ao público e serem mais comerciais, se tornando pop (algo que o grupo não tinha a intenção) fazendo compactos que incluia esta faixa, e o GG levou a pior na opinião da banda, levando ao estúdio dando uma expectativa de que era algo bom para os empresários, mas ao tocar a demo foi retirado na hora; aquilo foi uma gota d´água, causando um enorme insulto ao grupo que fez com que houvesse no momento troca de ofensas e xingamentos o que lhes custou a saída da WWA.

Este trabalho foi considerado como o primeiro em forma conceitual do que os fãs pensavam sobre a música do GG e ao mesmo tempo sobre poder, glória (o título do album significa "O poder e a glória" em inglês) corrupção, manipulação, acordos, traições, abuso a formalidade burocrática da política e a guerra entre as classes sociais. Existem rumores de que o GG se baseou inclusive o tema em relação ao caso de Watergate em 1.972, da renúncia de Richard Nixon (presidente dos Estados Unidos na época coincidentemente).

Aqui fica uma dúvida: será que a banda já tinha a idéia do album como todo para depois posteriormente lançá-lo e tratar o assunto e ainda mais reforçando o nome no título ? Imagine a seguinte situação: a Columbia Records (CBS), uma gravadora norte-americana descartou o conjunto em "In a glass house" e o país tem que importar uma quantidade de 150.000 albums (isso porque é a quantidade da época!!!) para os ouvintes americanos, o album sequer é lançado no país (e nem mesmo quando chegou a tecnologia do CD!!!) e "The power..." é lançado estranhamente numa boa nos Estados Unidos. Isso confirma uma hipótese de que para o GG (ou até mesmo qualquer ser humano) de que existe extremos entre a "glória" e a "queda" de algo, ou alguém na vida, ainda visto considerando as diversas manipulações empresariais que o GG sofria com gravadoras. Para a banda eles procuraram ser mais espontâneos em envolver uma seleção musical com os instrumentos mais próximo ao gênero do rock e como em todos os albums de praxe traz a parceria da escrita musical feita pelos irmãos Shulman (Ray e Derek) e Minnear progredindo o quanto que pudessem.

Encontra-se uma variedade misturada de estilos musicais como o jazz, polifonia vanguardista, folk-medieval, música mecânica, sonoridades chinesa, o neo-clássico de Stravinsky, rock e claro funk novamente, mas não tanto quanto o album anterior (1. não deve ser esquecido que as turnês americanas contribuiram possivelmente observando esta categoria musical para que o GG se evoluisse a forma de compor não deixando de fora a excentricidade medieval procurando deixar de lado o pop, 2. se deixasse eles "infernizariam" a vida de nomes como o "Funkadelic", "Earth, Wind &amp; Fire", "The Jackson Five" e entre outros deste meio; se o genêro rap que associa a música eletrônica com o funk é adorado por muitas pessoas deste estilo, qual não seria a diferença se misturando com música medieval ?); ainda assim é muito difícil comparar similaridades do GG com outros grupos de rock progressivo daquele ano de 1.974, realmente a banda tinha a sua sonoridade própria de ser o que eram em se tratando no meio cultural musical. Realmente é um album característico no conjunto dos temas que propõe mesmo quase após 30 anos o seu lançamento ainda podemos observar socialmente como que ainda pouquíssimo houve progresso na forma social mundial.

Um ponto negativo do album é ter um pouco mais de 37 minutos de duração o que o GG poderia ter sido mais abusado porque no primeiro lado eles editaram pouco mais de 22 minutos totais nas 4 primeiras faixas enquanto que as outras 4 faixas restantes no segundo lado tem míseros 15 minutos de duração totais (o que a banda poderia ter sido mais produtiva) e daí o equilíbrio do tempo total devido ao primeiro lado conter 7 minutos de duração a mais.

A formação nada sofreu de mudanças entre os integrantes que teve como a produção feita pelo próprio grupo com a colaboração auxiliar de Gary Martin, o mesmo engenheiro de som que esteve presente no album anterior. A capa foi criada pela empresa "Cream" e uma diferença do encarte de vinil com o CD é que no caso do disquinho existe um fundo preto que aparenta nitidamente a carta de um baralho e aparece mais um pouco o corpo do lutador medieval enquanto que no vinil não se observa o detalhe tão nitidamente a carta do baralho e aparece um tanto menos o corpo do lutador medieval, apesar de que no vinil as cores da impressão aparenta ser mais claras.

Curiosidades: "The power..." é também o título de um livro do escritor inglês Graham Greene escrito em 1.940 a respeito de um padre bêbado sobrevivente num estado mexicano que é perseguido por um tenente do exército obstinado a livrar o país de todos os religiosos e inclusive o título serviu também como para um roterista americano Preston Sturges escrito em 1.933 sobre a ascenção e queda sobre um empresário de ferrovias.


"Proclamation" - até poderia ser considerada a maior em termos de extensão chegando facilmente a 10 minutos de duração (e tornando até então a maior já gravada em estúdio pela banda em seus albums oficiais já que "Nothing at all" do album de estréia "Gentle Giant" (1.970) tem pouco mais de 9 minutos), isso porque os vocais e as melodias são as mesmas mas está dividida em duas sessões, sendo uma aqui na faixa inteira exclusivamente com outra faixa chamada "Valedictory" que encerra o album "The power...". Possui uma forma de acordes relativamente repetitiva mas com uma coordenação de arranjos sensacionais e equilibrados nos teclados em especial que incentivam uma melodia assustadora e assombrosa em alguns momentos o que cria uma tensão e expectativa ao ouvinte conforme ela vai sendo tocada no seu início sem a presença das baterias e percussão e com estilo de prog-funk a medida que vai tendo crescimento nos temas dos quais sãos constituidos os refrões da faixa. Muitos fãs do GG considera esta faixa como uma das mais dissonantes do album, mas pelo visto deixa os integrantes bastante ocupados ao executá-la. Esta faixa aparentemente começou a dar suas aparências na turnê de "In a glass house" pelo que alguns espectadores que assistiram o GG na época lembra, mas tudo indica que na introdução de uma apresentação foi tocada de uma forma de como se o GG estivesse treinando a música num estúdio e não 100% bem executada o que deixou parte de um público impaciente, ainda pelo pouco tempo de apresentação que possuiam para se apresentarem. Quando foi incluida no set-list quando o album foi divulgado, o GG incluia também um trecho de "Valedictory" e fazendo inclusive com que o tempo de execução nas apresentações também diminuisse. Existe uma versão muito empolgante no album ao vivo conceitual "Playin the fool - live" (1.977) do qual quando a banda entra em cena com "Just the same", faixa de abertura do album "Free hand", finalizam acrescentando imediatamente a "Proclamation". Existe também uma versão diferente que pode ser apreciada em "The King Biscuit Flower Hour" (1.998) O final é interessante dão uma impressão de que o GG vai tocando cada vez mais rápido.

"So sincere" - possivelmente é uma das faixas bem de um estilo do tipo vanguarda, com uma sonoridade muito frenética. Uma das coisas que não agrada muito aos ouvinte é a voz de Minnear nesta faixa, ele parece estar não muito entusiasmado quando cita os refrões da faixa e só apenas no momento que surge o coro dos integrantes que a música fica mais um tanto mais interessante quando citam a frase "So sincere" que significa "muito sincero" em inglês. Para quem possui versão do album em CD as duas primeiras notas são pertencentes a faixa anterior que foi editados no disquinho. Foi inclusa no set-list na divulgação do album e com o tempo foi sofrendo mudanças como uma fantástica improvisação de todos os membros ajudando John Weathers em suas baterias e percussão, ficando assim 5 integrantes por volta de uns 3 ou 4 minutos fazendo com que a faixa se arrastasse chegando facilmente aos 10 minutos de duração sendo um exemplo característico encontrado no album "Playing the fool - live" e "The King Biscuit Flower Hour" e apresenta também um considerável "duelo" entre a guitarra de Green e o harpischord de Minnear na parte solo instrumental antes do surgimento do solo de percussão, além disso a banda não cita as palavras "So sincere, so sincere, so sincere, so sincere" a medida que terminam as estrofes. Comenta-se que existe uma versão pirata que atinge até os 20 minutos de duração, mas até então não se sabe certeiramente a respeito. Na turnê de 1.977, o início da faixa era tocada apenas em vibrafone.

"Aspirations" - é considerada uma das melodias mais bonitas do trabalho pela maioria dos fãs. Realmente é muito melodiosa, talvez pode ser até considerada a "balada" do album, já que das outras 7 faixas existentes não tem nada a ver com a sonoridade desta, a música do "The power..." já comentada anteriormente passa por uma série de estilos, mas "Aspirations" é daquelas do tipo que sugere ao ouvinte para que sente, ouça e possa refletir em seus melhores momentos que passou na vida, ainda que é consideravelmente muito suave e tranquila do início ao fim. Uma faixa que se bobear dependendo do ouvinte acaba se apaixonando e fazendo com que não se canse de ouvir, eternamente inesquecível para pessoas que se sensibilizam com músicas "melosas". Aqui neste caso também o vocal é pertencente do tecladista Kerry Minnear mas está mais dramático e angelical do que a faixa anterior a desta. Detalhe: o GG cita nesta faixa as palavras "so sincere" que é título também da faixa anterior. É inclusive o título de uma faixa instrumental de Carlos Santana no album "Borboletta" gravado também no mesmo ano de "The power..." em 1.974.

"Playing the game" - é a maior faixa do album com quase 7 minutos de duração e soa com um pouquinho daquilo que foi feito em "In a glass house", tem também alguns momentos de funk no decorrer da faixa junto ao rock, mas no meio da sua sessão a melodia é tocada sob uma forma medieval e renascente. Foi incluida no set-list dos shows do GG mas em pouco tempo foi retirada porque a banda considerou ela muito sem sucesso, mas o grupo incluiu novamente a partir da turnê de 1.977 até que a banda se finalizasse em 1.980. Foi inclusa num compacto, o único lançado pela banda e considerado por muitos fãs da banda uma das faixas mais acessíveis em melodia. Apresenta um instrumento chamado "Shulberry" (deve ter sido originado este nome devido ao sobrenome dos irmãos Shulman e o nome do tecladista Kerry) do qual possuia 3 simples acordes e inventado por um acompanhante técnico da banda chamado Phil Freeman. No final da faixa apresenta um "falso final" interrompido por 2 frases de Minnear (que está na metade da faixa a partir da frase: "My thoughts never spoken...") com baixo de Ray e o piano elétrico junto com outros mais diversos teclados na parte solo instrumental. Uma versão ao vivo pode ser encontrada no album "BBC in concert" (1.994).

"Cogs in cogs" - é a faixa da qual inicia o lado 2 do vinil é do qual possui apenas 15 pequenos minutos totais, sendo que este é um dos pontos negativos do trabalho e o GG poderia ter investido em incluir alguma faixa a mais, talvez até a editada em compacto inédita que em CD vem como bônus. Também é a menor faixa do trabalho com pouco mais de 3 minutos de duração e foi incluida também no set-list da banda nos shows ao vivo e foi inclusive uma faixa que chegou a ser tocada antes do "The power..." ser lançado, assim como a "Proclamation" e geralmente era tocada no início das apresentações do GG. A melodia é um tanto árdua, intensa e feroz soando sob a forma de rock tendo o ritmo das baterias de Weathers feito de uma maneira de faixas como "The runaway" do "In a glass house", album anterior. Dá uma leve impressão que o GG gravou esta faixa num dia extremamente de péssimo humor, numa péssima hora.

"No God´s a man" - é uma das faixas bem característica ao estilo bem na forma de senteimento medieval que o GG costuma compor e o que ainda seria uma das que representa até a capa do album. A melodia da introdução se desenvolve gradualmente e de uma maneira lógica apresentando tanto a guitarra elétrica e o violão acústico e ambos em conjunto com um teclado tocado como um cravo. Cantada por Derek com complexos vocais de apoio fazendo com que cada um vai se exaltando aos poucos. O destaque é para Green no solo instrumental e o maravilho órgão elétrico de Minnear sendo tocado por notas altas.

"The face" - cantada por Minnear o destaque vai para o violino tocado por Ray Shulman e só foi incluida pela primeira vez nas apresentações do GG a partir da metade de 1.977, onde Ray tinha como naquelas ocasiões de apresentar suas habilidades com o instrumento para esta faixa sendo que a faixa se extenderia um pouco mais do que a original fazendo com que os 5 integrantes da banda fizessem um show de percussão junto com as baterias de Weathers, algo muito parecido na faixa "So sincere".

"Valedictory" - esta faixa contém o tema que reprisa a faixa de abertura do album "Proclamation" com a mesma melodia, porém um tanto surpreendente ao ouvinte por ela estar de uma forma mais radical e raivosa, porém aparenta estar um tanto lenta diferente de "Proclamation". Foi inclusa nas apresentações junto com a "Proclamation" mas numa extensão um tanto menor e na turnê do ano de 1.975 foi inclusa como um "medley" com outras faixas finalizando-o no caso e tendo o final efeitos sonoros de vidros se quebrando (pertencentes ao "In a glass house"). Observe que no final da faixa terminar é possível escutar um gravador rebobinado uma fita (que induz ser desta música) para como se fosse voltar a escutar novamente "The power...".
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Fonte:
www.soundchaser.com.br

obs.: existem outros álbuns mas esses são os principais, eu vi alguns videos e eles usavam roupas que lembram bastante algumas dos personagens de SDA, lembrando que eles usavam em shows mesmo.
 

Thico

The Passenger
Putz, Progressivo do mais clássico.

Então, é uma banda que eu preciso conhecer melhor urgentemente, conheço apenas o Free Hands (aliás tá faltando ele aí) e o Octopus e algumas músicas aleatórias... inicialmente eu achei uma banda mediano para as de progressivo, mas ouvindo mais vezes o som começou a me atrair.

Minha música favorita deles é In The Glass House, quero muito conhecer esse álbum, só tá meio difícil achar material deles.
 

<dks>

Usuário
procura no winmx e soul seek, ou emule eh dificil mas vc acha muita coisa =P
ah tipo vc tem que ver um show ao vivo deles, eles são perfeitos, eu vi alguns min de um video que tow baixando e é simplismente espetacular os sons que eles fazem @[email protected]
 

<dks>

Usuário
A minha música preferida deles é "Funny Aways" é linda a música e todo o arranjo bem medieval e complexo dessa e da maioria das músicas do GG.
 

Ka Bral o Negro

Tchokwe Pós-Moderno
&lt;dks> disse:
procura no winmx e soul seek, ou emule eh dificil mas vc acha muita coisa =P
:nope: :nope: :nope:

Regra do Fórum Valinor disse:
6 - Pirataria

Não é defensável termos tópicos sobre pirataria no Fórum. Isso seria uma conivência oficial do Fórum (e por conseqüência da
própria Valinor) com a pirataria.

Isso independe das nossas posições pessoais com relação à pirataria. O que estamos decidindo é a opinião e a postura da
Valinor e do Fórum Valinor quanto ao assunto e, olhando por esse prisma, não temos sequer como pensar em outra opção a não ser condenar veementemente a prática.

Portanto a instrução oficial da Valinor (seja Fórum, listas de discussão ou homepage) é: somos completamente contra a pirataria e defendemos os direitos autorais, segundo as leis brasileiras.

O que significa na prática, pro Fórum? Que os Mods vão apagar imediatamente todos os tópicos referentes a pirataria, seja de livros ou filmes, ou qualquer coisa que se relacione a isso, inclusive venda de filmes ou tópicos de ajuda de como baixar o filme. Os tópicos não serão bloqueados, serão apagados. Usuários insistentes nesses aspectos estarão sujeitos a penalidades.

É impossível que a Valinor seja conivente com esse tipo de prática ilegal, seja por apoio explícito ou implícito (permitindo a existência do assunto em seu Fórum), pois mesmo a pirataria "gratuita" é danosa, pois impede que o real detentor da obra receba o que lhe é de direito.

:) :) :)
 

Faram¡r

Dr. Benway
He he ... sem pirataria ... mas vai por mim, não é tão impossivel conseguir material deles. Em casa, eu tenho o primeirão, o Acquiring the Taste e o The Power and The Glory. Lançado no Brasil, so tem o Playing the Fool, se não me engano. É um ótimo álbum para se conhecer a banda, ao vivo, muito bom.

Progressivo muuuuito bom, banda extremamente original, mas não é para todos os gostos. E mesmo quem curte progressivo, costuma demorar um pouco para se acostumar ao som da banda. Para alguns, é o som progressivo paradigmático (Li isso já em vários sites, de autores diferentes ... engraçado como eles são únicos, mas parecem conter em si as principais caracteristicas progressivas.
Tava a maior tempão sem entrar no forum e vejo um tópico da banda que é o meu xodo :P
Faz tempo que eu não ouço, to escutando mais Kraut e RIO ultimamente, mas o som do Gentle nunca enjoa, so faz a gente gostar mais deles.
 

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