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Gastos em ciência ao redor do mundo

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Haran Alkarin, 20 Set 2015.

  1. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

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    Aumentem a imagem para ver melhor.

    Legal comparar certos gastos tidos como astronômicos em ciência com o filme Avatar. :lol: Claro que o filme as pessoas vêem porque querem e esses gastos em geral são em parte considerável tirados a força via imposto - mas aí o problema então é o caráter coercitivo, e não o grande volume de dinheiro usado...

    Surpresa ver o gasto do Brasil em ciência ser um dos maiores...
     
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  2. Ranza

    Ranza Macaco

    O gráfico e interessante mas seria mais interessante se colocasse também em porcentagem do PIB. O Brasil pode estar entre os mais altos devido ao PIB de trilhões, apesar que temos alguns grandes investimentos na área da medicina e outros.

    A parte que mais gostei foi as cifras dos vários projetos como a do apollo e do projeto manhatam.

    PS esses gráficos esféricos são bem legais para comparação.
     
  3. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Li uma vez que o Brasil enfrentava muitos problemas pra conseguir impacto científico, e apesar de investirem dinheiro ele se perdia pelo caminho. Uma porção dos recursos era canalizada para sanar os imprevistos da infraestrutura básica do país que é ruim (telecomunicação precária, eletricidade ruim, faculdades sem água e esgoto adequados, falta de pessoal técnico com treinamento básico, acidentes com incêndios e crimes/falta de segurança), parte do dinheiro aplicado (insuficiente) que vai para sobrevivência é de bolsas defasadas, outra parte vai para pesquisas que os próprios pesquisadores apontam como sendo irrelevantes e que foram aprovadas por politicagem, além de desvios (que também são movidos por interesses ideológicos).

    Uma falta de transparência e debate real interno (falta de auto-crítica) somada a uma defasagem crônica que no fim pesa muito e tira um pouco do poder de fogo de áreas de fronteira aonde fazemos boa ciência como a agropecuária.

    Então se formam polos ou ilhas aonde há realmente a "ciência de ponta" ma que fica sitiada por uma sociedade que pode estar em nível medieval. Faculdades que não conseguem fomentar empresas integradas e avançadas se instalando ao redor do câmpus em que a economia percebe pouco impacto direto da troca de conhecimento virando "feudos" que terminam por exportar e vender as tecnologias uma vez que a ponte com a comunidade seja ainda muito precária.

    Mesmo com a introdução de "berços de empresas" nas universidades o processo parece estar muito mais lento do que deveria e sem a verba estatal muitos projetos se tornariam economicamente inviáveis. A solução é realmente difícil.
     
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  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Surpresa seria se o retorno que o país tem com cada real investido fosse dos maiores. Esse seria o gráfico mais interessante, o que mostrasse a relação custo/benefício.
     
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  5. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Justamente porque o Brasil tá longe de estar entre os top 10 países em ciência que tive a surpresa dele ser o décimo que investe.
     
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  6. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

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    Fonte:
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    How much do we really spend on research and development, and how does it vary internationally? To provide some context for this science funding debate, the
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    team has broken down spending across the G20 countries.

    In the chart below, the vertical depth of the bars represents the countries’ GDP, a measure of total national economic output. The width of the bars represents the percentage of that GDP invested in research and development (R&D). That means that the area of each block is proportional to the overall spend on research.

    The graph is divided into spending by governments, private businesses and other sources. The averages for these countries are 0.65% of GDP spent by governments, 1.26% of GDP invested by the private sector, and a further 0.13% of GDP coming from other sources.

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    A few broad conclusions emerge from the data:

    The percentage of GDP invested in research and development varies widely across the world. South Korea is powering ahead at 3.7% of GDP. (And its investment is increasing rapidly, up from 2.8% in 2005.)
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    , spending 1.7% of GDP on research. Spending is much lower in the less wealthy G20 member states, although time series data show that many are ramping up investment.

    In most countries, the private sector makes the larger contribution to the research ecosystem. The exceptions to this rule are Brazil, Russia, India, Argentina and Indonesia.

    The US is a global research behemoth, in both the public and private sectors. A healthy percentage of its GDP is sunk into science meaning that, in absolute terms at least, even China won’t be competing with it any time soon.

    Dividing research spending into public and private inevitably misses some subtleties. There is a symbiotic relationship between state and business investment in R&D. This ranges from the direct, such as government-sponsored loans and grants for a variety of private projects, to the diffuse, like the education and training provided by public-funded research that underpins a skilled workforce.

    The international variation in science policy means that it’s worth taking the sharp dividing lines on the graph with a pinch of salt: no taxonomy of research funding could adequately capture all this detail. Still, these numbers do give an impression of the big picture, and show the widely divergent levels of investment in science internationally.

    Andrew Steele co-authored this article with Tom Fuller, an editor and graphic designer based in Oxford. They are founders of
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    .


    Sources of data
    All the data used for this graphic are available in
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    .

    The United Nations publishes a range of statistics on scientific research and development on the
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    . We used the most recent values of “GERD by source of funds” (GERD = Gross Expenditure on Research and Development) for government and business enterprise, and aggregated the other categories (private non-profit, higher education, abroad and “not specified”) to work out where nations sit relative to one another on an internationally uniform scale.

    This breakdown by source of funds is not available for Saudi Arabia, which is why its bar is entirely grey. Also, while the European Union is a bloc member of the G20, it is not included this graphic.

    We used the most recent figures for all data, but these are not perfectly up to date. For example, all the most recent UK figures are for 2010, so they don’t fully reflect
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    . They’re also not always uniformly dated; to take another example, Australia’s GDP and total R&D spending figures are from 2010, but the most recent percentage breakdowns into government, business and so on come from 2008. Data for most other countries are for 2008–2010. This is a limitation of the data, and choosing a different methodology doesn’t significantly change the results.

    Finally, while UNESCO make the separation of the “source” of funds and the “sector of performance” obvious, other data sources report in a more confusing fashion. For example, Government Expenditure on R&D (GovERD) refers to R&D performed by government bodies, and does not specify who picked up the bill. Conversely, “GERD financed by Government” (the statistic we used) refers to R&D paid for by the government, irrespective of where it was performed.
    Artigos interessantes linkados na fonte original:

    For:
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  7. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    A Coréia do Sul investindo bem mais do que eu imaginava.
     
  8. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    O governo brasileiro investe mais que o britânico?
     
  9. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

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    Vídeos bem didáticos sobre o orçamento de duas universidades americanas típicas:

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    Curiosamente, em ambas, o Estado fornecia cerca de 2/3 do orçamento no início dos anos 2000, mas essa fração caiu para cerca de 1/3 nos dias de hoje. Ainda assim, tenho a impressão de que, se forem feitas as devidas conversões e comparações, esse 1/3 do orçamento representa uma contribuição maior (ou ao menos da mesma ordem de grandeza) do que todo o orçamento de uma dada universidade brasileira, inclusive de uma universidade mais atípica como USP ou Unicamp.
     
    Última edição: 13 Jun 2019
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  10. Ranza

    Ranza Macaco

    Cara, que sensacional essa reportagem, muito clara.
    Mas nesse tema já retirei minha participação, eu sou MUITO leigo para isso.
     
  11. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Uma coisa não muda tão cedo: precisamos melhorar e muito!
     
  12. fcm

    fcm Usuário

    por mim pegava tudo do ensino superior e repassava para o básico!
    Fim das universidades públicas e valorização do ensino básico!
    --- Mensagem Dupla Unificada, 13 Jun 2019, Data da Mensagem Original: 13 Jun 2019 ---
    antes que me lixem pois fui deveras simplista na declaração.
    Por mim o foco maior deve ser o ensino básico e não o superior...
     
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  13. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Ok entendi, pois infelizmente no Brasil temos uma grande massa chegando ao superior muito despreparada e creio que era isso que você estava enfatizando. Então não adianta investir pesadamente nesse segmento, se temos má formação no básico e no médio.
    De qualquer maneira, no superior menor que está não pode senão nenhuma universidade pública consegue sobreviver.
     
  14. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    A tabela "Proporção de gastos totais (...)" da matéria mostra que o Brasil despende 76% de seus gastos educacionais em Ensino Básico, e que essa porcentagem está entre as maiores da lista. Então esse papo de que o Brasil gasta muito em Ensino Superior parece equivocado. Ainda mais se lembrarmos que em muitos países o aluno paga pelos cursos de graduação, então seria esperando que, sendo pagas, as universidades nesses países recebessem menos, ou, sendo gratuitas, as universidades brasileiras recebessem mais...

    A necessidade do financiamento das universidades, de modo geral, e da ciência, em particular, parece evidente se analisarmos a experiência internacional. Agora, se fôssemos ser "racionalmente revolucionários" e desejássemos estabelecer uma distribuição de financiamentos particularíssima baseada em preceitos racionais, então, no final das costas, pra que investir em ensino básico? Se o critério for o "por mim fazia isso", cairíamos no anarcocapitalismo - no que me interessaria instruir os filhos dos outros? Que os pais arquem com os custos.... Enfim, o ensino básico público e a atividade universitária (sobretudo de pesquisa básica) são financiadas basicamente pelos mesmos motivos: por causa de externalidades positivas que, a médio e longo prazo, contribuem para a prosperidade social e econômica.

    Se poderia falar que a distribuição particularíssima se justificaria porque o Brasil tem uma situação de precaridade particularíssima no Ensino Básico. Mas essa situação não parece ser resolvida por mais dinheiro, especialmente por mais dinheiro de uma área que não recebe muito se comparada aos análogos internacionais e que, tendo acumulado um século de patrimônio em tradições e conhecimentos, teria muito a perder.
     
    Última edição: 13 Jun 2019
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  15. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    No Brasil, no fundo sabemos que mesmo tendo o dinheiro pra aplicar no básico, o problema em vários lugares muitas vezes nem é tê-lo disponível na quantidade ideal e sim aplica-lo corretamente, não sofrer desvios e muito menos superfaturamento de despesas. Por isso que não dá pra confiar apenas em estatísticas, sem saber em detalhes se esse dinheiro foi efetivamente aplicado na prática com total transparência e eficácia.
     
  16. Ranza

    Ranza Macaco

    Fúria isso serve para QUALQUER coisa, e ainda assim o post do Haran faz sentido. Má gestão não é algo novo no país, não vem de duas décadas para cá.

    E outra, é justamente na estatística que podemos retirar os achismos e tentar focar no problema. Todo mundo é ávido por falar que se investe pouco no ensino básico por investir muito no superior, as estatísticas provam o contrário, elás mostram que o problema do ensino básico não é o fluxo do dinheiro, e pode ser justamente essa efetividade do que você fala. E olhando para a estatística que se consegue perceber isso.

    No mais, @fcm você dizer que o ensino superior deve ser focado (Os dados apresentados pelo Haran mostram que isso é feito), e todo o dinheiro convertido em ensino básico, ignora as demandas do próprio mercado (não to falando nem da população como um todo), que exigem o ensino superior até para funções mais simples e que existe uma parcela gigantesca da população que não tem acesso a dinheiro ou financiamento estudantil, a não ser por intervenção estatal. Outra coisa é ver os dados da
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    , não dá pra ficar ignorando esses fatos.

    Adam Smith já disse seculos atras que o governo tem 3 funções básicas, educação é uma delas.
     
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  17. fcm

    fcm Usuário

    Sim, como disse fui simplista.
    Mas se o Brasil gasta 76% no básico e mais que outros países, alguma coisa está muito errada, pois nosso ensino público básico é um dos piores do mundo em todos os rankings.
    O ensino superior é até razoavelmente bem rankeado mas nunca tivemos algum nobel por exemplo.
    Enfim, tem muita coisa errada mas sou bastante leigo para falar mais do que isso.
     
  18. Ranza

    Ranza Macaco

    Sim, tem, somos um país bem grande com um PIB que não corresponde ao nosso tamanho.
    Mesmo que colocarmos valores (em porcentagem do PIB) no padrão ou até mais que outros países, não significa que vai ser o suficiente, devido a todos os problemas locais (falta de estrutura, distancia, número de pessoas).
    Que alguma coisa tá muito errada é fato, não é novidade, mas não é uma questão de divisão de verba como a galera gosta de falar. Não é deixando de pagar Fies e Próuni que vai se resolver o problema do enino básico, mas pode criar um problema no ensino superior.
     
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  19. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Ranza não estou diminuindo em nada a importância da estatística não. Mostrar o quanto é gasto sempre será muito importante, servindo de alerta e ratificando que existe dinheiro destinado (e que não é pouco) e que não é simplesmente injetando mais dinheiro que se resolve o problema, pois sempre tem aqueles que usam a mesma desculpa simplista que não cola mais que o problema é sempre falta de verba.

    Quando se fala em investir em educação e que alguma coisa está errada, é justamente saber usar racionalmente esse dinheiro, não desperdiçando, superfaturando entre outras coisas. A partir do momento que o país melhora no combate ao desperdício (e por tabela a corrupção), muita coisa já começa a melhorar na educação sem precisar tirar verba de nenhum outro lugar.
     
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  20. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

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    que discute orçamento universitário. Pelo visto, os vídeos que postei ali das duas universidades americanas não refletem o cenário universitário americano como um todo, em que o papel governamental parece ainda maior.... Seguem os trechos relevantes.

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    A matéria usou
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    da AASS (American Association for the Advancement of Science) para os dados dos Estados Unidos:

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    E
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    tem os dados brutos. Por exemplo:

    Estado: 66% (2000), 67% (2012), 59% (2017)
    Universidade: 20% (2000), 21% (2012), 25% (2017)
    Indústria e outros: 15% (2000), 13% (2012), 16% (2017)​

    Fico na dúvida de como se relacionam os números R&D com o orçamento universitário como um todo, incluindo atividades educacionais. Será que para além de contribuir para R&D, o governo tem uma contribuição adicional para pagar atividades educacionais? Tem trechos da matéria que o autor parece acreditar que tudo está incluído em um orçamento só, quando ele diz, por exemplo, que "quase 60% dos recursos para as universidades vieram do Governo Federal e dos estados norte-americanos"... Até porque separar os orçamentos seria a nebuloso, por exemplo, para estudantes de pós-graduação stricto sensu, que conduzem boa parte das pesquisas em universidades. Ou para o salário dos professores, que também são pesquisadores....

    Nesse sentido,
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    tem o orçamento específico de "public colleges", em que cerca de 50% vem do Estado (governos federal, estadual e municipal):

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    Os números são razoavelmente parecidos com os dados da AAAS...
     
    Última edição: 17 Jun 2019
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