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Notícias Fusão entre Penguin e Random House confirmada

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bel, 30 Out 2012.

  1. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Operação dará origem ao maior grupo editorial de produtos ao consumidor do mundo, deixando para trás a News Corp

    O grupo britânico Pearson e o conglomerado alemão Bertelsmann fecharam acordo para unir suas editoras, respectivamente Penguin e Random House. A fusão cria o maior grupo editoral do mundo, com vendas anuais estimadas em 2,4 bilhões de libras (cerca de US$ 3,8 bilhões), superando a francesa Hachette, e entre 25% e 30% do mercado de livros. O acordo foi anunciado nesta segunda-feira de manhã — um dia depois de o jornal “Sunday Times” noticiar que a News Corp., de Rupert Murdoch, faria uma proposta de 1 bilhão de libras (US$ 1,6 bilhão) para levar a Penguin. A joint venture vai se chamar Penguin Random House, sendo que a Bertelsmann ficará com 53%, e a Pearson, com o restante. Sua sede ficará em Nova York. Para alguns analistas, esse anúncio é um sinal de uma nova onda de fusões e consolidações no mercado editorial. Não foi divulgado o valor do negócio.

    O diretor financeiro da Pearson, Robin Freestone, disse à BBC que as empresas têm confiança de que o acordo será aprovado pelas autoridades reguladoras. A fusão vai unir as operações das duas editoras nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul, bem como as operações da Penguin na China e as unidades da Random na Espanha e na América Latina. Thomas Rabe, diretor-executivo da Bertelsmann, afirmou em nota que uma das vantagens da fusão será o aumento da presença editorial nos mercados de Brasil, Índia e China. No Brasil, a Penguin tem 45% da Companhia das Letras.

    Apesar de os grupos afirmarem que a fusão proporcionará sinergias em custos operacionais e que os selos de cada editora continuarão autônomos, há receio no mercado de um enxugamento editorial, o que reduziria a oferta de títulos e a concorrência. A editora de livros do “Guardian”, Claire Armistead, afirmou no site do jornal que os autores vivos temem uma redução em adiantamentos e royalties.

    Para o jornalista e editor brasileiro Felipe Lindoso, consultor de políticas públicas para a leitura, a fusão faz parte de um processo global de consolidação de empresas de mídia, que foi muito forte no fim do anos 1990 e início dos 2000 — a própria Bertelsmann comprou a Random House em 1998 — e é retomado, em grande parte, por causa do crescente mercado de livros digitais.

    — Agora está havendo um processo de modificação muito grande no mercado editorial internacional. Não à toa Thomas Rabe, da Bertelsmann, disse que isso vai acelerar a transformação digital do mercado — afirma Lindoso, que compartilha o receio em relação à possibilidade de fusão de selos. — Acredito que diminua a possibilidade de haver mais jogadores fazendo oferta pelos grandes autores. Se bem que o panorama está mudando muito rapidamente com o digital. Agora ninguém mais está pagando milhões por um livro, é tudo mais modesto.

    Para Lindoso, mesmo que a efetivação da fusão demore a ocorrer na prática, o negócio está consolidado, porque a única possibilidade de o acordo ser suspenso é a não aprovação das agências reguladoras. O diretor-executivo da Penguin, John Makinson, disse ao jornal britânico “Guardian” que não há cláusula de rompimento do acordo, descartando a hipótese de aceitar uma contraproposta da News Corp. As empresas preveem concluir a fusão no segundo semestre de 2013.

    Lindoso ressalta ainda que, apesar da grandiosidade do negócio, há setores das duas editoras que não participam da fusão.

    — A Random House alemã, a maior editora da Alemanha, ficou fora do negócio. A fusão é nos mercados em inglês e no resto do mundo. Argumenta-se que foi uma decisão estratégica da Bertelsmann, que é um gigante, tem música, edição, uma infinidade de negócios na área de conteúdo, e obviamente seu mercado natural é a Alemanha. As outras operações da Pearson, sem ser a Penguin, também não entram no negócio — afirma Lindoso.

    A Pearson controla o diário de negócios britânico “Financial Times” e tem 50% da revista “The Economist”. O grupo também tem forte presença no mercado de educação, e em 2010 comprou o Sistema Educacional Brasileiro (SEB), que tem escolas e trabalha com distribuição de material didático.

    Brasil como ponto estratégico

    Para Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a formação do novo grupo editorial pode ser vista como resposta à crise mundial. Pelo mesmo motivo, o Brasil pode ocupar um lugar mais importante na estratégia dos grandes grupos editorais.

    — Imagino que poderemos ver outras uniões nos países que estão sofrendo com a crise, principalmente na Europa. O (megainvestidor) Warren Buffett já dizia que é na crise que se fazem grandes negócios — disse a presidente do Snel. — A situação no Brasil é bem melhor do que lá fora, ouvimos muito isso na Feira de Frankfurt (maior evento literário do mundo, ocorrido no início do mês). Creio que os grupos estrangeiros podem colocar o Brasil como ponto estratégico nos seus planos de crescimento. Já observamos leilões de aquisição de direitos de publicação de autores e obras bem movimentados aqui, com valores altos, mais próximos de patamares internacionais.

    Para o colunista do jornal “The Indian Express” Pratik Kanjilal, a própria News Corp. deve buscar outra editora para comprar depois de ver frustrada sua ambição pela Penguin. E, apesar de a Penguin Random House já nascer como a maior editora do mundo, ela não é páreo para a Amazon, cujas vendas anuais giram em torno de US$ 48 bilhões.

    Fazer frente a uma megavarejista como a Amazon foi uma das razões para a fusão. Rabe disse à BBC que “o perigo quando se é pequeno é que os revendedores pedem mais e mais descontos”. A Penguin vende em torno de 100 milhões de livros (físicos) por ano. Já as vendas da Random House, que incluem os livros digitais, chegam a 400 milhões de unidades por ano. A Penguin publica George Orwell, Raymond Chandler e Stephen King, entre outros; a Random House tem entre seus autores Richard Dawkins, Ken Follett e Orhan Pamuk.

    Também se estima que a oferta da News Corp, tenha precipitado o anúncio da fusão. Duas fontes da Pearson disseram ao “Financial Times” que a venda da Penguin geraria passivos fiscais significativos, o que a tornaria menos atraente, do ponto de vista financeiro, que a fusão com a Random House.

    Fonte:
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  2. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Re: Fusão entre Penguin e Random House cria o maior grupo editorial do mundo

    vam'ver como fica isso com a companhia das letras, já que eles são sócios da penguin, né
     
  3. Liv

    Liv Visitante

    Nossa, verdade! Estava pensando nisso agora. Será que essa fusão muda muita coisa pra Cia das Letras?
     
  4. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu acho q deve facilitar na hora de conseguir os direitos de publicação. o hornby, por exemplo, era da rocco. depois que a penguin comprou parte da companhia, o hornby vai passar a sair pela companhia. deve acontecer algo semelhante com os autores da random house. se bem que o dawkins já sai pela companhia aqui no brasil. enfim, negócio é esperar pra ver como fica.
     
  5. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    O Martin é da Random House, não? Será que ele vai pra Cia? :pray:
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    é que é meio complicado, os "leilões" são muitas vezes por livro, não por autor. e aí se uma editora tem o contrato, não sei como fica - provavelmente tem que esperar acabar o prazo do contrato ou algo assim. então funcionaria mais se ele lançasse um livro diferente (tipo o livro novo da rowling: os potter são rocco, o novo a nova fronteira que comprou os direitos).
     
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