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França fixa teto salarial para dirigentes de empresas públicas

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 13 Jun 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    O governo francês anunciou nesta quarta-feira em seu Conselho de Ministros que o salário máximo dos dirigentes das empresas públicas não excederá os € 450 mil euro anuais.

    Na saída do palácio do Eliseu, o ministro da Economia, Pierre Moscovici, detalhou que até o final de julho será elaborado um decreto sobre esta disposição, que estabelece que as companhias onde o Estado aparece como acionista majoritário siga essa medida anunciada.

    Nas empresas onde a participação estatal é minoritária, os representantes governamentais serão encarregados de propor esse mesmo limite, já que as questões das remunerações são tratadas nos conselhos de administração.

    BOM SENSO

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    O ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, em Bercy​

    Segundo Moscovici, o teto salarial de € 450 mil é uma quantidade suficiente para não dissuadir os diretores de trabalhar em entidades públicas. Mas, ao mesmo tempo, a medida "impõe" um "bom senso" no seio dessas empresas.

    O ministro da Economia também insistiu na necessidade de os dirigentes das empresas públicas seguir o exemplo já que "estão a serviço da sociedade". De acordo com Moscovici, após esta primeira decisão, outras medidas adicionais deverão abordar as gratificações.

    Esta mesma medida prevê que todos os dirigentes tenham um salário limitado a uma margem 20 vezes superior à remuneração mais baixa, que, segundo adiantou hoje o jornal "Le Figaro", não será calculada companhia por companhia. Esse cálculo deverá abordar a média entre as 15 empresas onde o Estado é acionista majoritário.

    SALÁRIOS EXCESSIVOS

    O governo francês já tinha anunciado sua oposição aos excessivos salários dos diretores ao advertir que não aprovaria a indenização de € 400 mil que deveria ser paga a Pierre-Henri Gourgeon, o ex-diretor-geral da Air France-KLM, por considerá-la excessiva.

    Na ocasião, o Ministério da Economia afirmou que esperava
    acrescentando que em breve iria definir novas regras "conforme os compromissos" assumidos pelo atual chefe do Estado, François Hollande.

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