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Foi, minimamente, idéia do Tolkien?

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Aster, 6 Abr 2011.

  1. Aster

    Aster Usuário

    Salve!

    Seguinte:

    Nunca me interessei por fanfics, até ficar meio carente de viajar no universo do Tolkien – infelizmente, não tenho os HoME e já re-re-reli os livros que eu tenho, que são o Senhor dos Anéis, O Silmarillion, CI e Os Filhos de Húrin.
    Ocorre que eu acabei lendo umas e, surpresa!, achei algumas bastante boas (tem uma da Tyellas, sobre a primeira experiência do Sauron ao “ser” em Arda com um corpo físico, que é realmente interessante; na verdade, eu achei essa fic através da referência que o Ilmarinem deu em um post aqui no fórum).
    Na minha opinião, uma fic só é válida se o autor conhece profundamente a obra mestra e tem o talento de ver em suas entrelinhas, criando uma história verossímil dentro deste universo. Ou então – caso raríssimo -, quando o autor tem tanto talento, que mesmo sem respeitar as linhas gerais do personagem ou do universo em que ele vive, consegue criar uma história boa – aquela que te prende e não insulta sua inteligência.
    O fato é que comecei a ficar encafifada com algumas informações – por causa da MINHA falta de informação!
    Eu sei que nessas fics, os caras inventam, tem uns que viajam tanto que nem vale a pena lembrar. Mas achei algumas coisas recorrentes e, como não li os HoME e nem o que mais exista além do meu humilde acervo...
    Por exemplo,

    - Está escrito em algum lugar que o Fingolfin teve mais um filho além de Fingon e Turgon? Se sim, é Arakáno? E que ele morreu na “Batalha do Lammoth”? E teve alguma batalha lá? No Silma (se eu não perdi nada, pode acontecer, né?), diz que quando a hoste do Fingolfin chegou do Helcaraxë eles entraram na TM sem lutar, pois a primeira aparição do sol assustou a galera do mal e eles se entocaram em Angband.

    - Maedhros é também chamado de “Maitimo”; não achei a referência para esse nome em nenhum dos meus livros; e ele ficou 39 anos pendurado nas Thangorodrim?? E se arrependeu do Juramento antes do kinslayer de Doriath, e quis contemporizar?

    - Aham... Existiu “algo mais” entre Turin e Beleg? Um beijo? WTF!!! (não que isso enlameie a história, acho até que embeleza ainda mais, ai, quanto lirismo!)

    - Em relação à descrição física de alguns personagens: onde está escrito que o Maedhros é ruivo? Que o Fingon só usava tranças entremeadas com um cordão de ouro? Uma coisa é a invencionice das fics, mas quase em todas as imagens, dos mais variados artistas, o Maedhros aparece ruivo. Nessa conhecida imagem aí, por exemplo (amo, acho tristíssima, mas um dos mais belos resumos da Nirnaeth), a autora diz que é o Fingon e ele está com as tais tranças:

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    (coloco o link pq não sei como inserir imagens aqui e não achei a informação lá nas regras)

    O universo do Tolkien é tão rico, tão complexo e apaixonante que cria vida própria através do tempo. Assim são as lendas e os mitos. Os personagens, apesar de só existirem nos livros (SdA é uma experiência à parte, devido ao PJ), têm a forma física que cada um de nós lhes dá; e, de repente, eles começam a ganhar uma forma mesma, uma identidade que começa a ser representada sempre com semelhança... Não é fantástico?

    Nhai, quero dizer, me dá agonia não ter lido tudo que se tem p ler sobre o que o Tolkien escreveu...

    Alguém poderia me esclarecer um pouco?

    Valeu!
     
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  2. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Está certo. Houve a batalha de Lammoth, e Arákao, filho de Fingon, morreu nela:
    O trecho foi retirado de um texto do HMe XII, chamado "O Xibolete de Fëanor".

    Christopher não incluiu a batalha no Silmarillion, pois ele usou os textosinacabado do Silmarillion escritos pelo pai. A referência a batalha não estava nos textos que Tolkien escreveu para o Silmarillion.

    Maedhros é chamado de Maitimo, que significa "o bem-formado" (cf. o texto "O Xibolete de Fëanor"). Os eldar, via de regra, tinham dois nomes: uma dado pelo pai (o de Maedhros era Nelyafinwë, "terceiro Finwë"), e um dado pela mãe (o de Maedhros era esse, Maitimo). O nome materno era, muitas vezes, considerado "profético".

    Maedhros foi colocado nos penhascos de Thangorodhrim no ano 1498 da Era das Árvores, e foi resgatado por Fingon no ano 5 da Primeira Era do Sol, como é dito nos "Anais Cinzentos", presentes no HMe XI. A era das Árvores terminou no ano das Árvores 1500, e logo depois começou a era do Sol, então podemos dizer que Maedhros passou 2 Anos das Árvores e 5 anos do Sol pendurado. Como cada Ano das Árvores equivale a 9,582 Anos Solares (cf. HMe X, Anais de Aman), Maedhros passou cerca de 24 anos solares pendurado.

    Quanto a isso, não me lembro de referências. Mas não confie na minha memória!

    Em uma versão antiga da história, presente no HMe II, depois que Beleg morre Túrin lhe beija a boca. Mas foi um beijo fraternal, sem qualquer conotação homossexual.

    Que Maedhros é ruivo é dito, por exemplo, no HMe XII (novamente n'O Xibolete de Fëanor!). Aliás, um de seus "apelidos" era Russandol, que significa 'cabeça-de-cobre'. Mas elfos ruivos são muitos raros.

    Eu não lembro de referências a isso, mas novamente, não confie na minha memória!
     
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  3. Aster

    Aster Usuário

    Uau,...

    Valeu, Meneldur, pelas respostas... (babei nos cálculos sobre a contagem de tempo em que o Maedhros ficou pendurado nas Thangorodrim... O Sheldon Cooper não está aí à toa, hein, :lol:)

    E o que seria um "xibolete"?

    (Não consigo nem colocar essas carinhas, achei que não iria, mas preciso de um saitor!)

    Então o beijo foi for real....:think:
     
  4. Meneldur

    Meneldur We are infinite.

    Um xibolete é uma característica distintiva de uma pessoa ou grupo. No caso de Fëanor, era uma caracteristica linguística: ele pronunciava as palavras de modo diferente. Era o "sotaque" dele.

    Que carinhas???
     
  5. Aster

    Aster Usuário

    Bom, no fim, consegui; mas ainda apanho até pra colocar citação...

    Então o Fëanor tinha até um sotaque diferente?

    Sem dúvida, um dos personagens mais fortes e apaixonantes do Tolkien (para o bem ou para o mal)!
     
  6. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Pô, e eu pensando que era só um jeito fanfarrão de falar 'Shibboleth'. :lol:
     
  7. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Bom saber que a divulgação do material da Tyellas aumenta o interesse pelo conteúdo de HoME. Como vc deve ter visto, muitas das referências mais obscuras, como a cor dos cabelos dos príncipes Noldor e seus nomes originais em Valinor foram revelados em HoME X a XII.A maioria dos bons fanfics como os da Tyellas e do Ithilwen contém uma nota em cada capítulo explicando a fonte das referências e os comos e porquês das opções dos escritores.

    Meus dois romances/fanfics tolkienianos favoritos são o One Ring to Bind them all da Tyellas e a Saga de Maedhros do Ithilwen que , além de maravilhosamente bem redigidas, são, de maneira geral, absolutamente congruentes com leituras possíveis ( e até prováveis) de pontos obscuros do cânon.


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    A palavra é bíblica inclusive. Usada em Juízes.

    Originalmente sempre se referia a algo de natureza linguística, é nesse sentido específico que Tolkien usou o termo.

    [ame]http://pt.wikipedia.org/wiki/Xibolete[/ame]


    Curioso constatar que, aparentemente, há uma similaridade entre a natureza do xibolete de Fëanor e seus filhos, porque todos adotaram o mesmo procedimento, e a diferenciação entre as línguas célticas que incluem o P daquelas que não o fazem ( mudando-o para Q), a distinção que se constata entre o irlandês e o galês por exemplo.

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    Talvez Tolkien não estivesse totalmente alheio à especulações do tipo dessa ai

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    No caso do Shibboleth , o problema era com a letra þ que é pronunciada como o th de things como fazendo parte do nome da mãe dele , onde esse elemento virava um S. Fëanor e seus filhos repudiavam a mudança do som th pro S adotada pelos outros falantes de quenya e consideravam que Serindë era uma adulteração depreciativa da memória da mãe dele, particularmente ofensiva por ter sido adotada pelos demais elfos em Valinor, incluindo Finwë e Ingwë.
     
    Última edição: 11 Abr 2011
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  8. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Os Noldor eram mesmo os mais apaixonados pela memória. Penso até que a paixão deles por artefatos seja quase uma somatização daquilo que os move. E achei interessante as informações entre inglês e hebreu. Os judeus viveram na idade média entre os ingleses e pode ter havido transferência de conhecimento parecido ao que houve durante a dominação romana.
     
  9. Ilmarinen

    Ilmarinen Usuário

    Curioso constatar que no texto destacado aí, embora o título enfatize a influência do hebraico em cima do inglês, é óbvio que o corpo mesmo do ensaio em si dê considerável maior destaque pra similaridade sintática e gramatical da língua hebraica com as línguas célticas insulares, galês e gaélico.

    Estranho não?

    O título diz uma coisa e o ensaio outra diferente.Chega a ser cansativo o modo como isso tende a acontecer toda vez que a influência céltica sobre o inglês e seu débito com outras linguas seja enfatizado.

    A propósito, Gerald Massey, já no século XIX, fazia um montão de especulações meio viajadas, mas estranhamente convincentes, a respeito de influências do egípcio em cima das línguas célticas.Devemos aqui lembrar que o semitico e o egípcio são ramos distantes da mesma árvore linguística e que, se houve influência, ela costuma ir pra todos os lados e há mesmo uma lenda celta que diz que uma princesa egípcia , Scota, especulada como a filha exilada de Akhenaton e Nefertiti, a princesa Meritaten, foi a batizadora da tribo que colonizou a Escócia.

    Vá-se lá saber. Mistérios que se perdem na noite dos tempos

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    Evans believes that Scota was Meritaten, eldest daughter of Akhenaten and Nefertiti.
     
    Última edição: 11 Abr 2011
  10. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Estava lendo um livro da Anne Rice (O Tempo dos Anjos), sobre o período da idade média em que houve choque cultural entre judeus e ingleses com xenofobia e os problemas decorrentes da idade das trevas (obscurantismo dos líderes).

    Muitas lacunas lngüísticas teriam espaço para aparecer nessa época. Fica aí a reflexão das influências no inglês, parte das construções vindas de um tronco em comum (como na teoria do tronco indo europeu) ou parte das interações entre línguas filhas.
     

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