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Notícias Fim do Cinema em Cena

Tópico em 'Cinema' iniciado por Ana Lovejoy, 8 Set 2014.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Para quem não viu, foi publicado no dia 27/08 no site Cinema em Cena:

    Muito triste esse anúncio. Li
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    (muito boa, por sinal) e entendo os motivos dele, mas Cinema em Cena é um dos pouco sites que frequento tem mais de uma década (jogo aí a Valinor, e página inicial do UOL hehe). Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças eu só fui ver no dia da estreia (e me apaixonei por ele) por causa de uma crítica do Villaça. Acompanhei ansiosa um monte de notícias das produções de O Senhor dos Anéis e Star Wars (num tempo que essa coisa de foto vazada ainda era beeeeem rara). Aquelas notas sobre possíveis projetos que acabavam indo para a gaveta, passava horas lendo aquilo. Ver calendário de estreia nacional. Enfim, sempre foi referência para mim, site número um de cinema no Brasil. Vai fazer falta :|
     
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  2. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Nossa, que triste. :osigh:

    E a constatação (na entrevista com o Pablo Villaça):

    E é mais um que acaba.
    Não vai demorar muito pra ficarmos só com aquelas coisas de tuíters e feicebuq. =/
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    se você pega sites de jornais como a folha, a coisa chega a ser assustadora: aparentemente eles desenvolveram um padrão de texto em que o jornalista só larga lá umas breves linhas, sem qualquer palavra que conecte um parágrafo ao outro dando coesão ao texto.

    exemplo, pedaço da crítica que saiu sobre um livro novo do edney silvestre

    wth.

    e uma coisa que o villaça fala aí sobre o tal do "não concordo": eu acho que essa coisa do "não concordo", sem maiores argumentos, é um pouco consequência do tal do "gosto é gosto", que acabou virando muleta para quem tem preguiça de debater. chega fulano e diz que tal filme é chato, você pergunta o motivo e ela vai tacar um "aiiii, gosto é gosto, respeite minha opinião", como se você, sei lá, estivesse insultando o cara só por querer entender qual a visão que ele tem da obra.
     
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  4. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    É mesmo.
    E em todo tipo de discussão é assim não só em cultura mas também política, notícias do cotidiano etc.
    E sempre tem aqueles idiotas que chegam chutando o balde, xingando tudo e todo mundo, não emite opinião alguma, não acrescenta nada, só esbraveja, e a gente passa raiva e fica sem saber se a pessoa era contra, a favor ou o quê.

    E por isso que eu torço pra que o fórum Valinor não acabe tão cedo. =/
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  5. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    E apenas com aqueles títulos estúpidos ao estilo do Buzzfeed :/

    Que Eru nos ouça!
     
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  6. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Eu admiro bastante o Pablo e a sua forma de ver cinema e a crítica de forma geral.
    Fiz curso com ele e realmente é apaixonante essa forma dele de ver as coisas.

    Mas eu confesso que nos últimos meses eu tinha parado de acompanhar tão de perto as críticas dele por terem diminuído bastante o ponto forte de sempre visualizar e ressaltar os pontos técnicos que o fizeram admirar ou não a obra. Ao invés disso o foco passou a ser a temática do filme e principalmente as opiniões e visões político/social dele sobre o mundo. Alguns trechos da ultima critica que ele escreveu sobre o filme do Depardieu quase mais pareciam trechos de coluna política de jornal do que uma crítica sobre o filme.
    Isso me decepcionou um pouco, mas ainda assim é bem acima da média do que se pode encontrar em críticas em português.


    Dito isso, é uma calamidade o fim do Cinema em Cena. É um marco do jornalismo cinematográfico brasileiro.
     
  7. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Ou dependermos unicamente do Morfindel como fonte de notícias :eh:
    Até parece praga dele!
     
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  8. Deriel

    Deriel Administrador

    Longe de nos compararmos com o Cinema em Cena (que eu frequento também há mais de uma década :eh:) a Valinor passa por problema semelhante desse citado aqui pelo Villaça:

    É difícil manter um espaço de discussão, de crítica, de leitura, de artigos. Enquanto nossos grandes Artigos infelizmente vivem às moscas, sendo lidos e comentados por poucos, qualquer paginazinha besta de Facebook que só posta fotinho engraçada fazendo piada com SdA tem dez vezes mais seguidores do que a gente e ganha muito dinheiro com isso.

    Ainda que a Valinor tem um custo de manutenção relativamente baixo de U$115,00 e quem ajuda o faz como hobbie não como profissão. Senão, estaríamos no mesmo problema do Cinema em Cena
     
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  9. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Comentando o que o autor do site fala na entrevista, a opção pelo jornalismo "junk food" leva consigo os mesmos problemas do excesso da "comida fast food" quando devorada diariamente, cheia de calorias vazias, inchaço, doença e vida curta.

    Em busca de solucionar a situação os grandes jornais dividem o conteúdo do site entre áreas de acesso pago e áreas de acesso livre para devolver valor aos textos lidos.

    Entretanto alguns colunistas consideram que é paliativo que infelizmente não resolve porque dinheiro não soluciona tudo. Se parte das qualidades do leitor tem decaído também é porque o público tem sido estimulado a se dispersar, a gostar de notícias pouco informativas, sem sabor investigativo e enviesadas (por exemplo, na política a imprensa parece tratar o Centro como se fosse uma esquerda ou direita light, que dirá haver debate democrático).

    Por um lado pode ficar tão caro pra se divulgar e manter com fama que a explosão de invasores em sites sérios sofra também desgaste (antigamente o cara dizer que era webmaster soava diferente porque as paredes ecoavam valorização). Em contrapartida, se sites desregrados começam a ser o padrão isso indica ciclo vicioso, um estado geral de disputa entre mendigos intelectuais, muito vulnerável a ataques melodramáticos e alguns tipos específicos de cyber-ataques (sensacionalismo).

    Em parte a bolha da informação cresceu tanto que o público perdeu a noção da tecnologia ou do que fazer com ela e está ainda maravilhado com o impacto de poder fazer piadas instantâneas com grande acesso e alcance. Então sou da opinião de voltarem ao básico, que algumas disciplinas que hoje estão nos cursos de faculdades passem a ser aplicadas a alunos comuns de escolas no ensino médio e fundamental e uma delas seria História da Tecnologia.

    Enquanto isso não acontecer o público novo não vai saber valorizar algo que vê como garantido, até mesmo um simples copo de água gelada (é preciso de geladeira pra ter água fria).

    Por isso eu penso que por mais que os tempos mudem quem está defasado ultimamente é o internauta médio, que não sabe usar direito uma área de comentários mas que cobra um Portal todo bonito pra se manter interessado e que por não ter ultrapassado o aprendizado do básico não vai aprender a gostar de colunas e análises que são justamente a parte mais saborosa e útil de qualquer situação. Ou pior, vai se acreditar moderno e vai pensar a própria falta de concentração/foco como inovação sendo que de verdade é um defeito antigo de formação e não uma qualidade, ou seja algo que existe desde a idade da pedra.
     
  10. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Ele tinha postado isso num grupo fechado antes, mas agora tá aberto.

    Se o site continuar vai ser como agregador de notícia.


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  11. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu não entendi bem o que ele colocou aí. primeiro que ofereceram doar dinheiro e ele achava inviável, aí depois ele pergunta quem toparia doar deizão? mesmo num esquema de assinatura, o risco de de repente ficar sem grana seria o mesmo, não?

    de qualquer forma, torço para que dê certo. a parte do pagamento é complicada, o povo ainda tem uma noção meio estranha sobre pagar por conteúdo na internet - vejo principalmente quando o assunto é aquele paywall de periódicos. :/
     
  12. Deriel

    Deriel Administrador

    Eu acho que ele está indo pro mesmo lado que a gente - assinatura recorrente periódica. Mas desse jeito você tem que estar ciente que quem vai contribuir é quem ama seu trabalho, e normalmente é menos gente do que diz que ama. Isso também coloca outra variável na jogada: antes eram visitantes, agora são pagantes, o nível de suporte naturalmente acaba sendo outro, subindo custos.

    Mas tenho certeza de que estão cientes disso e avaliando as possibilidades. Assinatura Recorrente Periódica + AdSense + Publicidade Paga para um site como o deles deve funcionar. O chato é que isso vai dar mais trabalho pra manter, precisar de mais gente pra gerir isso tudo... e nem todo mundo é empreendedor ou CEO (como o Notch, criador do Minecraft, que vazou por não aguentar a pressão).
     
  13. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    é que pelo que eu entendi o pior da parte de custo deles é bancar idas aos festivais - isso é grana pracaraleo, não é a mesma coisa que grana para pagar servidor, pesquisar uma forma mais bacana de armazenar trailers e imagens de alta qualidade e afins. aliás, já daquele primeiro editorial me pareceu que eles chegaram num ponto que sites que souberam monetizar melhor (tipo o omelete) conseguem estar oferecendo entrevistas/ "reviews" que eles não conseguem, justamente pela falta de grana para bancar uma ida para esses lugares.
     
  14. Deriel

    Deriel Administrador

    Eu acho que a solução é a mesma - pode não ser manter servidor, mas é disponibilizar conteúdo (de uma maneira ampla).

    Sucesso pra eles na busca da solução. O Omelete é um grande exemplo que soube se monetizar, mas me parece que perdeu a alma - espero que o CeC consiga uma alternativa interessante que não custe-lhes a alma.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  15. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    eu acho que o villaça não queria dinheiro e nunca pensou em como monetizar justamente pelo lance de não perder a alma do cinema em cena. passei por algo semelhante com o meia palavra, e foi meio que parte do que levou ao fim também. eu nunca concordei com o lance de transformar o meia e algo para se fazer dinheiro - achava que a gente já estava se perdendo um pouco com os livros recebidos de editoras. parte do motivo para não querer o dinheiro era justamente ter em mente que a partir que começasse a rolar grana, a coisa teria que ficar séria, profissional - e ali todo mundo tocava a coisa como um hobby, até porque tirava dinheiro de outros lugares. enfim, é complicado. pessoal que lê os sites às vezes nem se dá conta do tanto de coisa que acontece nos bastidores.
     
    • Gostei! Gostei! x 2
  16. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    Pelo visto deu certo né? O site continua...
     
  17. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    tava pensando nisso dia desses, quando o villaça compartilhou crítica nova e eu "ué, mas não ia acabar?". menos mal.
     
  18. [F*U*S*A*|KåMµ§]

    [F*U*S*A*|KåMµ§] Who will define me?

    Ele postou no facebook semanas atras que ia continuar.
     
  19. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    perdi o post. todas as mensagens de política dele aparecem na minha tl, e logo essa não. facebook sux.
     
    • LOL LOL x 2
  20. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Pelo visto o Pablo desistiu novamente do Cinema em Cena:

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    E aqui uma entrevista onde ele destila todo um pessimismo e em relação à crítica no Brasil e fala sobre deixar de ser crítico:

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    Cada vez mais afetado hein?! Por exemplo, enquanto os dois outros citam a resistência que as legendas ainda têm hoje para fazer graça e ter um momento descontraído, Pablo veste a cara mais de bunda possível e porta-se como se a coisa fosse o fim do mundo. Curto pra caramba o Pablo como resenhista e como entusiasta de cinema, mas pelo amor de Deus né, cara fica agindo como uma diva má compreendida... Se a situação do público do Brasil fosse tão desesperadora e fosse a principal culpada de sua desistência de trabalhar como crítico, imagine então a situação de professores, de cientistas, de artistas... Ou mesmo, no Brasil e no mundo, de grandes gênios que vão só ser reconhecidos bem tardiamente... Que todos mudem de profissão e façam cara blasé para o público por não valorizarem seu trabalho.
     
    Última edição: 22 Ago 2016
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