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Festival leva cinema francês para nove cidades

Tópico em 'Cinema' iniciado por Anica, 3 Jun 2010.

  1. Anica

    Anica Usuário

    No ano passado, o cinema francês conseguiu vender em seu país mais de 200 milhões de ingressos, o que representa 38% da bilheteria. Alguns dos sucessos na França em 2009 são destaque do Festival de Varilux de Cinema 2010, que começa nessa quarta em São Paulo, e vai até o próximo dia 10, no Rio, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador. Serão apresentados 10 longas – todos inéditos em circuito no Brasil.

    Faz parte da programação o premiado “O Profeta”, de Jacques Audiard, que no ano passado levou o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes, além de 9 prêmios César uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, categoria, aliás, que faturou o prêmio no BAFTA. Também estão na programação do Festival filmes como “O Pequeno Nicolau”, maior bilheteria francesa do ano passado, baseado nos livros infanto-juvenis da dupla Sempé e Goscinny; o documentário “Oceanos”, de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud (“Migração Alada”); “O Refúgio”, de François Ozon; e “Coco Chanel e Igor Stravinsky”, de Jan Kounen.

    Um dos filmes mais polêmicos e aguardados do Festival é o novo trabalho do diretor francês Bruno Dumont (“A Vida de Jesus”, “A Humanidade”, “Flandres”), “Hadewijch”. O filme marca a impressionante estreia de Julie Sokolowski, interpretando a protagonista. A jovem é uma garota mística que tem uma sensibilidade bastante aguçada. Seu amor por Cristo é tão grande, que as freiras do convento onde mora pedem para ela viver a vida do lado de fora da instituição por um tempo, ‘encontrar seu verdadeiro eu’.

    Para Julie, que nunca teve nenhuma religião, e nem acredita em Deus, fazer a personagem foi um grande desafio. “Tive de me servir de minha própria experiência amorosa para tentar entender a personagem”, explicou ao UOL Cinema durante sua passagem por São Paulo, onde participou da abertura do Festival, na noite de quinta. Ela conta que foi uma busca interna muito forte, e que lhe trouxe diversas mudanças. “Foi muito enriquecedor. Assisti a “O Martírio de Joana D’Arc” [de Carl Theodore Dreyer] várias vezes. Acredito que existam muitos paralelos entre as personagens”.

    O trabalho com Dumont, um celebrado diretor francês, surgiu por acaso. Julie foi ao cinema com um amigo ver “Flandres”, e o diretor participava da sessão. Depois da projeção, conversaram um pouco, e trocaram contatos. Meses depois, ele mandou um e-mail a convidando para fazer o filme. Julie estava de viagem marcada para os Estados Unidos. E o cineasta a esperou. Quando voltou, praticamente foi direto para os sets de filmagem, em fevereiro do ano passado.

    Sem qualquer experiência como atriz, Julie diz que se sentiu intimidada na frente das câmeras num primeiro momento. “Dizer as falas era muito estranho. Tanto que o Bruno preferiu tirar todos os meus diálogos das primeiras cenas. Demorou um tempo até eu me sentir confortável e natural para poder conversar na frente das câmeras”, explica. Para a preparação para o personagem, o diretor enviou para ela vários textos de Hadewijch, uma poetisa e mística do século XIII, cujo amor por Deus estava acima de tudo. “No começo eu não entendia muito do que aqueles textos expressavam. Foi muito difícil, foi um trabalho árduo, para o qual contei com a ajuda do diretor.”

    Ao longo do processo de “Hadewijch”, Julie percebeu que ela e Dumont tinham bastante em comum quando o assunto era religião. Como ela, ele também não acredita em Deus, mas tem uma fé, um interesse pelo místico. “Ele busca o que há de místico nas pessoas. Os filmes dele são sobre essa busca. Nós visitamos diversas igrejas, nunca para rezar, mas para procurar uma força, uma energia”, explica.

    Um dos temas do filme é o fundamentalismo religioso, a forma como a religião ganha dimensões na vida de uma pessoa. “Para tentar entender isso, para deixar a personagem verdadeira, fui buscar as minhas próprias feridas de amor dentro de mim para que tudo viesse à tona”. Para Julie, o mais difícil, no entanto, foi um momento na qual ela precisava mergulhar num lago. “Estava gelado, e precisamos repetir a cena muitas vezes. Foi humilhante, em alguns momentos. Eu sabia que não ia me afogar, mas precisava fingir isso”.

    Julie tem acompanhado a carreira do filme na França e fora dela. Conta que há pouco tempo foi ao México, onde o longa teve uma recepção bastante calorosa. “Na França, o público e a crítica se interessaram mais pelos aspectos sociais do filme, sem dar muita atenção ao lado religioso, místico. Acredito que no Brasil, será como no México, as pessoas têm uma religiosidade mais aguçada, e terão mais sensibilidade para compreender nosso trabalho”.

    Aos 22 anos, Julie trabalha num restaurante e não pensa em seguir carreira de atriz, apesar da estreia elogiada e dos vários convites que recebeu. “Não quero fazer nenhum trabalho como atriz pelo qual não me interesse de verdade”, explica.

    Para mais informações sobre o filme, e a programação completa do festival, acesse o site oficial do evento: http://www.festivalcinefrances.com

    Fonte:
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    Para o pessoal de curitiba, tem a programação
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  2. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    eu fui numa mostra parecida há uns dois ou três anos na cinemateca... vi 3 filmes seguidos e foi uma experiência única...indico...
     

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