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Festival de Cannes 2019

Fúria da cidade

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Pôster do Festival de Cannes homenageia Agnès Varda (Foto: reprodução)

A edição de 2019 de Cannes promete ser a melhor dos últimos anos. Com grandes diretores entre os selecionados e homenageados incontestes, o festival ocorre entre 14 e 25 de maio e contará com o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) e O Regresso, como presidente do júri responsável por entregar a cobiçada Palma de Ouro.

A série de acertos tem de início com o pôster oficial do evento. Nele, brilha a silhueta de Agnès Varda, a rainha do cinema francês, em uma das suas imagens mais icônicas. Quem passar pelo evento, seja espectador ou competidor, se deparará com a imagem de uma diretora que dedicou toda a sua vida pela arte, eternizada com fundo amarelo e fonte histórica.

Assim como Varda, Alain Delon também será homenageado. Aos 83 anos, o ator francês, parceiro de lendas como Jean-Luc Godard e Michelangelo Antonioni, terá toda a sua brilhante carreira relembrada em retrospectiva. "Só há uma coisa que me faltou e sempre faltará: adoraria ter feito, antes de morrer, um filme dirigido por uma mulher", disse o astro francês, recentemente.

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Alain Delon (Foto: Getty Images)

Quanto à competição pela Palma de Ouro, não faltarão nomes relevantes na disputa. The Dead Don't Die, a promissora comédia zumbi de Jim Jarmusch com elenco repleto de estrelas, é um certamente um deles - ainda que não pareça uma grande mudança no jeito de fazer cinema do americano. O longa foi escolhido para ser exibido na abertura do festival.

Matthias & Maxime
, do jovem canadense Xavier Dolan, tem poucas informações divulgadas - sabemos apenas que o diretor fará um dos papéis principais, assim como em Eu Matei a Minha Mãe. A Hidden Life, representa o retorno do recluso de Terrence Malick ao circuito, enquanto Sorry We Missed You é a cartada de Ken Loach, três anos após ganhar a Palma de Ouro com Eu, Daniel Blake.

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Penélope Cruz e Pedro Almodóvar nos bastidores do filme Dolor Y Gloria (Foto: Reprodução)

Dois anos após presidir o júri da mostra, Pedro Almodóvar também é um candidato ao prêmio máximo da cerimônia com Dolor y Gloria, um filme mais introspectivo que voltará a reunir Antonio Banderas e Penélope Cruz em cena. A dupla esteve presente em Amores Passageiros, uma das obras mais contestadas do cineasta, em 2013. Como Once Upon a Time não ficou pronto a tempo, Quentin Tarantino não dará as caras no evento.

Todos eles (e Le Jeune Ahmed, dos irmãos Dardenne) farão frente a Bacurau, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, grande representante brasileiro no circuito. Diferentemente do Festival de Veneza, vencido por Roma no último ano, Cannes não contará com nenhum filme produzido por serviço de streaming, privilegiando os títulos com estreia prevista para as salas de cinema.
Confira abaixo todos os filmes participantes.

Na competição à Palma de Ouro

"The Dead Don't Die", de Jim Jarmusch
“Atlantique”, de Mati Diop
“Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
“Frankie”, de Ira Sachs
“A Hidden Life”, de Terrence Malick
“It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman
“Les Misérables”, de Ladj Ly
“Little Joe”, de Jessica Hausner
“Matthias & Maxime”, de Xavier Dolan
“Roubaix, une Lumière", de Arnaud Desplechin
“Parasite”, de Bong Joon Ho
“Portrait de la Jeune Fille en Feu", de Céline Sciamma
“Sibyl”, de Justine Triet
"Sorry We Missed You", de Ken Loach
"Dolor y Gloria", de Pedro Almodóvar
"O Traidor", de Marco Belocchio
"The Whistlers", de Corneliu Porumboiu
"The Wild Goose Lake", de Diao Yinan
"Le Jeune Ahmed", de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne

Na seção Um certo Olhar


"Adam”, de Maryam Touzani
"Dylda”, de Kantemir Balagov
"La Femme de Mon Frère”, de Monia Chokri
"Bull”, de Annie Silverstein
"The Climb”, de Michael Covino
"EVGE”, de Nariman Aliev
"Liberté”, de Albert Serra
"A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz
"Jeanne”, de Bruno Dumont
"Chambre 212”, de Christophe Honoré
"Papicha”, de Mounia Meddour“
"Summer of Changsha” de Zu Feng
"Port Authority", de Danielle Lessovitz
"Les Hirondelles de Kabul”, de Zabou Breitman e Eléa Gobé Mévellec
"O que arde", de Olivier Laxe
"Zhuo Ren Mi Mi", de Midi Z

Fora da competição ou em exibição especial


“Le Plus Belle Annés D'Une Vie", de Claude Lelouch
"Maradona”, de Asif Kapadia
"La Belle Époque”, de Nicolas Bedos
"Rocketman", de Dexter Fletcher
"Too Old to Die Young ”, de Nicolas Winding Refn
"The Gangster, the Cop, the Devil”, de Lee Won-Tae
“Family Romance, LLC.”, de Werner Herzog
“For Sama”, de Waad Al Kateab e Edward Watts
"Que Sea Ley”, de Juan Solanas
"Share”, de Pippa Bianco
"Être vivant et le savoir”, de Alain Cavalier
"Tommaso”, de Abel Ferrara

https://gq.globo.com/Cultura/Cinema...cannes-os-principais-indicados-deste-ano.html

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Começou hoje!
 

Nírasolmo

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Brasileiro Bacurau ganha Prêmio do Júri; sul coreano Parasite, a Palma de Ouro

O longa Parasite (título em inglês), do sul coreano Bong Joon-ho levou a Palma de Ouro, do Festival de Cannes, por decisão unânime do júri presidido por Alejandro González Iñárritu, em cerimônia realizada na noite deste sábado. O brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ficou com o Prêmio do Júri, dividido com o filme Les Misérables, de Ladj Ly. Este foi o único "empate".

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Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Kleber dedicou o prêmio ao Brasil, dizendo que frequenta o Festival de Cannes há 20 anos, primeiro como crítico, depois como programador de cinema e, enfim, cineasta. "Vocês não podem imaginar como a cabeça está neste momento", disse. O diretor ainda fez questão de lembrar que o país venceu a mostra Um Certo Olhar (com a A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz). "Nós somos embaixadores da cultura do Brasil. Nós precisamos de suporte e respeito", concluiu, no palco.

Antonio Banderas foi escolhido o melhor ator, por Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, e subiu ao palco muito emocionado. Ele homenageou o cineasta, a quem "deve a carreira", segundo o próprio, uma vez que o filme é uma espécie de autobiografia ficcionalizada de Almodóvar, a quem Banderas interpreta no filme. "Eu esperei 40 anos por isso", declarou.

Confira a lista completa dos vencedores da 72ª edição do Festival de Cannes:

- Palma de Ouro: Parasite, de Bong Joon-ho
- Grande Prêmio: Atlantique, de Mati Diop
- Prêmio do Júri: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e Les Misérables, de Ladj Ly
- Prêmio direção: Young Ahmed, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
- Melhor atriz: Emily Beecham, por Little Joe
- Melhor ator: Antonio Banderas, por Dor e Glória
- Melhor roteiro: Portrait of a Lady on Fire, Céline Sciamma
- Menção especial: Elia Suleiman, por It Must be Heaven
- Camera D'Or (melhor filme de estreia): Nuestras Madres, de César Díaz
- Melhor curta-metragem: The Distance Between Us and the Sky, de Vasilis Kekatos, com menção especial para Monstruo Dios, de Agustina San Martín.
 

Fúria da cidade

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Com forte presença em Cannes, Brasil conquista vitórias inéditas
Diretores dedicam seus prêmios aos trabalhadores do setor, que passa por sua maior crise em 25 anos


Em meio à maior crise do cinema nacional dos últimos 25 anos, com ameaça de congelamento dos recursos para o setor, o país conquistou duas vitórias inéditas no Festival de Cannes, o principal do mundo, que encerrou sua 72ª edição neste sábado.

A dúvida é se elas podem provocar alguma sensibilização num momento em que o governo revê as suas políticas de financiamento à cultura. Com “Bacurau”, sátira violenta que fala de um Brasil dividido e armado, os pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles ganharam o prêmio do júri da competição, o terceiro mais importante do evento.

E “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, do cearense Karim Aïnouz, foi escolhido o melhor filme da seção Um Certo Olhar, paralela à disputa pela Palma de Ouro.Fora da programação oficial, “The Lighthouse”, longa americano que tem o brasileiro Rodrigo Teixeira como produtor, ganhou prêmio da crítica. Os dois primeiros têm muito a falar sobre o Brasil contemporâneo.

Bacurau é o nome que os diretores dão a uma cidade algo utópica no sertão pernambucano, um lugar erigido em torno de símbolos regionais que se vê assolado por uma invasão externa. O assédio chega sob a forma de agentes estrangeiros, apoiados por um político e por dois entreguistas do Sudeste.

O revide dos locais envolve apelar para o cangaço, uma resposta violenta que também opera no nível da metáfora. Ela surge como um manifesto cultural contra o imperialismo e contra a perversão das instituições. Não faltou quem visse nisso uma mensagem enfurecida contra Bolsonaro e a guinada conservadora.“Será ótimo que um filme como esse possa ser apresentado num país que está desmontando a cultura”, disse Mendonça Filho, dias antes da premiação.

Após a vitória, em conversa com jornalistas, afirmou que não descartava a possibilidade de Bolsonaro ver o longa. “Ele pode até gostar.” Essa foi a segunda vez que o cineasta recifense concorreu à Palma de Ouro. Na primeira, em 2016, encampou um ato anti-impeachment de Dilma no tapete vermelho antes da estreia de “Aquarius”, o que acabou virando um dos grandes gestos da cultura contra o governo Temer.

O longa de Aïnouz também parece dizer algo sobre o país hoje. Ao menos, foi o que o cineasta deixou claro ao dizer que gostaria de chegar “aos milhões que votaram nesse governo”. Tanto é que apostou na tradicional embalagem do melodrama.

A trama de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, uma adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, fala de duas irmãs que são separadas uma da outra no Rio de Janeiro dos anos 1950. Mãe solteira, uma é expulsa de casa e vai parar na rua. A outra se casa, mas sacrifica suas aspirações para assumir o papel de dona de casa.

Cada uma à sua maneira, ambas sucumbem ao machismo institucional, personificado em figuras opressoras de pais, maridos, colegas de trabalho e ginecologistas. “Bacurau” estreia em 30 de agosto no circuito brasileiro. “A Vida Invisível” deve entrar em cartaz em novembro.

Prêmios à parte, a presença nacional em Cannes já havia sido maciça em quantidade. Neste ano, o Brasil foi o quarto país com maior participação (seis filmes, no total), atrás apenas de França, Estados Unidos e Bélgica —um feito “impressionante”, segundo a revista especializada Variety.

O irônico foi que, em abril, quando saiu a lista de selecionados ao festival, o anúncio ocorreu poucas horas antes de a direção da Ancine anunciar a suspensão de recursos para a produção audiovisual. Ela se anteviu a uma decisão do Tribunal de Contas da União, que contesta a forma como a entidade fiscaliza seus projetos. O processo ainda está em andamento.

Não foi por outra razão que tanto Aïnouz quando Dornelles e Mendonça Filho martelaram que dedicavam seus prêmios aos trabalhadores do cinema no país ao subirem ao palco. “Bacurau” chega a ter nos seus créditos finais a informação de que gerou 800 empregos diretor e indiretos durante a produção.

Os três também manifestaram apoio aos protestos contra os cortes na área da educação e insistiram que o país vive um momento de intolerância. Para Mendonça Filho, a vitória pode manter o debate sobre o financiamento público à cultura.

A classe cinematográfica, que se colocou em peso contra a eleição do atual presidente, ainda não conseguiu uma interlocução adequada com o governo. Para piorar, o atual presidente da agência, Christian de Castro, não tem conseguido gerir aquela que se anuncia como a pior crise do setor nos últimos 25 anos.

Por trás de três dos seis filmes com DNA nacional que estrearam em Cannes, o produtor Rodrigo Teixeira crê que faltou ao setor audiovisual ter pensado num plano B ao longo dos últimos anos. “Ficamos dependentes do incentivo estatal, que precisa continuar existindo, mas que não pode ser a única forma de financiamento”, diz.

Ele acredita que ainda que falta união e liderança no setor. “Alguém tem que assumir esse papel e falar com o governo. Por mais que [Bolsonaro] também não tenha sido o meu candidato, ele foi eleito”, diz. “O cinema é bom de briga, mas diálogo precisa existir com qualquer um.”

No Brasil, Mendonça Filho responde a um processo envolvendo as contas de seu primeiro longa, “O Som ao Redor” (2012). A Secretaria Especial da Cultura, que hoje substitui o Ministério da Cultura, acusa a produtora do cineasta de ter captado R$ 1 milhão de forma irregular num edital para filmes de baixo orçamento e exige que ele devolva, em valores atualizados, R$ 2,2 milhões.

O diretor afirma que sofre acusações injustas e ainda pode recorrer ao Tribunal de Contas da União.

Os prêmios deste ano se somam a outros que o cinema brasileiro já recebeu nas 72 edições do festival. Em 1962 o país recebeu a Palma de Ouro com “O Pagador de Promessas”, e, em 1969, Glauber Rocha venceu como melhor diretor por “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. Também já foram premiadas as atrizes Fernanda Torres, por “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986), e Sandra Corveloni, por “Linha de Passe” (2008).

https://www1.folha.uol.com.br/ilust...nnes-brasil-conquista-vitorias-ineditas.shtml

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Morgoth

Stalker
Nírasolmo disse:
O longa Parasite (título em inglês), do sul coreano Bong Joon-ho levou a Palma de Ouro, do Festival de Cannes, por decisão unânime do júri presidido por Alejandro González Iñárritu, em cerimônia realizada na noite deste sábado.
Já tava de olho nesse filme desde que vi o cartaz a primeira vez, imagina agora...
No Letterboxd tava que o Bong Joon-ho recomendou três filmes como uma espécie de preparação pra "Parasite".

- "Hanyo, a Empregada"
https://www.imdb.com/title/tt0150980/

- "O Criado"
https://www.imdb.com/title/tt0057490/

- "Mulheres Diabólicas"
https://www.imdb.com/title/tt0112769/
 

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